[Postais. Sintra Museu de Arte Moderna. Colecção Berardo]
segunda-feira, 11 de maio de 2009
sexta-feira, 8 de maio de 2009
376ª. Página Caldense
da autoria de Columbano Bordalo Pinheiro
Fotografia de Armando Serôdio
Arquivo Fotográfico de Lisboa
da autoria de Columbano Bordalo Pinheiro.
Fotografia de Armando Serôdio
Arquivo Fotográfico de Lisboa
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Prémios Ler / Booktailors
Já são conhecidos os PRÉMIOS LER / BOOKTAILORS que têm por objectivo distinguir as mais variadas vertentes de actividade do mundo dos livros. Da capa à tradução, passando pela ilustração, pela imprensa de edição, pelo projecto gráfico, pelas livrarias, pelas editoras, este é um prémio que pela sua abrangência projecta o que de melhor é feito neste sector em Portugal.
A capa de literatura premida com o PRÉMIO LER / BOOKTAILORS é a do livro:
Venenos de Deus Remédios do Diabo, da autoria de Mia Couto.

A capa premiada é da autoria de PEDRO PROENÇA, um designer de reconhecida inspiração.
O prémio LER / BOOKTAILORS na categoria de Artes gráficas foi conferido a Henrique Cayatte, autor de um dos mais ternos autógrafos da minha colecção.
A Loja 107 felicita os promotores da iniciativa e endereça a todos os premiados as suas saudações.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
375ª. Página Caldense
A Inglaterra de Sempre
FALARAM PORTUGUESES
Páginas Escolhidas de Autores Portugueses
O eco das suas vozes repercutiu o juízo da História, a eloquência da poesia e da tribuna, o sentimento da literatura, a opinião da Imprensa.
Faltava a expressão da arte. Pedimos o seu concurso à caricatura.
A caricatura movimenta duas forças essenciais: a realidade e o símbolo. Não é abstracta. Não paira acima das misérias humanas vivendo no mundo do sonho. É objectiva, e na sua objectividade violenta, desce à terra, penetra-a profundamente. Da deformação faz uma força e estabelece harmonia nova. Quando exagera, acusa a insignificância ou a mesquinhez. Quando deforma, exprime com angústia a saudade do belo ideal. Assim nasce o símbolo.
É este o espírito das caricaturas de Bordalo.
O seu desenho implacável, não serve para exaltar a beleza ideal duma pátria grande e livre. As suas caricaturas exprimem o horror da deformação de uma pátria que, sendo possuidora da mais bela das epopeias, se contorce e vegeta na condição de escrava duma nação de piratas e traficantes.
A visão de Bordalo é de todo insuspeita.
A sua formação intelectual não autoriza a supor que as suas simpatias ideológicas pudessem inclinar-se para a doutrina das Potências que lutam contra o liberalismo plutocrático e maçónico.
Bordalo era um grande artista. Como artista tinha sentimento.
Bordalo era verdadeiramete português, e como português não podia ignorar quem era e tem sido sempre o maior inimigo de Portugal."
[A Inglaterra de Sempre. Falaram Portugueses. Páginas Escolhidas de Autores Portugueses. 5ª. Série. Sem indicação de data e de responsavel pela edição.]
World Press Cartoon
SINTRA 2009
Helder Oliveira
Expresoo, 15/3/2008
[World Press Cartoon. ISBN 978-972-99654-8-7]
Novos Blogs Caldenses
No espaço de uma semana 4 novos blogs caldenses. São eles:
- Museu Bernardo
- Heavenly
- Isabel Gouveia
- Confraria do Príapo
Os respectivos links encontram-se devidamente identificados na nossa Estante Caldense.
terça-feira, 5 de maio de 2009
374ª. Página Caldense
BOA VIDA E BONS NEGÓCIOS

"É verdade que ninguém se revê naquela figura de barba mal aparada, chapéu e colete rústicos, mas está em causa mais do que uma imagem. Apesar de todas as operações de cosmética a que possa ser submetido, o Zé Povinho é um estado de alma que reaparece frequentemente, sobretudo em tempos de crise. Representa o conformismo do povo português perante os poderes instituídos - e, ocasionalmente, a indignação que toma forma naquele gesto típico, o manguito."
