Hélia Correia recebeu hoje o Prémio Literário Correntes d´Escritas / Póvoa do Varzim com o seu livro A Terceira Miséria. Parabéns! Noticias detalhadas podem ser lidas no Blogtailors.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013
Hélia Correia / Prémio Vergílio Ferreira 2013
Ontem fiquei muito feliz quando li no Blogtailors - O Blogue da Edição (que continuo a consultar regularmente) que o Prémio Vergílio Ferreira 2013 tinha sido concedido à escritora Hélia Correia.
Fiquei feliz porque a sua obra é totalmente merecedora de qualquer prémio, ela é uma "fada" que escreve, não esquecendo a sua ternura e a sua sensibilidade. Admiro-a como escritora e gosto dela pelo que é. Publica pouco, mas muito bom. Esta fotografia, já com alguns anos, por tirada na Loja 107. Hélia Correia tem ao colo o gato Gil Vicente, que era bastante arrisco mas que a Hélia conquistou. Sinto saudades da Hélia Correia, da Livraria e do Gil Vicente. Pertencem a um passado que já não tem lugar nos dias dos livros que hoje se publicam...
Parabéns Hélia Correia pelo Prémio. Mas tu não precisas de prémios para escreveres e seres uma escritora amada.
domingo, 17 de fevereiro de 2013
Cerâmicas das Caldas
Vasilhame de Aguardente «Boi de Guiseira»
Fábrica de Manuel Cipriano Gomes Mafra
Caldas da Rainha (Segunda metade do séc. XIX)
Escarrador - Fábrica Bordalo Pinheiro
Jarro de Caça - Fábrica de Manuel Gomes Mafra
Caldas da Rainha - (Segunda metade do Séc. XIX)
Paliteiro - Castiçal
Atribuído a Maria dos Cacos
Caldas da Rainha (Segundo quartel do Séc. XIX)
Terrina
Época Arcaica - Caldas da Rainha
Jarra - Arte Nova
Fábrica de Bordalo Pinheiro
Obra de Rafael Bordalo Pinheiro
Cesto
Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha, 1899
sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2013
domingo, 10 de fevereiro de 2013
Gil Vicente nas Caldas
Tantas Maneiras de Enganos
Teatro da Rainha
«Até cerca de 1518, ou talvez mesmo além dessa data, a obra de Gil Vicente desenrola-se sob a protecção e na presença da Rainha D.leonor.
É o que ele próprio confirma no prólogo em castelhano de D. Duardos (1522?) quando, dirigindo-se a D. João III, fala das "comédias, farças y moralidades que he compuesto em servicio de la Reina vuestra tia."
Essas obras foram:
- Auto Pastoril Castelhano (1502)
- Auto dos Reis Magos (1503)
- Auto de São Martinho (1504)
- Sermão feito à Rainha D. Leonor (Abrantes, 1506)
- Auto da Fama (1510)
- Auto da Sibila Cassandra (1513)
- Barca do Inferno (1517)
- Auto da Alma (1518)
- Barca do Purgatório (1518)
- Auto da Índia (1519)
- Auto dos Quatro Tempos (data incerta, mas anterior a 1521)
Sabe-se ainda que a "Rainha Velha" D. Leonor se encontrava presente na câmara da Rainha D. Maria, na terça feira de 7 de Junho de 1502, quando ali foi recitado o "Monólogo do Vaqueiro", primeira obra conhecida do autor.
