Partilhando leituras

Livros sobre Caldas da Rainha, Rainha D. Leonor, Bordalo Pinheiro, caricaturas,

cerâmicas, gatos e algo mais...

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Bordalo em História da Caricatura Brasileira





História da Caricatura Brasileira - Volume 1
- Os percursores e a consolidação da Caricatura no Brasil - Autor: Luciano Magno - Editor: Gala Edições de Arte - Este livro foi editado em outubro de 2012 - 190 anos da Independência política do Brasil

segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Os Teatros de Lisboa

«O armário dos irmãos Davenport era menos complicado de que as peças que prega a todos este gaiato mór do país.
Desgraçado de quem não tiver cautela com ele. Está perdido.
De várias ocasiões, nas Caldas da Rainha, onde ele andava a fingir que tratava da sua gota impertinente, fez coisas incríveis a homens pacíficos, incapazes de suspeitarem que ele armasse laços de tal ordem à sua inexperiência. Uns ficavam sem sopa, outros ao recolher do Club encontravam-se sem a chave do trinco, e tinham de arrombar a porta, ou de ir pedir, à uma hora da noite, uma escada para trepar e entrarem pela janela ...»
In: Os Teatros de Lisboa, de Júlio César Machado e ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro. Livraria Editora de Matos Moreira & c.ª. 1855

sábado, 21 de dezembro de 2013

Natal nas Caldas

As ruas das Caldas da Rainha estão mais bonitas este Natal. As iluminações que a embelezam, simples e sem grandes floreados, conferem-lhe um ar de senhora distinta, de meia idade. Foi retocada a maquilhagem, pois a Câmara, e muito bem, resolveu com uma acção demolidora de pintura, dar cabo de todos as horrorosas pinturas que conspurcavam as paredes da cidade. Os laçarotes que enfeitam os vasos de flores, conferem um toque de festa e alegria, já não falando das árvores de Natal que são um símbolo do Natal caldense. Os meus amigos e antigos colegas, que estão na ACCCRO, Associação Comercial, fizeram um bom trabalho. Para eles a minha saudação e parabéns. Podem orgulhar-se marcaram a diferença. Continuem.
A fotografia é do blogue Águas Mornas do Zé Ventura.

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Os Livros do Natal

Nestes últimos tempos, fiz greve ao blog.
Por razões várias, o que eu tinha a partilhar com quem eventualmente estivesse interessada no que eu poderia dizer, nada era. Durante este período de abstinência, o que mais me chamou a atenção, foi o problema levantado por um conjunto de Livreiros Independentes quanto às condições de comercialização dos livros conferidas aos grandes grupos, nomeadamente à Bertrand e à Fnac. Este é um problema que é um pau de dois bicos; e estes bem afiados, por sinal. Quem compra os livros, e está fora destas questões, não percebe porque é que ele é um problema. Quer é adquirir os livros ao mais baixo custo. Mas o mercado é jogado com cartas viciadas. Uma das grandes cadeias de livrarias, a Bertrand, pertence a um dos grandes grupos editoriais, a Porto Editora. A Fnac, é a Fnac, que tem força que baste para negociar os preços que quer. Não têm sido falados dois grandes grupos, que pelos anúncios que leio, também apresentam preços sem concorrência: Os supermercados Continente e a WooK, sendo esta também do Grupo Porto Editora. E é fantástico é que é precisamente neste período, habitualmente de maior procura e consequentemente mais venda, que surgem, como cogumelos, feiras, promoções, packs, e sei lá que mais. O livro não conta como livro, mas sim como um produto que suscita procura e em relação ao qual são feitas ofertas de venda, como em mais nenhum produto. Nunca consegui comprar arroz com 25% de desconto, nem trazer 300 gramas de fiambre pelo preço de 200 gr. E existe ainda, acho eu, uma lei do preço fixo do livro, criada há anos, ainda em vigor, que é inteiramente posta de parte. Tomei em atenção a queixa feita à fiscalização por um grupo de Livreiros Independentes. A Fiscalização aceitou a queixa, com base na violação da lei, mas a verdade é que quem foi fiscalizado continua a anunciar as mesmas condições de venda, essas, precisamente, que foram consideradas como violadoras da lei. Custa a perceber? Claro como a água…. Não cumprir a lei, compensa. Ou quem pode, pode. E entretanto já se passou o período mais acentuado das vendas, e regressa tudo ao rame rame habitual. De nada serve, mas os livreiros independentes têm toda a minha compreensão e vivo à distância os seus problemas, que também já foi meu. É uma atitude quixotesca, mas quando compro livros, vou a uma livraria, e não aos armazéns de livros que actualmente abundam por todo o lado, porque nas livrarias encontro pessoas que falam a minha linguagem e sei orientar-me entre os livros expostos. E cada vez gosto mais de velhos livros … Sinto-lhes a alma… E uma coisa é certa; quem foi livreira uma vez, é livreira por toda a vida. É um tipo de doença crónica, sem cura e para a qual não há vacina… Esperemos pelos próximos episódios, que já antevejo: Pode David lutar contra Golias?...

