Partilhando leituras

Livros sobre Caldas da Rainha, Rainha D. Leonor, Bordalo Pinheiro, caricaturas,

cerâmicas, gatos e algo mais...

quinta-feira, 31 de maio de 2007

O Beija Mão

Ilustração de RAFAEL BORDALO PINHEIRO (pormenor)
O MOSQUITO (1875) Rio de Janeiro, Brasil

[Em 1875, Rafael Bordalo Pinheiro parte para o Brasil; a partir de Setembro começa a colaborar n'O Mosquito. Dirige este jornal de 1876 até à data do seu encerramento em 1877.]

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Comentários:
Maria disse...
Deliciosa a ilustração,deliciosa a frase...Um abraço
1 de Junho de 2007 4:12

50.ª Página Caldense

ARQUEOLOGÍA ARTÍSTICA DE LA PENÍNSULA
FRANCISCO GINER DE LOS RIOS
Obras Completas de Giner de Los Rios

Indice
Nota Preliminar

I - Espana
Mérida y Badajoz
El Real Sitio de El Prado
La Catedral Vieja de Salamanca
Los monumentos de Valladolid
La Escultura castellana
La Catedral de Avila
Monasterio y palacio de Carracedo
Santiago de Penalva
Arqueologia artística de Siguenza (Arquitectura)
El Palacio de Alcalá de Henares
Monumentos antiguos de Salamandra
La iglesia de San Millán, en Segovia
El edificio de la Universidade, en Alcalá de Henares
Una nueva joya en Toledo
La Catedral de Lugo

II - Portugal
Lisboa y sus cercanias
I. - Edificios antiguos de Lisboa
II. - Belém y Cintra
III. - Museos y colecciones artísticas de Lisboa
El monasterio de Alcobaça
El convento e iglesia de Batalha
La capilla de Caldas da Rainha - Páginas 317 a 333
La villa de Obidos

["Estas Obras Completas se editan por los discipulos y devotos del maestro, que han constituido la Fundacion Don Francisco Giner de los Rios, y el producto integro de la venta se destina a los fines de la Fundación. Adimistración: Espasa - Calpe S.A. - Ríos Rosas - Madrid". Data de Edição: 1936. 340 páginas numeradas + capas.]

quarta-feira, 30 de maio de 2007

49.ª Página Caldense

NOVO ALMANACH DE LEMBRANÇAS LUSO-BRAZILEIRO
para o anno de 1908
Parceria António Maria Pereira
Livraria Editora 1907
Director: Adriano Xavier Cordeiro (Bacharel formado em direito)
Adornado de gravuras, enriquecido com muitas matérias de utilidade pública, e com retrato e esboço biográfico do falecido caricaturista e ceramista

Rafael Bordalo Pinheiro

"Não é um morto deste ano, que, bonançosamente quis respeitar a escassa, deslumbrante, sementeira dos altos espíritos.

Há já três anos, que a tesoura avara de Atrópos cruel cortou esse vibrante fio d'arte, e, contudo, tanta grandeza do seu cadáver se evola, tão vazio deixou o seu lugar na vida, que dir-se-ia uma existência colhida ontem, pela insaciável cobiça das Parcas nunca fartas.





Da sua múltipla obra, quase tão inclassificável como um diamante facetado, escapando sempre ao contar dos seus reflexos, há, pela fatal lei humana que nos obriga, para as conhecermos bem, a alfinetar borboletas em tormentosas agonias, que classificar em resumida série, os seus melhores contornos, e é assim, que nós, confundindo, na inseparável combinação, a vida do homem com a vida da obra, encararemos sucessivamente, englobadamente por vezes, a personalidade caricaturante, ceramista e decorativa, do exímio mestre do barro frágil e policromo, do lápis gracioso e dúctil, do pano e das sedas bem armadas - o oleiro, o decorador, o caricaturista."[...]

[O artigo sobre Rafael Bordalo Pnheiro ocupa as páginas iniciais numeradas de V a XXXII, inclui duas imagens extratexto: Bordalo Pinheiro e a Jarra Beethoven.]


[Almanaque com a dimensão de 10,00 x 15,00 cms. 384 páginas numeradas + VIII de indice + CC páginas iniciais + capas. Oficinas Tipográfica e de Encadernação movidas a electricidade - Rua Augusta, 44 a 54 - Lisboa. 58.º ano da colecção.]

48.ª Página Caldense

ZÉ POVINHO
A Obra e a Vida de Rafael Bordalo Pinheiro


RAFAEL

"Rafael Bordalo Pinheiro é personalidade das mais ricas e inventivas do panorama artístico português da segunda metade do século XIX.
Caricaturista, ilustrador, jornalista, pintor e gravador, soube captar em charges sensíveis e mordazes, o perfil do mundo sociopolitico e cultural que o cercava, numa crónica apaixonada e comovente. Mais do que a simples transposição de uma ideia, a caricatura foi para Bordalo seu Norte, sua bússola, seu elo vital.

[...]

Inquieto por temperamento, impetuoso, desordenado, Bordalo ainda surpreenderia: é o Bordalo oleiro. Transpondo para o barro elementos nacionais, numa singular fabulação, ele iria inovar, a partir de 1884, a indústria cerâmica ao fundar a Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, na região da Estremadura.

