Partilhando leituras

Livros sobre Caldas da Rainha, Rainha D. Leonor, Bordalo Pinheiro, caricaturas,

cerâmicas, gatos e algo mais...

quarta-feira, 30 de abril de 2008

Café Literário

Autor convidado:

LUIS NUNO RODRIGUES

Livro: Marechal Costa Gomes No Centro da Tempestade
Pópulos - Parque D. Carlos I
21,30 Horas

O Marechal Costa Gomes, "geriu uma revolução sem nunca ser revolucionário.

Foi hábil na política sem ser um político. Foi um militar que nunca deixou de pensar como um civil. Exerceu altos cargos nos regimes de Oliveira Salazar e Marcelo Caetano, mas por duas vezes foi demitido pelos chefes do governo. Foi um dos primeiros a reconhecer a impossibilidade de uma solução exclusivamente militar em África mas, também, o general que maior número de tropas comandou em Moçambique e Angola. Estas e muitas outras contradições marcaram o percurso político e militar de Francisco Costa Gomes. Um homem que esteve sempre no centro das tempestades que atravessou ao longo da vida."

Luis Nuno Rodrigues apresenta-nos uma das figuras mais marcantes (e controversas) da nossa história contemporânea.

Loja 107, partilhando leituras com a cidade

sexta-feira, 25 de abril de 2008

280.ª Página Caldense

RAFAEL BORDALO PINHEIRO E JÚLIO CESAR MACHADO
CARTÃO DE RBP DE BOAS FESTAS

Fotografia e Cartão existentes no Museu do Bombarral
Fotografias de Margarida Araújo

279.ª Página Caldense

O COMPROMISSO DA RAINHA

[O Compromisso da Rainha. Exposição realizada na Capela de S. Sebastião. Caldas da Rainha, em Maio / Junho de 1992. Coordenação e Montagem Margarida Gouveia. 1ª Edição Maio de 1992. Tiragem 600 exemplares. Edição: PH - Património Histórico. 63 páginas numeradas + capas. Dimensão: 13,30 x 20,60 cms. ISBN 972-95508-3-2]

quinta-feira, 24 de abril de 2008

Autora Caldense


UM LIVRO, UMA HERANÇA para o Carvalhal do Bombarral

"CARVALHAL … e peras! - Viagens por memórias e paisagens é um livro que nasceu da ideia da fotógrafa e artista plástica Agneta Bjorkman, que durante 12 anos residiu na freguesia do Carvalhal (Bombarral). A sua intenção foi deixar como herança à freguesia que a acolheu, uma obra que prevaleça no tempo. Convidou a antropóloga Teresa Perdigão para a acompanhar nas suas muitas viagens pelo sítio e para os imensos contactos com as pessoas, e para escrever os textos. Estas viagens decorreram ao longo das quatro estações do ano de 2007 que, aliás, ilustram os quatro capítulos do livro.
O Núcleo de Melhoramentos Cultura e Desporto do Carvalhal acolheu e apoiou a ideia.
A freguesia do Carvalhal tem, assim, à sua disposição um livro que é, como diz a Professora Adriana Nogueira, no prefácio, «um testemunho do estado da freguesia do Carvalhal, em 2007, mas que não se fica por este valor documental antropológico. Antes pelo contrário: são muitas as leituras que nos permite.
Quem quiser usá-lo como roteiro turístico da freguesia, dele fará bom proveito: não faltam referências a restaurantes, cafés, locais de lazer domingueiros ou sazonais, actividades agrícolas, paisagens, gentes, músicas.
Quem quiser usá-lo para consulta histórica, lerá com prazer a súmula dos proprietários da Torre, a história da banda ou a evolução dos moinhos.
Quem quiser conhecer as festas, poderá saber quando são os círios, pedir pelo pão-por-Deus, dançar nas associações ou no Musicoeste.
Quem gostar do sabor da linguagem, pode enriquecer aqui o seu vocabulário, ouvindo «deitar as loas» no altar, acompanhando o «arrelvamento» dos trevos, ou a «surriba», que revolve a terra.
Quem quiser encontrar valores humanos, muitos são os nomes que ali se destacam, desde os animadores das colectividades, aos cheios de espírito de iniciativa, que levaram à realização de sonhos, como a compra de um novo sino para uma Igreja.
(…)
E, entre tantas outras possibilidades, quem apenas pretender um momento de literatura, aqui o tem.
A escrita da Teresa está recheada de imagens, de figuras de estilo, dirão alguns. Consegue levar-nos a perceber o empenho de quem caiou a parede, quando nos leva a querer ver o «branco esmerado» da igreja; consegue descrever o orgulho dos quem têm as suas casas «mimadas»; consegue fazer-nos sentir o calor de um Verão que não acaba, numa «paisagem de Outono envergonhado»; consegue transmitir o brio da aldeia que se dá a ver «com vaidade e dignidade».
As imagens da Agneta mostram que tudo o que as palavras nos dizem sobre as cores da terra, das vinhas, das frutas, das casas, das pessoas, não é um exagero poético. E a concepção gráfica da Sandra, ao realçar as palavras e as imagens, tornou físicas estas sensações.
O Carvalhal é, de facto, uma terra… e peras!»

