CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

Reportagem (breve) de uma noite bem passada

A CHEGADA DO AUTOR
AS FLORES DA MESA

OS LIVROS

O PÚBLICO

AS EDITORAS DA "TINTA DA CHINA"
A PRESIDENTE DA ASSOCIAÇÃO PATRIMÓNIO HISTÓRICO

A MENINA A DISTRIBUIR OS "BEIJINHOS DAS CALDAS"
A LIVREIRA A ENTREGAR O CURRICULUM DO AUTOR


OS AUTÓGRAFOS
[Fotografias de Margarida Araújo]

Leituras Secretas à Luz da Vela

JAMES GILLRAY
TALES OF WONDER (Febuary, 1802)

231.ª Página Caldense

PASSATEMPO
Revista Ilustrada Quinzenal
RAFAEL BORDALO PINHEIRO

"Rafael Bordalo Pinheiro [...] possuidor d'uma retina maravilhosa, que lhe permite gravar, para sempre, no espírito as imagens vistas apenas n'um segundo, tira d'ela todo o partido desejado e, munido dum lápis, que, nas suas mãos se transforma em latego de fogo ou bisturi dos mais delicados, vai analisando, com olhos de grande pensador, os factos da vida política e particular, uma cheia de toleima, de basófia e de injustiças, e outra cheia de pedantismo, de indiferenças e de nulidades, quer se apresente de casaca, monóculo, olhos em alvo e cérebro vazio, quer no brodio descarado d'uma visita às hortas onde se com, se bebe e se canta à custa dos tarecos para esse fim empenhados." [Pág. 162]

[Passatempo, Revista Ilustrada Quinzenal. Lisboa, 10 de Junho de 1903 - III Ano - N.º 59. Editor: Joaquim Monteiro Cantharino. Imprensa Progresso. Calçada de S. Francisco, 23 Redacção e Administração, Secção de Publicidade dos Armazéns Grandella. Dimensões: 18,00 cms x 26,00 cms. 16 páginas numeradas de 161 a 176]

domingo, 27 de janeiro de 2008

Leituras em Grupo

JAN TOOROP (1858-1928)

230.ª Página Caldense

A RAINHA NAS CALDAS
RAFAEL BORDALO PINHEIRO
PONTOS NOS II - 26 DE AGOSTO DE 1886

229.ª Página Caldense

FADO DAS CALDAS

Arnaldo Fortes

Calça justa bem 'sticada
Já manchada p'lo setim,
De polaina afivelada.
Antigamente era assim;
Mantas de cor nas boleias (ai)
P´ra toirada e para as ceias.

De my lorde aguisalhada,
À cabeça da manada
Trote largo e para a frente,
Com os seus cavalos baios,
As pilecas eram raios
Fidalgos iam co'a gente.

E p'la ponta da Tornada
Por lá e que era o caminho
Bem conduzindo a manada
A passo, devagarinho
E quem mandava o campino (ai)
Era o mestre Victorino.

Praça cheia, toca o hino
Dos Gamas, gado matreiro
Victor Morais, o campino,
Anadia, o cavaleiro
Que sortes bem rematadas (ai)
Havia nessas toiradas.
[Melodias de Sempre. N.º 20. Manuel Pereira Resende Editor. 1.ª Edição - Dezembro de 2000.
ISBN 972-981150-8-8.]

Passatempo de Fim de Semana


Quem (re)conhece?
[Imagem recebida por email]

sábado, 26 de janeiro de 2008

228.ª Página Caldense

PORTUGAL - RETRATOS
"Grupo de jornalistas, homens de letras e actores que assistiram ao almoço oferecido pelas empresas proprietária e exploradora do teatro D. Amélia, ao seu consórcio e director gerente visconde de S. Luiz Braga no jardim do mesmo teatro, em 31 de Março de 1902. "

[Rafael Bordalo Pinheiro, sentado de lado, na primeira fila,
2.º a contar da direita.]

Os meus agradecimentos ao Miguel Chaby pela reprodução deste postal.

