Cavacos das Caldas
CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

201.ª Página Caldense

O meu presente de Natal

História de uma velha
que tinha um gato








Rafael Bordalo Pinheiro

Comércio do Porto Ilustrado, 1894

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Boas Festas (3)

[ in O PRESÉPIO EM PORTUGAL - ALEXANDRE NOBRE PAIS - Caleidoscópio ]

NATAL

Ninguém o viu nascer.
Mas todos acreditam
É um menino e é Deus.
Na Páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto cresceu
E recebeu
A missão singular
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação,
Sorri apenas
A quem vem,
Enquanto a Mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cúmplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.

Miguel Torga
(Diário Vols IX a XVI - 1999
Publicações Dom Quixote)

Com as belas e ternas palavras de um grande escritor, os meus mais sinceros votos de Festas Felizes.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Serenata


"Acabou-se esta cantiga,
Vamos agora à chacota.
Já enchemos a barriga,
Sigamos nossa derrota!


Rico vinho, santa broa
Calça o fraco, veste os nus!
Voltaremos a Lisboa
Pró ano, querendo Jesus!"

Vitorino Nemésio (Janeiras)


Boas Festas (2)

A "MINHA" ÁRVORE GANHOU VIDA
AS BOAS FESTAS DA CRIANÇADA DA ESCOLA DA ENCOSTA DO SOL


PUER NATUS EST NOBIS

"Dos contos de fadas da
minha infância, esta da Divina
Criança era dos mais maravilhosos. Não
faltavam os exóticos magos guiados
pela mística estrela, a noite gelada, os
mansos animais, o desvalido ermo, a pobreza
transformada em glória. O bem
sucedido parto de uma virgem, tantos séculos
antes das pesquisas genéticas. O pior
foi quando quiseram contar o Tempo
a partir desta história. Podiam ter escolhidos
outra, com um fim menos cruel. Antes
a da Cinderela ou a do Príncipe Sapo, onde
todos viveram felizes para sempre. Sempre?
E o que é?

Sempre?"
Inês Lourenço

sábado, 22 de dezembro de 2007

Boas Festas (1)




Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal.
E o frio que ainda é pior.



Fernando Pessoa

Os Gatos de Afonso Lopes Vieira

OS ANIMAIS NOSSOS AMIGOS
versos de AFONSO LOPES VIEIRA
ilustrações de RAUL LINO

"O Gato

O gato, à sua janela,
ao Sol, que brilha fulgindo,
vai dormindo
vai pensando
e vai sonhando:

- «Ó minha linda casinha,
tu és minha, muito minha,
nem há outra melhor que ela ...»
[Pág. 25]

O gato, à sua janela,
ao Sol, que brilha fulgindo,
vai dormindo,
vai pensando
e vai sonhando:

- «Pelas noites de invernia,
quando o vento, num lamento
muito lento, muito longo,
muito fundo, de agonia,
ruge e muge,
e a chuva bate à janela,
nos vidros fina a tinir...,
ai com é bom,
ai como é bom dormir
ao serão, todo enroscado
ao pé do lume doirado,
fazendo ron-ron, ron-ron..."

-«Ó minha linda casinha,
tu és minha, muito minha,
nem há outra melhor que ela ...»

O gato, à sua janela,
ao Sol, que brilha fulgindo,
vai pensando,
vai dormindo
e vai sonhando:

- «Não tenho inveja a ninguém:
nem aos pássaros no ar
a voar,
nem aos cavalos saltando,
galopando,
nem as peixinhos no mar
a nadar;
não tenho inveja a ninguém,
aqui da minha janela
onde me sinto tão bem ...»

- «Ó minha linda casinha,
tu és minha, muito minha,
nem há outra melhor que ela ...» "

[Animais nossos Amigos. Versos de Afonso Lopes Vieira. Ilustrações de Raul Lino. Livros Cotovia. Lisboa, 1992. ISBN 972-8028-15-6. Conforme 1.ª edição da Livraria Ferreira, 1911]

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

200.ª Página Caldense

CARICATURAS PESSOAIS
F. VALENÇA

Saavedra Machado
"Tão hábil no manejo do lápis como no da pena Saavedra Machado encetou a publicação de O desenho e as mulheres no labor artístico de Rafael Bordalo, esplêndida obra que põe em foco o luminoso génio do Mestre, sob aqueles aspectos.
Embora farto de lidar com os ossos do Museu Anatómico, que são os ossos do seu ofício, toque nestes que Sempre Fixe lhe estende, Saavedra Amigo! 1926."