quarta-feira, 23 de abril de 2008

23 de Abril - Dia Mundial do Livro e da Rosa


No Dia Mundial do Livro, a Livreira saúda com afecto todos os Leitores.

[Le Roman des Roses. Alice Caron Lambert. Éditions du Chêne. 1999.
ISBN 978-2-84277-170-6]

terça-feira, 22 de abril de 2008

Cumplicidades

JUDY WISE ARMCHAIR

278.ª Página Caldense

O CLIMA DAS CALDAS DA RAINHA

"- Lemos algures que o meu amigo fizéra uma comunicação, na Academia de Sciencias de Portugal, sobre o clima das Caldas da Rainha. É certo?

- É certo, meu caro Ribeiro de Carvalho.

- Deu-se então bem naquela estação?

- Admiravelmente. Nem na Siussa ainda passei tão bem.

- Fez algum tratamento? Aproveitou-se das inalações ?

- Limitei-me a respirar o magnifico ar; e foi, precisamente, o efeito colhido por esse simples processo que sugeriu o meu trablho.

- Diga-me então alguma coisa sobre o assunto.

- Da melhor vontade. Eu era extremamente atreito a constipações que degeneravam quasi sempre em bronquites com febre e dificuldades de respiração. Para ter esse mal, bastava qualquer corrente de ar ou apanhar um pouco de humidade. pois, nas Caldas, suportei sem o mínimo abalo, esses dois terriveis inimigos da minha saude. Devo ainda acentuar que, anteriormente, raras vezes sentia o ar descer até á base dos pulmões. Desde, porém, que experimentei a influencia d'aquele priviligiado clima, o oxigénio passou a visitar-me o sangue com maior assiduidade." [...][Pág. 4].

[O Clima das Caldas da Rainha. Utilidade da sua acção. Estudos Scientificos para a explicar. Entrevista com o academico Antonio Cabreira e projecto de lei do deputado Ribeiro de Carvalho, Camara Municipal e Associação Comercial e Industrial das Caldas da Rainha. Lisboa. Composto e Impresso na Tipografia Pessoa, 13, 13-A Calçada de S. Francisco. Folheto com 8 páginas numeradas + capas. Dimensão: 13,3 x 20,8 cms.


O meu agradecimento ao João B. Serra pela partilha desta fonte bibliográfica caldense.

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Dia Mundial do Livro - 23 de Abril

[D. João II e a sua mulher D. Leonor, acompanhados por figuras das coroa. Cada soberano tem diante de si um livro aberto. Xilogravura a ilustrar a “Vita Christi”, livro custeado pela Rainha D. Leonor. (In: História da Edição em Portugal, Vol I, Artur Anselmo)]
O "Dia Mundial do Livro e do Direito de Autor" é comemorado, desde 1996 e por decisão da UNESCO, a 23 de Abril, dia de São Jorge.

Esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.

Em simultâneo, é prestada homenagem à obra de grandes escritores, como Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, e Inca Garcilaso de la Veja exactamente a 23 de Abril.

É igualmente a data de nascimento ou morte de outros autores proeminentes como Maurice Druon, K.Laxness, Vladimir Nabokov, Josep Pla e Manuel Mejía Vallejo.

Caldas da Rainha está intimamente ligada à história do livro em Portugal.

Essa ligação é estabelecida pela Rainha D. Leonor, a senhora das Misericórdias, e por Gil Vicente, o grande senhor do teatro português.

E isto porque, datado de 1495, “Vita Christi” é a primeira obra em língua portuguesa executada em Lisboa, pelo processo tipográfico. Obra em 4 volumes, impressa por Valentim Fernandes e Nicolau da Saxónia, deve a sua existência ao querer da Rainha D. Leonor.

Quanto a Gil Vicente, o senhor dos ditos irreverentes, o único espaço com memória das suas palavras, é a Igreja de Nossa Senhora do Pópulo, a pequena jóia arquitectónica da nossa cidade, onde foi representado perante a Rainha o Auto de S. Martinho.

A Loja 107, não querendo deixar de assinalar tal data, propõe-se marcar tal data com a presença dos escritores / ilustradores caldenses.

Assim, convida os escritores caldenses, a aparecerem na sua esplanada Literária, no dia 26 sábado (na impossibilidade de o fazer do dia 23, dia de trabalho), e convida-os a escreverem um pequeno texto, evocativo da data (Tema: Um livro da Minha Vida, até um máximo de 3500 caracteres) a publicar na Gazeta das Caldas, numa página dedicada a esta efeméride.

E porque as ilustrações são sempre complementares da escrita, convidamos também os ilustradores a juntarem-se a nós. A sua arte será publicada a par dos textos.

Simultaneamente, propomo-nos fazer, em colaboração com o PH – Associação Património Histórico, uma promoção dos livros editados sobre as Caldas da Rainha.

E porque a partilha de Livros pode ser também um acto de solidariedade, a Loja 107, efectuará um desconto de 10% a todos os clientes em troca da oferta de um livro infantil usado.

Esses livros infantis destinam-se à Associação Padrinhos de Portugal, que tem por finalidade o auxílio a crianças do mundo da língua portuguesa.

Promovida pela Associação Comercial (ACCCRO) espera-se a visita da Senhora Rainha D. Leonor e de Mestre Gil Vicente à nossa cidade.

Partilhar livros e flores, nesta primavera, é prolongar uma longa cadeia de alegria e cultura, de saber e paixão.


Loja 107, uma casa de livros, partilhando leituras

quinta-feira, 17 de abril de 2008

277.º Página Caldense

CALDAS SPORT CLUB
SUBCAMPEÃO NACIONAL DA II DIVISÃO
1954-55
[Páginas centrais]

"APONTAMENTOS

- O Caldas aceitou sempre os resultados desportivos e nunca protestou um jogo.
- Durante esta época foram utilizados 19 jogadores.
- Jogaram uma vez Louro a guarda-redes e Evaristo com o n.º 2.
- António Pedro alinhou em todos os encontros, mas nem sempre com o mesmo número.
- Martin, na linha avançada, jogou a todos os lugares, menos com o n.º11.
- Leandro e Fragateiro, apenas não jogaram um jogo.
- Foram 25 os árbitros designados esta época para os jogos do Caldas.
- Vieira da Costa e Hermínio Soares dirigiram 3 encontros cada, tendo o Caldas ganho todos aqueles que o caracterizado árbitro portuense apitou.
- Paulo de Oliveira por duas vezes foi designado para jogos do Caldas. De ambas as vezes, no campo do adversário, o resultado foi empate a uma bola.
- Mário Ribeiro Sanches dirigiu o encontro com resultado mais volumoso - 10-0.
- Em 36 jogos - 24 vitórias, 7 derrotas e 5 empates. Nas Caldas nunca perdeu.
- Dos quatro encontros com o nosso valoroso adversário - o Torriense - ganhámos duas vezes nas Caldas e em Torres perdemos na 1.ª fase e empatámos na fase final.
- E finalmente ... jogos de passagem:
12/6 - no Porto - árbitro Hermínio Soares, Boavista, 2 - Caldas, 2.
19/6 - nas Caldas - árbitro ........... Caldas ........... - Boavista ......... "

