CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



domingo, 30 de setembro de 2007

161.ª Página Caldense


RAINHAS DE PORTUGAL
FRANCISCO DA FONSECA BENEVIDES

XVII
D. LEONOR DE LENCASTRE
Mulher de D. João II
(1471-1525)

"Nasceu D. Leonor de Lencastre a 2 de Maio de 1458. Como dissemos era filha do infante D. Fernando, Duque de Viseu, filho do rei D. Duarte. e de sua mulher, a infanta D. Beatriz, filha do infante D. João, irmão do rei D. Duarte; era portanto prima co-irmã do rei D. João II. Realizou-se o casamento em Setúbal, sendo ainda infante o noivo, a 22 de Janeiro de 1471; D. Leonor ainda não tinha completado treze anos e seu esposo pouco mais de 15 contava.

Foi depois de contraído o matrimónio que se fez o contrato de casamento por ordem de el-rei D. Afonso V, em 16 de Setembro de 1473. O infante D. Diogo, irmão de D.Leonor, deu-lhe de lote a vila de Lagos e seu castelo, com seus direitos e rendas, tudo avaliado em dez mil cruzados de ouro, ou 21:6000$000 réis, excepto, porém, a jurisdição, que por morte do infante D. Fernando, seu pai, passara para a coroa; D. Afonso V dava à esposa de seu filho, por ano, 1:5000$000 réis, enquanto não recebesse as vilas de de Sintra, Óbidos e Torres Vedras, ... [...][Pág. 273]

[Rainhas de Portugal estudo histórico com muitos documentos por Francisco da Fonseca Benevides da Academia Real das Sciencias. Retratos e numerosas illustrações no texto sobre cobre, aço e madeira. Desenhos e Gravuras de Abreu, Alberto, Aragão, Barral, Branco, Brown, Burgun, Columbano, Dantas, Douet, Hildibrand, Hirsch, Lima, Macedo, Pannemaker, Pedroso, Pereira, Severini e secção photographica da Commissão Geodesica. 1878. Typographia Castro Irmão - Rua da Cruz de Pau, 31. Lisboa. Advertência: O Editor resolveu reeditar o presente texto de 1878/1879, deixando-o tal como foi publicado, apenas actualizando a ortografia. Edição: Livros Horizonte, 2007. ISBN 978-972-24-1520-0.]

160.ª Página Caldense

UM BALNEÁRIO PORTUGUÊS
DO FIM DO SÉCULO XV (Caldas da Rainha)
FERNANDO DA SILVA CORREIA

[...] "O Hospital era formado por um grupo de construções feitas sobre as nascentes de água termal, a oeste da igreja, que ainda actualmente se conserva, com algumas modificações.

A entrada principal era do lado da Praça da Vila, correspondente ao actual Largo D. Leonor. A Porta era rendilhada em estilo manuelino, com as armas da Rainha. Junto da porta e à esquerda de quem olhava o Hospital, havia uma sineta, a "campa", que servia para chamar os empregados do Hospital ao seu serviço. Uma arcaria aguentava uma varanda, que dominava a frontaria do edifício de um e outro lado da porta. O corpo central das edificações era ocupado por enfermarias. À esquerda havia um edifício mais alto terminado por um alpendre com colunas, donde se avistava todo o balneário e o resto da vila.[...][Pág. 6 e 7]

[Coimbra. Imprensa da Universidade. 1928. 14 Páginas numeradas + Capas. Comunicação feita no Congresso Luso-Espanhol para o Avanço das Sciências de Coimbra. Este exemplar apresenta na folha uma dedicatória do autor "Ao seu Exmº Colega e Amigo Sr. Dr. António Lupi Telles de Sampaio". Exemplar encadernado a pele.]

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Património Florido?


Hoje à noite, 21,30 Horas, no Pópulos (Parque D. Carlos I) vamos falar de património.
(fotografia de Margarida Araújo]

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Onde Fica ?


