AUGUSTO CID
sexta-feira, 8 de maio de 2009
quinta-feira, 7 de maio de 2009
Prémios Ler / Booktailors
Já são conhecidos os PRÉMIOS LER / BOOKTAILORS que têm por objectivo distinguir as mais variadas vertentes de actividade do mundo dos livros. Da capa à tradução, passando pela ilustração, pela imprensa de edição, pelo projecto gráfico, pelas livrarias, pelas editoras, este é um prémio que pela sua abrangência projecta o que de melhor é feito neste sector em Portugal.
A capa de literatura premida com o PRÉMIO LER / BOOKTAILORS é a do livro:
Venenos de Deus Remédios do Diabo, da autoria de Mia Couto.

A capa premiada é da autoria de PEDRO PROENÇA, um designer de reconhecida inspiração.
O prémio LER / BOOKTAILORS na categoria de Artes gráficas foi conferido a Henrique Cayatte, autor de um dos mais ternos autógrafos da minha colecção.
A Loja 107 felicita os promotores da iniciativa e endereça a todos os premiados as suas saudações.
quarta-feira, 6 de maio de 2009
375ª. Página Caldense
A Inglaterra de Sempre
FALARAM PORTUGUESES
Páginas Escolhidas de Autores Portugueses
O eco das suas vozes repercutiu o juízo da História, a eloquência da poesia e da tribuna, o sentimento da literatura, a opinião da Imprensa.
Faltava a expressão da arte. Pedimos o seu concurso à caricatura.
A caricatura movimenta duas forças essenciais: a realidade e o símbolo. Não é abstracta. Não paira acima das misérias humanas vivendo no mundo do sonho. É objectiva, e na sua objectividade violenta, desce à terra, penetra-a profundamente. Da deformação faz uma força e estabelece harmonia nova. Quando exagera, acusa a insignificância ou a mesquinhez. Quando deforma, exprime com angústia a saudade do belo ideal. Assim nasce o símbolo.
É este o espírito das caricaturas de Bordalo.
O seu desenho implacável, não serve para exaltar a beleza ideal duma pátria grande e livre. As suas caricaturas exprimem o horror da deformação de uma pátria que, sendo possuidora da mais bela das epopeias, se contorce e vegeta na condição de escrava duma nação de piratas e traficantes.
A visão de Bordalo é de todo insuspeita.
A sua formação intelectual não autoriza a supor que as suas simpatias ideológicas pudessem inclinar-se para a doutrina das Potências que lutam contra o liberalismo plutocrático e maçónico.
Bordalo era um grande artista. Como artista tinha sentimento.
Bordalo era verdadeiramete português, e como português não podia ignorar quem era e tem sido sempre o maior inimigo de Portugal."
[A Inglaterra de Sempre. Falaram Portugueses. Páginas Escolhidas de Autores Portugueses. 5ª. Série. Sem indicação de data e de responsavel pela edição.]
World Press Cartoon
SINTRA 2009
Helder Oliveira
Expresoo, 15/3/2008
[World Press Cartoon. ISBN 978-972-99654-8-7]
Novos Blogs Caldenses
No espaço de uma semana 4 novos blogs caldenses. São eles:
- Museu Bernardo
- Heavenly
- Isabel Gouveia
- Confraria do Príapo
Os respectivos links encontram-se devidamente identificados na nossa Estante Caldense.
terça-feira, 5 de maio de 2009
374ª. Página Caldense
BOA VIDA E BONS NEGÓCIOS

"É verdade que ninguém se revê naquela figura de barba mal aparada, chapéu e colete rústicos, mas está em causa mais do que uma imagem. Apesar de todas as operações de cosmética a que possa ser submetido, o Zé Povinho é um estado de alma que reaparece frequentemente, sobretudo em tempos de crise. Representa o conformismo do povo português perante os poderes instituídos - e, ocasionalmente, a indignação que toma forma naquele gesto típico, o manguito."