[Caldas Sport Club. Subcampeão Nacional da II Divisão. 1954-55. Folheto com 16 páginas não numeradas + capas. Dimensão: 16,00 cms x 23,50 cms. Capas impressas a cores. Impresso: Tip. Castor - Rua Vitor Hugo, 11 A, Tel 76011]

O meu agradecimento ao João B. Serra por esta partilha de informações caldenses.

quarta-feira, 16 de abril de 2008

276.ª Página Caldense

DONA LEONOR
JOÃO AMEAL
[…]
"Já antes, ainda em vida do marido, a Rainha tomou uma das iniciativas que haviam de consagrar e aureolar o seu nome: a fundação do Hospital das Caldas. Frei Jorge de São Paulo, na sua crónica tão densa, História da Rainha D. Leonor e da fundação do Hospital das Caldas, fornece abundantes pormenores a tal respeito.

Como surgiu essa ideia no espírito da viúva de D. João II ?

Várias são as versões aduzidas para explicá-lo.

Segundo uma delas, a Rainha achou-se quasi paralítica na Quaresma de 1483 em Almeirim, depois de um mau sucesso. Consultados os médicos «a aconselharão se fosse pêra a sua villa de Óbidos tanto que entrasse o tempo quente e tomasse banhos naquellas Agoas Calidas que arrebentavão no termo da mesma Villa». Seguiu o conselho, mandou construir uma espécie de tanque em que se banhou – e, visto ter-se curado, prometeu «a D. e á Sacratissima May … edificar naquelle lugar um magnifico Hospital.»

Segundo outra – comunicada pelo tabelião Francisco de Araújo – «passando a Rainha D. Leonor da Cidade de Coimbra pêra a sua villa de Obidos leza de hum cancro que padecia e fazendo grande calma se tirou das Andas em que vinha e assentava junto a esta fonte de Agoa Calida lavou com ella o seu cancro e milagrozamente sarara e logo ordenara a fabrica deste Hospital…»

A terceira versão, que por todos os motivos se afigura mais verosímil, pois coincide com outros elementos da biografia da Soberana – é a seguinte. Em Julho de 1484, foi Dona Leonor da «sua Villa de Óbidos (era velha tradição ser Óbidos dada em dote às Rainhas portuguesas, e assim, sucedeu, por exemplo, com Dona Isabel de Aragão, mulher de D. Diniz e Dona Leonor Teles, mulher de D. Fernando) ter à Batalha com o Rei, que a esperava para juntos assistirem às exéquias ali celebradas todos os anos por alma de D. Afonso V. Ao atravessar uma zona quási deserta, reparou numa cova onde alguns doentes de aspecto miserável se achavam imersos em água fumegante. Ouça-se o Cronista, que nos descreve a cena com saboroso colorido: - «que fazião aquelles pobres lançados naquella agoa fumoza? Responderão serem doentes de frieldades e que se approveitavão da virtude daquelles banhos para remédio medicinal e salutifero de seus males e neles receberem melhoria, e que muita gente tolhida sarava de todo como tinhão esperimentado; e neste passo dixera a Rainha: «Se o Senhor Deus me der vida os pobres de Christo seu filho terão melhor commodidade em suas curas

Na sua compassiva sensibilidade germinara o projecto de edificar ali um vasto Hospital provido do que fosse necessário para assegurar conforto aos enfermos desprovidos de meios." […] [Páginas 231, 232 e 233]