A Visitar

MUSEU NACIONAL DA IMPRENSA - PORTO

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

Lembrete


Hoje: no Pópulos (Parque D. Carlos I) pelas 21,30 Horas
Café Literário
Autor Convidado: Prof. Fernando Rosas
Livro: Lisboa Revolucionária, Roteiro dos confrontos armados no século XX

Loja 107, Partilhando Leituras com a cidade

segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

227.ª Página Caldense

[Ramalho Ortigão, Albúm das Glórias (Rafael Bordalo Pinheiro), Maio 1880]


BANHOS DAS CALDAS E ÁGUAS MINERAIS

RAMALHO ORTIGÃO

[...] "É nos encontros e nas conversações da Matta que muitas vezesa se opera a revivescencia do coração, que é um syntoma de saude quando traz comsigo a alegria, o vigor da mocidade, a frescura da alma; mas que é pelo contrário uma doença má quando a acompnha a sentiumentalidade melancolica e a tristeza banal e esteril dos amores impossíveis, que não levam a victima senão aos estranhados suspiros e algumas vezes aos maus versos.

Entre os personagens da grande galeria figuram, tanto nas Caldas da Rainha como em Vizela, nas aipas, em Luso, os sujeitos que não têem que fazer e vão para as Caldas, em partida de recreio como vão á opera no inverno, como vão aos touros ou ás corridas de cavallos, como vão a Sevilha pela Psascha, e a Madrid nos comboyos de ida e volta, a preços reduzidos. [...] [Pág. 86][grafia original]

Ilustração de Emilio Pimentel [Extratexto entre Pág. 84 e 85]

[Banhos das Caldas e Aguas Minerais. Ramalho Ortigão. Introdução de Júlio César Machado. Desenhos de Emilio Pimentel. Livraria Universal de Magalhães & Moniz - Editores. Largos dos Loyos, 12, 14. Porto. !.ª Edição: 1875]

Leituras

ELOGIO DO LIVRO
ROMANO GUARDINI

[...] "Quem ama o livro, toma nas mãos a coisas assim chamada - impressa em papel e encadernada em tela, ou em pele, ou em pergaminho -, com um sentimento de calma familiaridade. Sente-o como uma criatura, por quem se tem respeito e de quem se cuida, e cuja presença corpórea é causa de alegria. Para ele, não é apenas um meio para atingir um fim, seja este o mais espiritual de todos, mas uma coisa perfeita em si mesma, prenhe de múltiplos significados e capaz de oferecer com largueza." [..][Pág. 12 /13]

[Elogio do Livro. Romano Guardini. Título Original: Lob des Buches. Tradução de: Rafael Gomes Filipe. Grifo - Editores Livreiros Lda. Novembro de 1994. ISBN 972-8178-00-x]

sábado, 19 de janeiro de 2008

O Gato de Cheshire


Image courtesy of special collections, Information Servives, University of Birmingham

O Gato de Cheshire é uma personagem de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carrol.

[Lewis Carrol, é o pseudónimo do matemático inglês Carlos Lutwidge Dodgson, que nasceu em Daresbury (Cheshire, Grã-Bretanha), a 27 de Janeiro de 1832 e morreu em Guildford (Surrey), a 14 de Janeiro de 1898]

O Gato das Botas

WALTER CRANE

MAXFIELD PARRISH

GUSTAVE DORÉ

ADRIENNE SEGUR

O Gato das Botas, conto de Charles Perrault

[Charles Perrault, escritor francês, nasceu em Paris a 12 de Janeiro de 1628 e morreu na mesma cidade a 16 de Maio de 1703.]

Agradeço à Isabel Tomás a informação da existência destes gatos desenhados e calçados.

226.ª Página Caldense

FAIANÇA ARTISTICA DAS CALDAS DA RAINHA
3.ª EXPOSIÇÃO DE M. GUSTAVO BORDALLO PINHEIRO
NA SOCIEDADE DE BELLAS ARTES

[Pág. 8]

[Faiança Artistica das Caldas da Rainha. .ª Exposição de M. Gustavo Bordallo Pinheiro na Sociedade de Bellas Artes. Fábrica Bordallo Pinheiro «San Rafael» . Porto 1914. Catálogo com 16 páginas + capas. Clichés de Armando Silva, Caldas da Rainha. Gravuras de Bordallo Pinheiro, Lallemant, Lda. Impressão da Typografia da Empreza Guedes.]

