CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



sexta-feira, 1 de maio de 2009

Leituras de Fim de Semana

371ª. Página Caldense

CARICATURAS POLÍTICAS

ÁLVARO D'OLIVEIRA

"O espírito satírico pode assumir duas formas de expressão, distintas mas complementares: uma literária - a satírica; outra - plástica - a caricatura.

Sob o ponto de vista plástico porém, o trabalho do caricaturista releva uma dimensão diferente, se não mesmo antagónica da do retratista. Ao contrário do retrato que procura atenuar os defeitos do real, a caricatura procura, pelo exagero do traço, o seu aprofundamento. E isto fundamentalmente porque, enquanto o retratista procura o sublime, o intemporal,o intemporal, a eternidade para o seu modelo e luta contra o tempo, o caricaturista adere ao tempo, inscreve-se no próprio tempo, situa a essência e o objectivo do seu trabalho no imediato e no transitório, arrancando o modelo da eternidade para o quotidiano, desce-o do seu pedestral e denuncia-lhe o carácter episódico, anedótico numa palavra, caricatural. Esta denúncia todavia, dá à caricatura um papel parodoxal que é o seu: deformar para corrigir. Isto é, a caricatura exagera o traço, deforma o real, para criticar e critica, satiriza, para corrigir, para deformar, em geral, os costumes morais e políticos.

A caricatura mergulha assim, as suas raízes mais profundas no devir histórico da realidade política e social."

Nuno Severiano Teixeira [Introdução]

[Caricaturas Políticas. Álvaro d´Oliveira. Editora Sementeira.Tiragem 1000 exemplares. Janeiro de 1985.]

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Confraria do Príapo - Parte II

"Leda e o Cisne" , de Ferreira da Silva
Café Pópulos

Ontem, um grupo de caldenses concretizou a realização da Confraria do Príapo.

Sabendo nós que o Príapo é o deus da fertilidade podemos dizer que a cerimónia decorreu com toda a vitalidade.

A partir de agora, Confrades e “Confradas” vão meter as mãos à obra e tudo fazer para divulgar e recriar a cerâmica erótica das Caldas.

A notícia da criação desta confraria suscitou as mais diversas reacções, na sua maior parte muito positivas. Um exemplo desse facto é o conjunto de comentários recebidos. Nunca foram tantos!...

Nem a Rainha D. Leonor, ou Rafael ou Columbano Bordalo Pinheiro, ou El-Rei D. João II, ou o pintor Malhoa, ou a arte da caricatura, temas habitualmente tratados neste blog, despertaram tanta curiosidade.

É um assunto com imensas potencialidades, que desperta um vivo interesse e suscita muita curiosidade quanto ao modo como pode vir a ser encarado.

Indissociável da nossa tradição, o falo das Caldas, nas suas mais variadas vertentes, é sem qualquer sombra de dúvida um elemento enriquecedor da nossa cultura.

domingo, 26 de abril de 2009

O Lugar do Vento

Moinhos do Oeste
[César Francisco Martins Alves - Blog: Olhares]

O lugar do vento

Desde sempre quis saber porque razão se chama moinho a este pequeno navio.
As velas projectam a velocidade que não desloca o moinho mas, pelo contrário, interioriza essa velocidade e transforma-a em farinha de milho e de trigo.

Alguns teimosos ainda fazem pão verdadeiro
porque recusam o pão de plástico do hipermercado.
De vez em quando um cabo trava o movimento das velas
tal como a âncora que imobiliza o navio, no sossego da tarde, no tempo suspenso,
no lugar do vento onde se junta o sal do mar e a argila desta terra singular.

A terra de onde parti e aonde hei-de voltar um dia para descansar perto do lugar do vento, sem obter resposta para a minha dúvida de sempre:
saber porque razão se chama moinho a este pequeno navio.
José do Carmo Francisco

[É bom receber poesia como prenda. Um poema do amigo José de Carmo Francisco]

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Uma Questão de Saúde

A leitora (1770-1772)
Jean-Honoré Fragonard

quinta-feira, 23 de Abril de 2009 19:11

Quem mais lê melhor cuida da sua saúde, conclui estudo

Quem lê livros é mais capaz de adoptar estilos de vida saudável, de gerir as doenças e de compreender a mensagem do médico, conclui um estudo sobre os hábitos de leitura realizado em centros de saúde.