[Dona Leonor «Princeza Perfeitissima». João Ameal. Livraria Tavares Martins. Porto. 1.ª Edição, 1943. Este livro «D. Leonor» acabou de se imprimir aos 12 de Dezembro de 1942, na Tipografia Sequeira, Ldª., no Porto. ]

O Gato Holandes

COMPOSIÇÃO DE AZULEJOS HOLANDESES RETRATANDO UM GATO,
SÉCULO XVIII

[in: A Arte do Azulejo. A História. As Técnicas. Os Artistas. Noel Riley. Editorial Estampa. ISBN 972-33-1950-0]

terça-feira, 15 de abril de 2008

275.ª Página Caldense

"Foto parcial das ruínas do Pavilhão de Vendas da antiga Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, anos 80 (antes da demolição total). Pormenor da foto: escadas interiores onde se guardava o busto da actriz Maria Visconti."

O meu reconhecimento ao Vitor Pires pela oferta desta fotografia.

P.S. - Seja-me permitido chamar a atenção para o artigo publicado por João B. Serra, na rubrica "O Que Eu Andei...", da Gazeta das Caldas de 11 de Abril de 2008.

segunda-feira, 14 de abril de 2008

274.ª Página Caldense

AS OBRAS DE GIL VICENTE
VOL IV
" O Auto que adiante fe fegue foy reprefentafo à muy caridota & deuota fenhora a Raynha dona Lianor na ygreja das Caldas, na profsicam de Corpus Chrifti fobre a charidade que o béauenturado fam Martinho fez ao pobre quando partio a capa. Era de mil & quinhentos & quatro."

[As Obras de Gil Vicente. Vol. IV. Edição: Centro de Estudos de Teatro da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa / Imprensa Nacional - Casa da Moeda. Direcção científica de José Camões. Reprodução em fac-símile da Copilação de todalas obras de Gil Vicente de 1586 e dos folhetos quinhentistas de Barca do Inferno, Inês Pereira, Maria Parda, História de Deos e Ressureição de Cristo, Fé e Festa. Tiragem: 1500 exemplares. 1.ª edição: Dezembro de 2002. ISBN 972-27-1155-5.]

sábado, 12 de abril de 2008

quarta-feira, 9 de abril de 2008

Os Gatos de Dali


SALVADOR DALI
Fotógrafo: PHILIPPE HALSMAN

Os meus agradecimentos à Isabel Tomás por estes gatos voadores "dalinianos"(?) ...

Conversas à Mesa

Fazer compras pode ser uma experiência fantástica e inesquecível.

Os diferentes estímulos, sejam eles auditivos, visuais, olfactivos, tácteis ou gustativos, podem constituir incentivos estratégicos aplicados ao comércio de retalho.

Deste e de outros assuntos vamos falar durante e após um jantar a realizar no Pachá, no dia 18 (sexta feira) pelas 20,30 horas.

Sob o tema A MAGIA DO COMÉRCIO, José Rafael Nascimento, falar-nos-á do Consumo Sagrado, do Marketing dos Sentidos, das Influências Situacionais e das Experiências do Consumidor. Mostrar-nos-á o Vídeodocumentário: SHOPOLOGY.

Será mais uma noite de aquisição de conhecimentos, de troca de experiências, de despertar de sensibilidades e de muito boa companhia.

A participação é livre (condicionada à capacidade da sala) e as inscrições podem ser feitas na Livraria 107 ou no Pachá.

Convidado: Dr. José Rafael Nascimento, 51 anos, Docente Universitário, Formador e Consultor de Empresas, Licenciado em Organização e Gestão de Empresas, Mestre em Psicologia Social e Organizacional, Pós-Graduado em Marketing Político e Social, Marketing Research e Consumer Behavior.

Bom apetite!

terça-feira, 8 de abril de 2008

As Imagens e as Palavras


O OSSO

"No verde manto do tempo, Luís,
Um osso alveja: resto do almoço
campestre ou rupestre ferramenta?

A montante, algum dente o esburgou,
alguma boca lhe comeu a carne.

Instrumento, ou despojo para trás das costas
jogado, o osso vai ser coberto
pela neve fria, a seu tempo.