Cores & Sombras
[Fotografia de Margarida Aráujo]

159.ª Página Caldense

DOM JOÃO II E A RENASCENÇA PORTUGUESA
F. A. DA COSTA CABRAL

[...] Mas depois do desastre de Santarém mudou o caso completamente de figura, não tornando D. Leonor a consentir jamais o bastardo na sua presença, sendo vãos os rogos e ameaças do rei, cujo pensamento se preocupou desde logo com a sua legitimação, a fim de desviar do trono aquele que por lei de sucessão ficou naturalmente indicado - o Duque de Beja.

A luta com a rainha, prolongou-se até quasi ao fim da vida de D. João. Esta mulher, terrivelmente bragança e fidalga, que tudo sacrificou sempre à sua estirpe, foi de uma tenacidade e de uma persistência admiráveis, na defesa dos interesses da família, embora à custa de «muytas paixões, desfauores e esquivanças que, com muyta paciencia, dissimulação e prudencia sofria, sem nunca querer nisso outorgar». D. João II por seu lado não era também homem para desistir às primeiras, e quanto maior foi a resistência da rainha, tanto mais variados foram os recursos de que usou para a convencer. Conhecendo-lhe o fraco por experiência, que era a mais insofrida avareza, foi para com ela da mais larga prodigalidade; deu-lhe dinheiro à farta! Mas o processo falhou, porque a beata esposa, usando e abusando das petições a que el-rei anuia sempre,não cedeu, nem uma linha, do seu propósito." [Capítulo VI - Luta Diplomática. Pág. 171]

[Colecção Grandes Vultos Portugueses IV. Livraria Ferin Editora / Torres & Cª. Rua Nova do Almda, 70 - 74. Lisboa. 1.ª Edição: 1915.]

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A Fuga das Andorinhas

Um gato, preto, gordo e assanhado ...


livros sobre cerâmica


mais livros, rãs e tartaruguinhas ...


um belo lagarto verde...
assustadas as andorinhas voam em debandada ...

A FUGA DAS ANDORINHAS

Tema da nossa montra - Festa da Cerâmica
[Um gato assanhado, andorinhas (grandes, médias e pequenas), uma rã, um lagarto e tartaruguinhas, de Rafael Bordalo Pinheiro e livros sobre a sua obra.]



Loja 107, em festa, partilhando leituras e cerâmicas com a cidade.

158.ª Página Caldense




A RAINHA D. LEONOR
IVO CARNEIRO DE SOUSA

[...] " Importa principalmente reter que, estes investimentos orientados continuamente por D. Leonor para a fundação de missas, capelas, e outras instituições pias que incluíam ainda documentadamente mercearias, protecção e criação de orfãos, dotação de matrimónios e apoio de viúvas, a rainha foi informando um movimento em que a misericórdia se encontrava sujeita a uma forte «ritualização» que contribuía decisivamente para adensar os laços entre a soberana e a Igreja. [...][Pág. 329]

[A Rainha D. Leonor (1458-1525) Poder, Misericórdia, Religiosidade e Espiritualidade no Portugal do Renascimento. Ivo Carneriro de Sousa. Fundação Calouste Gulbenkian / Fundação para a Ciência e a Tecnologia / Ministerio da Ciência e do Ensino Superior. 1.ª Edição: Outubro de 2002. Tiragem: 1000 Exemplares. ISBN 972-31-0989-1]

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Leituras e Caricaturas

IX PORTO CARTOON - GLOBALIZAÇÃO
WORLD FESTIVAL
9 TH PORTO CARTOON - GLOBALISATION
Paula Rego - António Santos
Mensão Honrosa, Tema Livre
[Pág. 34]
(Paula Rego a partir de hoje no Rainha Sofia, em Madrid)

[IX / 9 TH Porto Cartoon - World Festival - Globalização / Globalisation. Museu Nacional da Imprensa / Portuguese Printing Press Museum. 2007. Edições Afrontamento. Tiragem: 1000 exemplares. ISBN (EA) 978-972-8806-1]

domingo, 23 de setembro de 2007

157.ª Página Caldense

A Solidão
(Jardim do Museu da Cerâmica - Caldas da Rainha)

156.ª Página Caldense

- Bordalo Pinheiro em formato XXXL -

(Os Bichos de Bordalo - os Bordabichos, ou Rafabichos)


O Macaco


O Cavalo Marinho



As Rãs


O Mexilhão


O Peixe


O Lagarto


O Caranguejo


A Raposa e a Cegonha
(ou, O Lobo e o Gru)


A Cobra

[Peças de grande formato da FFCR, de Rafael Bordalo Pinheiro, em exposição no jardim do Museu da Cerâmica].