“Há uma relação positiva entre os níveis de literacia dos cidadãos e o nível de saúde de uma população”, afirmam os médicos Rosa Costa e Rui Macedo, num trabalho apresentado hoje na Feira do Livro de Coimbra, no âmbito das comemorações do Dia Mundial do Livro.

O trabalho, sobre hábitos de leitura e compra de livros, jornais e revistas, foi realizado através de questionário, entre 2 e 11 de Março último a utentes de dois centros de saúde de Coimbra onde estes médicos desenvolvem a actividade clínica, o da Fernão de Magalhães, e o de S. Martinho do Bispo.

Diário Digital / Lusa

Confraria do Príapo

Príapo - Casa Vetti, Pompeia, Século I

Projecto de Estatutos da
Confraria do Príapo

Capítulo I
Denominação, Sede e Objecto
Artigo 1º
(Denominação e Sede)
1. É constituída a Confraria do Príapo, doravante designada por Confraria.
2. A Confraria identifica-se pelos símbolos que vierem a ser aprovados em Assembleia-Geral.
3. A Confraria tem a sua sede nas Caldas da Rainha, durando por tempo indeterminado.

Artigo 2º
(Objecto Social)
1. A Confraria é uma pessoa jurídica de direito privado e sem fins lucrativos, tendo por objecto social defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo.
2. A Confraria privilegia uma abordagem cultural, artística e elegante do seu objecto social, rejeitando toda e qualquer iniciativa que se caracterize pela vulgaridade, grosseria e ofensa social.
3. Na prossecução do seu objecto, a Confraria propõe-se:
a) Promover o registo e a defesa do falo e de toda a cerâmica erótica das Caldas da Rainha;
b) Incentivar a inovação na abordagem artística e criativa;
c) Estimular a produção de peças com qualidade certificada;
d) Apoiar iniciativas de investigação e divulgação;
e) Promover conferências, exposições, concursos e outros eventos;
f) Identificar peças e colecções ligadas à cerâmica erótica das Caldas da Rainha;
g) Estabelecer relações com entidades, nacionais e estrangeiras, cujo objecto seja similar ou complementar ao da Confraria;
h) Colaborar com os órgãos locais, regionais, nacionais e internacionais de cultura, comércio, turismo e indústria cerâmica, em todas as acções que interessem ao seu objecto social.

Capítulo II
Dos Confrades
Artigo 3º
(Admissão e Demissão)
1. Os membros da Confraria denominam-se Confrades.
2. São admitidos como Confrades os candidatos que se identifiquem com o seu objecto social, aceitem os Estatutos e sejam aprovados em Assembleia-Geral, por proposta de pelo menos dois Confrades.
3. Perdem a qualidade de Confrades, aqueles que o requeiram por escrito ou que violem os Estatutos, de forma grave ou reiterada.
4. A demissão de Confrade carece de confirmação em Assembleia-Geral.

Artigo 4º
(Direitos)
1. Constituem direitos dos Confrades:
a) Participar na vida e actividades da Confraria;
b) Usar os símbolos da Confraria;
c) Eleger e ser eleitos para os órgãos sociais da Confraria.
2. Os direitos dos Confrades cessam no caso de incumprimento dos deveres estabelecidos.

Artigo 5º
(Deveres)
Constituem deveres dos Confrades:
a) Cumprir os Estatutos e os Regulamentos da Confraria, bem como as deliberações da Assembleia-Geral;
b) Defender e prestigiar o bom nome da Confraria;
c) Colaborar nas actividades da Confraria, conforme as suas possibilidades.

Capítulo III
Dos Órgãos Sociais
Artigo 6º
(Órgãos Sociais)
1. Os órgãos sociais da Confraria são:
a) Assembleia-Geral, dirigida por um Presidente, um Vice-Presidente e um Secretário;
b) Conselho Fiscal, composto por um Presidente, um Vice-Presidente e um Secretário;
c) Direcção, composta por um Presidente, um Vice-Presidente, um Tesoureiro, 1 Secretário e 3 Vogais.
2. Os órgãos sociais são eleitos pelo período de dois anos, podendo ser reeleitos, apresentando-se as listas a sufrágio para a totalidade dos cargos.
3. Os Confrades eleitos mantêm-se em funções até ao 15º dia seguinte ao da eleição dos novos corpos sociais.
4. Os órgãos sociais e os Confrades que os compõem podem ser destituídos em Assembleia-Geral.
5. O ano social coincide com o ano civil e a fracção do primeiro ano de mandato conta como um ano completo.