sábado, 28 de setembro de 2013

A Minha Gata

A Minha Gata
João Paulo Cotrim
Companhia das Ilhas
«A minha gata ronrona cada nascer do sol ao qual prefere assistir acompanhada».

Leituras

A Gazeta das Caldas publicou esta semana um artigo intitulado «Das Leituras, dos livros mais marcantes e dos dias de descanso», em resultado de um inquérito realizado aos candidatos à Câmara. Muito interessantes as respostas. Se o voto fosse escolhido em função das leituras efectuadas, era um bico de obra chegar a uma conclusão.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Galeria Bordaliana - Rodoviária do Tejo

Uma Galeria Bordaliana na Rodoviário do Tejo?

Muito temos lamentado o estado em que se encontram as paredes das Caldas da Rainha.

Mas há sempre uma excepção à regra.

Ultimamente dois os três prédios da cidade lavaram a cara e dão nas vistas pelo ar airoso com que se apresentam.

Muito visível, por ocupar toda um quarteirão, toda a parede da Rodoviária do Tejo que dá para a Rua Dr. Leão Azedo.

Branca, limpa, arranjada a pedir que se transforme numa galeria citadina. Posso dar uma ideia: que seja decorada com as figuras de movimento do Bordalo Pinheiro.

Que bem que ali ficavam, nesta nova rua pedonal convidativa ao passeio dos mais velhos e às brincadeiras da pequenada, os bonecos dançantes de Rafael: A Ama para tomar conta da miudagem; a Maria da Paciência para aconselhar atitudes; o Padre para abençoar os crentes; a Saloia para dar um pezinho de dança; o sacristão para incensar os ares; o Zé Povinho para balançar ao som da música dos políticos; o Policia para impor a lei …

E não íamos esquecer os restantes que se juntavam ao rancho…

Aqui fica a ideia à consideração da Rodoviária do Tejo ao mesmo tempo que a felicito pelos benefícios efectuados no interior da gare, onde até vasos de flores dão as boas vindas a quem chega e se despedem de quem parte.

Um exemplo a seguir pelo cuidado demonstrado na conservação dum edifício marcante da cidade. O meu agradecimento como utilizadora e as minhas felicitações como caldense. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Os Gatos do Google


Hoje os gatos tomaram conta do Google!
126.º Aniversário de Erwin Schrdingers
Prémio Nobel da Física de 1933

sábado, 27 de julho de 2013

As Moscas

Li, nos jornais locais, que presentemente por estas bandas existe um grande problema que tem dado muitas dores de cabeça a muito boa gente.

De que se trata? De moscas… Quem diria que num país com tantos problemas, com tantas danças políticas, com tantos fandangos autárquicos, surgia agora o problema motivado por tão irrequieto insecto. Como a leitura das notícias referentes a tão insólito fenómeno, me deixou muitíssimo preocupada, tentei encontrar uma solução para tão exótico acontecimento.

Li, li, reli e eis que ... Eureka!

Solução à vista: desenhada por Rafael Bordalo Pinheiro, numa página d’O António Maria de 1892. Título: A Política. 

As moscas todas metidas dentro de uma gaiola. O Zé Povinho toma conta delas não vá alguma dar de frosques!

Um pequeno senão … estas moscas são os políticos, tão chatos como as moscas propriamente ditas. Estão ambos,em boa companhia, os políticos e as moscas, bem aferroados na gaiola. 

Há que confiar no Zé Povinho para que não deixe escapar nem os politicos nem as moscas...