I República e Humor Gráfico from Videoteca Municipal de Lisboa on Vimeo.
sábado, 9 de outubro de 2010
quinta-feira, 7 de outubro de 2010
Destinos de Férias

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LIVROS E LEITORES
N.º 95 – OUTUBRO DE 2010
LIVROS E LEITORES
N.º 95 – OUTUBRO DE 2010
HETERODOXIAS
EDUARDO PITTA
“As férias do senhor Hulot”
“Para quem como eu viveu em Moçambique até aos 26 anos, o ritual das férias em Agosto não é fácil de assimilar. Ver o País parar porque é Verão continua a ser um mistério.
[…]
Em Maio de 1976, tinha eu seis meses de Portugal, já todos queriam saber onde ia fazer férias. Em lado nenhum. Fiquei em Cascais, onde vivia, sem a obrigação de vir trabalhar a Lisboa. Ninguém acreditou.
A pouco e pouco fui vendo. Os ricos iam para a costa amalfitana e para o lago Como. A classe média para Londres e Nova Iorque, por essa ordem. Hoje inverteram a ordem. A pequena burguesia para o Funchal e Torremolinos. E depois havia aquelas famílias entaladas pelos solavancos da História mas que conservavam casa em São Martinho do Porto (as de Lisboa) ou na Granja (as do Porto), a quem não passava pela cabeça fazer férias noutro sítio. Nesses anos, os gays iam para Mykonos, as lésbicas para a Foz do Arelho, os «alternativos» para Vila Nova de Mil Fontes e os pré-punks para Salir. O Algarve ainda não estava na moda. E poucos sonhavam com Cuba ou com o Brasil.” […]
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Querelas Antigas
La Republique et l'ÉgliseImages d'une querelle
Michel Dixmier / Jacqueline Lalouette /
Didier Pasamonik
Éditions de La Martinière
Paris, 2005
Dessin d'Alfred Le Petit - «La liberté de la Presse», Le Grelot, n.º 48, 10 Mars 1872
Dessin de Pasquin - «La Liberté de la Presse», Le TiTi, n.º 30 Mai 1879
Dessin d'Asmodée - «L'éclipse», La Calottte, n.º 42, 28 Juin 1907
Dessin de Gabriele Galantara - «L'Assiette au Beurre», Le Vatican, n.º 242, 18 Novembre 1905
segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quinta-feira, 23 de setembro de 2010
Os Ridículos (em Lisboa)
Desenho publicado n'Os Ridículos de 1914-02-04
Desenho publicado n'Os Ridículos de 1915-06-09
Desenho publicado n'Os Ridículos de 1919-04-02MUSEU RAFAEL BORDALO PINHEIRO
SILVA MONTEIRO - DESENHO HUMORÍSTICO N’OS RIDICULOS
1908-1926
Inauguração - 1 de Outubro, pelas 19h00
Galeria do Museu Rafael Bordalo Pinheiro
Campo Grande, 382 - Lisboa
Exposição patente de 2 de Outubro a 5 de Dezembro de 2010
Horário: Terça-feira a Domingo, das 10h às 18h
Encerra à Segunda-Feira e Feriados - Entrada Gratuita
Inauguração - 1 de Outubro, pelas 19h00
Galeria do Museu Rafael Bordalo Pinheiro
Campo Grande, 382 - Lisboa
Exposição patente de 2 de Outubro a 5 de Dezembro de 2010
Horário: Terça-feira a Domingo, das 10h às 18h
Encerra à Segunda-Feira e Feriados - Entrada Gratuita
José Jaime Pinto da SILVA MONTEIRO foi um caricaturista muito popular na I República. Durante anos (1908 - 1926) assegurou, nas primeiras páginas do bissemanário humorístico lisboeta Os Ridículos, um comentário gráfico actualizado e mordaz, bastante bordaliano, ao ponto de quase podermos fazer a história do novo regime republicano a partir dos seus desenhos. Era um “desenhador e ilustrador de méritos invulgares”, um “artista”, como escrevia A Voz na sua edição de 19 de Janeiro de 1937, por ocasião da sua morte.
