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quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Poema de Natal

A ADORAÇÃO DE CRISTO MENINO POR MARIA E JOSÉ
ILUMINURA DO "LIVRO DE HORAS DE BESANÇON", 1445

NATAL

Nasce um Deus. Outros morrem. A Verdade
Nem veio nem se foi: o Erro mudou.
Temos agora uma outra Eternidade,
E era sempre melhor o que passou.

Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.
Louca, a Fé vive o sonho do seu culto.
Um novo deus é só uma palavra.
Não procures nem creias: tudo é oculto.

Fernando Pessoa

[Poesia de Fernando Pessoa. Introdução e selecção de Adolfo Casais Monteiro. Editorial Presença. 3.ª edição - Janeiro de 2006. ISBN 972-23-3506-5]

Com toda a ternura dedico esta página à Maria, ao Luis Eme e ao Vitor Pires, meus atentos e fiéis comentadores

1 comentário:

Anónimo disse...

Isabel

A magia do natal está no coração das pessoas que nos querem bem e isso faz do natal um dia de todos os dias do ano....o bolo rei deveria existir todo ano e em todas as mesas e o sorriso das crianças deveria ser sempre a recompensa por nos portarmos bem durante todo o ano.
Admiro a Isabel pela sua sensibilidade e luz.
Obrigado
Vitor Pires