Cavacos das Caldas
CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



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quarta-feira, 3 de julho de 2013

Senhora Deitada Lendo um Livro

Almada Negreiros
Sem Título (Senhora deitada lendo um livro)
Grafite sobre papel, 1928
Colecção CAMJA/FCG
Fotografia de José Manuel Costa Alves
in: Almada Negreiros, Rui-Mário Gonçalves, Caminho

Uma imagem bela e serena em contraponto aos tempos conturbados que vivemos...

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

A Luso Bambochata



A LUSA BAMBOCHATA

“Uns não vão… porque são ricos,
Outros, não … porque são nobres,
E os albardados burricos …
São sempre os filhos dos pobres!
A classe que lida e sua,
Largando a enxada, a charrua,
Vai as tarimbas enchendo …
E além, por entre penedos,
Campos, vinhas, olivedos,
Vão secando e vão morrendo!
………………………………
……………………………..
E enquanto o pais inteiro,
Morre assim ao desalento …
O pão do nosso sustento
Vem-nos lá do estrangeiro!”


A Luso Bambochata, Poema triste em verso alegre.
Dedicado a todos os filoxeras políticos da Parvónia
Autor: Joannico C. Mila
Pseudónimo de João Pereira da Costa Lima (1836-1897)
Ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro
Editores Tavares Cardoso & Irmão – Largo de Camões, 6 – Lisboa
1885

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Descobrir as Diferenças


A Paródia - nº. 129 - 2 de Julho de 1902 - 2.º Ano
Convénio
Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro
[A dívida externa dá a extrema unção ao país]

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Bruxelas quer avançar com imposto europeu

"Scena no Guichet de uma repartição de fazenda:
- Que deseja?
- Pagar a contribuição...
- Que massador!"

Paródia, Comédia Portuguesa, n.º 54 - 21 de Janeiro - 2.º Ano - 1904
Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro

terça-feira, 20 de abril de 2010

Crónica das Ruas

- "Homem! Se eu fundasse um banco!? Mas de quê?
- De ferrador. Os outros quebram, este concerta."

Manuel de Macedo, in A Lanterna Mágica , nº. 3, 1875

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

A Política


Rafael Bordalo Pinheiro
Pontos nos ii
8 de Março de 1888, pág. 492 e 493

"Todo o homem político do nosso país, é honrado, honesto, trabalhador, probo, virtuoso, etc. - antes de ser ministro. Depois de ser ministro passa a ser pulha, malandro, biltre, canalha, ladrão, assassino, incendiário, etc.

E, entretanto, todos os honrados, honestos, trabalhadores, probos, virtuosos, etc., não fazem senão diligências para trepar, a vêr se conseguem deitar a mão ao diploma de pulhas, malandros, biltres, canalhas, ladrões, assassinos, incendiários, etc.!..."
"Tudo para me salvar... tudo!
E... eu sempre na mesma!!!"

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A Grande Obra - A República

A Grande Obra.
Os que a Fazem.
Rafael Bordalo Pinheiro
O António Maria, 25 de Maio de 1882


A esculpir as estátuas da República, reconhecemos:

- em primeiro plano, da esquerda para a direita: Gomes Leal e Angelina Vidal;

- em segundo plano, da esquerda para a direita: o rei D. Luis, Fontes Pereira de Melo, o conselheiro Arrobas, o Marechal Macedo, Barros e Sá, Hintze Ribeiro, António Serpa e Andrade Corvo;

- no canto inferior inferior direito Rafael Bordalo Pinheiro, ante a sua obra, desespera: "Não a faço nem a desfaço, antes pelo contrário."


Esta página de Bordalo Pinheiro, uma de entre muitas que o artista consagrou à República, dedico-a ao amigo Luis Milheiro que no seu Viajando pelo Oeste evocou um Rafael Republicano.

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A Semana Política

A SEMANA POLÍTICA

" Uma borga na horta das tripas"

"Há sempre castanhas a estalar"...

"Amigo Zé Povinho!... Em vez de os mandares à fava, és tu que pagas as favas!"...

Rafael Bordalo Pinheiro

O António Maria, 21 de Maio de 1891

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

O Gato e o Cisne

O gato e o Cisne

Não é só o Cavaco das Caldas a gostar de gatos. A Margarida Araújo nos seus passeios internéticos encontrou este blogue que me enviou. A desfrutar.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

O Orçamento


Janeiro

No dia de S. Policarpo (26), Fontes Pereira de Melo imponentemente montado num dromedário cor de mel, ergue a sua varinha mágica, aponta-a em direcção a um ignoto horizonte e logo surge uma estrela brilhante iluminando tudo e todos, como se de mil sóis se tratasse.

Fontes não está sozinho. Acompanham-no na sua temerária corrida dois dos seus mais fiéis ministros.

Enquanto isso, preso numa bola, um professor das economias, carismático e realista, conhecido por passar a vida a vociferar quanto ao despesismo e à corrupção.

Incomodativo, resmunga que se farta, mas quem deve, não o ouve.

Faz vento, frio e chuva.

Gatos vadios correm a abrigar-se sob um chapéu de chuva abandonado. Alguém já anda descalço, pois ali jazem uns sapatos sem pés.

Brilha em todo o seu esplendor a luz incandescente proveniente da estrela cadente.

Iriante, brilha o orçamento…

Ilustração de Rafael Bordalo Pinheiro publicado como enquadramento ao mês de Janeiro, no Almanaque d’ O António Maria do ano de 1883.

Não sei porquê esta ilustração fez-me lembrar qualquer coisa… Oh! diabos, onde é que estão os meus sapatos?...