Partilhando leituras

Livros sobre Caldas da Rainha, Rainha D. Leonor, Bordalo Pinheiro, caricaturas,

cerâmicas, gatos e algo mais...

terça-feira, 30 de outubro de 2007

183.ª Página Caldense

TURISMO
ÁLBUM DE PORTUGAL
TOMO II
"Caldas da Rainha
Terra que se impõe pela tradição secular, engrandecida pelo génio de admiráveis artistas portugueses."
"Pavilhões do Parque - Construção feita ainda sob a direcção de D. Rodrigo Berquó. É aí que que funciona a Escola Industrial e Comercial"


Lago do Parque

Louça das Caldas

"As primitivas peças de louça das Caldas, que ajudaram fortemente a celebrar tão bela cidade, são atribuídas à época da rainha D. Leonor.

A primeira ceramista que apareceu foi a chamada Maria dos Cacos.

A faiança das Caldas de hoje é muito diferente daquela época. A Maria dos Cacos sucederam António de Sousa Liso, José Francisco de Sousa e Francisco Gomes de Avelar que introduziram admiráveis aperfeiçoamentos na faiança das Caldas.

Foi na fábrica de Francisco Gomes de Avelar, em 1884 , que o grande artista Rafael Bordalo ensaiou os primeiros barros da série longa e gloriosa que o havia de imortalizar.

Em seguida a Rafael distinguiram-se José Fuller, o Visconde Sacavém (José) e Costa Mota (sobrinho) que imprimiram à faiança das Caldas uma feição nova.

Francisco Elias, Avelino Belo, José Carlos dos Santos, Acelino Carvalho, Eduardo Elias, Salvador Fausto de Sousa, Raul Figueiredo, José Belo, Germano da Silva, Francisco do Couto e Herculano Serra são hoje os ceramistas que mais se destacam."

"Nas Caldas da Rainha, há excelentes hóteis, pensões, restaurantes, cafés, pastelarias, estação de correio e telégrafo, escolas, instituições de beneficiência, e uma comissão de iniciativa que trabalha, vendo-se o fruto proveniente de muita energia dispendida, que revela à farta a marcha criteriosa para a senda do progresso."


[Turismo. Álbum de Portugal. Tomo II. Praias - Termas. Director: Alfredo Cândido. Colaboração Literária de Acúrcio Cardoso. Tradução em inglês de: Henry Roberts. Tradução em espanhol de: L.S. Puig. Edição e Propriedade da Revista Turismo. 1930.]

O meu agradecimento ao Zé Sequeira pelo empréstimo desta fonte bibliográfica caldense.

1 comentário:

Luis Eme disse...

Grande propaganda...

Não me lembro do Palace Hotel (não deve ser do meu tempo...).

Grande hotel só o Lisbonense...