Sem pretender uma narração exaustiva, a exposição procura documentar os variados aspectos da produção bordaliana. É o depoimento de uma trajectória, uma tentativa de recuperar para as novas gerações o caleidoscópio fascinante de um grande criador."

Rio de Janeiro, Maio de 1990

Marco Paulo Alvim (Curador)

[Jornal com 12 páginas numeradas. Dimensão: 21.00 x 29,50 cms. Impresso a preto sobre papel de cor castanha. Edição da responsabilidade da Fundação Casa de Rui Barbosa, Rio de Janeiro Junho-Julho de 1990 (Secretaria de Cultura da Presidência da República). Exposição comemorativa dos 115 anos parecimento da personagem na imprensa portuguesa e da vinda de Bordalo para o Rio de Janeiro.]


O gato de Rilke

CARROSSEL E OUTROS POEMAS

RAINER MARIA RILKE

GATO

Gato de luxo, alma de quem vem
a tanta coisa esparsa um sonho lentamente,
e que se presta, consciência-mãe,
a todo um mundo inconsciente.

Silêncio quente e bravio que dá leis
a tal mutismo mutilado,
a encher de orfandade as coisas, eis
um altivo desdém acariciado...

Adormece com ar integral
entre faianças, dourados e cristais,
que o triste desenho em suas fendas mais
se diria assiná-lo a má sorte magistral.


Rainer Maria Rilke



[Organização e tradução de Vasco Graça Moura com dez desenhos de Júlio Resende. Edições Asa, 1.ª Edição, Junho de 2004. ISBN 972-41-3722-8. Edição cartonada com contracapa.]

As Caldas em tons de amarelo


Caldas da Rainha, mapa da autoria de Jorge Delmar

segunda-feira, 28 de maio de 2007

47.ª Página Caldense

A LAGOA DE ÓBIDOS
Alberto A. GIRARD
(Publicação Póstuma)
(com uma carta)

[...]
"É sabido que no braço externo chamado de «Bom Sucesso» existiu em tempos históricos um grande banco de ostras, «Ostrea edulis» hoje totalmente extinto, e em épocas remotas e como para atestar o regímen salgado de toda a bacia, numa colina em frente de Óbidos e próximo da Lagoa os habitantes foram acumulando grande quantidade de cascas de ostras, deixando-nos assim um verdadeiro 'kioekkenmoedding».

Actualmente e perto da sua foz, encontra-se na Lagoa um grande banco que, por assim dizer, torna a Lagoa interior em comunicação com o mal por um canal «Verga» que começa a não ser definido próximo ao preamar." [Pág. 2]


PLANTA HIDROGRÁFICA DA LAGOA DE ÓBIDOS

Escala 1/40.000

[Extracto do tomo XI das "Comunicações do Serviço Geológico de Portugal. Serviço Geológico de Portugal, Lisboa. Data de Edição: 1915. Dimensão: 15,50 cms x 25,00. Folheto com 6 páginas numeradas + capas. A planta hidrográfica surge como extratexto no final da publicação.]


Exemplar cedido pelo amigo Luís Varela, a quem agradeço a gentileza da informação e do empréstimo.

O Gato de Pablo Picasso

O Gato e o Pássaro

PABLO PICASSO




Agradeço à Margarida Araújo a partilha deste gato.

domingo, 27 de maio de 2007

46.ª Página Caldense

EXPOSIÇÃO AGRÍCOLA PECUÁRIA E
INDUSTRIAL DAS CALDAS DA RAINHA
Agosto 1923

Boletim Agrícola - Publicação Mensal Gratuita - Orgão da Escola Agrícola Móvel das Caldas da Rainha - Ministério da Agricultura - Abril de 1924 - Nº. 10

"O que foi a exposição agrícola, pecuária e industrial de 1923"

"Quando em Abril de 1923 pensei com um grupo de amigos na sua organização, estava longe de supor que a Exposição Regional que tínhamos em vista, se viria a transformar n'uma das maiores paradas de forças económicas quer se tem feito no nosso País.

A Exposição, que nas Caldas da Rainha se realizou de 19 a 22 de Agosto de 1923, correspondeu à propaganda intensa que a imprensa portuguesa fez durante meses, a qual sem dúvida, muito contribuiu para o seu brilhantismo. Para ela vão, em nome dos organizadores, os meus sinceros agradecimentos.

Não exagero ao dizer, que as Caldas da Rainha foram nesses dias mais concorridos do que nunca. Isso provam-no a organização de vários comboios especiais e o grande movimento da vila.

O aspecto das Caldas da Rainha era o de uma terra de trabalho!

O mercado concorrido, as ruas apinhadas, os hoteis como nunca...

O que foi a nossa Exposição em concorrência de expositores, escuso de dizê-lo; atestam-no bem as palavras que seguem, feitas por quem melhor do que eu, conhece a agricultura, a indústria e a pecuária. Atestam-no ainda a relação dos expositores pela qual se vê que a concorrência d'estes foi bastante grande!

A Esplanada da Mata onde a nossa Exposição se realizou, tinha o aspecto duma grande feira comercial!
[...]
Nas Caldas trabalha-se como em poucas terras, e esse trabalho há-de sempre contribuir muito para o seu progresso!

E, a uma terra que tem todas estas qualidades, e que situada a dois passos de Lisboa possui o melhor estabelecimento termal do país, está incontestavelmente destinado um grande futuro."