Não pranteies, Luis, sobre a sazonal
presença , em fundo verde ou branco,
do osso, que não podemos nada
contra ele.

Enxuga-me, Luís, esse relento de alma,
que o osso o melhor é contorná-lo.

Alexandre O'Neill
Margarida Araújo enviou-me esta fotografia tirada na Praça das Caldas.
A Alexandre O'Neill, tomei de empréstimo o poema Ossos, publicado na sua Poesia Completa (edição Assírio & Alvim)

segunda-feira, 7 de abril de 2008

273.º Página Caldense



A RAINHA D. LEONOR 1458-1525
CONDE DE SABUGOSA

[...]
"D. João II, neste momento da existência da nação que governava, era mais do que um guerreiro de Arzila e de Toro, era mais do que um estadista, era um vidente, era um profeta à maneira bíblica, uma espécie de Moisés moderno guiando o seu povo por uma estrada feita de luz e, como o da Bíblia, morrendo antes de chegar à Terra da Promissão.

Por essa estrada que o grande Rei abria, Portugal caminhava para o apogeu da sua glória.

A Rainha, sua mulher, com a lúcida inteligência que lhe iluminava o cérebro, comreeendeu a missão que o destino dera ao marido. Apesar de sentir o coração ainda retalhado pela recordação das tragédias e o ânimo continuamente inquieto pelos perigos que ameaçavam a sua tranquilidade, acompanho-o sempre, seguiu com atenção os seus planos, foi uma poderosa auxiliadora na fulgurante epopeia joanina." [Página 156]

[A Rainha D. Leonor. Conde de Sabugosa. Livraria San Carlos. Lisboa. 2.ª Edição. 1974]

domingo, 6 de abril de 2008

Leituras


PEQUENA HISTÓRIA DA IMPRENSA PORTUGUESA
ROCHA MARTINS

"Capítulo IX
Periódicos Satíricos e de Caricaturas

Periódicos satíricos houve muitos e já apontámos alguns, mas propriamente de crítica pela caricatura, só se iniciaram com os maus desenhos de O Procurador dos Povos (1838-1848), a-fora um outro pasquim, relativo a D. João VI e os Lobatos, criados do seu guarda roupa, e que foi afixado nas paredes da capital quando da partida da família real para o Brasil (1807).

Depois aparecia um ou outro boneco com a pretensão a sátira, mas sem impor os artistas que os traçavam, como o celebrado Suplemento Burlesco do Patriota (12 de Agosto de 1847 a 9 de Abril de 1853).

O verdadeiro mestre da caricatura em Portugal foi Rafael Bordalo Pinheiro, filho de Manuel Maria Bordalo Pinheiro, artista e fundador duma dinastia de talentos; Columbano, grande pintor; Tomás, industrial; D. Maria Augusta, bordadora e mestra de rendas; Feliciano, militar distinto e iniciador da fábrica de louças artísticas das Caldas da Rainha; e Manuel, médico especialista.

Rafael, depois de ouvir o mestre de dança, Justino Soares, contar que, sendo carpinteiro, sentira comichão nos pés e se pusera a dançar, dissera: «pois eu também senti a mesma impressão nas mãos e pus-me a desenhar». Obteve êxito artístico com a linda Lanterna Mágica (15 de Maio 30 de Junho de 1875). Publicara a Berlinda, depois o Album de Celebridades, o Calcanhar de Aquiles (1871), o jornal dos teatros O Binóculo (1971) e o celebrado Mapa de Portugal (1871). Partiu para o Rio de Janeiro a-fim de dirigir o Mosquito. Não se deu bem, e lançou o periódico satírico O Besouro. Regressou a Portugal e o seu jornal O António Maria, alusivo a António Maria Fontes Pereira de Melo, chefe do partido regenerador, constituíu um sucesso (12 de junho de 1879 a 1 de Janeiro de 1885); O Album das Glórias (1880) e seguiram-se: Pontos nos ii (1885 a 5 de Fevereiro de 1891) e A Paródia (1900-1901). Seu filho, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro, foi seu colaborador.