Os Gatos de Eliot

O LIVRO DOS GATOS
T. S. ELIOT


"FORTUNATO
O velho Fortunato vive há muito tempo
Gato vai vivendo vidas sucessivas
Seu nome era famoso em anexins e versos
Antes mesmo do tempo da Rainha Vitória.
O velho Fortunato viúvo vezes nove
(Quem bem contar, noventa há-de encontar)
Com prole numerosa, rica, florescente,
Na aldeia é venerado apesar de decadente.
Ao vê-lo, fisionomia tão pacata e pachorrenta,
No muro da capela deitado apanhando sol
Logo diz com voz roufenha o mais idoso aldeão:
«Coisa estranha... Não é nada. É sim senhor!
Oh! Ah!
Caramba!
Se calhar tenho visões mas sou capaz de jurar
Que este gato é o velho Fortunato!»"

[T. S. Eliot. O Livro dos Gatos. Tradução de João Almeida Flor. Ilustrações de Nicolas Bentley. Editora Caravela Lda. ISBN 972-639-021-4. Título original: Old Possum´s Book of Practical Cats. Data de Edição: 1992 (?)]

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

155.ª Página Caldense


CONVERGÊNCIA LUSÍADA
N.º 21 - 2005

"AS RELAÇÕES DO IMPERIO DO BRASIL COM A SANTA SÉ NA OBRA DO ARTISTA PORTUGUÊS BORDALO PINHEIRO"


"O artista português Rafael Augusto Bordalo Prostes Pinheiro (1846-1905) emerge como um actor político no cenário urbano do Rio do Janeiro, em Agosto de 1875, quando chegou a convite de Manuel Rodrigues Carneiro proprietário da revista O Mosquito (1869-1977), um dos periódicos de maior aceitação da época, para se encarregar de suas ilustrações anteriormente a cargo do italiano Angelo Agostini. A questão religiosa, entre o Império do Brasil e a Santa-Sé, estava na ordem do dia e possibilitou a Bordalo Pinheiro extravasar o seu anticlericalismo e dar seu tom aquele assunto que causou tanta polémica."[...] [Páginas 45 a 61; reprodução de 4 páginas ilustradas.]


ANGELA MARIA DA MOTTA TELLES

O Mosquito, 25 de Setembro de 1875

[Convergência Lusíada. Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro (Centro de Estudos, Pólo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras). n.21, 2005. ISSN 1414-0381]

Os meus agradecimentos ao Real Gabinete de Leitura do Rio de Janeiro, pela oferta desta fonte bibliográfica bordaliana.

154.ª Página Caldense



CONVERGÊNCIA LUSÍADA
Nº. 8 - ANO V

"RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO NO BRASIL"


[...] "Com um vencimento de cinquenta libras, desembarca e instala-se em casa do negociante português Faro e Oliveira, mas acaba por formar estúrdia "república" na Rua Nova da Laranjeiras, n.º 6. O maestro Artur Napoleão Cyriaco Cardoso e Cunha Vasco, amigo dilecto, fazem parte do grupo. O sobradão, que possui um belo jardim com tanques de mármore, é cenário de animada boémia, de que participa alegre companhia feminina e onde se realizam "aprés-soupers" regados a bom vinho e acompanhados de música embaladora. Janota, bem parecido, dado à paródia, não é difícil a Bordalo Pinheiro adaptar-se à vida galante do Rio de Janeiro ." [...] [Páginas 33 a 27 com a reprodução de uma página ilustrado d'O António Maria]

LUISA MARTINEZ

[Convergência Lusíada - Revista Cultural do Centro de Estudos do Real Gabinete de Leitura . Rio de Janeiro. n.º 8 - Ano V.]