225.ª Página Caldense


CARTAS DE PORTUGAL
PARA O BRAZIL 1906 - 1907
LUIS DA CAMARA REYS
"XIX

Raphael Bordallo Pinheiro

A segunda exposição da Illustração Portugueza, que se vai encerrar, foi consagrada á obra de Raphael Bordallo Pinheiro. Vi-a há poucos dias. Embora não seja muito completa, é interessante e útil numa cidade onde só se conhecem, as suas peças de cerâmica pela pequena loja do Gato Preto.
[,,,]
Em Raphael Bordallo o talento da estirpe manifestou-se de uma maneira mais variada e mais exuberante, mais alegre e mais fecunda.
[…]
Raphael era um folgazão, de camaradagem fácil e ruidosa. Gostava das mesas dos cafés e das palestras longas, entremeadas de charutos e cálices de cognac.
[…]
De Raphael Bordallo se poderá dizer que era um verdadeiro artista da Renascença, deslocado no tempo e quase desprezado por uma sociedade pequena, estreitas ás ideias, com pouco dinheiro e sem o culto inteligente dos seus grandes homens. [...] [Páginas 175 a 182]

[Cartas de Portugal (para o Brasil). 1906-1907. Luís da Câmara Reys. Livraria Ferreira Editora. Rua Áurea 132-138. Lisboa. 1,ª Edição. 1907.]

sexta-feira, 18 de janeiro de 2008

224.ª Página Caldense










O ALBUM CALDENSE
5 DE ABRIL DE 1893

"A colocação da primeira pedra do novo hospital.

Pelas três horas da tarde dirigiram-se suas Majestades no Parque D. Cartlos 1.ª onde foi colocada pelo próprio punho de El-Rei a primeira pedra nos cabocos do noivo Hospital Real, a pedra tinha a seguinte inscrição:

PEDRA FUNDAMENTAL DO HOSPITAL REAL DAS CALDAS DA RAINHA
COLOCADA POR EL-REI D. CARLOS 1.º

19-3-93
Depois de descida ao alicerce com as formalidades do estilo, foram SS.MM. ao salão do club e ai foram assinados os respectivos autos pela ordem seguinte:

El-Rei
D. Amélia Rainha
Condessa de Seisal
Ernesto Rodolpho Hintze Ribeiro
João Franco Castello Branco
Bernardo Luiz Machado Guimarães
Conde de Villa Nova de Cerveira
Conde de Sabugosa
A. A. Rocha Serpa Pinto
Serpa Pimentel
Visconde de S. Sebastião
Marquez de Fronteira e Alorna
Paiva Cabral Couceiro

Seguem-se outras assinaturas.

Foi pois o dia 19 de março de 1893 e há-de ser sempre para as Caldas da Rainha, uma data memorável e de audicioso júbilo; fulgamos em registar no primeiro número do nosso humilde jornal, uma festa tão levantada e de tanta glória para as Caldas da Rainha."

O Zé, o Gato e o Luiz

Desenho de Carlos Ferreiro

[In: Jornal das Letras, 16 a 29 de Janeiro de 2008, a ilustrar o artigo: Luiz Pacheco (1925-2008) O Guerrilheiro da Escrita ]

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

223.ª Página Caldense


ÁGUAS DE PORTUGAL EM 1940
LUIZ ACCIAIUOLI
"Caldas da Rainha

Concelho e freguesia de Caldas da Rainha.
Natureza - Sulfúrea cálcica cloretada.
Indicação terapêutica - Reumatismo, aparelho respiratório e dermatoses.
Concessionário - Pertence ao Estado e é dirigido pelo Administrador do Hospital da Rainha D. Leonor das Caldas da Rainha; não tem área reservada.
Director clínico - Dr. António de Melo Ferrar.

