CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

O Caco


Este pedaço de azulejo apanhei-o do chão na antiga Praça do Peixe, percurso habitual das minhas caminhadas  citadinas. Caiu da fachada de um prédio que se encontra em muito mau estado de conservação,  mas que é rico em azulejos, marca da arquitectura caldense na transição do século XIX para XX. Este caco, um pequeno pedaço de azulejo verde é bem o retrato da cidade. Ao abandono e a desfazer-se aos bocados. Enquanto é feita uma recuperação do pavimento das ruas, as fachadas das prédios encontram-se mal tratadas, e sempre, sempre com os abomináveis grafitis, que apesar de todos os esforços em contrário, nascem da noite para o dia como ervas daninhas. Será que não se pode explicar a quem anda a conspurcar as paredes das casas, que isso é vandalizar a propriedade alheia, e que aquela riscaria toda não é propriamente uma obra de arte que deixe todos agradecidos e de boca aberta de espanto? Porque é que esses pseudos criadores não se limitam a pintar as paredes dos quartos em que vivem? Eles ficavam mais felizes porque preservavam as suas obras; e nós também, porque éramos poupados aquelas visões de duvidoso valor estético .

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