CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



domingo, 26 de abril de 2009

O Lugar do Vento

Moinhos do Oeste
[César Francisco Martins Alves - Blog: Olhares]

O lugar do vento

Desde sempre quis saber porque razão se chama moinho a este pequeno navio.
As velas projectam a velocidade que não desloca o moinho mas, pelo contrário, interioriza essa velocidade e transforma-a em farinha de milho e de trigo.

Alguns teimosos ainda fazem pão verdadeiro
porque recusam o pão de plástico do hipermercado.
De vez em quando um cabo trava o movimento das velas
tal como a âncora que imobiliza o navio, no sossego da tarde, no tempo suspenso,
no lugar do vento onde se junta o sal do mar e a argila desta terra singular.

A terra de onde parti e aonde hei-de voltar um dia para descansar perto do lugar do vento, sem obter resposta para a minha dúvida de sempre:
saber porque razão se chama moinho a este pequeno navio.
José do Carmo Francisco

[É bom receber poesia como prenda. Um poema do amigo José de Carmo Francisco]

2 comentários:

Anónimo disse...

Não é um comentário é um obrigado Isabel pelo belo moinho que aqui está. Obrigado ou dito de outra maneira: bem-haja!
JCF

girassol disse...

Eu continuo a fazer o pão verdadeiro. Aprendi aqui nestes lugares perto dos teus, perto destes moinhos. Faço-o de vez em quando, ao pão verdadeiro...

Tu, JCF, fazes sempre os poemas certos para cada momento...
Um beijo

Um beijo também à Isabel, fiel depositária de alguns desses poemas. Bom que os dê a conhecer...