António Montês

[Folheto com capa impressa a cor. Dimensão: 18,50 x 24,00 cms. a cores. Inclui 19 fotografias. Inclui a lista de todos os expositores. Composto e Impresso nas oficianas da Sociedade Nacional de Ripografia - Rua do Século, 59, Lisboa.]

45.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA
(Distribuição Gratuita)
J. A. FERREIRA MADAIL
2.ª Edição feita com permissão do autor, pela Associação Commercial e
Industrial das Caldas da Rainha


"São os seguintes os preços dos diversos tratamentos do hospital:

Banho em tina de 1.ª classe.................................300 réis
Banho em tina de 2.ª classe.................................200 réis
Banho salino...................................................400 réis
Banho de douche, 1.ª classe, escocês ou circular.........400 réis
Banho de douche, 2.ª classe, escocês ou circular.........400 réis
Banho de cama................................................300 réis
Banho de doucha de vapor ou ar quente...................300 réis
Banho de doucha na piscina.................................300 réis
Gargarejos......................................................50 réis
Pulverisações...................................................50 réis
Inscrições médicas.........................................1$200 réis
Consultas......................................................200 réis
Aluguer de cadeirinha 1 hora de serviço...................300 réis"

[Página 19]

[Data de Edição 1911. Composto e impresso na Tipografia e Papelaria Dias & Paramos - 5 / 7/ 9 7 /11 - Rua de S. Sebastião, Caldas da Rainha. 66 páginas numeradas + capas. A 1.ª edição desta obra foi identificada na 17.ª Página Caldense.

Exemplar emprestado pelo amigo Luis Varela, a quem agradeço a gentileza da informação prestada.

___________________

Maria disse...
Interrogo-me qual seria a diferença entre a "tina de 1ª classe" e a "tina de 2ª classe", para justificar a diferença de preço...Este teu blog, Isabel, é uma descoberta constante...
10 de Junho de 2007 2:22

sexta-feira, 25 de maio de 2007

44.ª Página Caldense

ÁLBUM DAS CALDAS
N.º 3 - 1932
Director e Editor: J. Fernandes dos Santos

[...]

"Estende-se a cidade das Caldas da Rainha pela encosta suave da elevação que, começando pelas alturas das Gaeiras, vai terminar em frente de Tornada. Avança na direcção do poente, procurando cada vez mais abrigar-se assim dos desagradáveis ventos de leste.

Em compensação, é batida pelos que sopram do lado do mar - de verão brisas agradabilíssimas e mesmo de inverno sempre saudáveis.

A parte mais importante da cidade está a 66 metros de altitude. O mar fica-lhe a menos de duas léguas de distância. Segundo os dados determinados pelo observatório local, no verão as temperaturas oscilam entre 18.º e 20.º às 21 horas. As médias das temperaturas anuais é de 18,5.º para a máxima e de 11.º para a mínima. Raros são os dias em que a temperatura atinge 35.º, mesmo nos estios mais ardentes, ou 0.º quando os invernos são rigorosos. Durante os três meses de veraneio - Julho, Agosto e Setembro - só se tem registado a média de 12 dias de chuva. A humidade oscila entre 62% e 79% às 9 horas, 56,6% e 74,2% às 15 horas e 83% e 84% às 21 horas, nos citados meses de verão.

São portanto, as Caldas da Rainha a terra que melhor conjunto de requisitos possui para nela se passar a época calmosa. E assim se explica que pessoas que a conheceram em novas mantenham por ela em velhas o mesmo culto, vindo todos os anos gozar do seu clima excepcional." [...]


[Ilustração da capa assinada por Leonel Cardoso. Contém publicidade. Impresso a azul. Composto e Impresso na Tipografia Caldense. Dimensão: 21,40 x 27,50 cms.]

À La Charge!

A LA CHARGE!

La Caricature en France de 1789 à 2000
Bertrand Tillier, Les Editions de L'Amateur`

September 2005

ISBN 2 85917 423 0

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Prémio Nacional de Ilustração 2006

HISTÓRIAS DE ANIMAIS
Autor: Rudyard Kipling

Ilustrações de TERESA LIMA

[Ambar, 1.ª Edição, Abril de 2006. Tradução e introdução de Isabel Ramalhete. ISBN 972-43-0913-4.Cartonado com capa de pano.]

43.ª Página Caldense

O REMÉDIO É DAS CALDAS
Conferência humorística realizada no Casino do Parque Rainha D. Leonor
das Caldas da Rainha, pelo Dr. Leonel Cardoso
(do Grupo Rafael Bordalo Pinheiro)

[Folheto com 8 páginas numeradas + capas. Dimensão: 19,70 x 26,00 cms. Tiragem de 250 exemplares. Impresso na Tipografia Caldense, Caldas da Rainha. 21-VIII-1945.]

quarta-feira, 23 de maio de 2007

Anexo à 42.ª Página Caldense

À laia de conversa com Luis Eme (comentário à Página 42.ª), passo a transcrever o prefácio de Fernando Correia, ao "Compromisso do Hospital das Caldas" (edição de 1930).

Quer ver o texto original do Compromisso?

Está exposto no Museu do Hospital e das Caldas (vulgo Palácio da Rainha). Quanto ao nome da rua, é provável que o deva à existência deste documento.

Quem sabe se um dia destes não lhe darei a conhecer o texto integral?

