terça-feira, 15 de março de 2011
sexta-feira, 11 de março de 2011
A Conferência de Imprensa do Castor

- «Sr. Dr. Castor, durante a sua campanha eleitoral, o Sr. Dr. Castor prometeu que, no caso da vitória do seu partido, seriam retiradas todas as ratoeiras. Porque é que isso não sucedeu?
- Já afirmei várias vezes, em diversas oportunidades, que fomos eleitos para representar a vontade do povo, e não para impor as nossas convicções, por mais acertadas que estas nos pareçam. Embora fosse opinião nossa que as ratoeiras deviam ser retiradas, opinião que em diversas oportunidades claramente exprimimos, verificámos ao assumir o poder e as suas inerentes responsabilidades que durante períodos consideráveis da nossa história houve ratoeiras, e que, portanto, os ratos só estavam habituados a viver com elas e em sua função, como poderiam reagir mal à sua súbita retirada. Como não somos dogmáticos, estamos sempre dispostos a rever as nossas opções.
- Sr. Dr. Castor, pensa que a longo prazo o seu governo irá no entanto retirar as ratoeiras?
- Encontram-se programadas, na agenda do ministério respectivo, algumas acções de sensibilização das populações, no sentido de as levar … digamos, de as levar adquirir uma nova óptica que possa vir a influenciar as nossas opções a longo prazo, Concretamente, posso adiantar que a longo prazo faz parte dos nossos planos as ratoeiras virem e ser drasticamente reduzidas e/ou substituídas por instrumentos mais adequados. Mas para tal há que recolher ainda primeiras informações, analisá-las, sintetizar e criticar as necessidades, explorar os dados criticados e seguidamente definir, quantitativamente e qualitativamente, as necessidades funcionais das populações.
- Sr. Dr. Castor, o Sr. Dr. Castor falou há pouco de acções de sensibilização, Sr. Dr. Castor: como serão essas acções?
- Depende: serão diversificadas de acordo com o perfil das populações participantes. O CNESER (Centro Nacional para o Estudo Efectivo das Ratoeiras) dá o seu parecer no que toca à ordenação do território por «ambientes» de arratoeirização e rerratoeirização progressiva. Esse parecer passa pela avaliação das necessidades reais das populações, tanto de forma global como detalhada; pela elaboração de programas de rerratoeirização central e autárquica, bem como pela definição dos seus imperativos qualitativos e quantitativos.
- Sr. Dr. Castor, durante a campanha eleitoral, o Sr. Dr. Castor prometeu queijo e toucinho entremeado, mas não disse que o iria pôr nas ratoeiras. Porquê?
- Considera-se fundamental para a eficácia de qualquer distribuição, como é óbvio, que esta seja feita de modo racional, como tem sucedido no caso apontado; de resto, a entidade destinatária, através dos seus legítimos representantes, foi consultada no equacionamento das perspectivas da utilização e distribuição dos mencionados géneros.
- Sr. Licenciado Castor, pode explicar os motivos que o levaram a associar-se com o gato e com a ratazana?
- Os motivos nem sempre se podem explicar: apresentam-se ou enumeram-se; lembro-lhe que há razões de Estado que, como certamente não ignora, não podem ser divulgadas, e cuja divulgação teria de considerar-se como traição. Posso no entanto adiantar que o gato e a ratazana são velhos aliados nossos e se, em tempos, cometeram erros, não há motivo para hoje duvidarmos da sua boa fé. É preciso andar com os tempos.»
- Já afirmei várias vezes, em diversas oportunidades, que fomos eleitos para representar a vontade do povo, e não para impor as nossas convicções, por mais acertadas que estas nos pareçam. Embora fosse opinião nossa que as ratoeiras deviam ser retiradas, opinião que em diversas oportunidades claramente exprimimos, verificámos ao assumir o poder e as suas inerentes responsabilidades que durante períodos consideráveis da nossa história houve ratoeiras, e que, portanto, os ratos só estavam habituados a viver com elas e em sua função, como poderiam reagir mal à sua súbita retirada. Como não somos dogmáticos, estamos sempre dispostos a rever as nossas opções.
- Sr. Dr. Castor, pensa que a longo prazo o seu governo irá no entanto retirar as ratoeiras?