Frequentaram o Estabelecimento Termal 3.102, assim distribuídos: externos portugueses 1.671, estrangeiros 31; externos gratuitos 227; internos portugueses 265, estrangeiros 1; internos gratuitos 907.

A estatística nosológica dá as seguintes percentagens: reumatismo 70,1% sendo 39,8% de doentes externos 3 30,3% de internos; aparelho respiratório, total 18,8% sendo 14,9% de externos e 3,9% de internos; há depois uma baixa para 3,6% nas doenças de útero e anexos, sendo 1,7% de externos e 1,9% de internos; a sífilis deu 2,3%, sendo 1,9% de externos e 0,4% de internos; as doenças de sistema nervoso deram 1,6%, sendo 0,9% de externos e 0,7% de internos; as doenças de pela deram 0,6%, sendo 0,5% de externos; as doenças gastro-intestinais deram 0,2% nos doentes externos e as de nutrição 0,4%, sendo somente de externos; s restantes 2,4% são distribuídos em várias doenças indeterminadas."

[...] [Páginas 104 e 105]

[Águas de Portugal em 1940. Pelo Engenheiro Chefe da I.A. Luiz Acciaiuoli. Ministério da Economia. Direcção Geral de Minas e Serviços Geológicos. Lisboa. MCMXLII]

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Últimas Notícias

HAYNES KING
1831-1904
THE MORNING PAPER

Artistas do Traço

MASTERS OF CARIACTURE
FROM HOGARTH AND GILLRAY TO SCARF AND LEVINE
WILLIAM FEAVER

[Masters of Caricature, from Hogarth and Gillray to Scarf and Levine. Introduction and commentary by William Feaver. Edited by Ann Gould. Published in the United States by Alfred A. Knopf, Inc, New York. 1981.
ISBN 0-394-50904-B]

Heróis na Cozinha

CARNET DE LA CAMBUSE
LES RECETTES DE CORTO MALTESE
[Carnet de la Cambuse - Les recettes de Corto Maltese. Michel Pierre. Casterman. ISBN 978-2-203-00578-5]

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Leitoras

CHARLOTTE SALOMON

222.ª Página Caldense - 2.ª parte


Caro Victor:
Por vezes a realidade retira todo o encantamento ao imaginário. O verso do postal confirma-o. Refere assuntos verdadeiramente prosaicos - a recepção de um extracto de facturas...

222.ª Página Caldense

ESTANCIA TERMAL
[Carimbo de Correio aplicado num Bilhete Postal (endereçado à firma Lopes e Filho), com os dizeres: Estancia Termal, aberta de Maio a 31 de Outubro - Caldas da Rainha. Data: 21 de Maio de 1932]

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Café Literário

Café Literário

A Loja 107 tem o prazer de informar que no próximo dia 25 de Janeiro de 2008, realizará o seu primeiro Café Literário do presente ano.

O autor convidado é o Professor Fernando Rosas autor de: Lisboa Revolucionária - Roteiro dos Confrontos Armados do Século XX, publicado no final do ano passado.

A apresentação do autor e da sua obra estará a cargo do Dr. Telmo Faria.
Este Café Literário é realizado em colaboração com o PH – Associação Património Histórico.

Como sempre, no Café Pópulos, no próximo dia 25 (de Janeiro de 2008 - sexta feira), pelas 21,30 horas, esperamos por si.

