
FIALHO DE ALMEIDA
"27 de Setembro
Pequena romaria à fábrica de faianças de Bordalo, nas caldas da rainha, para de perto estudar a gestação laboriosa dum génio isolado, e a indiferença soez dum público cretino. A fábrica suspendeu por falta de dinheiro: quando já estava cheio e acogulado de louça um forno Minton, subitamente o cofre estanca-se e os accionistas debandam, deixando Rafael Bordalo entre um pessoal d'aprendizes e oficiais que lhe pediam pão.

A cerâmica de Bordalo abrange artefactos de louça caseira ou decorativa, azulejos, telha de cores, etc., constituindo a produção usual da fábrica, e obras d'escultura que são, na desabrochante curva da vida artística do meu amigo, a terceira grande frase monumental do seu talento." [...] [Páginas 123 a 144]
[Os Gatos. 6.º Volume. Fialho d'Almeida. Clássica Editora. Edição de Setembro de 1992. tiragem: 2000 exemplares. ISBN 972-561-210-8]
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