CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



sexta-feira, 30 de julho de 2010

quarta-feira, 28 de julho de 2010

As Moçoilas da República (III Parte)

Postal: Arquivo Histórico Parlamentar da Assembleia da República

Postal Casa dos Patudos - Museu de Alpiarça

Postal: Arquivo Histórico Parlamentar da Assembleia da República

Postal: Arquivo Histórico Parlamentar da Asssembleia da República

terça-feira, 27 de julho de 2010

A Canícula

" - Que calôr! O' menina ve lá quanto marca o thermometro.
- Trinta e dois graus...
- Acima ou abaixo de zero? "


sexta-feira, 23 de julho de 2010

As Moçoilas da República (Parte II)

Postal: Fundação Mário Soraes - Colecção António Pedro Vicente


Reprodução de Postal da Colecção José Relvas (pormenor)

Reprodução de Postal de Colecção José Relvas (pormenor)

Postal: Fundação Mário Soares - Colecção António Pedro Vicente

terça-feira, 20 de julho de 2010

As Moçoilas da República (Parte I)

Reprodução de Postal da Colecção de José Relvas (pormenor)

Postal: Fundação Mário Soares - Col. de António Pedro Vicente



Postal: Fundação Mário Soares - Col. de António Pedro Vicente

segunda-feira, 19 de julho de 2010

21 às 21


Bordalo Pinheiro feito repórter assinou inúmeras reportagens gráficas sobre as Caldas da Rainha.

Retratos de uma época, quadros do dia a dia, deixados em herança aos caldenses de hoje.

São algumas dessas páginas que, a convite da Teresa Serrenho, me proponho recordar.

No próximo dia 21, às 21,00 Horas, no Pátio Baco, nas Caldas.

Maria da Paciência

quarta-feira, 14 de julho de 2010

As Visitas


A gata Florbela leva uma vida pacata.

Durante o dia anda por aqui e por ali, vai ver quem passa na rua, aceita com relutância uma festa ou outra e deita-se em cima da secretária, principalmente quando tenho a papelada espalhada por tudo o que é sítio. Tem uma predilecção especial pelo computador. É mais quentinho.

À noite, empoleirada nas Fábulas e Contos de Italo Calvino, põe as leituras em dia, (ou será em noite?).

Raramente quebra a sua rotina. Há excepções.

Todos os dias de manhã (nunca aos domingos) aí por volta das 11 horas da manhã recebe a visita da Maria.

A Maria é uma menina pequenina, muito suave, loirinha e de olhos claros, que vem sempre trazida pela mão de uma das Avós.

A Maria vem visitar a Florbela.

Ao sábado, a rotina é diferente.

Em vez de uma, a Florbela tem duas visitas. É uma gatinha muito sortuda.

É o dia da visita da Oriana. Com os Pais ou com a Avó Isabel, a Oriana entra à procura da gata.

Também a Oriana é uma menina belíssima, com um olhar semelhante ao mar de Sophia.

A gata quando as vê entrar, refugia-se na prateleira por detrás da Bíblia.

Afasto os livros, gata olha-as, e as meninas sorriem felizes.

Uma livraria pode ser um lugar mágico.

Enquanto houver gatas livreiros e meninas bonitas.

… E porquê esconder-se atrás da Bíblia?

Direitos do Idoso


segunda-feira, 12 de julho de 2010

O Primeiro Boticário das Caldas



[...] "Acordado o conservantismo, é claro, que lógicos são os tumultos, como os das Caldas da Rainha, em que um povo religioso e cristão, protesta indignado contra os ataques feitos à liberdade de consciência, defendendo-se bravamente, heroicamente, quando o primeiro boticário livre-pensadeiro, a tiro e à bomba, quer castigar a ousadia de fazer-se uma procissão." [...]

"Os Presos das Caldas da Rainha
À frente o farmacêutico Maldonado, que arremessou as bombas"

[A Quinzena de Portugal. N.º IV - 1915. Director: J. Ribeiro Cardoso. Redactor Principal e Secretariado de Direcção: Cordeiro Ramos. Redacção e administração: Rua Augusta, 166 . 1.º Esq. Lisboa]

O meu agradecimento ao Joaquim Saloio pela cedência desta informação

Abraços de Andorinhas

Andorinhas de Rafael Bordalo Pinheiro


"As vezes acordo antes de as andorinhas e apanho-as a dormir, já o sol nasceu bem nascido. Dormem enfiadas umas nas outras, aninhando as cabeças e as asas. Não parecem andorinhas. Parecem bolas pretas, equilibristas, tratando o fio telefónico como um colchão.


Embora eu abra devagarinho a janela do meu escritório, elas, que estão a menos de um metro da minha cabeçorra, dão sempre por mim. Não acordam depressa: demoram um bocadinho a desenfiar-se e a recompor-se, para que se perceba bem que houve sonos interrompidos e que estão maldispostas.


Antes de descolarem numa gritaria zangada, viram-me ostensivamente as costas. Vão instalar-se no fio da casa em frente, para me fazer ciúmes. Também não percebo porque é que não têm ninhos para onde ir. Já é Julho, senhoras e senhores.


Serão andorinhas sem abrigo? As que ficaram para tias? Não deve ser porque quase todas dormem em casal. Anteontem eram três bolas pretas e, mesmo ao lado, uma andorinha solitária, que fazia pena, por não ter com quem se aconchegar. Mas estava perto dos casais, como um solteirão em casa duns amigos, a dormir no sofá.


Quando são as andorinhas que me acordam a mim, o tratamento que recebo já é outro. Desfilam à minha frente, quando me ponho à janela. Ou entram até onde estou a escrever e ficam suspensas diante de mim, a fazerem abracinhos com as asas. É como se se apresentassem. Ou agradecessem. As andorinhas gostam quando se abre uma janela: aumenta-lhes o mundo."


Miguel Esteves Cardoso
Público, Sexta feira, 9 de Julho de 2010.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Matilde Rosa Araújo - 1921 / 2010


"Era um gatinho cinzento. de olhos dourados. Mudando de cor com a luz.

A menina gostava muito do gato. Era o seu querido gato.

Gostava de o ver espreguiçar-se ao Sol, estender as patas, o corpo inteiro, como se todo fosse elástico. E mexia os finos bigodes.

E miava. Às vezes com mimo. Outras vezes com zanga, que ele também se desperava. Mas só às vezes.

O gatinho era todo cinzento, uma cor bonita, mansa, sossegada.

Mas, para a menina, ele era o seu gato dourado. Via-o todo dourado,como os seus olhos móveis de cor de ouro. Um gato dourado e meigo , que corria pela trepadeira de flores azuis, que crescia ao pé da porta." [...]


[O Gato Dourado. Matilde Rosa Araújo. Ilustrações de Maria Keil. Livros Horizonte. 3.ª Edição, 1985]

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Uma Viagem à Costa Rica

"Na viagem de regresso (que ainda não começou), penso insistentemente nos poemas que jamais escreverei. Um salto para o vazio. Pensarei nisso ao perfurar a noite sobre o Atlântico. Palavras há que não direi por não coincidirem com a minha vida. Ritmos logo desfeitos pela força dos acontecimentos que os tornam numa fugaz e inconsequente visão interior. E eu pensarei nisso. E pensarei que rapidamente, ao chegar a minha hora, a morte me converterá em mais uma página em branco. Olho para a floresta virgem e penso que não merecemos mais do que essa angústia."

José Ricardo Nunes

[Uma Viagem à Costa Rica. José Ricardo Nunes. Fotografias de Margarida Araújo. Edição de Autor. Junho de 2010]