Bordalo criou símbolos, dos quais é imortal o «Zé Povinho». Republicano, fêz mais para o advento da República com os seus jornais do que os outros jornalistas do partido, porque em terra onde havia muitos analfabetos os desenhos flagrantes, ousados e elucidativos, eram como catapultas contra o regime. O ilustre artista faleceu em 1905." [Páginas 100 e 101]

Nota : certamente por lapso, o autor não referenciou a publicação da 2.ª série do António Maria (1891-1898). Esta lista não é exaustiva.

[Pequena História da Imprensa Portuguesa. Rocha Martins. Cadernos Inquérito, Série G, Crítica e História Literária XV. Editorial Inquérito, Lda. Lisboa. 1.ª Edição 1941]

sábado, 5 de abril de 2008

Acordo Ortográfico

Assim?

" - Não me venha com esse tom... - interveio tia Petúnia em voz estridente: contudo, Vernon Dursley acenou-lhe para que se calasse.

-Tudo não passa de conversa oca - disse o tio Vernon, fixando ferozmente em Harry os seus olhos de porquinho. - Não estou disposto a acreditar numa só palavra sequer. Ficamos onde estamos, não vamos a lado nenhum.

Harry ergueu o olhar para o tio e foi dominado por um misto de exasperação e divertimento. Nas últimas quatro semanas, Vernon Dursley mudara de ideias a cada vinte e quatro horas, fazendo e desfazendo as malas e arrumando-as e tirando-as do carro de todas as vezes. O momento predilecto de Harry ocorrera quando o tio Vernon, alheio ao facto de Dudley ter acrescentado os halteres às malas desde a última vez em que as desfizera, tentara içá-las mais uma vez para o porta-bagagens e se deixara abater por entre gemidos de dor e imprecações.

- Na tua opinião - afirmou Vermon Dudley nesse momento, recomeçando a calcorrear a sala - nós... a Petúnia, o Dudley e eu próprio... corremos perigo. Por culpa... por culpa...

- Por culpa da "minha gente", pois - completou Harry.

- Pois bem, eu não acredito nisso - insistiu o tio Vernon, detendo-se novamente diante de Harry. - Passei metade da noite acordado a remoer mais uma vez o assunto, e estou convencido de que não passa de uma tramóia para nos ficarem com a casa."

[Harry Potter e os Talimãs da Morte, de J. K. Rowling, Ed. Presença, versão portuguesa]


Ou assim?

"- Não venha com ironias... - começou tia Petúnia coma voz esganiçada, mas o marido fez sinal para que ela se calasse.

- É tudo conversa fiada - afirmou ele, encarando Harry com seus olhinhos de porco. - Conclui que não acredito em uma única palavra. Vamos ficar aqui, não vamos a lugar algum.

Harry ergueu os olhos para o tio e sentiu uma mescla de exasperação e surpresa. Válter Dursley vinha mudando de idéia a cada vinte e quatro horas nas últimas quatro semanas, carregando o carro, descarregando-o e recarregando a cada mudança. O momento favorito de Harry tinha sido quando o tio, sem saber que Duda guardara os pesos de musculação na mala desde a última vez que fora descarregada, tentara colocá-la novamente no porta-malas e desequilibrou-se, soltando urros de dor e xingando horrores.

- Pelo que me conta - disse Válter Dursley, recomeçando a andar pela sala -, nós Petúnia, Duda e eu, corremos perigo. Por conta de... de...

- Gente da "minha laia", certo.

- Pois eu não acredito - repetiu o tio, parando outra vez diante de Harry. - Passei metade da noite refletindo e acho que é uma armação para você ficar com a casa."

[Harry Potter e as Relíquias da Morte, de J. K. Rowling, Ed. Rocco, versão brasileira]


Na quinta feira passada, em Lisboa, falou-se do Acordo Ortográfico.
A opinião era unânime.
Não ao Acordo Ortográfico.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

Hoje não haverá Página Caldense

Hoje não haverá nenhuma página caldense.

