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quarta-feira, 8 de outubro de 2008

315.ª Página Caldense

TRES FIGURAS CALDENSES
MANOEL DE SOUSA PINTO

[...] Espalhou o renome das Caldas da Rainha pelo mundo. Foi o mágico reformador da sua cerâmica tradicional.

Que a pequena pátria adoptiva o perfilhou, agradecida, e sabe lembrá-lo, atesta-o o facto de lhe ter erguido um busto entre os plátanos frondosos do seu belo parque, em cujas doces sombras as horas parecem mais leves.

Foi aqui que Bordalo, falho nas bases da modelação, inexperiente dos segredos tirânicos do fogo, só preparado para o manejo prodigioso do seu lápis, produzia esse curiosíssimo fenómeno artístico, a surpreendente floração, da sua louça tão frágil e tão pitoresca.

O esforço dispendido por Bordalo, em vinte anos de audácias e invenções de incertezas financeiras e tentames de ordem técnica, foi extraordinário. Quanto mais reparamos na insuficiência da sua preparação, mais avultam os méritos do fabricante, que alguns ajudaram, mas muitos combatiam pela hostilidade declarada, pelo zumbir das calúnias, ou com essa terrível arma que é a indiferença. […] [pág. 9 e 10]

[Três Figuras Caldenses. Manoel de Sousa Pinto. Conferência realizada nas Caldas da Rainha, em 10 de Setembro de 1928, quando da homenagem a Mestre Malhoa. 1928. Edição Gazeta das Caldas. Caldas da Rainha. Composto e Impresso na Tipografia Caldense.]

1 comentário:

Luis Eme disse...

e quem é a terceira figura Isabel? (além dos "gigantes", Bordalo e Malhoa)