Cavacos das Caldas
CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

Paredes aos Quadradinhos

Vai aparecer por aqui um novo blog (de momento, em construção) que quando estive em pleno funcionamento passará a ser de visita obrigatória.

Chama-se Paredes aos Quadradinhos, e é da autoria da Margarida Araújo.

Azulejos em belas fotografias que mais podemos nós mais desejar?

Quando às paredes aos quadradinhos caldenses, peço à Margarida que seja breve; senão um dia destes não tem que fotografar. Bem vinda ao mundo da blogosfera com um novo sítio.

Não preciso de prometer ser uma visitante assídua; a autora sabe que serei.

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Eça, sempre Eça

Hoje à tarde dediquei-me aos papéis. Enquanto punha para aqui umas facturas e uns recibos para acolá , fui ouvindo a Antena 1, que transmitiu em directo o debate da Assembleia da República, entre o 1.º Ministro e os representantes dos vários grupos parlamentares.
E não sei porquê, Eça de Queiroz veio-me à ideia...


Folheei as "Farpas" e lá encontrei o texto intitulado "O que era o partido reformista", que passo a transcrever:

"Ninguém se aproximava dele, no meio da imensa impressão que causava nos moços de fretes. Por fim, pouco a pouco, alguns jornalistas mais curiosos foram-se chegando, começaram a tocar-lhe com o dedo, a ver se era de pau. Era de carne, verdadeiro. Percebeu-se mesmo que falava. Então os mais audaciosos fizeram-lhe perguntas.

– Senhor – disseram – espalhou-se por aí que vindes restaurar o País. Ora deveis saber que um partido que traz uma missão de reconstituição deve ter um sistema, um princípio que domine toda a vida social, uma ideia sobre moral, sobre educação, sobre trabalho, etc. Assim, por exemplo, a questão religiosa é complicada. Qual é o vosso princípio nesta questão?

– Economias! – disse com voz potente o partido reformista.

Espanto geral.

– Bem! e em moral?

– Economias! – bradou.

– Viva! e em educação?

– Economias! – roncou.

– Safa! e nas questões de trabalho?

– Economias! – mugiu.

– Apre! e em questões de jurisprudência?

– Economias! – rugiu.

– Santo Deus! e em questões de literatura, de arte?

– Economias! – uivou.

Havia em torno um terror. Aquilo não dizia mais nada. Fizeram-se novas experiências. Perguntaram-lhe:

– Que horas são?

– Economias! – rouquejou.

Todo o mundo tinha os cabelos em pé. Fez-se uma nova tentativa, mais doce.

– De quem gosta mais, do papá, ou da mamã?

– Economias! – bravejou.

Um suor frio humedecia as camisas. Interrogaram-no então sobre a tabuada, sobre a questão do Oriente...

– Economias! – gania.

Foi necessário reconhecer, com mágoa, que o partido reformista não tinha ideias.

Possuía apenas uma palavra, aquela palavra que repetia sempre, a todo o propósito, sem a compreender. O partido reformista é o papagaio do Constitucionalismo.

O partido reformista apareceu um dia, de repente, sem se saber como, sem se saber por que. Era um estafermo austero, pesado, de voz possante. Ninguém sabia bem o que aquilo queria. Alguns diziam que era o sebastianismo sob o seu aspecto constitucional; outros que era uma seita religiosa para a criação do bicho-da-seda.

Corriam as mais desvairadas opiniões. Apresentava-se tão grave, tão triste, tão intransigente, que no Chiado afirmava-se ser um personagem da história romana – empalhado!"

Eça de Queiroz, Maio de 1871, As Farpas

Fiquei preocupada... Porque diabo me fui eu lembrar do Eça, ao ouvir o debate na Assembleia?. Vou dormir sobre o assunto...