[Caricaturas Pessoais. I - Colecção do Sempre Fixe. F. Valença. Edição da Renascença Gráfica. Lisboa. Sem data de Edição.]

A Pausa

NATAL CHIQUE

Percorro o dia, que esmorece
Mas ruas cheias de rumor;
Minha alma vã desaparece
Na muita pressa e pouco amor.

Hoje é Natal. Comprei um anjo,
Dos que anunciavam no jornal;
Mas houve um etéreo desarranjo
E o efeito em casa saiu mal.

Valeu-me um príncipe esfarrapado
A quem dão coroas no meio disto,
Um moço doente, desanimado ...
Sé esse pobre me pareceu Cristo.
Vitórino Nemésio
[Natal ... Natais. Oito séculos de Poesia sobre o Natal. Antologia de Vasco Graça Moura. Millennium/Público.]


Fotografias de Margarida Araújo

sábado, 15 de dezembro de 2007

Letras & Sabores


Pachá - Casa Antero e Loja 107 - Livraria, convidam-no a provar uma iguaria de queijo chèvre, acompanhando por um vinho Casal Figueira, no próximo dia 18 (terça-feira), pelas 18,00 Horas.

Esperamos por si na esplanada da Casa Antero, no Beco do Forno, para a apresentação do livro Puro Chèvre - Receitas com queijo de cabra Granja dos Moinhos, da autoria de Adolfo Henriques e Valter Vinagre.
Bom Apetite!

sexta-feira, 14 de dezembro de 2007

199.ª Página Caldense / Prémio Pessoa

"O Prémio Pessoa é uma iniciativa conjunta da Unisys e do Expresso, cuja primeira edição data de 1987. É um prémio concedido anualmente à pessoa de nacionalidade portuguesa que durante esse período - e na sequência de uma actividade anterior - tiver sido protagonista de uma intervenção particularmente relevante e inovadora na vida artística, literária ou científica do país. "

MOCIDADE PORTUGUESA FEMINIA
IRENE FLUNSER PIMENTEL

"Todas as raparigas que se honrem de pertencer à Mocidade Portuguesa Feminina, sabem que esta patriótica instituição escolheu as memórias de duas excelsas mulheres para nelas colher inspiração para as suas prestantes iniciativas. [...]


Não julgo, porém, sacrilégio, que, nos seus momentos de ardorosa e colectiva súplica ao Céu pela felicidade da Pátria e da grei, as filiadas da mocidade portuguesa feminina envolvam os nomes de D. Filipa de Lencastre e de sua bisneta, a Rainha D. Leonor, em fórmulas de prece, como se evocam os dos santos, medianeiros entre nossas aspirações e a divina misericórdia." [Pág.120]

Irene Pimentel - que já nos concedeu a honra da sua visita - foi a personalidade galardoada com o Prémio Pessoa 2007

[Mocidade Portuguesa Feminina. Irene Flunser Pimentel. A Esfera do Livros. 1.ª Edição, Novembro de 2007. ISBN 978-989-626-081-1]

quinta-feira, 13 de dezembro de 2007

Correcção

Agradeço ao leitor anónimo que me corrigiu o português. Sim, é permeio. Peço-lhe que esteja atento e corrija sempre. Correcções, comentários e informações complementares, são bem vindos. Obrigada pela participação atenta (e certa).
Isabel

198.ª Página Caldense


ÚLTIMOS ANOS DE MALHÔA
MANOEL DE SOUSA PINTO

"Nesse mesmo ano [1928], as Caldas da Rainha inauguraram festivamente o seu busto, que esta manhã cobristes de flores. Recebido em triunfo na sua terra, vibrou o homenageado com o carinho dos seus. Apreciou o encanto de alguns lugares que tornava a ver ou conheceu. Lembrou-me que passou uma manhã deliciada na Foz do Arelho e meia hora de emoção no Nadadoiro, quando o Setembro caldense alinda mais o pôr do sol." [Pág. 5]

[Últimos Anos de Malhôa. Conferência feita no Salão de Festas da Associação de Socorros Mútuos Rainha D. Leonor, das Caldas da Rainha, na noite de 28 de Abril de 1934. Tipografia Caldense. 1934. 22 páginas numeradas + capas. Dimensões: 19,50 x 26,00 cms.]