Partilhando leituras

Livros sobre Caldas da Rainha, Rainha D. Leonor, Bordalo Pinheiro, caricaturas,

cerâmicas, gatos e algo mais...

sexta-feira, 20 de julho de 2012

A Viagem - António no Aeroporto


estudo para o painel de Raúl Solnado


estudo para o painel de Saramago


estudo para o painel de Natália Correia


A VIAGEM.
Caricaturas de António para a estação Aeroporto do metropolitano

Inauguração
26 de Julho, pelas 19h00

Galeria do Museu Bordalo Pinheiro
Campo Grande, 382 - Lisboa
Exposição patente de 27 de Julho
a 31 de Outubro de 2012

Horário
Terça-feira a Sábado, das 10h às 18h
Encerra ao Domingo, Segunda-Feira e Feriados
Entrada Gratuita



Algumas figuras do Portugal do século XX “desfilam”, desde a passada terça-feira, na nova estação de Metro do Aeroporto.

A responsabilidade é do cartoonista António, a quem o Metropolitano de Lisboa encomendou a decoração artística da nova estação.

Para a caricatura, este é sem dúvida um momento empolgante. Muitos artistas a usaram em trabalhos decorativos, numa vertente quase sempre efémera, mas é a primeira vez que ela ocupa um lugar de destaque num espaço público, com esta dimensão e de carácter permanente.

Consciente da importância deste momento, o Museu Bordalo Pinheiro considerou oportuno associar-se expondo, a partir do próximo dia 27, alguns dos estudos que o autor desenvolveu para chegar às representações definitivas que uma vez passadas à pedra deram lugar aos painéis, agora distribuídos pelo novo espaço.

Para além dos estudos de António, são também apresentados na Exposição um conjunto de fotografias que documentam os vários momentos técnicos da execução dos painéis, ou seja, todo o processo técnico que se seguiu ao processo criativo.

Por fim, são apresentados também alguns documentos utilizados neste trabalho. São fontes de inspiração a que o artista recorreu, que compreendem um conjunto diverso de suportes gráficos e permitem uma melhor percepção de todo o itinerário feito pelo caricaturista.

ANTÓNIO ANTUNES publicou os seus primeiros cartoons no diário lisboeta República, em Março de 1974. No final do mesmo ano, ingressou no semanário Expresso onde continua a publicar as suas obras.

Dos prémios recebidos destacam-se: Grande Prémio do XX International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1983), 1º Prémio de Cartoon Editorial do XXIII International Salon of Cartoons (Montreal, Canadá, 1986), Grande Prémio de Honra do XV Festival du Dessin Humoristique (Anglet, França, 1993), Award of Excellence – Best Newspaper Design, SND – Estocolmo, Suécia (1995), Premio Internazional Sátira Politica (ex-æquo, Forti dei Marmi, Itália, 2002), Grande Prémio Stuart Carvalhais (Lisboa, Portugal, 2005) e o Prix Presse International (St. Just-Le-Martel, França, 2010).

Realizou exposições individuais em Portugal, França, Espanha, Brasil, Alemanha e Luxemburgo. Publicou, entre outros, os livros, António - 20 anos de Desenhos (1994), Desenhos Satíricos (2000) e Traços Contínuos (2005); integrando também as colectâneas, Cartoons do Ano, desde 1999, e as internacionais, 1970's The Best Political Cartoon of Decade (1981), The Finest International Political Cartoons of Our Time, volumes I, II e III (1992, 1993 e 1994) e Cartoonometter (1994).

Foi júri de salões de desenho humorístico em Portugal, Brasil, Grécia e Turquia.

António dedica-se também ao design gráfico, à Escultura e à Medalhística. É director do salão de humor gráfico, World Press Cartoon.

segunda-feira, 9 de julho de 2012

Figuras e Episódios

FIGURAS E EPISÓDIOS DO LEÃO DE OURO
LUIZ TEIXEIRA
Legenda Literária pronunciada na noite da evocação do Leão de Ouro
17 de Abril de 1937


... "Podem recordar noites felizes, quando Rafael Bordalo Pinheiro, na transição do "António Maria" para os "Pontos nos ii", provocava um coro de alegria com as suas charges contundentes que envolviam na rede dum saboroso humorismo cenas do Paço e personagens da Arcada, confidências de S. Bento e segredinhos de palco."

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Jorge Figueira de Sousa

Hoje o dia entristeceu…

Jorge Figueira de Sousa, Livreiro, 80 anos de idade, faleceu. Não o conheci; nem à sua livraria. São factos de menor relevância.
Morreu um homem Livreiro, amante dos livros.

O mundo ficou mais pobre. Sempre que desaparece um homem de cultura, perde o país, perdemos todos.
Sinto a sua falta como se um amigo fosse.
O mundo dos livros perdeu mais um pouco do seu encanto.
E não tendo sido reconhecido o seu trabalho, em vida, pode ser que agora que desapareceu, corram os poderes políticos a prestarem-lhe homenagem.
É tarde. Sinto-o entre as prateleiras de uma livraria que fica lá não sei onde, virando todos os livros com a capa para cima … Está em paz entre os seus livros ...

domingo, 1 de julho de 2012