Cavacos das Caldas
CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



segunda-feira, 10 de setembro de 2007

144.ª Página Caldense

S. Jorge combatendo o Dragão
RAFAEL BORDALO PINHEIRO

"JORGE (23 de Abril). Santo fabuloso, originário da Capadócia. Guerreiro Valente, salva a filha do Rei matando o terrível dragão, que a queria devorar. (Ao que parece, teria morto um auroque - bisonte europeu - que dizimava a população com ferocidade. Com o decorrer do tempo, porém, o auroque ter-se-á transformado em dragão, símbolo do demónio judaico-cristão.) Foi eventualmente martirizado de maneira bizarras. A sua lenda foi rejeitada no século V por um concílio, mas persistiu e ganhou enorme popularidade no tempo das Cruzadas. Iconograficamente, é representado por um jovem imberbe, de armadura, tanto a pé como num cavalo branco, com cabelos compridos, um dragão aos pés e a lança quebrada. Tem por vezes uma espada nua e um estandarte branco com uma cruz vermelha. Padroeiro da Inglaterra. Com a reforma do calendário litúrgico (9-5-69) pelo papa Paulo VI, tornou-se opcional a observância do seu dia festivo."

[Jorge Campos Tavares, Dicionário de Santos, Lello Editores, 3.ª Edição, 2001]

Esta fantástica luta entre o santo e dragão, foi-me enviado pelo João B. Serra.
Os meus agradecimentos por mais esta partilha.
Leiam-se: cidadeimaginaria.org e a rubrica "O Que Eu Andei", no próximo número da Gazeta das Caldas.
2 COMENTÁRIOS:

Anónimo disse...
Isabel tambem fiquei surpreendido com a "aparicao" deste S.Jorge em Santiago do Cacem. Que eu saiba conto com a existencia de 4 peças (com diferencas nas dimensoes )1 - na casa museu S.Rafael2 - este agora referido no texto em Santiago3 - existe foto de outro em Cascais na casa museu Castro Guimares (Ilustracao Portuguesa)4 - e outro existente perto de Pombal numa igreja (de grandes dimensões e identico ao existente na casa museu S. Rafael )Presumindo que o S.Jorge existente em exposiçao em Santiago não sendo o de Cascais, totalizam 4 pcs. muito intessante. nao existem moldes desta peça na fabrica bordalo actual.vitor Pires
11 de Setembro de 2007 17:39

Anónimo disse...
Aqui há três anos esteve no Museu da Cerâmica para restauro um S. Jorge e Dragão de Rafael Bordalo Pinheiro. Foi o Herculano Elias que o restaurou e sabará mais sobre a peça.Margarida(era diferente desta)
12 de Setembro de 2007 1:07

domingo, 9 de setembro de 2007

143.ª Página Caldense

PARQUE
VALTER VINAGRE, 1993
... o silêncio das sombras ...

142.º Página Caldense

ACONTECER POESIA
LUIS ROSA BRUNO

"O Parque é um tesoiro ..."


"Vulgar moldura ... casario tristonho,
Ao fundo a Mata, num perfil tristonho,
O Parque ao meio, assim guardado e posto,
Bucólico sossego, do meu gosto ...

E algo que flutua, é no ar,
Que é leve, diferente, singular,
No sol tão claro, só de luz na cor
Doce que tudo tem, e no frescor ...
E é tão simples, isto ... Destes plátanos

Guardam segredos as caladas sombras ...
E, mais além, num lago circular,
Uma ilha florida e uma ponte,
Patos de neve, em ronda, a navegar
Sobre azuis, brancos, malhados, vermelhos
Peixes alegres, às voltas, a bailar ...

E há meninos rindo ... Se disserem
Haver melhor, eu ficarei pasmado ...
E uns barquinhos dormem ... Que postal
Inglês, romântico na paz claustral...

Roseiras frágeis, enlaçadas, velam
Uma donzela em leitura calma,
Velhinhos, um caso, revivem alma
E amores, sós, em sonhos se desvelam ...

Uma aguarela assim é raridade!
Ó Caldas da Rainha! Ó cidade
De Leonor e de Malhoa e outros
Que na pedra e no barro e no papel
Que nome alevantarm, a tão alto!...
Grito, princesa de viçosos bens:
O Parque é um tesoiro que tu tens!"

Luis Rosa Bruno

[Edição do Autor. Composto e Impresso nas Oficinas Gráfcas de "O Riomaiorense", Rio Maior. MCMLVII. 80 Páginas numeradas + capas.]

Agradeço à Maria Edite Caldas Lopes a partilha desta bibliografia caldense.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Introdução à História dos Gatos em Portugal



"O gato caçador e o gato borralho são os mais presentes na tradição portuguesa, quer nos textos quer nas figurações. Recordem-se, ao nível de adágios populares e relativamente ao primeiro caso: "gato miador, nunca bom caçador", que remonta ao século XV; "dar ao gato o que há-de levar o rato"; "de casa do gato não vai o rato farto"; "mais magro no mato que gordo no papo do gato"; "muito sabe o rato, mas mais sabe o gato"; "o que há-de levar o rato dá ao gato e tirar-te-á de cuidado"; "vão-se os gatos, estendem-se os ratos" ou "quando em casa não está o gato, estende-se o rato"; tudo ditados que remontam, pelo menos, ao século XVII. A nível do segundo não se esqueçam: "tirar a castanha do borralho com a mão do gato", datável do século XVI pelo menos; ou a afirmação do Orto do Esposo (século XV) de que "não pode o gato estar acerca do fogo que não se queime". Numa pintura do século XVI, portuguesa ou encomendada para Portugal, lá surge o gato bem junto à lareira de uma família burguesa. É verdade que também o encontramos sentado aos pés dos donos ou na soleira da porta de casa." [Pág. 90/91]