[Companhia Boa Vida e Bons Negócios. Revista da Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial , SA - nº. 14 Dezembro de 2008]
domingo, 3 de maio de 2009
373ª. Página Caldense
"Distracções e Passeios"
"As Caldas da Rainha, mostrando que é uma estancia de cura e repouso e ao mesmo tempo de alegria e prazer, oferecem as banhistas e simples visitantes inúmeras distracções. No parque há concertos de banda militar, remagem nos barcos do lago, tenjis, croquet e excelentes passeios à sombra; na mata há retiros ensombrados esplêndidos, jogo da bola e da malha, concursos hípicos anuais a que concorrem sempre os melhores cavaleiros portugueses, desfrutando da parte alta um panorama encantador, distinguindo-se ao longe as silhuetas da lagoa e castelo de Óbidos. No «club», que ultimamente foi transformado ao gosto moderno, há concertos por escolhido sexteto, jazz-band, bailes, bilhar e sala de leitura.”[…]
[Álbum das Caldas. Caldas da Rainha. Número 4.1933.Director e Editor J. Fernandes dos Santos. Composição e IUmpressão: Tipografia Caldense. Dimensão: 21,30 x 27,00 cms.]
sábado, 2 de maio de 2009
372ª. Página Caldense
"Nas Caldas da Rainha a cerâmica é antiga. Com a Rainha D. Leonor, as termas e o desenvolvimento progressivo da povoação, a cerâmica desenvolveu-se, conhecendo-se peças do século XV. Modernamente a fábrica de D. Maria dos Cacos, a quem Gomes Mafra sucedeu foi a mais importante até Rafael Bordalo Pinheiro.
Rafael Bordalo Pinheiro Fundou a sua fábrica em 1884. Dirigiu-a de 1884 a 1905. Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro continuou-lhe a obra. A obra de Rafael Bordalo e Manuel Gustavo como ceramistas é notabilíssima, sem par entre nós. Perto das Caldas a fábrica do Juncal (1770 a 1876) é também digna de registo, como digna de registo foi a passagem do escultor Costa Mota, sobrinho, pela cerâmica caldense. Rafael Bordalo foi o nosso Bernardo Palissy.”
Rafael Bordalo Pinheiro Fundou a sua fábrica em 1884. Dirigiu-a de 1884 a 1905. Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro continuou-lhe a obra. A obra de Rafael Bordalo e Manuel Gustavo como ceramistas é notabilíssima, sem par entre nós. Perto das Caldas a fábrica do Juncal (1770 a 1876) é também digna de registo, como digna de registo foi a passagem do escultor Costa Mota, sobrinho, pela cerâmica caldense. Rafael Bordalo foi o nosso Bernardo Palissy.”
[Cerâmica Portuguesa. Colecção Patrícia, dirigida por Albino Forjaz Sampaio da Academia de Ciências de Lisboa, desenhos de Saavedra Machado, capa de Jorge Barradas. Publicada em Lisboa pela Empresa do Dário de Notícias, 1931]
sexta-feira, 1 de maio de 2009
371ª. Página Caldense
ÁLVARO D'OLIVEIRA
"O espírito satírico pode assumir duas formas de expressão, distintas mas complementares: uma literária - a satírica; outra - plástica - a caricatura.
Sob o ponto de vista plástico porém, o trabalho do caricaturista releva uma dimensão diferente, se não mesmo antagónica da do retratista. Ao contrário do retrato que procura atenuar os defeitos do real, a caricatura procura, pelo exagero do traço, o seu aprofundamento. E isto fundamentalmente porque, enquanto o retratista procura o sublime, o intemporal,o intemporal, a eternidade para o seu modelo e luta contra o tempo, o caricaturista adere ao tempo, inscreve-se no próprio tempo, situa a essência e o objectivo do seu trabalho no imediato e no transitório, arrancando o modelo da eternidade para o quotidiano, desce-o do seu pedestral e denuncia-lhe o carácter episódico, anedótico numa palavra, caricatural. Esta denúncia todavia, dá à caricatura um papel parodoxal que é o seu: deformar para corrigir. Isto é, a caricatura exagera o traço, deforma o real, para criticar e critica, satiriza, para corrigir, para deformar, em geral, os costumes morais e políticos.
A caricatura mergulha assim, as suas raízes mais profundas no devir histórico da realidade política e social."
Nuno Severiano Teixeira [Introdução]
[Caricaturas Políticas. Álvaro d´Oliveira. Editora Sementeira.Tiragem 1000 exemplares. Janeiro de 1985.]
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