CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quinta-feira, 18 de abril de 2013

Ser ou não ser Livreiro

Ser ou não ser Livreiro

Esta foi para mim uma semana feliz .

Uns dias atrás recebi uma mensagem electrónica de um livreiro alfarrabista, em que ele me comunicava que tinha na sua posse um pequeno livro com uma capa desenhada por Rafael Bordalo Pinheiro.

Nem hesitei um segundo; conhecido o título e como tal não pertencia ao meu acervo bordaliano, apressei-me a pedir o seu envio. No dia seguinte lá estava na minha caixa de correio um envelope verde contendo no meu interior uma preciosidade. Um livrinho pequenino de 10x15 cms, da autoria de Fernando Caldeira e editado em 1881.

Na capa envolvido numa esquadria, um desenho assinado por Rafael Bordalo Pinheiro. Sobre a ilustração desenhado “A mosca”. Em fino traço de tinta de china, rico de pormenores, várias moscas varejam. Uma delas, imponente, de asas abertas colocada no centro da composição gráfica, parece reinar sobre tudo e todos, vigilante à mais pequena prevaricação. Uma composição digna de Bordalo. A mosca na iconografia bordaliana desempenha muitas vezes o papel do político chato, que se intromete, que pouco mais sabe do que voar em nosso redor. E nós com um grande desejo de lhe dar uma mortífera palmada… Aí o que eu gosto de moscas!...

Mas o que eu quero salientar é o facto de um livreiro, em Lisboa, com quem não tenho muito contacto, quando lhe veio parar às mãos uma peça que sabia que seria do meu agrado, contactou-me e eu, …. Que havia de fazer? Fiquei-lhe com o livro. É o que se chama saber do ofício e ser Livreiro. Porque há: livreiros, vendedores de livros e arrumadores de prateleiras. E ainda há outros que são os que vendem produtos; e estes são muitos e mauzinhos…

Ao Luís da Livraria Artes e Letras do Largo Trindade Coelho, em Lisboa, parabéns pelo seu profissionalismo, o meu obrigada e que nunca se esqueça de mim.

E como na sua Livraria também há um gato livreiro, como eram os meus Gil Vicente e Florbela Espanca, daqui vão umas torrinhas.



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