A par do Sempre Fixe, o jornal Os Ridículos foi um dos mais importantes e duradouros títulos humorísticos publicados em Portugal, facto que contribuiu para a massificação das caricaturas de SILVA MONTEIRO, granjeando-lhe “muita admiração e simpatia”.
Mas hoje, cem anos depois, com excepção dos especialistas, praticamente ninguém conhece ou ouviu falar de SILVA MONTEIRO – pretexto para esta homenagem da cidade de Lisboa, integrada nas comemorações municipais do centenário da República.
A realização desta exposição, no museu dedicado à obra do genial caricaturista português, Rafael Bordalo Pinheiro, é possível graças à colecção Ricon Peres, que disponibilizou os desenhos originais de SILVA MONTEIRO, depositados no Museu da Presidência da República e aqui expostos pela primeira vez para apreciação do público. Em simultâneo, o contributo generoso da colecção J. C. Monteiro Alegria, herdeira de vários objectos pessoais de SILVA MONTEIRO, torna possível uma abordagem mais próxima ao homem por detrás do artista.
A clara influência do Mestre serve de mote para a exibição de alguns desenhos de Rafael Bordalo Pinheiro, e do seu filho, Manuel Gustavo, em paralelo com o trabalho do discípulo SILVA MONTEIRO, plasmado finalmente nas páginas d’Os Ridículos, provenientes da colecção da Hemeroteca Municipal de Lisboa.
Desta sinergia de equipamentos culturais, nasce a primeira exposição dedicada a SILVA MONTEIRO, caricaturista de “privilegiados dotes” que, além d’Os Ridículos, fez banda desenhada para A Época, foi redactor artístico d’A Voz, colaborando esporadicamente para A Capital, Papagaio Real, O Século e o Diário de Lisboa. [Press Release]
sexta-feira, 17 de setembro de 2010
quinta-feira, 16 de setembro de 2010
A visita do naturalista
Heinrich Friedrich Link
"No meio da terra, por cima das fontes quentes, encontra-se o belo e espaçoso balneário, edificado no último reinado. Mesmo ao lado está um hospital para doentes próprios. Para além da fonte de água potável há ainda outras três que fornecem a água a quatro banhos. O banho para os homens tem o comprimento de 36 pés, a largura de nove pés e dois pés e oito polegadas de profundidade, o chão está coberto por argila branca e areia lavada. Uma pessoa despe-se por detrás de um cortinado, veste as roupas de banho e senta-se então no chão, com a água a dar pelo pescoço. Muitas vezes estão 12 pessoas de uma vez no banho. Embora a água esteja permanentemente a correr, a verdade é que apesar de tudo é desagradável ter de tomar banho acompanhado e ainda mais desagradável se torna quando se apanha a água por último, água essa que já lavou os outros. É igualmente desagradável que seja permitida a entrada a estranhos. Não se paga nada pelo banho, apenas se dá no fim uma gorjeta aos criados. Os pobres e as pessoas de condição mais baixa só se podem banhar por volta do meio dia, depois de os outros terem terminado. Os restantes banhos, também os apropriados para mulheres, estão dispostos de uma forma semelhante, só que a água nos banhos dos homens é a mais quente e a mais forte, uma vez que tem 92 e 93º Fahrenheit (entre 26 e 27º Réaumur. A água de todas as fontes conflui e acciona um moinho perto do balneário.
Assim que se entra no balneário chega-se a um grande vestíbulo que serve para passear depois do banho e que geralmente está cheio de gente que com muita impetuosidade anda de um lado para o outro. Aqui encontra-se também uma farmácia e como pano de fundo a fonte de água mineral, cuja temperatura é de 91º Fahrenheit."
Assim que se entra no balneário chega-se a um grande vestíbulo que serve para passear depois do banho e que geralmente está cheio de gente que com muita impetuosidade anda de um lado para o outro. Aqui encontra-se também uma farmácia e como pano de fundo a fonte de água mineral, cuja temperatura é de 91º Fahrenheit."