Os meus agradecimentos ao Real Gabinete de Leitura, do Rio de Janeiro, pela oferta desta fonte bibliográfica bordaliana.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

153.ª Página Caldense


CALDAS DA RAINHA
Rainha das termas de Portugal
FESTAS DA CIDADE 1946
(Sob o patrocínio da Comissão Nacional de Turismo)

"Quando ao alvorecer do dia 15 de Maio, feriado oficial do nosso concelho, ouvires pelas ruas da cidade a música anunciando o maior dia de festa das Caldas, desperta o teu filho, veste-lhe o fato de gala e explica-lhe a razão por que festejamos esta data. " [...]


[Edição: Comissão de Festas da Cidade. Inclui publicidade. 20 páginas não numeradas + capas. Dimensão: 16,30 x 24,60 cms. Impresso a cores. Impressão: Minerva Caldense. Tiragem: 1000 exemplares.]

Os meu agradecimentos ao Comandante Loureiro de Sousa pela partilha
desta fonte bibliográfica caldense

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

152.ª Página Caldense

ALMANAQUE ILUSTRADO DO JORNAL O SÉCULO
22.º ANO - 1918
"RAFAEL BORDALO PINHEIRO"

"O ilustre mestre do lápis, Bordalo Pinheiro, que ainda não encontrou quem o substituísse na forma irónica como tratou de todos os ridículos do seu tempo, repousa no jazigo dos viscondes de faro, seus muito amigos e admiradores, no cemitério dos Prazeres, e do qual damos fotografia. O Almanaque do Século presta culto à memória do grande artista nesta singela manifestação de saudade, arquivando nas suas páginas a última jazida do desditoso Bordalo, que sucumbiu depois de uma luta brilhante de trabalho, em que todas as suas faculdades se revelaram o que sempre foi: artista genial."

[Almanaque Ilustrado do Jornal O Século. 22.º Ano. 1918. 175 páginas numerdas + capas. Dimensão: 14,00 cms x 19,40 cms. Impresso a preto. Contém publicidade.]

terça-feira, 18 de setembro de 2007

151.ª Página Caldense

PROJECTO PARA O HOSPITAL CIVIL DE SANTO IZIDORO
nas Caldas da Rainha elaborado por
R.M. BERQUÓ, Administrador do Hospital Real

"Entrada, permanência e saída dos doentes"

[...] "Se morrer, permanecerá na enfermaria somente pelo espaço de uma hora; será depois transportado em maca especial através das varandas e escadas respectivas, para o pavilhão n.º 5, dando entrada na casa mortuária Z, onde ficará depositado o tempo que o médico determinar.

Quando o médico julgar que pode haver perigo na remoção de qualquer cadáver para a casa mortuária, o doente será transportado imediatamente para a casa mortuária do cemitério da vila, que se acha em circunstâncias de poder receber sem perigo qualquer cadáver.

Sempre que seja retirado qualquer cadáver da casa mortuária do hospital, será esta desinfectada por meio de combustão de palha ou mato, e convenientemente limpa."[...][Pág. 11]

[Impressão: Typographia de A. Coelho da Silva. Alcobaça. 1891. Dimensão: 16,80 x 23,50 cms. 20 páginas numeradas, incluindo as capas.]

O meu agradecimento ao Comandante Loureiro de Sousa pela partilha desta fonte bibliográfica caldense

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Jornadas Europeias do Patrimonio

28 de Setembro: Jornadas Europeias do Património

PH organiza debate sobre “Novos Patrimónios”

Há 24 anos que, em Setembro, o Conselho da Europa e a União Europeia convidam os países membros a promover umas jornadas com o objectivo de revigorar a relação entre os cidadãos e o património. Os diversos programas nacionais destacam um tema e adoptam uma data. Portugal escolheu o último fim-de-semana de Setembro e propôs-se aprofundar o património em diálogo.

[Caldas da Rainah, Igreja Nossa Senhora do Pópulo e traseiras do Hospital
Termal Rainha D. Leonor - Colecção do Centro Português de Fotografia]

Nas Caldas da Rainha, a associação Património Histórico, realiza no dia 28, sexta-feira, às 21.30H, no Bar Populus do Parque D. Carlos uma sessão subordinada ao tema “Novos Patrimónios”. Um leque muito diversificado de convidados apresentará de forma sumária um elemento patrimonial que entende não ter merecido a devida atenção e explica o motivo pelo qual é importante que ele seja considerado património. Essa apresentação constituirá o ponto de partida para um debate aberto acerca dos caminhos da patrimonialização e da defesa, salvaguarda e valorização patrimoniais no concelho das Caldas da Rainha.