FACSIMILE DO MANUSCRITO DO COMPROMISSO

"A Quem Ler"

"A publicação do Compromisso do Hospital das Caldas, documento sob todos os pontos de vista interessante para os estudiosos, vem dar ideia a um tempo do estado de adiantamento da assistência na doença em Portugal no começo do século XVI e da importância que era dada já nessa época à terapêutica termal na mais famosa de todas as estâncias termais portuguesas - as Caldas da Rainha.

Médicos, filantropos, historiadores, curiosos dos velhos tempos, em especial da época em que o brilho das descobertas ofuscou tantas provas do nosso avanço na civilização, todos lerão com prazer os item do velho manuscrito.

O Hospital das Caldas - que fora começado a construir em 1485, começou a funcionar logo. Mas só em 1512 a Rainha D. Leonor entendeu que tinha elementos para lhe dar um Compromisso, em que, com toda a meticulosidade e previdência admiráveis, se apontam os mínimos detalhes da vida do balneário-hospital, de modo a poderem beneficiar com as águas sulfurosas caldenses o maior número de doentes, que de todo o país sempre vieram ali tratar-se, à custa das rendas que a mulher de D. João II para isso legou, tendo, para o fazer, vendido jóias e terras que possuía a seu irmão D. Manuel.

Redigiu em grande parte o Compromisso D. Jorge da Costa, o Cardeal de Alpedrinha, que em Roma, servindo-se da sua altíssima influência, conseguiu não só a sua aprovação, como indulgências para os doentes que morressem no Hospital das Caldas e lhe deixassem bens.

O Compromisso é ainda hoje um regulamento modelar não só para os balneários como para estabelecimentos de beneficência, salvo os arcaísmos inevitáveis e de impossível adaptação.

Com o compromisso da Misericórdia de Lisboa, recentemente reeditado, forma um conjunto deveras interessante para o estudo da notável figura da Rainha D. Leonor e de dois dos seus colaboradores: - frei Miguel Contreras e D. Jorge da Costa.

A história crítica da nossa civilização precisa de ser feita sobre elementos que, muitos deles, estão dispersos por bibliotecas e arquivos dificilmente manuseáveis.

O pergaminho onde foi escrito o Compromisso das Caldas está guardado, aliás cuidadosamente, no cofre do Hospital Rainha D. Leonor, podendo nele ler-se no fim a assinatura autografa da fundada das Misericórdias.

Trazendo-o à estampa, pretendemos não só focar mais uma vez o perfil inegualável de D. Leonor de Lencastre, mas evitar que se perca a memória das suas disposições que por mandado da Rainha foram feitas na ocasião.

Respondendo pela exactidão da cópia, abstemo-nos de fazer qualquer estudo crítico por o julgarmos supérfluo: A leitura do Compromisso do Hospital das Caldas dispensa todos os comentários."

Maio de 1930, Fernando Correia

ASSINATURA DA RAINHA D. LEONOR (FACSIMILE)

Ilustre Dramaturgo visita as Caldas


Acabámos de receber a informação de uma visita inesperada: foi-nos comunicado que no próximo dia 2 de Junho, William Shakespeare passará pelas Caldas da Rainha.


Como não podia deixar de ser, visitará a Loja 107, onde será oportuno falar de duas das suas mais recentes obras: Ricardo II e Comédia de Equívocos.

Virá acompanhado de dois actores, Emília Silvestre e Jorge Pinho do grupo de teatro 'Ensemble' (Porto).

As Profs. Filomena Vasconcelos e Maria Cândida Zamith, apresentarão as diferentes obras.

Convidamos todos os que queiram ser apresentados a tão insigne dramaturgo, que apareçam pela Loja 107, no próximo dia 2 de Junho, pelas 11,30 horas.

O encontro terá lugar na rua, onde se deseja surpreender o passeante com os textos de um dos maiores escritores de todos os tempos.

Trata-se de uma iniciativa promovida pelo grupo de tradução da obra dramática de William Shakespeare, pertencendo os seus membros à Unidade de Investigação FCT do Instituto de Estudos Ingleses da Faculdade de Letras UP.

A Loja 107, congratula-se com a presença de tão ilustres visitantes.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

42.ª Página Caldense

COMPROMISSO DO HOSPITAL DAS CALDAS
dado pela
Rainha D. Leonor sua fundadora em 1512
Prefácio e Revisão de Fernando Correia

[Exemplar de capa de cor castanha, impressa a preto. Dimensão: 15,60 x 23,80 cms. 46 páginas numeradas. Extratexto reproduzindo a assinatura da Rainha D. Leonor no documento original.
Editado pela Imprensa da Universidade de Coimbra - Separata de O Instituto, vol. 80.º. data de edição: 1930.]

domingo, 20 de maio de 2007

Assembleia Geral da EBF (ou os morcegos de Coimbra)

Coimbra, aos 17 e 18 dias do mês de Maio de 2007.

Realizou-se a Assembleia Geral e Conferência da EBF, European Booksellers Federation, organizada pela APEL (Associação Portuguesa de Editores e Livreiros).

Oportunidade para ouvir congéneres. Análise de situações, estudos de casos e diagnóstico de realidades. Nenhumas novidades. Quanto aos portugueses o habitual: poucos, muito poucos e de limitada participação. Perspectivas futuras? Isso mesmo, um grande ponto de interrogação. Nestes mesmos dias os jornais publicaram as notícias de compra/venda de editoras.

