segunda-feira, 29 de agosto de 2011
sábado, 27 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
A Visita da Troika
Foram entrando um a um.
Três dignos cavalheiros, que depois de um certo acanhamento e dos cumprimentos da praxe, se acomodaram em redor da pequena mesa da minha livraria.
Um deles trazia uma pasta na mão. Uma daquelas pastas feitas à moda antiga, de design fora de moda, manufacturada à mão, de pele fininha, já um pouco sarrafada nos cantos. De aspecto vivido, de acordo com os muitos e muitos papéis que tinha transportado. E que segredos? Nunca viremos a sabê-lo; os segredos foram feitos para assim permanecerem.
O segundo, uma figura grandiosa, a impor respeito, trazia uma pasta de artista de onde iam caindo várias folhas desenhadas a crayon.
Três dignos cavalheiros, que depois de um certo acanhamento e dos cumprimentos da praxe, se acomodaram em redor da pequena mesa da minha livraria.
Um deles trazia uma pasta na mão. Uma daquelas pastas feitas à moda antiga, de design fora de moda, manufacturada à mão, de pele fininha, já um pouco sarrafada nos cantos. De aspecto vivido, de acordo com os muitos e muitos papéis que tinha transportado. E que segredos? Nunca viremos a sabê-lo; os segredos foram feitos para assim permanecerem.
O segundo, uma figura grandiosa, a impor respeito, trazia uma pasta de artista de onde iam caindo várias folhas desenhadas a crayon.
O terceiro homem, magro e um pouco encurvado, com a aba do chapéu caída obre os olhos, carregava uma maleta, com cantos de metal.
Sentaram-se. Cruzaram as pernas, acertando com cuidado o vinco das calças. Acenderam as suas cigarrilhas.
E logo no ar ficou a pairar um odor acre-doce e uma ténue névoa como que a esconder algo. Seria uma nuvem feita de sonhos a desfazerem-se em farrapos no ar?
Olharam em redor, quais generais a passar revista às tropas; nos seus rostos de linhas geométricas nem um sorriso traspassou.
Um deles, endireitou o cache-nez na cana do nariz abriu a pasta tirou um exemplar da “Correspondência de Fradique Mendes” e deixou-o em cima da mesa.
O terceiro homem tossicou várias vezes, pegou num dos livros que trazia na arca, abriu-o em determinada página e leu os seguintes versos:
São como as mágoas que são
Parecidas com as águas
Que continuamente vão …”
“Segue o teu destino
Rega as tuas plantas,
Ama as tuas rosas.
O resto é a sombra
Das árvores alheias.”
Também ele colocou o seu livro em cima da mesa.
Levantaram-se e saíram da livraria. Quando já iam do outro lado da rua, viraram-se para trás e disseram-me adeus. E nesse mesmo momento a brisa acariciou-me como se de um beijo se tratasse...
Fiquei a ver as suas figuras esfumarem-se ao longe.
Da visita da Troika, restaram-me três livros…
A Troika composta por Eça, Bordalo e Pessoa criados por Constantinos.
Publicada por
Isabel Castanheira
à(s)
17:58
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terça-feira, 9 de agosto de 2011
Oração
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Quadras
segunda-feira, 1 de agosto de 2011
Um Abraço
sexta-feira, 29 de julho de 2011
À Espera - Descubra as diferenças entre 1894 e 2011
"O Governo espera a solução do Brasil."
"Os republicanos esperam "Amanhã".
"Os anarquistas esperam a véspera de Santo Novidade,""O sr. general Queiroz espera-os a todos."
"A finança espera a subida dos fundos."
"Os operários esperam trabalho."

"A agricultura espera que o sol ou a chuva lhes trabalhe a terra."
"A Ciencia espera a cólera""Tudo espera até a travessa da Espera está à espera."
" Ninguém avança nem recua."
"Assim desaparecerá esta geração falta de esperar...""Dando lugar à geração nova que continuará, a esperar ... a mesma coisa!"
É sempre para mim um prazer e uma descoberta regressar às páginas ilustradas por Rafael Bordalo Pinheiro. O seu poder de síntese, a sua análise microscópica, a sua observação realista, fazem com que muitas das suas caricaturas sejham intemporais, pois mudando-se o decor e as personagens as situações são de uma actualidade surpreendente. É um elogio ao grande Artista, é uma crítica à nossa sociedade. Continuamos assim tão iguais ao que éramos em 1894?
Esta sequência de ilustrações compõem uma página dupla publicada n' O António Maria, a 12 de Junho de 1894.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
À Conversa com ...
Autor Convidado:
Luis Manuel Tudella
Café Centro Cultural Caldas da Rainha
Dia 28 de Julho - (quinta feira) 22 Horas
Loja 107, 35 anos partilhando leituras com a cidade
sábado, 23 de julho de 2011
Onde se fala de Virtudes .....
" Instrucções e Cautelas Práticas sobre a natureza, diferentes espécies, virtudes em geral, e uso legítimo das águas minerais, principalmente de Caldas; com a noticia daquelas, que são conhecidas em cada uma das Províncias do Reino de Portugal, e o método de preparar as águas artificiais."
"O Senhor D. João III depois de haver entregado administração de vários Hospitais do reino aos PP. da Congregação de S. João Evangelista vulgarmente chamados Loios, entregou também o hospital das Caldas, e deu os seus poderes ao primeiro Provedor daquela Congregação por Provisão de 29 de Junho de 1532 e assim continuou sem alterações e determinações provisionais até ao tempo de D. José I."
segunda-feira, 18 de julho de 2011
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