O conceito de património ampliou-se nas últimas décadas, abarcando muito mais do que o monumento e a colecção museológica. Passou a integrar valores, objectos, áreas de actividade e temporalidades muito para lá do que era classificado como património há 100 ou mesmo 50 anos. São as implicações concretas desta mudança que estarão em apreciação livre no próximo dia 28 de Setembro.

- P.H. – Grupo de Estudos –

domingo, 16 de setembro de 2007

150.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA 1924

[1.ª Página de publicidade onde pode ser lido um anúncio à casa comercial Albino Antunes de Castro, um nome que me é particularmente familiar.]


[Almanaque Caldas da Rainha, 1924 . Editado pela Associação Comercial e Industrial das Caldas da Rainha. Contem publicidade. As páginas sobre as Caldas são impressas a azul, numeradas até 28. As páginas de publicidade são impressas a preto. Composição, impressão e gravuras executadas nas oficinas da Sociedade Nacional de Tipografia, Rua do Século, 59, Lisboa. Dimensão: 20,00 x 26,30 cms. Capa a cores.]

Os meus agradecimentos ao Sr. Comandante Loureiro de Sousa a partilha desta peça bibliográfica caldense.

Os Gatos Ingleses

THE BRISTISH MUSEUM BOOK OF CATS
Ancient and Modern
JULIET CLUTTON-BROCK

"Cat from Edward Lear's comic alphabeth, 1880"

[Published for the Trustees of the British Museum by Bristish Museum Press in association with the Natural History Museum. First published in paperback in 1994. ISBN 0-7141-1758-7]

sábado, 15 de setembro de 2007

149.ª Página Caldense



"Rafael Bordalo Pinheiro, pede licença ao seu bom amigo para lhe oferecer umas provas dos seus insignificantissimos ensaios da gravura a água forte."

####

"Agua-Forte - Documento impresso em talhe doce por meio de uma placa de cobre inicialmente revestida de um verniz resistente ao ácido; o desenho é realizado por incisão do verniz; a gravura é obtida expondo mais ou menos a placa à mordedura do ácido. De uma forma abreviada, chama-se água-forte à prova de uma estampa feita por este processo; actualmente é apenas usada em edições artísticas." [Dicionário do Livro, Marias Isabel Faria e maria da Graça Perição, Guimarães Editores, 1.ª Edição, 1988]

O meu grande agradecimento ao Vitor Pires pela oferta destas letras bordalianas.

148.ª Página Caldense

Bordalo a cheirar o pãozinho quente!
A HIGIÉNICA PADARIA DO POVO
[Em cima do lado direito, um medalhão com Bordalo Pinheiro]

[actual rua Almirante Cândido dos Reis, vulgo, das Montras]

Novamente o meu agradecimento ao Joaquim Saloio, pela utilização da sua colecção de postais.

147.ª Página Caldense

Convite ao banho

Minha Senhora, com o devido respeito, vai um banho de "água morna"?

[Fotografia da Margarida Araújo, Museu da Cidade, 2005]

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

146.ª Página Caldense



O IX CONGRESSO INTERNACIONAL DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA
PRE-HISTÓRICAS (Lisboa, 1880):
Uma Leitura, seguida da "Crónica de Bordalo Pinheiro"
VICTOR PAVÃO DOS SANTOS

[Centro de História da Universidade de Lisboa, 1980.]

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A Essência do Comércio

A ESSÊNCIA DO COMÉRCIO
FERNANDO PESSOA

"A actividade social chamada comércio, por mal vista que esteja hoje pelos teoristas das sociedades impossíveis, é contudo um dos dois característicos distintivos das sociedades chamadas civilizadas. O outro característico distintivo é o que denomina cultura. Entre o comércio e a cultura houve sempre uma relação íntima, ainda não bem explicada, mas observada por muitos. É, com efeito, notável, que as sociedades que mais proeminentemente se destacaram na criação de valores culturais são as que mais proeminentemente se destacaram no exercício assíduo do comércio. Comercial, eminentemente comercial, foi Atenas. Comercial, eminentemente comercial foi Florença.