Valeram os contactos estabelecidos com outros profissionais do sector. Conversou-se e partilharam-se experiências.


Ao fim do segundo dia, uma fantástica descoberta: a Biblioteca Joanina da Universidade.




O livro em toda a sua simbologia de saber/poder. Um mundo mais imaginado do que real, palco a convidar à escrita de prodigiosa novela.

O assombro do voo de um morcego surgido por detrás das pregas douradas, que na sua rigidez de madeira, limitam o quadro de um rei de ostentatório poder: D. João V.

A simbiose perfeita entre o imaginário e o real só possível de existir nas páginas de um livro...

Aqui, existem 200.000 livros.

Ainda Sabe Ler?

- Leitor - Praça das Caldas da Rainha -
Ainda sabe ler?

Claro que sabe.
Pelo menos está a ler este anúncio.
Cada vez nos dizem mais
que os livros são coisas do passado.
Preferimos ver televisão, ouvir rádio,
aquecer ultracongelados,
a ler um bom livro.
As pessoas esquecem o bom e o útil
que há na leitura.
E o prazer.

Porque se nos livros
realmente não se vêem coisas
nem se ouvem barulhos,
as coisas e os sons que se imaginam
são mais puros que os reais.

Ler é a única forma de ver
e de ouvir
que não consente a ignorância.
Leia livros, não fique pelas capas.
Abra o seu coração.
Vai ver.

LIVROS


[Cartaz da Editora Assirio & Alvim, s/d]

sábado, 19 de maio de 2007

41.ª Página Caldense

Programa do Torneio no Hipódromo de Lisboa
Dado no ano de MDCCCXCII
[capa]



[contracapa]

Torneio realizado no Hipódromo de Belém no dia 24 de Abril de 1892 - Promovido por uma comissão presidida por Sua Majestade a Rainha, em benefício das vítimas dos últimos desastres.

Capa - Ilustração de Rafael Bordalo Pinheiro

2.ª Folha - Torneio (Programa)

3ª Folha - Cortejo de Entrada - Ilustração assinada por Roque Gameiro

4.ª Folha - Carroussel - Ilustração assinada por Condeixa

5.ª Folha - Escaramuça de Cadeira Dobrada - Ilustração assinada por Vaz

6.ª Folha - Jogo das Alcansias - Ilustração assinada por Silva Porto

7.ª Folha - Corrida aos Pombos - Ilustração assinada por Columbano

8.ª Folha - Escaramuça de Rodopio -Ilustração assinada por AR (?)

9.ª Folha - Jogo das Canas - Ilustração assinada por Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro

10.ª Folha - Jogo da Rosa - Ilustração não assinada

11.ª Folha - Corrida ao Estafermo - Ilustração assinada por Rafael Bordalo Pinheiro

12.ª Folha (Verso) - Ilustração assinada por Rafael Bordalo Pinheiro

[Pequeno folheto com capa impressa a cores. Composto por 12 folhas. Dimensão: 10,00 x 16,00 cms. Folhas anexadas por uma pequena fita em dois tons de azul, a atar no campo superior esquerdo. Impresso na Tipografia e Litografia da Companhia Nacional Editora.]

terça-feira, 15 de maio de 2007

40.ª Página Caldense

ARCHIVO PANORAMICO E ARTISTICO
Phototypias
Arte Cerâmica de Raphael Bordallo Pinheiro
existente na Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha
Clichés photographicos de Eusebio dos Santos

Caldas da Rainha - Cosinha (sic) e parque


Caldas da Rainha - Depósito da Fábrica de Faianças


Caldas da Rainha - O beijo de Judas

Caldas da Rainha - Cristo na presença de Caifaz


Caldas da Rainha - Cristo na presença de Herodes

Caldas da Rainha - Cristo na presença de Pilatos

Caldas da Rainha - Flagelação


Caldas da Rainha -Cristo no Horto

[Conjunto de oito fotografias apresentadas com capa com indicação da obra e autoria. Dimensão: 23,50 x 30,00 cm. 7 fotografias na horizontal + 1 fotografia na vertical. Fotografias legendadas. Sem data.]

39.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA
(Rainha das Termas de Portugal)
Época Termal 1954

"Barro das Caldas"

"A cerâmica das caldense, especialmente valorizada na faiança artística, é, além da indústria regional de maior importância, um dos mais atraentes cartazes de propaganda desta estância termal e centro de turismo.

Na figuração artística nacional, a faiança caldense ocupa um lugar único pelas bem demarcadas características dos seus modelos e, muito principalmente, pela variedade e beleza do seu colorido.

Desde a imponência de forma de algumas até à decoração quase miniatural de seus vidrados, um carácter nacional justamente reconhecido e premiado em exposições internacionais.

Na sua concepção modeladora e na policromia dos seus esmaltes, a faiança caldense vive, ainda hoje, muito da prodigiosa renovação que o valoroso génio artístico de Rafael Bordalo Pinheiro realizou na cerâmica regional, dando fama ao Barro das Caldas, a esse mesmo barro que serviu a Elias para dele fazer incríveis jóias miniaturais e que ainda hoje continua a ser matéria prima da Obra de artistas de valor."