[Notas de uma viagem a Portugal através de França e Espanha. Autor: Heinrich Friedrich Link. Biblioteca Nacional. Colecção. Textos BN.Lisboa. 2005]
terça-feira, 14 de setembro de 2010
Manguito
Ferreira da Silva
Centenário da Morte de Rafael Bordalo Pinheiro
Catálogo de Exposição
2006
Acrílico sobre madeira
150x150 cms, 2006
Pintura realizada a partir de foto editada em Rafael Bordalo Pinheiro
- Fotobiografia ,
(Assírio & Alvim) de João Paulo Cotrim
segunda-feira, 13 de setembro de 2010
sexta-feira, 10 de setembro de 2010
A Luso Bambochata


A LUSA BAMBOCHATA
“Uns não vão… porque são ricos,
Outros, não … porque são nobres,
E os albardados burricos …
São sempre os filhos dos pobres!
A classe que lida e sua,
Largando a enxada, a charrua,
Vai as tarimbas enchendo …
E além, por entre penedos,
Campos, vinhas, olivedos,
Vão secando e vão morrendo!
………………………………
……………………………..
E enquanto o pais inteiro,
Morre assim ao desalento …
O pão do nosso sustento
Vem-nos lá do estrangeiro!”
A Luso Bambochata, Poema triste em verso alegre.
“Uns não vão… porque são ricos,
Outros, não … porque são nobres,
E os albardados burricos …
São sempre os filhos dos pobres!
A classe que lida e sua,
Largando a enxada, a charrua,
Vai as tarimbas enchendo …
E além, por entre penedos,
Campos, vinhas, olivedos,
Vão secando e vão morrendo!
………………………………
……………………………..
E enquanto o pais inteiro,
Morre assim ao desalento …
O pão do nosso sustento
Vem-nos lá do estrangeiro!”
A Luso Bambochata, Poema triste em verso alegre.
Dedicado a todos os filoxeras políticos da Parvónia
Autor: Joannico C. Mila
Pseudónimo de João Pereira da Costa Lima (1836-1897)
Ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro
Editores Tavares Cardoso & Irmão – Largo de Camões, 6 – Lisboa
Ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro
Editores Tavares Cardoso & Irmão – Largo de Camões, 6 – Lisboa
1885
Publicada por
Isabel Castanheira
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16:18
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Rafael Bordalo Pinheiro
quarta-feira, 8 de setembro de 2010
The Most Interesting Parts

Hints to Travelers in Portugal, in Seach of the Most Beautiful and the Grand: With an Itinerary of some of the Most Interesting Parts of the Remarkable Country (1852)
John Murray
"Lisbon to Torres Vedras direct and the Caldas da Rainha
Lumiar ...................................................1 League
Loures ....................................................1
Povoa da Gallega ...................................... 2
Enchara dos Cavalleiros .............................. 1
Torres .................................................... 2
Ramalhal ................................................. 1
Roliça ..................................................... 3
Obidos .................................................... 1
Caldas da Rainha ....................................... 1
_____________________________________ 13 Leagues"
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Harmonia
Publicada por
Isabel Castanheira
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16:03
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sexta-feira, 3 de setembro de 2010
Caldas da Rainha

Terras de Portugal
António Montês
"Antigo poiso de reis, que ali tinham o seu palácio, passaram pelas Caldas da Rainha quase todos que, fiéis à tradição, se banharam nas suas águas de milagre.
Banham-se anualmente nas águas pelo Santo António, São João e São Pedro, muitos milhares de pessoas, que de terras distantes ali vão buscar alívios para os seus achaques. É o tradicional “Banho Santo”, a que o Ribatejo acorre com entusiasmo, em caravanas enormes, em busca de lenitivo para dores reumáticas, que quase milagrosamente desaparecem, nas piscinas seculares do hospital."
Banham-se anualmente nas águas pelo Santo António, São João e São Pedro, muitos milhares de pessoas, que de terras distantes ali vão buscar alívios para os seus achaques. É o tradicional “Banho Santo”, a que o Ribatejo acorre com entusiasmo, em caravanas enormes, em busca de lenitivo para dores reumáticas, que quase milagrosamente desaparecem, nas piscinas seculares do hospital."
[António Montês. Terras de Portugal. 1.ª Série. 1939.]
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
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