A relação entre os dois fenómenos é ao mesmo tempo de paralelismo e de causa e efeito." [...] [Pág. 26 e 27] [in: Revista de Comércio e Contabilidade, n.º 3, Março de 1926]

Fernando Pessoa

[A Essência do Comércio e Outros Textos de Teoria Económica. Fernando Pessoa. Editorial Nova Ática. Setembro de 2006. ISBN 972-617.192.x]

FERNANDO PESSOA
JOÃO ABEL MANTA

[Obra Gráfica. João Abel Manta. Edição: Câmara Municipal de Lisboa / Museu Rafael Bordalo Pinheiro. Lisboa. 1992]

terça-feira, 11 de setembro de 2007

145.ª Página Caldense


RAFAEL BORDALO PINHEIRO AMIGO DE LISBOA

[6.ª Exposição Temporária do Museu Rafael Bordalo Pinheiro. Lisboa. 1941. Câmara Municipal de Lisboa / Direcção dos Serviços Centrais / Repartição dos Serviços Culturais. 14 Páginas numeradas + capas. Dimensão: 13,50 x 17,80 cms. Identificação de 55 peças expostas, sendo 20 originais.]

O meu agradecimento ao Luiz Pinho por esta oferta bordaliana.

COMENTÁRIO:

alma disse...
Isabel! Quanta saudade guardada na alma... hoje matei alguma. Foi excelente passar ai na livraria e vê-la novamente com a força interior, com a garra, o sorriso. Gostei. Obrigado por me mostrar o seu fabuloso blog "Cavacos das Caldas", o qual já adicionei ao meu. Gostei bastante, muito bom. Parabéns. Belos tempos em que vivi ai nas Caldas, recordo-os com saudade. Sempre que possível passrei por aqui para ver as novidades. Com um beijinho do Jorge Ferro Rosa.
11 de Setembro de 2007 21:19

Jorge: Sensibilizada pela ternura da mensagem o meu agradecimento amigo, Isabel.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

144.ª Página Caldense

S. Jorge combatendo o Dragão
RAFAEL BORDALO PINHEIRO

"JORGE (23 de Abril). Santo fabuloso, originário da Capadócia. Guerreiro Valente, salva a filha do Rei matando o terrível dragão, que a queria devorar. (Ao que parece, teria morto um auroque - bisonte europeu - que dizimava a população com ferocidade. Com o decorrer do tempo, porém, o auroque ter-se-á transformado em dragão, símbolo do demónio judaico-cristão.) Foi eventualmente martirizado de maneira bizarras. A sua lenda foi rejeitada no século V por um concílio, mas persistiu e ganhou enorme popularidade no tempo das Cruzadas. Iconograficamente, é representado por um jovem imberbe, de armadura, tanto a pé como num cavalo branco, com cabelos compridos, um dragão aos pés e a lança quebrada. Tem por vezes uma espada nua e um estandarte branco com uma cruz vermelha. Padroeiro da Inglaterra. Com a reforma do calendário litúrgico (9-5-69) pelo papa Paulo VI, tornou-se opcional a observância do seu dia festivo."

[Jorge Campos Tavares, Dicionário de Santos, Lello Editores, 3.ª Edição, 2001]

Esta fantástica luta entre o santo e dragão, foi-me enviado pelo João B. Serra.
Os meus agradecimentos por mais esta partilha.
Leiam-se: cidadeimaginaria.org e a rubrica "O Que Eu Andei", no próximo número da Gazeta das Caldas.
2 COMENTÁRIOS:

Anónimo disse...
Isabel tambem fiquei surpreendido com a "aparicao" deste S.Jorge em Santiago do Cacem. Que eu saiba conto com a existencia de 4 peças (com diferencas nas dimensoes )1 - na casa museu S.Rafael2 - este agora referido no texto em Santiago3 - existe foto de outro em Cascais na casa museu Castro Guimares (Ilustracao Portuguesa)4 - e outro existente perto de Pombal numa igreja (de grandes dimensões e identico ao existente na casa museu S. Rafael )Presumindo que o S.Jorge existente em exposiçao em Santiago não sendo o de Cascais, totalizam 4 pcs. muito intessante. nao existem moldes desta peça na fabrica bordalo actual.vitor Pires
11 de Setembro de 2007 17:39