______________________________
Festas da Cidade das
Caldas da Rainha
1954
15, 16 e 17 de Maio
Programa
Dia 15 (Sábado)
7,30 h.
- Alvorada com música e foguetes.
11,00 h.
- Missa solene na Igreja de Nossa S.ª do Pópulo, com a assistência das Entidades Oficiais.
- Visita ao «Museu Provincial de José Malhoa», com entrada grátis por obséquio do Exmº. Director (aberto das 10 às 18 horas).
- Inauguração do Posto de Turismo e outras dependências dos Paços do Concelho, pelas Entidades Oficiais.
- Concurso de montras e interiores, com prémios.
- Concertos na Praça da República por bandas do concelho.
- Inauguração de uma Exposição de Cerâmica das fábricas das Caldas da Rainha.
14,30 h.
- Abertura Oficial do Hospital Rainha D. Leonor, com a presença das Entidades Oficiais.
16 h.
- Desafio de Futebol entre o Caldas Sport Club e o Grupo Desportivo de Peniche.
18 h.
- Encontro de hóquei em patins em que participa o Sporting Club das Caldas.
19 h.
-Torneio de Ténis de Mesa no salão do Posto de Turismo (Rua Camões), organizado pela Associação de Ténis de Mesa do Distrito de Leiria, em que se defrontarão as equipas da Associação Académica de Coimbra e do Caldas Sport Club.
21 h.
- Conferência no «Museu Provincial de José Malhoa» pelo Exmº. Senhor Director Geral da Fazenda Pública, Doutor António Luís Gomes.
22 h.
- Exibição dos ranchos «Tá Mar» e «Infantil da Casa dos Pescadores», da Nazaré, e «Rancho da Casa do Povo do Cartaxo», no Parque do Hospital D. Leonor.
24 h.
- Baile no Casino do Parque abrilhantado pela Orquestra desta cidade «Os Pelicanos».
- Iluminações na cidade e Parque.
Dia 16 (Domingo)
8 h.
- Alvorada.
- Música e foguetes.
12 h.
- Concentrações das apresentações das freguesias e agremiações locais que participarão no Cortejo.
15 h.
- Cortejo do Concelho de homenagem à Rainha D. Leonor, fundadora da cidade.
- Largada de pombos no Largo Conde de Fontalva à chegada ali do Cortejo do Concelho, por iniciativa da Sociedade Columbófila Caldense.
18 h.
- Concurso do trajo regional no campo da patinagem (com prémios).
21,30 h.
- Concerto pela Banda Comércio e Indústria.
24 h.
- Fogo de Artifício (preso e do ar).
- Iluminação na cidade e Parque.
Dia 17 (Segunda-Feira)
8 h.
- Alvorada.
11,30 h.
- Concerto dos «Lugares enfeitados» no mercado da Praça da República (com prémios).
- Música e foguetes.
15 h.
- Concerto por bandas do concelho na Praça da República.
21 h.
- Exibição na Praça da República, dos ranchos da Foz do Arelho, do Campo e do Nadadouro, convidados para colaborar nas Festas da cidade.
- Arraial na Praça da República com barracas de várias instituições; concertos musicais e fogo no ar.

[Edição da Comissão Municiapl de Turismo, datada de MCMLIV. Dimensão: 17,50 x 23 cms. Páginas não agrafadas reunidas com laço. Páginas não numeradas. Inclui publicidade.]

segunda-feira, 14 de maio de 2007

38.ª Página Caldense

Lá vai disto!
Revista - Fantasia
Teatro Pinheiro Chagas
8,9 e 10 de Maio de 1951
A Favor dos Pobres Desta Cidade


"DOCEIRA"
I
"Não há nada, não há nada,
Como esta marmelada
E como a boa queijada
As belas roscas que faço
Com todo o desdembaraço
Delícias da rapaziada.
REFRAINS
Quem quer provar beijinhos?
Você?!... Então tome lá
São tão belos tão docinhos
Rodeados de carinhos
Que não mais os esquecerá.
II
E o belo pão de ló
Redondo como uma mó
Não há outro como o meu
Mais doces do que carícias
Os meus sonhos e delícias
Que fazem lembrar o céu."

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"BONECOS DE BORDALO"

"Sacristão: - Já ninguém dá p'ra alminhas
Ama: - Hoje o leite é condensado
Zé Povinho: - 'Stá tudo a pedir um gesto
Velha: - Mas que bocas tão daninhas
Polícia: - Inda vai tudo engatado
Zé Povinho: - Eu vou mesmo sem cabresto

REFRAIN

Desengonçados
Como macacos
Lá vamos indo
Feitos em cacos.
Vida banal
Sem um regalo
Ai! Belos dias
Do Pai Bordalo.

Sacristão: - Que falta de caridade
Ama: - Tudo quer andar à mama
: - Só o Zé paga p'ra tudo
Velha: - Se o que dizem é verdade
Polícia: - Já vou vou fazer a cama
: - Menos a mim que estou mudo."