A. H. de Oliveira Marques



BOCA DO INFERNO

Revista de Cultura e Pensamento

Câmara Municipal de Cascais

N.º 8 - Julho 2003

Introdução à História dos Gatos em Portugal

A. H. de Oliveira Marques

[Páginas 83 a 97]


[Página partilhada com o João B. Serra (indicação da fonte) e com a Margarida Araújo (fotografia)]

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

141.ª Página Caldense

ALMANACH DAS ARTES E LETRAS
Ilustração assinada por Rafael Bordalo Pinheiro
[assinatura no canto inferior direito, sob o desenho]

Mês de Setembro - Página 16
Cabeçalho assinado por Rafael Bordalo Pinheiro

[Almanaque das Artes e Letras. 3.º ano. 1876. Capa assinada por Rafael Bordalo Pinheiro. Cabeçalhos correspondentes aos 12 meses assinados por Rafael Bordalo Pinheiro. 48 páginas numeradas + capas. Capa impressa a preto. Capa diferente da do ano anterior na cor e por não apresentar esquadria. Dimensões: 19,00 x 26,00 cms. Preço 200 réis. ]

140.ª Página Caldense

ALMANACH DAS ARTES E LETRAS
Desenho assinado por Rafael Bordalo Pinheiro
[assinatura no canto inferior direito, sob o desenho]

" Carta Ilustrada"

"A um delicado presente que o exímio escritor, o sr. António Augusto Teixeira de Vasconcellos fez ao espirituoso caricaturista, o sr. Raphael Bordallo Pinheiro, correspondeu este com a seguinte carta ilustrada de agradecimento, traçada pomposamente e remetida pelo mesmo portador que trouxera o mimo." [Pág. 47]

[Almanaque das Artes e Letras, 2.,º Ano. 1875 . Editores Rolland & Semiond - Rua Nova dos Mártires, 3 . Lisboa. Direcção: Rangel de Lima. Preço 200 réis. Dimensão: 19,20 x 24,50 cms. 46 Páginas numerdas + capas. Capa assinada por Rafael Bordalo Pinheiro. ]

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

139.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA
RAINHA DAS TERMAS
Termas - Praia - Foz do Arelho - Campo

Avenida da Independência Nacional (pormenor)
Casal Estremenho - Parque Rainha D. Leonor (pormenor)

[Desdobrável de 6 x2 faces. Fotografias impressas a verde. Letring a bordeaux e branco em duas faces de cor igual à das fotografias. 6000 exemplares. Dimensão (dobrado): 11,10 x 23,50 cms. Data 8.47 (?) - Impressão: Neogravura, Lisboa.]

O meu agradecimento ao Joaquim Saloio, pela partilha desde peça bibliográfica caldense.

138.ª Página Caldense

O SCALA
Orgão oficial da Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada
N.º 32 - Inverno de 2005

Raphael Bordallo Pinheiro e a sua passagem por Almada
Autor: Luis Milheiro

[Páginas 8 e 9]


Esta página é dedicada a um leitor especial.

Luis Milheiro esta página caldense é da sua autoria.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

137.ª Página Caldense

ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA
II Série - n.º 659 - 7 de Outubro de 1918


Festas desportivas nas Caldas da Rainha

[...] "Foi muito interessante a corrida de "gymkhana" que se realizou na explanada da mata da interessante vila das Caldas da Rainha, promovida por uma comissão da colónia balnear elegante, em benefício dos bombeiros voluntários da localidade, e em que tomaram parte muitas senhoras que emprestaram à linda festa um encanto admirável e entusiasmaram a grande e selecta assistência.[...]


Clichés do distinto amador do Porto, sr. José Guimarães.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Macaquices

O macaco do Bordalo
Jardins do Museu da Cerâmica

[Fotografia de Margarida Araújo]

136.ª Página Caldense

QUERES BORDALO?
Contos de MANUEL ANTÓNIO PINA
Desenhos de PEDRO PROENÇA

O Pedido de Casamento

"- Um macaco?!!, trovejou o pai, fazendo estremecer as louças na cristaleira. A criada acabou de servir o assado e sumiu-se rapidamente em direcção à cozinha, aterrorizada. A mãe permaneceu hirta, em silêncio, sem conseguir levantar os olhos do prato, como quem espera uma catástrofe anunciada. Fez-se um grande silêncio. Elvira ganhou coragem a atreveu-se, num fio de voz:

- Não é um macaco como os outros, papá..." [Pág. 5]

[Edição Museu Bordalo Pinheiro. Tiragem 1000 Exemplares. 1.ª Edição, 2005. Edição cartonada. ISBN 972-8403-232-2]

Resposta ao Desafio

Praça 5 de Outubro, n.º 47/48/49
(Antiga Praça do Peixe)

O mistério dos azulejos

domingo, 2 de setembro de 2007

O Gato de O'Neill

[Cartes d'Art - Catherine Pfister - Nuit Féline]

O GATO


"Que fazes aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!

De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?"

Alexandre O'Neil
[Poesias Completas. Assírio & Alvim. 3.ª Edição, 2002. ISBN 972-37-0614-8]

sábado, 1 de setembro de 2007

135.ª Página Caldense

V CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DA
RAINHA D. LEONOR

[Introdução: José Guilherme de Mello e Castro (Provedor da Santa Casa da Misericódia de Lisboa). Os Pintores da Rainha D. Leonor, por Reynaldo dos Santos. A mais recente Bandeira de Misericódia, por Eduardo Malta. Os Retratos da Rainha D. Leonor, por Fernando Pamplona. Edição da Comissão Nacional do V Centenário do Nascimento da Rainha D. Leonor. Composto e Impresso nas Oficinas da Empresa Nacional de Publicidade. Lisboa 1958.]