- Encontram-se programadas, na agenda do ministério respectivo, algumas acções de sensibilização das populações, no sentido de as levar … digamos, de as levar adquirir uma nova óptica que possa vir a influenciar as nossas opções a longo prazo, Concretamente, posso adiantar que a longo prazo faz parte dos nossos planos as ratoeiras virem e ser drasticamente reduzidas e/ou substituídas por instrumentos mais adequados. Mas para tal há que recolher ainda primeiras informações, analisá-las, sintetizar e criticar as necessidades, explorar os dados criticados e seguidamente definir, quantitativamente e qualitativamente, as necessidades funcionais das populações.
- Sr. Dr. Castor, o Sr. Dr. Castor falou há pouco de acções de sensibilização, Sr. Dr. Castor: como serão essas acções?
- Depende: serão diversificadas de acordo com o perfil das populações participantes. O CNESER (Centro Nacional para o Estudo Efectivo das Ratoeiras) dá o seu parecer no que toca à ordenação do território por «ambientes» de arratoeirização e rerratoeirização progressiva. Esse parecer passa pela avaliação das necessidades reais das populações, tanto de forma global como detalhada; pela elaboração de programas de rerratoeirização central e autárquica, bem como pela definição dos seus imperativos qualitativos e quantitativos.
- Sr. Dr. Castor, durante a campanha eleitoral, o Sr. Dr. Castor prometeu queijo e toucinho entremeado, mas não disse que o iria pôr nas ratoeiras. Porquê?
- Considera-se fundamental para a eficácia de qualquer distribuição, como é óbvio, que esta seja feita de modo racional, como tem sucedido no caso apontado; de resto, a entidade destinatária, através dos seus legítimos representantes, foi consultada no equacionamento das perspectivas da utilização e distribuição dos mencionados géneros.
- Sr. Licenciado Castor, pode explicar os motivos que o levaram a associar-se com o gato e com a ratazana?
- Os motivos nem sempre se podem explicar: apresentam-se ou enumeram-se; lembro-lhe que há razões de Estado que, como certamente não ignora, não podem ser divulgadas, e cuja divulgação teria de considerar-se como traição. Posso no entanto adiantar que o gato e a ratazana são velhos aliados nossos e se, em tempos, cometeram erros, não há motivo para hoje duvidarmos da sua boa fé. É preciso andar com os tempos.»
Alberto Pimenta
Bestiário Lusitano
Edição do autor, com o apoio de um grupo de subscritores e de Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
Escrito durante o ano de 1979, segundo o lema de B. Brecht «Outros falam da sua vergonha, eu falo da minha.»
Bestiário Lusitano
Edição do autor, com o apoio de um grupo de subscritores e de Publicações Culturais Engrenagem, Lda.
Escrito durante o ano de 1979, segundo o lema de B. Brecht «Outros falam da sua vergonha, eu falo da minha.»
sexta-feira, 4 de março de 2011
quinta-feira, 3 de março de 2011
Prémios Ler / Blogtailiors 2009 / 2010
ATRIBUIÇÃO DOS PRÉMIOS DE EDIÇÃO LER/BOOKTAILORS
Prémios de Edição:
Os prémios de edição resultam de uma ponderação entre o Júri, o Conselho e o público.
Prémios Especiais do Júri:
Prémios Especiais do Júri:
Estes prémios são atribuídos em exclusivo pelo júri constituído para o efeito, composto por até 20 elementos representativos dos diferentes elos do mundo dos livros em Portugal.
Composição do Júri: Nuno Seabra Lopes, Paulo Ferreira, João Pombeiro (pela organização), Manuela Ribeiro, Francisco Guedes (Correntes d’Escritas), Miguel Freitas da Costa (APEL), DGLB, Vítor Paulino, Rui Penedo (RPVP designers), Maria João Costa, Luís Ricardo Duarte (imprensa), Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz (autores), Cláudia Gomes (editor), Henrique Barreto Nunes (bibliotecário), Luís Filipe Cristóvão (livreiro), João Luís Lisboa (especialista).
Composição do Júri: Nuno Seabra Lopes, Paulo Ferreira, João Pombeiro (pela organização), Manuela Ribeiro, Francisco Guedes (Correntes d’Escritas), Miguel Freitas da Costa (APEL), DGLB, Vítor Paulino, Rui Penedo (RPVP designers), Maria João Costa, Luís Ricardo Duarte (imprensa), Valter Hugo Mãe, Afonso Cruz (autores), Cláudia Gomes (editor), Henrique Barreto Nunes (bibliotecário), Luís Filipe Cristóvão (livreiro), João Luís Lisboa (especialista).