Não, por falta de matéria informativa ou de motivação. A responsabilidade é totalmente atribuída à gata Florbela (Espanca, sublinhe-se).

Tomou-me conta do computador. Abriu o Messenger e vai daí desatou num namoro descarado com o Gato das Botas, via Charles Perrault. Estabeleceu depois conversa com o moçambicano Pintalgato, da casa Mia Couto.

Sem que ninguém o tivesse chamado, insinuou-se o chileno Zorbas.

As teclas batiam num som cadenciado e constante. A conversa, estima-se que decorria animadamente.

Em determinado momento, no ecrã branco do computador começaram a aparecer caracteres de formato estranho, aqui e ali de cor mais carregada. Caracteres que pareciam dançar, apareciam, fugiam, saltavam … A gata Florbela, surpreendida, com a pata tentava fazer parar aquela dança de letras. Claro que não conseguiu. Estou em crer que era uma tentativa de comunicação por parte das personagens felinas de Haruki Murakami.

Como não podia deixar, eis que surgiu o morador risonho de Cheshire. Florbela, gentilmente, perguntou-lhe pela saúde de Alice.

Inesperadamente, um miado bem sonante, com um certo tom selvagem amenizado por um eco galanteador, fez-se ouvir. Apresentava-se o Pires, do Mestre Bordalo.

A partir desse momento, desisti da reconquista do teclado.

Pode-se lá alguma vez cortar amizades (ou serão amores…)? Simples pergunta de retórica; claro que não.

Por isso, hoje, não haverá páginas caldenses … Mas também isso que interessa?

O dia está belo. O sol refulge em mil e um pontos brilhantes.

quarta-feira, 2 de abril de 2008

Dia Internacional do Livro Infantil



DIA INTERNACIONAL DO LIVRO INFANTIL
2 de Abril

"A minha vida é uma história maravilhosa. Se, ainda criança, pobre e solitário, tivesse encontrado no meu caminho uma fada poderosa que me tivesse dito: «escolhe a tua carreira. Que queres tu ser? E eu me encarregarei de ter aconselhar e dirigir» a minha vida não teria sido mais feliz nem mais convenientemente ordenada. A história da minha vida ensinará ao mundo o que me ensinou a mim próprio: «existe um Deus bom, que tudo governa da melhor maneira. »"

Hans Christian Andersen, no início das suas Memórias

A 2 de Abril de 1805, em Odense na Dinamarca nasce Hans Christian Andersen

272.ª Página Caldense



2 Postais com vistas parciais das Caldas da Rainha. Ao longe, sempre identificáveis na linha do horizonte os pavilhões do parque. As fotografias são da autoria de Passaporte. Será que estas fotografias foram tiradas a partir dos silos ?

Autor Caldense

MARECHAL COSTA GOMES
No Centro da Tempestade
LUIS NUNO RODRIGUES

"Luis Nuno Rodrigues é Doutor em História Americana pela Universidade do Wisconsin (EUA) e em História Moderna e Contemporânea pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e da Empresa (ISCTE). Actualmente é professo Auxiliar com Agregação no Departamento de História do ISCTE, onde coordena o Mestrado em História, Defesa e Relações Internacionais (em parceria com a Academia Militar).

É investigador do Centro de Estudos de História Contemporânea Portuguesa do ISCTE e membro do Instituto Português de Relações Internacionais. Em 2006 e 2008 foi Visiting Professor na Brown University, Estados Unidos da América.

As suas áreas de especialização são a História de Portugal no século XX, a História das Relações Internacionais e a História dos Estados Unidos da América. Tem publicado vários livros e dezenas de artigos sobre os temas da sua especialidade. A sua obra Kennedy-Salazar: a crise de uma aliança, As relações luso-americanas entre 1961 e 1963, publicada em 2002, foi galardoada com os Prémios Fundação Mário Soares e Aristides Sousa Mendes."

Luis Nuno Rodrigues é caldense.