Há também quem sustente que a "Farsa do Físicos" (1512) teria sido inspirada pela passagem nas Caldas e pela observação do trabalho dos médicos do Hospital. Todavia esta tese não pode deixar de ser considerada como discutível e assente em bases bastante ténues.»(in: Catálogo)
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013
Cerâmica e Filatelia
Talha de Cerâmica, Século XII-XIII
Museu Arqueológico de Mértola
Átrio do Museu da Faculdade de Letras - Lisboa
Painel de Jorge Barradas
Malga Mourisca, Século XV
V&A Picture Library, Londres
Jarro em forma de peixe dito «aquamanil»
Faiança Portuguesa, Século XVII
Museu Nacional de Arte Antiga
Virgem com o Menino
Barro policromado do antigo Presépio da Marquesa de Borba
Escola Portuguesa, meados do século XVIII
Museu Nacional de Arte Antiga
Prato - Faiança Portuguesa, Século XVII
Museu Nacional de Arte Antiga
Azulejos Século XVI
Museu Nacional do Azulejo
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013
Caricaturas do Metro Aeroporto
A caricatura é um género artístico que não é muito divulgado entre nós. Exceptuando algumas edições pontuais, poucas surgem em livro, ainda que em vários jornais elas sejam publicadas, veja-se o caso de o Expresso, do Público e do Correio da Manhã.
A caricatura utilizada em espaço público ainda é mais invulgar. Feliz foi o Metropolitano de Lisboa que decorou a sua nova estação no Aeroporto com caricaturas de grande dimensão, da autoria de António.
A editora Documenta publicou agora um precioso livro com as caricaturas que habitam o aeroporto. Personagens várias que não sabemos se estão de chegada, se vão de partida. Cinquenta (+1) caricaturas de figuras públicas que abrangem o final do século XIX até aos dias de hoje.
Ao começarmos a folhear o livro a primeira caricatura com que deparamos é a de Rafael Bordalo Pinheiro, na companhia do seu amigo Zé, mantido este, atrás em posição de respeito.
Escritores, políticos, pintores, poetas, actores, cantores, músicos, arquitectos, toda uma panóplia de figuras que se diferenciaram pela sua obra.
Autor desta galeria é António, conhecido de todos nós pelo seu apontamento semanal no Expresso.
Estes “bonecos” têm uma tal força, que quando nos aproximamos deles, temos a sensação que se arrancam da pedra e que vêm ao nosso encontro. O contraste entre o branco do mármore e o preto da tinta, tornam-nos numas figuras fortes que dá a sensação que nos acompanham no andar apressado a caminho do nosso destino…
O livro, em cuja capa as caricaturas são reproduzidas em pequeno formato, tem uma elegância e uma sobriedade muito particulares, a que já estamos desabituados, o que faz com que este livro se distinga das capas de muito mau gosto que hoje se tornou moda.
Cinquenta caricaturas vivem neste livro, acompanhadas de um texto, numa estrutura em tudo semelhante ao Álbum das Glórias do nosso amigo Rafael Bordalo Pinheiro, como bem referencia Joaquim Vieira autor da introdução.
Na minha prateleira de caricaturas este livro irá ocupar um lugar muito especial, pois é um painel das mais representativas personagens do meu tempo. E ser caricaturado por António é tornar-se imortal.
Os estudos das caricaturas do Metro de António, estão expostas no Museu Bordalo Pinheiro, no campo Grande em Lisboa. Visitei a exposição, e fiquei com o desejo imenso de na próxima vez que viajar, sei lá para onde, quando percorrer o longo corredor entre o metro e o aeroporto, pegar na mão de umas tantos daquelas imagens e desafiá-las a irem comigo para o mundo da fantasia.
«Caricaturas de Metro Aeroporto» de António Antunes é uma edição Documenta.
Agradeço ao Luís Guerra a oferta deste exemplar autografado por António. Se o livro por si só era valioso, autografado, duplica o seu valor.
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013
Teatro nas Caldas
Grupo de Trabalho Teatral
Casa da Cultura das Caldas da Rainha
"A Máquina do Tempo"
de Maurice Yendt
estreia: 20 de Agosto de 1977
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013
Poema (Matematicamente Fantástico)
Uma amiga, muito sabedoura das coisas poéticas e afins, enviou-me este poema que obrigatoriamente tenho de partilhar.
Millôr Fernandes
POEMA
POEMA
Quociente apaixonou-se
Um dia
Doidamente
Por uma Incógnita.
Olhou-a com seu olhar inumerável
E viu-a, do Ápice à Base...
Uma Figura Ímpar;
Olhos rombóides, boca trapezóide,
Corpo ortogonal, seios esferóides.