[Companhia Boa Vida e Bons Negócios. Revista da Companhia de Seguros Fidelidade-Mundial , SA - nº. 14 Dezembro de 2008]
domingo, 3 de maio de 2009
373ª. Página Caldense
"Distracções e Passeios"
"As Caldas da Rainha, mostrando que é uma estancia de cura e repouso e ao mesmo tempo de alegria e prazer, oferecem as banhistas e simples visitantes inúmeras distracções. No parque há concertos de banda militar, remagem nos barcos do lago, tenjis, croquet e excelentes passeios à sombra; na mata há retiros ensombrados esplêndidos, jogo da bola e da malha, concursos hípicos anuais a que concorrem sempre os melhores cavaleiros portugueses, desfrutando da parte alta um panorama encantador, distinguindo-se ao longe as silhuetas da lagoa e castelo de Óbidos. No «club», que ultimamente foi transformado ao gosto moderno, há concertos por escolhido sexteto, jazz-band, bailes, bilhar e sala de leitura.”[…]
[Álbum das Caldas. Caldas da Rainha. Número 4.1933.Director e Editor J. Fernandes dos Santos. Composição e IUmpressão: Tipografia Caldense. Dimensão: 21,30 x 27,00 cms.]
sábado, 2 de maio de 2009
372ª. Página Caldense
"Nas Caldas da Rainha a cerâmica é antiga. Com a Rainha D. Leonor, as termas e o desenvolvimento progressivo da povoação, a cerâmica desenvolveu-se, conhecendo-se peças do século XV. Modernamente a fábrica de D. Maria dos Cacos, a quem Gomes Mafra sucedeu foi a mais importante até Rafael Bordalo Pinheiro.
Rafael Bordalo Pinheiro Fundou a sua fábrica em 1884. Dirigiu-a de 1884 a 1905. Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro continuou-lhe a obra. A obra de Rafael Bordalo e Manuel Gustavo como ceramistas é notabilíssima, sem par entre nós. Perto das Caldas a fábrica do Juncal (1770 a 1876) é também digna de registo, como digna de registo foi a passagem do escultor Costa Mota, sobrinho, pela cerâmica caldense. Rafael Bordalo foi o nosso Bernardo Palissy.”
Rafael Bordalo Pinheiro Fundou a sua fábrica em 1884. Dirigiu-a de 1884 a 1905. Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro continuou-lhe a obra. A obra de Rafael Bordalo e Manuel Gustavo como ceramistas é notabilíssima, sem par entre nós. Perto das Caldas a fábrica do Juncal (1770 a 1876) é também digna de registo, como digna de registo foi a passagem do escultor Costa Mota, sobrinho, pela cerâmica caldense. Rafael Bordalo foi o nosso Bernardo Palissy.”
[Cerâmica Portuguesa. Colecção Patrícia, dirigida por Albino Forjaz Sampaio da Academia de Ciências de Lisboa, desenhos de Saavedra Machado, capa de Jorge Barradas. Publicada em Lisboa pela Empresa do Dário de Notícias, 1931]
sexta-feira, 1 de maio de 2009
371ª. Página Caldense
ÁLVARO D'OLIVEIRA
"O espírito satírico pode assumir duas formas de expressão, distintas mas complementares: uma literária - a satírica; outra - plástica - a caricatura.
Sob o ponto de vista plástico porém, o trabalho do caricaturista releva uma dimensão diferente, se não mesmo antagónica da do retratista. Ao contrário do retrato que procura atenuar os defeitos do real, a caricatura procura, pelo exagero do traço, o seu aprofundamento. E isto fundamentalmente porque, enquanto o retratista procura o sublime, o intemporal,o intemporal, a eternidade para o seu modelo e luta contra o tempo, o caricaturista adere ao tempo, inscreve-se no próprio tempo, situa a essência e o objectivo do seu trabalho no imediato e no transitório, arrancando o modelo da eternidade para o quotidiano, desce-o do seu pedestral e denuncia-lhe o carácter episódico, anedótico numa palavra, caricatural. Esta denúncia todavia, dá à caricatura um papel parodoxal que é o seu: deformar para corrigir. Isto é, a caricatura exagera o traço, deforma o real, para criticar e critica, satiriza, para corrigir, para deformar, em geral, os costumes morais e políticos.
A caricatura mergulha assim, as suas raízes mais profundas no devir histórico da realidade política e social."
Nuno Severiano Teixeira [Introdução]
[Caricaturas Políticas. Álvaro d´Oliveira. Editora Sementeira.Tiragem 1000 exemplares. Janeiro de 1985.]
quarta-feira, 29 de abril de 2009
Confraria do Príapo - Parte II
Café Pópulos
Ontem, um grupo de caldenses concretizou a realização da Confraria do Príapo.
Sabendo nós que o Príapo é o deus da fertilidade podemos dizer que a cerimónia decorreu com toda a vitalidade.
A partir de agora, Confrades e “Confradas” vão meter as mãos à obra e tudo fazer para divulgar e recriar a cerâmica erótica das Caldas.