[Folheto Impresso na Minerva Caldense. Inclui publicidade. Dimensão: 16,60 x 22 cms. Impresso a preto]

sexta-feira, 11 de maio de 2007

Os Gatos de Eugénio



Curta Metragem


"Ao lume, as imagens acorrem sem esforço; trata-se de tornar real um gato, um gato que entrou pelo sono. É inverno, veio com a chuva. Aproximou-se do fogo sem querer olhar para mim, sacudiu algumas gotas de água e enroscou-se na tijoleira quente, tendo caído no sono como pedra no poço. Contemplava aquele novelo desiludido e fremente com inveja - adormecera tão facilmente! Também ele sonha, e no seu sonho há um dia de sol, e pardais na eira, e medas de palha. Espreguiçava-se, o corpo em arco sobre as patas todas. É preto, pintado por Manet. Devia ficar com ele, os gatos pretos dão sorte, embora sejam ariscos. Não lhe tirava os olhos de cima, começava a considerá-lo uma companhia. Ocasionalmente, leve, descomprometida. Uma afloração da pele mais do que enredos do espírito. De repente, aquele pequeno companheiro de algumas horas estremeceu, salto sobre um pardalito que se lhe escapa de entre as patas, corre atrás dele, não pára de correr, regressa à chuva. E eu, ao lume."

Eugénio de Andrade


[Eugénio de Andrade, Os Doces Animais, Doze Desenhos de Cristina Valadas. Edições Asa. Novembro de 2003. Direcção gráfica de Armando alves. Estes Doces Animais, fizeram-se em papel Arches de 250 gramas, e assinadas por Cristina Valadas, duzentos e cinquenta exemplares numerados de 1 a 250, apresentados em caixa de cartão forrada a papel Pop Set de 80 gramas. Exemplar nr. 109/250]

quinta-feira, 10 de maio de 2007

37.ª Página Caldense


V EXPOSIÇÃO DAS CALDAS
21 A 28 DE AGOSTO DE 1927

"Abre hoje a V Exposição das Caldas. Solenemente inaugurada por S. Exª. o Presidente da República e com a assistência de quase todos os membros do Governo, este acontecimento não pode passar despercebida à Nação.

O empreendimento notável que os caldenses acabam de levar a efeito é uma grande manifestação de vontade e de trabalho, que causará a admiração de todo o País.

As Caldas da Rainha vestiram galas para receber festivamente os seus milhares de visitantes. A vila está cheia de alegria e bulício; o povo caldense sente-se feliz com a obra dos seus filhos. A V Exposição das Caldas começa agora a ver os resultados duma propaganda inteligente, feita durante muitos meses, com o auxílio valioso de toda a Imprensa, a quem prestamos neste momento as nossas mais cordiais saudações." [...]

[ Impresso na Tipografia Caldense, José da Silva Dias, Limitada, Caldas da Rainha. Contém Publicidade. Dimensão: 16 x 22 cms. Capa impressa a cores.]

terça-feira, 8 de maio de 2007

36.ª Página Caldense

A Praça
(fotografia anterior a 1883, data do empedrado)

35.ª Página Caldense

Rafael Bordalo Pinheiro
Busto em cerâmica da autoria de Carlos Constantino

Rafael Bordalo Pinheiro, de monóculo bem assente e poupa encaracolada, comprimentou quem nos visitou, à data do seu nascimento (21 de Março). Durante uma semana, foi a nossa constante companhia .

Peça modelada em barro vermelho, de existência efémera, desfez-se passados alguns dias...

Permanece o Mestre (ainda que em menor formato) de corpo inteiro, na companhia do seu gato Pires.

34.ª página Caldense

Em terras de Portugal
Alfredo Pinto (Sacavém)

Recordações * Esboços * Fantasias
Ilustrações e fotografias do autor
Livraria Ferin, Rua Nova do Almada, 70 a 74, Lisboa - 1914


[...]
"As termas das Caldas da Rainha, onde actualmente me encontro, conheço-as há vinte e nove anos, e a vagarosa evolução que tem sofrido, tem passado perante os meus olhos com um grande interesse.

Não conheço terra próxima de Lisboa que reúna tantos atractivos como as Caldas.

Não terá esta vila aquele encanto de tranquilidade que tinha antigamente antes da chamada civilização do caminho de ferro? Decerto que não, mesmo na estrutura intima da sua vida a diferença é radical.

Voltemos um pouco a vista ao passado para fazermos melhor o paralelo com a vida presente.

Partia-se de Lisboa da estação de Santa Apolónia, e chegava-se à Azambuja pelas 11 horas da manhã; diligencias, largas carruagens, onde podiam levar em cima duas e três malas, conduziam-nos até às Caldas, uma distância de dez léguas. As primeiras povoações por onde passávamos eram Aveiras de Baixo, e depois Aveiras de Cima, Alcoentre d'ali a léguas o lugar do Cercal, onde estacionávamos duas horas para almoçarmos e para descanso do gado.

Ainda me recordo que nos davam em uma estalagem, canja e bela galinha cosida com arroz e presunto. [Pág. 8 e 10] [...]

[7 capítulos. 84 páginas numeradas + capas . Dimensão: 13,50 x 20,00 cms. 42 Imagens]

segunda-feira, 7 de maio de 2007

33.ª Página Caldense

Rafael Bordalo Pinheiro
O exímio artista, mestre da caricatura

Pontos - 3.º Ano, 23 de Outubro de 1898, n.º 43
Proprietário Administrador e Editor: J. Alberto de Sousa
Redacção, Administração e Impressão : Litografia Nacional
Largo de Santa Clara
Tipografia da empresa Literária e Tipográfica - Rua de S. Pedro, 184 (Lisboa)

Rafael Bordalo Pinheiro desenhado por António de Sousa Nogueira (1854-1921), Director Artístico desta publicação de periodicidade semanal e saída ao domingo. Sá de d'Albergaria era o Director Literário de os "Pontos".