PS: Eça de Queiroz desenhado por João Abel Manta

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

338.ª Página Caldense

MALHOA & COLUMBANO
JOSÉ AUGUSTO FRANÇA
Por favor empresta-me o seu lume?
Desenho de Rafael Bordalo publicado originalmente n'A Paródia, 1903
[Pág. 11]

Elvira Bordalo Pinheiro
(Mulher de Rafael Bordalo Pinheiro)
Pintura de Columbano Bordalo Pinheiro
[Pág. 42]

[...] "Era intensão do autor abalançar-se a um longo texto que fizesse "pendant" ao estudo sobre Rafael Bordalo Pinheiro, o Português Tal e Qual que escreveu; mas descobriu que o tempo passava e não lhe chegava para tanto."[...]

[Malhoa o Português dos Portugueses & Columbano o Português sem Portugueses. Procedido de Nota Sobre Outras Maneiras de Ser Português Todas Referidas a Artistas Plásticos. Autor: José Augusto França. Bertrand Editora. 1.ª Edição, Agosto de 1987.]

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

O Gato de Goya

CAPRICHOS
Manuel Casimiro
Intervensão plástica sobre Os Caprichos de Goya
Texto: Michel Butor
... "o gato resplandece entre o jogador negro
e o médico encanecido que posa"...

[Caprichos. Manuel Casimiro intervenção plástica sobre Os Caprichos de Goya. Texto de Michel Butor. Tradução de Nuno Júdice. Museu Colecção Berardo. Tinta da China. 1.ª Edição, Dezembro de 2008]

sábado, 10 de janeiro de 2009

O Menino no Céu

O que falta?

Falta o menino que vivia perto do céu, no cimo do prédio situado no extremo do Beco do Borralho.

Não consegui saber desde quando este menino ali vive (viveu). Mas por conversa com as vizinhas há quem se lembre dele vai para mais de 50 anos.

Uma noite destas desapareceu. Tenho a certeza que não levantou vôo em direcção às estrelas de uma noite fria. ... porque não tinha asas.

Foi certamente aprisionado num qualquer saco de sarapilheira e um dia destes vamos encontrá-lo à venda, quem sabe, num site da internet.

Quem não fica a ganhar é a cidade que perde deste modo uma das suas pequenas particularidades, certamente sem grande valor monetário, mas de valor afectivo.

Agora quem vamos nós cumprimentar aos passarmos pelo Beco do Borralho, se já lá não está o menino a quem dizíamos adeus, e que do alto do seu pedestal esboçava um sorriso?

Os azulejos com gatos, do pequeno prédio da Rua Heróis da Grande Guerra, ficavam no enfiamento do seu olhar.

Desapareceram os azulejos, desapareu o menino. O que se se seguirá?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

337.ª Página Caldense


UMA JOANINHA A VOAR
DIREITO À DIFERENÇA
História de ALEXANDRE HONRADO com a raparigada e a rapaziada das Caldas da Rainha a dar ideias

"Sinto-me voar, eu, que há anos que sou uma espécie de nuvem, céu azul á minha volta, um coração algures, e muitas gotinhas ora brancas ora pesadas de chuva miudinha-grossa ideias que me vou dando, águas de cultura que me vão dando e eu bebendo. Sinto-me voar. E hoje sou Joaninha, e hoje tenho as cores que me apetece, e vou de ramo em flor mais ágil que uma abelha, que essa é cera e mel e eu sou mais, eu sou o Sol e o céu dentro da cabeça, rodopio, pião, arco-íris, luz e multidão...Sinto-me voar,"

[Uma Joaninha a Voar Direito à Diferença. Autores: Alexandre Honrado com a raparidada e a rapaziada das Caldas da Rainha a dar ideias. Ilustradores: Joana Rita, Tatiana Abreu, João Vargas, Hugo Viegas e Ana Raquel. ISBN: 972-98484-0-8. Ano de edição: 2000.Colecção a Ponte nr. 1]

domingo, 4 de janeiro de 2009

336.ª Página Caldense

O ANTÓNIO MARIA - 27 DE MARÇO DE 1884 - Página 98

A SEMANA

"O acontecmento industrial foi a chegada do nosso amigo Feliciano Bordallo Pinheiro, que regressou do Brazil, onde percorreu os centros mais importantes, na aquisição de accionistas para a grande Fábrica de Faianças que a empresa Bordallo Pinheiro, coadjuvada por subito número dos nossos primeiros capitalistas, vai brevemente construir nas Caldas da Ranha.