Anónimo disse...
Aqui há três anos esteve no Museu da Cerâmica para restauro um S. Jorge e Dragão de Rafael Bordalo Pinheiro. Foi o Herculano Elias que o restaurou e sabará mais sobre a peça.Margarida(era diferente desta)
12 de Setembro de 2007 1:07

domingo, 9 de setembro de 2007

143.ª Página Caldense

PARQUE
VALTER VINAGRE, 1993
... o silêncio das sombras ...

142.º Página Caldense

ACONTECER POESIA
LUIS ROSA BRUNO

"O Parque é um tesoiro ..."


"Vulgar moldura ... casario tristonho,
Ao fundo a Mata, num perfil tristonho,
O Parque ao meio, assim guardado e posto,
Bucólico sossego, do meu gosto ...

E algo que flutua, é no ar,
Que é leve, diferente, singular,
No sol tão claro, só de luz na cor
Doce que tudo tem, e no frescor ...
E é tão simples, isto ... Destes plátanos

Guardam segredos as caladas sombras ...
E, mais além, num lago circular,
Uma ilha florida e uma ponte,
Patos de neve, em ronda, a navegar
Sobre azuis, brancos, malhados, vermelhos
Peixes alegres, às voltas, a bailar ...

E há meninos rindo ... Se disserem
Haver melhor, eu ficarei pasmado ...
E uns barquinhos dormem ... Que postal
Inglês, romântico na paz claustral...

Roseiras frágeis, enlaçadas, velam
Uma donzela em leitura calma,
Velhinhos, um caso, revivem alma
E amores, sós, em sonhos se desvelam ...

Uma aguarela assim é raridade!
Ó Caldas da Rainha! Ó cidade
De Leonor e de Malhoa e outros
Que na pedra e no barro e no papel
Que nome alevantarm, a tão alto!...
Grito, princesa de viçosos bens:
O Parque é um tesoiro que tu tens!"

Luis Rosa Bruno

[Edição do Autor. Composto e Impresso nas Oficinas Gráfcas de "O Riomaiorense", Rio Maior. MCMLVII. 80 Páginas numeradas + capas.]

Agradeço à Maria Edite Caldas Lopes a partilha desta bibliografia caldense.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Introdução à História dos Gatos em Portugal



"O gato caçador e o gato borralho são os mais presentes na tradição portuguesa, quer nos textos quer nas figurações. Recordem-se, ao nível de adágios populares e relativamente ao primeiro caso: "gato miador, nunca bom caçador", que remonta ao século XV; "dar ao gato o que há-de levar o rato"; "de casa do gato não vai o rato farto"; "mais magro no mato que gordo no papo do gato"; "muito sabe o rato, mas mais sabe o gato"; "o que há-de levar o rato dá ao gato e tirar-te-á de cuidado"; "vão-se os gatos, estendem-se os ratos" ou "quando em casa não está o gato, estende-se o rato"; tudo ditados que remontam, pelo menos, ao século XVII. A nível do segundo não se esqueçam: "tirar a castanha do borralho com a mão do gato", datável do século XVI pelo menos; ou a afirmação do Orto do Esposo (século XV) de que "não pode o gato estar acerca do fogo que não se queime". Numa pintura do século XVI, portuguesa ou encomendada para Portugal, lá surge o gato bem junto à lareira de uma família burguesa. É verdade que também o encontramos sentado aos pés dos donos ou na soleira da porta de casa." [Pág. 90/91]

A. H. de Oliveira Marques



BOCA DO INFERNO

Revista de Cultura e Pensamento

Câmara Municipal de Cascais

N.º 8 - Julho 2003

Introdução à História dos Gatos em Portugal

A. H. de Oliveira Marques

[Páginas 83 a 97]


[Página partilhada com o João B. Serra (indicação da fonte) e com a Margarida Araújo (fotografia)]