Fez da sua
Uma vida
Paralela à dela.
Até que se encontraram
No Infinito.
"Quem és tu?" indagou ele
Com ânsia radical.
"Sou a soma do quadrado dos catetos.
Mas pode chamar-me Hipotenusa."
E de falarem descobriram que eram
O que, em aritmética, corresponde
A alma irmãs
Primos-entre-si.
E assim se amaram
Ao quadrado da velocidade da luz.
Numa sexta potenciação
Traçando
Numa sexta potenciação
Traçando
Ao sabor do momento
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
E da paixão
Rectas, curvas, círculos e linhas sinusoidais.
Escandalizaram os ortodoxos
das fórmulas euclidianas
E os exegetas do Universo Finito.
Romperam convenções newtonianas
e pitagóricas.
E, enfim, resolveram casar-se.
Constituir um lar.
Mais que um lar.
Uma Perpendicular.
Convidaram para padrinhos
O Poliedro e a Bissectriz.
E fizeram planos, equações e
diagramas para o futuro
Sonhando com uma felicidade
Integral
E diferencial.
E casaram-se e tiveram
uma secante e três cones
Muito engraçadinhos.
E foram felizes
Até àquele dia
Em que tudo, afinal,
se torna monotonia.
Foi então que surgiu
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
O Máximo Divisor Comum...
Frequentador de Círculos Concêntricos.
Viciosos.
Ofereceu-lhe, a ela,
Uma Grandeza Absoluta,
E reduziu-a a um Denominador Comum.
Ele, Quociente, percebeu
Que com ela não formava mais Um Todo.
Uma Unidade.
Era o Triângulo,
chamado amoroso.
E desse problema ela era a fracção
Mais ordinária.
Mas foi então que Einstein descobriu a Relatividade.
E tudo que era espúrio passou a ser
Moralidade
Como aliás, em qualquer
Sociedade.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2013
quarta-feira, 23 de janeiro de 2013
Vinho da Estremadura
Juraste ser sempre minha...
Ai de mim! quebraste a jura! ...
Valha-me o sumo da vinha,
Da vinha da Estremadura!...
Olhos negros, encantados,
São bagos de uva madura
Dos vinhedos pendurados
Nos montes da Estremadura.
Se queres que nasça alegria
Onde só cresce amargura,
Rega a alma, dia a dia,
Com vinho da Estremadura.
Juraste ser sempre minha...
Ai de mim! quebraste a jura! ...
Valha-me o sumo da vinha,
Da vinha da Estremadura!...
Olhos negros, encantados,
São bagos de uva madura
Dos vinhedos pendurados
Nos montes da Estremadura.
Se queres que nasça alegria
Onde só cresce amargura,
Rega a alma, dia a dia,
Com vinho da Estremadura.
Os vinhos de Portugal,
Que tanta fama nos dão,
Não tem no mundo rival
Se da Estremadura são...
Que belo nectar, o vinho,
A Estremadura nos dá.
Do Algarve até ao Minho,
Melhor qu'ele não há
Tua boca é garrafinha
De vinho - marca afamada!
Quem dera ser saca rolhas
Dessa garrafa lacrada!
Petiscos de bacalhau,
Ou gorda sardinha assada,
Sem vinhos da Estremadura
Não são petiscos, - nem nada.
Para haver paz, faz-se a guerra...
- Vejam que grande loucura!
Só se encontra a paz na terra
Nas pipas da Estremadura.
Beber vinho é dar o pão
A um milhão de portugueses,
Mas bebe-se tal porção
E falta o pão tantas vezes!...
Minha menina ora ouça
Que esta é a melhor das baldas
É tão rica como a louça
A bela pinga das Caldas.
Quadras dos Jogos Florais da Festa do Vinho, realizados por altura das Comemorações Centenárias na Província da Estremadura - Caldas da Rainha, 8 de Setembro de 1940. Cerâmicas de Bordalo Pinheiro.
Subscrever:
Mensagens (Atom)




