O acolhimento que o nosso amigo obteve n'aquele império foi ainda além das suas arrojadas previsões, podendo aferir-se por elle que o desenvolvimento artístico d'aquelle ramo de indústria attingirá proximamente entre nós importancia ainda superior à que já o tornou notável nos tempos do marquez de Pombal, e em que poucos dias veremos conhecidos e apreciados na Europa os nossos productos ceramicos, então porventura em rivalidade com as mais finas faianças de Saxe."

335.ª Página Caldense

O ANTÓNIO MARIA – 10 DE JANEIRO DE 1884 – Página 11

A SEMANA

"Muita falta de assuntos a primeira semana do ano novo…

Ao começar julgámos que os altos poderes políticos que nos regem, empanturrados de peru e broa de milho ao ponto de se lhe tocar com dedo, estavam em casa estendidos sobre o fofo sofá de molas, de coletes desabotoados para facilitar a operação do chylo, não tardando porém que, uma vez satisfeitas as urgências da digestão, saltassem lestos para o seio da representação nacional, desabotoando aí os alçapões da eloquência sobre as importantes questões que se acham fermentando no amassadoiro das reformas.

Qual carapuça!...

A política impanzinada chegou ao parlamento de língua de fora, não lhe sobrando o fôlego senão para nomear comissões, n’aquela azáfama de afazeres de quem não tem nada que fazer.

Abençoadas broas e abençoado peru! Ao menos, em quanto se opera aquela digestão de jibóia e a politica descansa a nomear comissões, em vez de se ocupar em lançamentos de decimas,

Descansamos nós também
No chão deitados de costas;
Que em quanto o pau vai e vem
Sempre vão folgando as costas…"

334.ª Página Caldense

O ANTÓNIO MARIA – 3 DE JANEIRO DE 1884 – Página 6

A ANO NOVO

"Ei-lo! O jovem recém vindo!
- Ora, então, seja bem vindo
Ao país formoso e lindo
Onde cresce a laranjeira…
Aos seus dons faço justiça,
Mas hei-de ir logo ir ouvir missa,
Porque, enfim, sempre me enguiça,
Começando à quinta feira…

Além d’este, só existe,
Mais funesto que lemiste,
Outro agoiro negro e triste,
Que me oprime e que me pese:
- Fora se o ano aziago,
Abrenúncio! Saramago!
Além do dia presságio,
Começaste em dia 13!...

Mas, com meio enguiço apenas,
Virão misérias pequenas;
E, com rezas e novenas,
Talvez que o mal se debele…
- Consultei a pitonisa,
E, eis que ela profetisa:
«Ides ficar sem camisa,
Mas ninguém vos tira a pele…»

N’estes termos, pois, já vemos,
Que os males não são extremos,
E que um recurso inda temos
Na rica pele que nos resta:
Quando o erário, enfim, exausto,
Já não der p’ra o régio fausto,
Oferta-a em holocausto,
P’ra ser o bombo da festa!...

Eia, pois! Nada de sustos!
Não virão tempos adustos…
E, demais, somos robustos,
Temos bom lombo p’ra carga…
O melhor, penso p’ra mim,
É suportar o selim,
Deixar girar o marfim…
E o coração sempre à larga…

Isto assentado, isto posto,
É mostrar alegre o rosto;
Que nem sombra de desgosto,
Nos venha atrasar o chilo…
P’ra que ver as coisas lívidas,
Se elas são róseas e vívidas?
Tristezas não pagam dívidas…
Ora, pois, sebo de grilo!