LISTA DE VENCEDORES
Melhor Design de Literatura:
A Ilha (Studio Andrew Howard; Ahab Edições)
Melhor Design de Não-Ficção:
As Entrevistas da Paris Review (Vera Tavares; edições tinta-da-china)
Melhor Design de Infanto-Juvenil:
Depressa, Devagar (Bernardo Carvalho; Editora Planeta Tangerina)
Melhor Design de Gastronomia:
Sabores de África (Hugo Andrade; Porto Editora)
Melhor Design de Arte e Fotografia:
Em Voz Baixa (Rafat Bartkowicz e Marian Nowinski; Qual Albatroz)
Melhor Design de Colecção:
Literatura de Humor (Vera Tavares; Edições tinta-da-china)
Melhor Design de Livro Escolar:
Sociologia 12 (Fátima Buco; Texto Editores)
Melhor Ilustração Original:
Galileu, à Luz de uma Estrela, Afonso Cruz (Texto Editora)
Melhor Fotografia Original:
Moderno Tropical, Inês Gonçalves (edições tinta-da-china)
Prémio Especial Edição (Carreira):
Carlos da Veiga Ferreira (Teorema)
Prémio Especial Tradução:
Paulo Faria
Prémio Especial Livraria Independente:
Livraria Centésima Página
Prémio Especial Blogue de Edição:
Ciberescritas, Isabel Coutinho
Prémio Especial Artes Gráficas:
Vera Tavares
Prémio Especial Promoção de Autor Português:
Promoção de «Livro», José Luís Peixoto (Quetzal Editores)
Prémio Especial Inovação:
Plataforma de e-books (Mediabooks)
Prémio Especial Jornalista ou Imprensa de Edição:
José Mário Silva
José Mário Silva
Prémio Especial Livreiro:
Isabel Castanheira (Livraria 107 – Caldas da Rainha)
Prémio Especial Editora Revelação:
Ahab Edições
Prémio Especial Editora do Ano:
Quetzal Editores
Prémio Especial de Imprensa Melhor Livro de 2010:
Uma Viagem à Índia, Gonçalo M. Tavares (Editorial Caminho)

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
terça-feira, 15 de fevereiro de 2011
Café Literário
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Roteiro de Viagens feitas ...
Adelaide Félix, Ilustrações de Leonel Cardoso
Composto e Impresso na Papelaria Veneza, Rua do Regedor, 49 - Lisboa
Depositários e Distribuidores
Romero Lda, Rua do Alecrim, 46 s/Loja - Lisboa
Conferência pronunciada na noite de 22 de Março de 1944, na Casa do Distrito de Lisboa
"[...] Vamos agora devassar novo sector - o sector das actividades filosóficas e políticas. Certo rapazelho que se estreou em 1900, num periódico modesto, torna-se um Mestre de ideologias. Da folha obscura Círculo das Caldas, passa às grandes revistas e aos quotidianos de prestígio. Amigos e adversários acamadaram no respeito intelectual pelo seu espírito e conhecimentos vastos. Raul Proença representa, sob o ponto de vista sociológico-literário, para a cidade das Caldas, qualquer coisa como um troféu."
sábado, 5 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
BD e República
este Catálogo resulta da Exposição realizada no Centro Nacional de Banda Desenhada
e Imagem
(2 de Junho a 5 de outubro de 2010)
e 21.º festival Internacional de Banda Desenhada da Amadora
(22 de Outubro a 7 de Novembro)
Os Sportsinhos
1925
Eduarda Malta
Pim Pam Pum
1925

As Moscas Venenosas
Stuart Carvalhais
O Século Cómico
1916
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
sexta-feira, 28 de janeiro de 2011
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Sophia
As Rosas
Quando à noite desfolho e trinco as rosas
É como se prendessse entre os meus dentes
Todo o luar das noites transparentes,
Todo o fulgor das tardes luminosas,
O vento bailador das primaveras,
A doçura amarga dos poentes,
E a exaltação de todas as esperas.
Sophia de Mello Breyner Andresen
Dia do Mar, Caminho
terça-feira, 25 de janeiro de 2011
sábado, 22 de janeiro de 2011
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