Loja 107, Partilhando Leituras
«Este livro é sobre a Lisboa revolucionária do primeiro terço do século XX, com um salto para a sua breve revivescência insurreccional de 1974/75. Melhor dizendo, pretende representar fotograficamente os teatros físicos lisboetas dessa espécie de guerra civil intermitente que, tendo a capital do país como principal e decisivo cenário, marcou a crise agónica do constitucionalismo monárquico e do republicanismo que lhe sucedeu, até ao advento da Ditadura Militar e ao difícil parto do Estado Novo. Conjuntura revolucionária muito mais tarde redesperta, quase meio século depois, quando, sempre com Lisboa em fundo, o golpe militar do 25 de Abril de 1974 derrubou o Governo de Marcelo Caetano e o que restava do velho Estado Novo, transformando-se, com o fazê-lo, na Revolução de 1974/5. Assim sendo, procurei em primeiro lugar fixar os principais acontecimentos que marcaram, pelo seu simbolismo, pela sua repercussão política, militar e social, pela sua violência, esse longo período de sucessivos confrontos que atravessaram o fim de um século de liberalismo oligárquico, monárquico e republicano, primeiro, e de quase meio século de Ditadura Militar e de ditadura salazarista, depois.»

221.ª Página Caldense

PERGAMINHOS DAS CALDAS
FERNANDO DA SILVA CORREIA

"Insere-se a publicação desta obra póstuma no programa das comemorações centenárias de Fernando da Silva Correia, iniciadas com a exposição intitulada Fernando da Silva Correia (1893-1967), Apontamento bio-biográfico, que teve lugar no edifício do Palácio Real em fins de Maio de 1993, com o apoio do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha."

[Pergaminhos das Caldas. Selecção e Notas: Fernando da Silva Correia. Revisão e estabelecimento do texto: Paula Cândido e João B. Serra. Nota prévia: Mário G. Gonçalves. Edição: PH - Associação Património Histórico.Colecção: Estudos e Documentos. Impressão e acabamento: Grafiartes (Rio Maior). 1.º Edição, Julho de 1995. Tiragem: 1000 Exemplares. ISBN 972-8154-07-0]

220.ª Página Caldense


RECORDANDO
ERNESTO MOREIRA

"Nesta brochura fica transcrito o fruto desta descolorida e serôdia tentativa jornalística, publicada por iniciativa do Montepio das Caldas da Rainha, cujo eventual produto constituirá o início de um fundo para a criação dum tão desejado como necessário «Lar para os sócios idosos do Montepio.»

[Recordando. Autor: Ernesto Moreira. Edição do Montepio das Caldas da Rainha. Impressão: Gracal Gráfica Caldense. Setembro de 1988. Edição: 1000 Exemplares.]

domingo, 13 de janeiro de 2008

O Gato do Tolentino



Uma mesa de plástico, branca
junto da tarde que morre
e renasce por pequenas paixões
de repente estávamos sozinhos
as ilhas muito inacessíveis
agora que escureceu
o menor desejo teria um sentido delicado
os olhos velozes de um gato
viam coisas belas
lado a lado com os homens
pareciam quase não ter sofrido

a mesa estava encostada às janelas do café
e nós de forma desolada
ignorados, aturdidos, de passagem
não muito mais

procuro desse facto uma versão
que me não conduza à inconfidência

era uma mesa lisa, branca
uma razão soletrava ao acaso
a medida soberana do incerto

olhos velozes de um gato
os teus olhos


José Tolentino Mendonça
BALDIOS, Assírio & Alvim, 1999

Página da autoria da Margarida Aráujo.

sábado, 12 de janeiro de 2008

219.ª Página Caldense

1/2 dúzia de gatos de Rafael Bordalo
O ANTÓNIO MARIA
1 de Janeiro de 1880
O Ano de 1880
O ANTÓNIO MARIA
5 de Janeiro de 1882
A Critica
O ANTÓNIO MARIA
4 de Janeiro de 1883
Quinto Ano
O ANTÓNIO MARIA
10 de Fevereiro de 1883
A estampa carnavalesca do nosso último número

O ANTÓNIO MARIA
10 de Fevereiro de 1883
O Carnaval de Lisboa
O ANTÓNIO MARIA
Ano VI - 1884 - Pág. 240

[O António Maria - 1.ª Série - Jornal de Rafael Bordalo Pinheiro publicado entre 1979 (12 de Junho) e 1885 (21 de Janeiro. Ao longo do tempo, colaboraram: Guilherme de Azevedo, Ramalho Ortigão, Alfredo de Morais Pinto, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro e Columbano Bordalo Pinheiro.]