E, em suma, quando o diabo,
De raiva mordendo o rabo,
Protestar, enfim, dar cabo
Da desditosa Parvónia,
Temos certo que Inglaterra
- Visto que aos mortos se enterra –
Nos dá dois palmos de terra…
… E Deus Fontes super omnia!..."

Pan
(Pseudónimo de Alfredo Morais Pinto, que também assina Pan-Tarântula)

sábado, 3 de janeiro de 2009

333.ª Página Caldense

A FOZ DO ARELHO NA LENDA E NA HISTÓRIA
JAIME UMBELINO

[...]"Segundo essa antiga lenda, teria existido no Monte do Facho, um poderoso castelo, cujo último senhor teria sucumbido aos golpes traiçoeiros de uma outra personagem lendária: o barão do Penedo Furado. E acontece que, em todo o decorrer da narração, é citada a Lagoa que, nas suas águas tranquilas, tinha, do lado nascente, o Penedo Furado, em cujas escarpas assentavam os paredões do antigo castelo, sendo alheio a um e outro o povoado da actual Foz do Areho, o que o põe totalmente "fora da lenda"."[...]


[A Foz do Arelho na Lenda e na História. Jaime Umbelino. Edição do Autor. 1000 Exemplares. 2006.]

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Livros de Mais


No final do ano passado foi publicado um livro cujo título é: “Livros de mais, Ler e Publicar na Era da Abundância”.

Nunca um livro foi mais actual, com a particularidade de o título retratar uma situação que é vivida no dia a dia de qualquer livraria.

O autor, Gabriel Zaid, vive na cidade do México com a artista Basia Batorska, três gatos e dez mil livros.

Antes de ter lido o livro senti logo uma grande afinidade com o autor.

Tal, deve-se à particularidade de também viver com gatos, de estar rodeada de milhares de livros e principalmente, de me preocupar com o facto de haver livros de mais.

“Nasce um livro de trinta em trinta segundos”, informa o autor.

Certamente que cá em Portugal a média não é esta. Não sei qual é.

Claro está, que li este livro. E a sua leitura suscitou-me algumas considerações enquanto livreira, e relativamente ao mercado do livro em Portugal.

Umas das minhas preocupações é sem sombra de dúvida a quantidade desmesurada dos livros publicados entre nós.

E isto porque:

- Não chego a tomar conhecimento dos inúmeros títulos que diariamente saem para o mercado; se há editores que dão a conhecer as suas publicações, outros há, talvez devido à sua dimensão, que acreditam nos dotes adivinhadeiros dos livreiros;

- Como resultado dessa atitude, ou os seus títulos são falados nos média, e aí tornam-se conhecidos, ou então passam para o limbo dos títulos desconhecidos;

- E esta situação acentuou-se com a possibilidade de publicação “a pedido”;

- E da oferta que nos é feita, que livros escolher? Dado o facto impossível (tanto sob o ponto de vista económico, como logístico) de encomendar todos os livros que são publicados, que critério aplicar na sua selecção? O título mais comercial? O autor de nome mais sonante? O mais “intelectual”? O mais barato? O mais caro? O que oferece mais desconto? O da capa ais apelativa? Utilizar a técnica do “achamento”: Eu acho que? …

- Depois temos outro problema: os custos dos portes, que se estão a tornar incomportáveis; não esquecer que a minha realidade não está localizada em Lisboa, ou Porto, onde a entrega de livros é frequentemente feita num curto espaço de tempo e directamente pelo editor/distribuidor;

- Tempo de entrega das encomendas? Temos de tudo; desde a entrega no dia seguinte ao pedido, até … quando chegar logo se vê;