[Segundo a obra "Jornais e Revistas Portuguesas do Séc XIX, Coordenação e organização de Gina Guedes Rafael e Manuela Santos, Biblioteca Nacional, Lisboa, 2002, (Vol. II) Os Pontos foram publicados no período compreendido entre Janeiro de 1896 e Dezembro de 1905] [dimensão: 23 x 32,50 cms]

32.ª Página Caldense

O GATO PRETO
Premiada nas principais exposições da Europa e da América
Rua da Victória, Lisboa
Única casa criada em Lisboa para a venda da Louça das Caldas

(Anúncio publicado em 1/4 da 1.ª página)












Serões - Revista Mensal Ilustrada
Vol 11 - Dezembro de 1901 - Número 8
Preço 200 Réis

31.ª Página Caldense

GIL VICENTE NAS CALDAS
Uma Página da Crónica Caldense - Século XVI
Conferência que Rui Forsado compôs e leu, diante dos
moradores da antiga vila da Rainha D. Leonor,
em a noite de X-Abril-MCMXXXVII

[...]"Escusado é dizer que a notícia, colhida nos periódicos, me entusiasmou a valer, pelo relevo que, mais uma vez, se vai dar à figura literária de Gil Vicente, através da palavra e dos escritos dalguns homens de letras, pela representação de certos Autos no nosso primeiro teatro de declamação e pela exposição bibliográfica organizada pelo município da capital.

E, a par, acudiu-me à memória que, na comemoração vicentina de agora, esta terra publicamente se apresentasse em tal comemoração, na ufania justificada de aqui ter agasalhado o fundador do teatro português."[...]

[Folheto com 26 páginas numeradas + capas. Dimensão: 13 x 20 cms.]

sexta-feira, 4 de maio de 2007

30.ª Página Caldense


A RAINHA D. LEONOR
Teresa Leitão de Barros, escreveu
Inês Guerreiro, ilustrou
O S.N.I. mandou dar à estampa

[...]
"De como empregou os seis lustros de vida que Deus ainda lhe concedeu, falam bem alto as obras de piedade que fundou, as preciosidades artísticas que encomendou e custeou, a memória abençoada, que deixou de si e permitiu a criterioso panegirista qualificá-la, sem adulação, como a «mais perfeita rainha que nasceu no reino de Portugal» e acrescentar que, se as suas acções foram boas enquanto se conservou no estado de donzela, foram «no de casada, melhores, no de viuvez, boníssimas»."[Página 28]

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"O seu interesse pela invenção da Imprensa e a largueza das vistas de que deu prova ao alcançar decerto todas as vantagens e desvantagens que dela adviriam, leva-a «com muita dispeza da fazenda» - como o atesta Valentim Fernandes, impressor e tradutor das Viagens de Marco Polo - a mandar imprimir famosas obras de devoção e outras de grande mérito cultural, como a tradução portuguesa da Vita Christi, de Lundolfo Cartesiano, o Livro de Marco Polo, o Livro de Nicolau Neneto e as Cartas de um Genovês Mercador (estas três últimas formando um só volume) os Autos ou Actos dos Apóstolos, o Boosco Deleytoso, o Espelho de Cristina, tradução do célebre Trésor de la Cité des Daimes, de Cristina de Pisano, por muitos considerada como a mais antiga escritora francesa."[Página 29] [...]

[Folheto com 31 páginas numeradas. Capa a cores. N.º 2 dos fascículos Grandes Portugueses. Dimensão: 16,50 x 23,20 cms. Impresso nas Grandes Oficinas Gráficas «Minerva» de Gaspar Pinto de Sousa, Sucrs., Ltd.ª, Vila Nova de Famalicão. Data de Edição: Junho de 1949.]

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Dois Dedos de Conversa


Hoje, dia 3, Cavacos das Caldas, faz um mês.

Impõe-se um momento de pausa para dois dedos de conversa.

Conversa com quem ao longo do mês, visitou estas Páginas Caldenses e nelas deixou impressa a sua opinião.

Mas antes, duas especiais lembranças.

À Joana, que muito pacientemente, me lançou na blogosfera. Professora: já faço "postagens", adiciono imagens, altero datas e introduzo links!

Ao Zé Ventura, o grande responsável por estas minhas divagações por este novo mundo; é com ele que quase diariamente troco impressões sobre o melhor método de "blogar". Aprendo sempre qualquer coisa; e quando deparo com um qualquer problema, lá vai o meu teclado parar às suas mãos.

Surgem então os meus leitores e dou a palavra aos meus comentaristas.

Rolando, sempre amigo, envia-me palavras gratas de ler;

Maria, a misteriosa visitante das noites calmas, de quem já me sinto cúmplice;

Luis Eme, teclado de mil passeios e notícias, noticia-me;

João, acompanha-me saboreando um longo (certamente, fresco) drink, pelas vias imaginárias de uma cidade em construção;

João Norte oferece-me versos...

É boa a vossa companhia. Continuem a aparecer.

Eu por aqui vou estar, com mil e um livros de braçado. Alguns das Caldas, outros do meu sedutor cúmplice, Bordalo Pinheiro.

E alguns mais: os autores e os livros de que eu gosto.

E de quando em quando, inevitavelmente, um gato ...

Como quase tudo na vida, também a blogosfera é um universo de (boas) cumplicidades.

Continuarei a partilhar leituras.