A notícia da criação desta confraria suscitou as mais diversas reacções, na sua maior parte muito positivas. Um exemplo desse facto é o conjunto de comentários recebidos. Nunca foram tantos!...
Nem a Rainha D. Leonor, ou Rafael ou Columbano Bordalo Pinheiro, ou El-Rei D. João II, ou o pintor Malhoa, ou a arte da caricatura, temas habitualmente tratados neste blog, despertaram tanta curiosidade.
É um assunto com imensas potencialidades, que desperta um vivo interesse e suscita muita curiosidade quanto ao modo como pode vir a ser encarado.
Indissociável da nossa tradição, o falo das Caldas, nas suas mais variadas vertentes, é sem qualquer sombra de dúvida um elemento enriquecedor da nossa cultura.
Sabendo nós que o Príapo é o deus da fertilidade podemos dizer que a cerimónia decorreu com toda a vitalidade.
A partir de agora, Confrades e “Confradas” vão meter as mãos à obra e tudo fazer para divulgar e recriar a cerâmica erótica das Caldas.
A notícia da criação desta confraria suscitou as mais diversas reacções, na sua maior parte muito positivas. Um exemplo desse facto é o conjunto de comentários recebidos. Nunca foram tantos!...
Nem a Rainha D. Leonor, ou Rafael ou Columbano Bordalo Pinheiro, ou El-Rei D. João II, ou o pintor Malhoa, ou a arte da caricatura, temas habitualmente tratados neste blog, despertaram tanta curiosidade.
É um assunto com imensas potencialidades, que desperta um vivo interesse e suscita muita curiosidade quanto ao modo como pode vir a ser encarado.
Indissociável da nossa tradição, o falo das Caldas, nas suas mais variadas vertentes, é sem qualquer sombra de dúvida um elemento enriquecedor da nossa cultura.
domingo, 26 de abril de 2009
O Lugar do Vento
[César Francisco Martins Alves - Blog: Olhares]
O lugar do vento
Desde sempre quis saber porque razão se chama moinho a este pequeno navio.
As velas projectam a velocidade que não desloca o moinho mas, pelo contrário, interioriza essa velocidade e transforma-a em farinha de milho e de trigo.
Alguns teimosos ainda fazem pão verdadeiro
porque recusam o pão de plástico do hipermercado.
De vez em quando um cabo trava o movimento das velas
tal como a âncora que imobiliza o navio, no sossego da tarde, no tempo suspenso,
no lugar do vento onde se junta o sal do mar e a argila desta terra singular.
A terra de onde parti e aonde hei-de voltar um dia para descansar perto do lugar do vento, sem obter resposta para a minha dúvida de sempre:
saber porque razão se chama moinho a este pequeno navio.
Desde sempre quis saber porque razão se chama moinho a este pequeno navio.
As velas projectam a velocidade que não desloca o moinho mas, pelo contrário, interioriza essa velocidade e transforma-a em farinha de milho e de trigo.
Alguns teimosos ainda fazem pão verdadeiro
porque recusam o pão de plástico do hipermercado.
De vez em quando um cabo trava o movimento das velas
tal como a âncora que imobiliza o navio, no sossego da tarde, no tempo suspenso,
no lugar do vento onde se junta o sal do mar e a argila desta terra singular.
A terra de onde parti e aonde hei-de voltar um dia para descansar perto do lugar do vento, sem obter resposta para a minha dúvida de sempre:
saber porque razão se chama moinho a este pequeno navio.
José do Carmo Francisco
[É bom receber poesia como prenda. Um poema do amigo José de Carmo Francisco]
sexta-feira, 24 de abril de 2009
Uma Questão de Saúde
Jean-Honoré Fragonard
quinta-feira, 23 de Abril de 2009 19:11
Quem mais lê melhor cuida da sua saúde, conclui estudo
Quem lê livros é mais capaz de adoptar estilos de vida saudável, de gerir as doenças e de compreender a mensagem do médico, conclui um estudo sobre os hábitos de leitura realizado em centros de saúde.
“Há uma relação positiva entre os níveis de literacia dos cidadãos e o nível de saúde de uma população”, afirmam os médicos Rosa Costa e Rui Macedo, num trabalho apresentado hoje na Feira do Livro de Coimbra, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Livro.
O trabalho, sobre hábitos de leitura e compra de livros, jornais e revistas, foi realizado através de questionário, entre 2 e 11 de Março último a utentes de dois centros de saúde de Coimbra onde estes médicos desenvolvem a actividade clínica, o da Fernão de Magalhães, e o de S. Martinho do Bispo.
Diário Digital / Lusa
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