- Quando um determinado livro é sujeito a uma grande procura, por vezes certas livrarias fazem encomendas muito significativas, e pura e simplesmente deixa de haver mais livros para distribuição; mais tarde aparecem, resultante de devoluções;

- Este parágrafo é inesperado; então queixo-me que há livros de mais, e depois não tenho livros para vender? Mas é um facto; incongruências do mundo livreiro…

- Eis que os livros chegam à livraria, onde é necessário efectuar todo um trabalho de carácter administrativo: conferi-los e marcá-los, fazer uma ficha bibliográfica; todos nós sabemos que o Livreiro é por principio um individuo possuidor de uma certa cultura (será?); mas daí a saber classificar todos os livros quanto ao assunto versado, vai uma grande distância; porque não trazem uma pequena ficha técnica à semelhança da generalidade das edições estrangeiras, de onde consta a classificação do assunto?

- Agora torna-se necessário arrumá-los; torná-los visíveis aos olhos de um potencial cliente é a nossa intenção; como consegui-lo sem anular a visibilidade dos livros recebidos ontem? E isto considerando que nem todas as livrarias são da dimensão de um estádio de futebol (só que com muito menos espectadores…)

- E depois, vendê-los? Trabalhamos para um nicho de mercado, menos de 50% da população portuguesa, compra 1 livro por ano. Qual a percentagem de livros comprados dos muitos que semanalmente são postos no mercado? Alguém sabe?

- Livros há que recebo x exemplares; 3/4 meses depois continuam os mesmos x exemplares. Pergunto: falta de visibilidade? Título não atractivo? Autor desinteressante? No mínimo, uma (minha) má compra.

- Mais um elemento: a moda de publicar por quem está na moda. O facto de se ser visível, de aparecer, não quer dizer que tenha algo a escrever. Mas por aqui não quero entrar; a qualidade de muitos livros publicados – é a qualidade mensurável? com que critérios? - deixa muito a desejar.

- Será viável uma política de publicação desenfreada, em que o objectivo é a ocupação de espaço comercial, e não quebrar de modo algum a cadeia de publicação em cascata?

Estas são algumas considerações – básicas e exclusivamente profissionais – que me suscitou a leitura de “Livros de mais. Ler e Publicar na Era da Abundância”.

Uma certeza tenho: no mundo da edição estamos a viver acima das nossas possibilidades, mesmo assim, não satisfazendo as nossas necessidades, pois inúmeros títulos de obrigatória publicação, estão esgotados.

Já nem ouso referir o facto de tanto papel gasto inutilmente...

Serão estas as considerações atabalhoadas de uma livreira que não sabe o que há-de fazer a tantos livros?

Será o desabafo fracassado de quem não conseguiu publicar um único livrito?

Será que o cemitério dos livros criado por um autor muito em voga existe mesmo? Não me custa em crer.

Será o desejo íntimo de um ano editorial diferente para 2009?

É, sem dúvida.

PS: não existe qualquer semelhança entre o que aqui ficou escrito e o conteúdo do livro mencionado.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

332.ª Página Caldense

FIGURA DE MOVIMENTO - VELHA MARIA - 1901
Rafael Bordalo Pinheiro
Postal Edição IPPC
PRATO CAMACHO -1892
Rafael Bordalo Pinheiro
Postal Edição: IPM
JARRA ALGAS - 1905
Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro
Postal Edição IPPC
BILHA DE SERENATA - 1896
Rafael Bordalo Pinheiro
Postal Edição: IPPC

CANUDO POPA - 1900
Rafael Bordalo Pinheiro
Postal Edição: IPPC

JARRA MAGNÓLIA - 1900
Fábrica de Faiança das Caldas da Rainha
Postal Edição: IPM

JARRA - 1892/1896
Atelier Cerâmica, Visconde de Sacavém
Postal Edição: Museu da Cerâmica

JARRA DO DR. FEIJÃO - 1888
Rafael Bordalo Pinheiro
Postal Edição: IPPC