Paulo Ferreira
terça-feira, 13 de setembro de 2011
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A Visita da Troika
Foram entrando um a um.
Três dignos cavalheiros, que depois de um certo acanhamento e dos cumprimentos da praxe, se acomodaram em redor da pequena mesa da minha livraria.
Um deles trazia uma pasta na mão. Uma daquelas pastas feitas à moda antiga, de design fora de moda, manufacturada à mão, de pele fininha, já um pouco sarrafada nos cantos. De aspecto vivido, de acordo com os muitos e muitos papéis que tinha transportado. E que segredos? Nunca viremos a sabê-lo; os segredos foram feitos para assim permanecerem.
O segundo, uma figura grandiosa, a impor respeito, trazia uma pasta de artista de onde iam caindo várias folhas desenhadas a crayon.
Três dignos cavalheiros, que depois de um certo acanhamento e dos cumprimentos da praxe, se acomodaram em redor da pequena mesa da minha livraria.
Um deles trazia uma pasta na mão. Uma daquelas pastas feitas à moda antiga, de design fora de moda, manufacturada à mão, de pele fininha, já um pouco sarrafada nos cantos. De aspecto vivido, de acordo com os muitos e muitos papéis que tinha transportado. E que segredos? Nunca viremos a sabê-lo; os segredos foram feitos para assim permanecerem.
O segundo, uma figura grandiosa, a impor respeito, trazia uma pasta de artista de onde iam caindo várias folhas desenhadas a crayon.
O terceiro homem, magro e um pouco encurvado, com a aba do chapéu caída obre os olhos, carregava uma maleta, com cantos de metal.
Sentaram-se. Cruzaram as pernas, acertando com cuidado o vinco das calças. Acenderam as suas cigarrilhas.
E logo no ar ficou a pairar um odor acre-doce e uma ténue névoa como que a esconder algo. Seria uma nuvem feita de sonhos a desfazerem-se em farrapos no ar?
Olharam em redor, quais generais a passar revista às tropas; nos seus rostos de linhas geométricas nem um sorriso traspassou.
Um deles, endireitou o cache-nez na cana do nariz abriu a pasta tirou um exemplar da “Correspondência de Fradique Mendes” e deixou-o em cima da mesa.
O terceiro homem tossicou várias vezes, pegou num dos livros que trazia na arca, abriu-o em determinada página e leu os seguintes versos:
São como as mágoas que são
Parecidas com as águas
Que continuamente vão …”
“Segue o teu destino
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
Das árvores alheias.”
Também ele colocou o seu livro em cima da mesa.
Levantaram-se e saíram da livraria. Quando já iam do outro lado da rua, viraram-se para trás e disseram-me adeus. E nesse mesmo momento a brisa acariciou-me como se de um beijo se tratasse...
Fiquei a ver as suas figuras esfumarem-se ao longe.
Da visita da Troika, restaram-me três livros…
A Troika composta por Eça, Bordalo e Pessoa criados por Constantinos.
Publicada por
Isabel Castanheira
à(s)
17:58
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
Oração
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Quadras
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Um Abraço
sexta-feira, 29 de julho de 2011
À Espera - Descubra as diferenças entre 1894 e 2011
"O Governo espera a solução do Brasil."
"Os republicanos esperam "Amanhã".
"Os anarquistas esperam a véspera de Santo Novidade,""O sr. general Queiroz espera-os a todos."
"A finança espera a subida dos fundos."
"Os operários esperam trabalho."

"A agricultura espera que o sol ou a chuva lhes trabalhe a terra."
"A Ciencia espera a cólera""Tudo espera até a travessa da Espera está à espera."
" Ninguém avança nem recua."
"Assim desaparecerá esta geração falta de esperar...""Dando lugar à geração nova que continuará, a esperar ... a mesma coisa!"
É sempre para mim um prazer e uma descoberta regressar às páginas ilustradas por Rafael Bordalo Pinheiro. O seu poder de síntese, a sua análise microscópica, a sua observação realista, fazem com que muitas das suas caricaturas sejham intemporais, pois mudando-se o decor e as personagens as situações são de uma actualidade surpreendente. É um elogio ao grande Artista, é uma crítica à nossa sociedade. Continuamos assim tão iguais ao que éramos em 1894?
Esta sequência de ilustrações compõem uma página dupla publicada n' O António Maria, a 12 de Junho de 1894.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
À Conversa com ...
Autor Convidado:
Luis Manuel Tudella
Café Centro Cultural Caldas da Rainha
Dia 28 de Julho - (quinta feira) 22 Horas
Loja 107, 35 anos partilhando leituras com a cidade
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