Artigo 7º
(Assembleia-Geral)
1. A Assembleia-Geral é o órgão máximo da Confraria, deliberando sobre as competências e decisões dos demais órgãos sociais.
2. A Assembleia-Geral reúne ordinariamente no primeiro trimestre de cada ano, para apreciar o relatório e contas do exercício findo e aprovar o orçamento e plano de actividades para o ano seguinte.
3. A Assembleia-Geral ordinária tem carácter electivo de dois em dois anos.
4. A Assembleia-Geral reúne extraordinariamente quando assim o requeiram a Direcção ou um quinto dos Confrades, com uma finalidade legítima, devendo sempre expor os motivos da convocatória e a ordem de trabalhos.
5. As reuniões da Assembleia-Geral são convocadas pela Direcção com uma antecedência mínima de quinze dias, por anúncio público no principal órgão de comunicação social local, contendo a indicação do dia, hora, local da reunião e respectiva ordem de trabalhos.
6. A Assembleia-Geral delibera, em primeira convocação, com a presença de pelo menos metade dos Confrades, ou com qualquer número de Confrades trinta minutos depois da hora marcada na convocatória.
7. Cada Confrade tem direito a um voto, sendo as deliberações da Assembleia-Geral tomadas por maioria simples dos Confrades presentes.
8. As votações em Assembleia-Geral são efectuadas por voto secreto.
9. As deliberações da Assembleia-Geral são registadas em Acta pelo Secretário, sendo esta assinada pelos membros da Mesa.
10. A acta deverá ser enviada a todos os Confrades no prazo de 60 dias.

Artigo 8º
(Conselho Fiscal)
1. O Conselho Fiscal reúne ordinariamente uma vez por ano e extraordinariamente sempre que se justificar, mediante convocatória do seu Presidente, deliberando apenas com a maioria dos seus membros presente.
2. O Conselho Fiscal pronuncia-se sobre o relatório e contas da Confraria, assim como pela interpretação e cumprimento dos Estatutos.
3. As decisões do Conselho Fiscal são registadas em Acta, sendo esta assinada pelos seus membros.

Artigo 9º
(Direcção)
1. A Direcção reúne ordinariamente quatro vezes por ano e extraordinariamente sempre que se justificar, mediante convocatória do seu Presidente, deliberando apenas com a maioria dos seus membros presente.
2. À Direcção compete gerir os assuntos correntes da Confraria e representá-la externamente, propondo à Assembleia-Geral as decisões que competem a este órgão.
3. As decisões da Direcção são registadas em Acta, sendo esta assinada pelos membros presentes.
4. A Confraria obriga-se mediante a assinatura de dois dos seus membros, entre o Presidente, o Vice-Presidente e o Tesoureiro.

Capítulo IV
Disposições Finais
Artigo 10º
(Alteração dos Estatutos)
Os Estatutos podem ser alterados por deliberação de dois terços dos Confrades presentes em Assembleia-Geral.

Artigo 11º
(Dissolução da Confraria)
A Confraria pode ser dissolvida por deliberação de dois terços dos Confrades presentes em Assembleia-Geral.


Príapo, Man Ray

Certificado de Admissibilidade de Firma ou Denominação

Código de Certificado de Admissibilidade: 6678-4122-8110
Número do Certificado de Admissibilidade: 2009026216

Firma ou denominação aprovada para os elementos abaixo indicados:
CONFRARIA DO PRÍAPO
Com o NIPC: 508949661

Certificado requerido por:
Nome: Teresa Maria Sampaio Pereira Monteiro
Identificação: Número de inscrição na Ordem dos Notários - 00066

Para efeitos de constituição de: Associação de direito privado
Sede: Concelho de Caldas da Rainha, distrito de Leiria
Objecto social:
Defender, valorizar e promover, com identidade própria, a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, de que o falo é a principal peça e símbolo. Privilegia uma abordagem cultural, artística e elegante do seu objecto social, rejeitando toda e qualquer iniciativa que se caracterize pela vulgaridade, grosseria e ofensa social. Na prossecução do seu objecto propõe-se a promover o registo e a defesa do falo e de toda a cerâmica erótica das Caldas da Rainha, incentivar a inovação na abordagem artística e criativa, estimular a produção de peças com qualidade certificada, apoiar iniciativas de investigação e divulgação, promover conferências, exposições, concursos e outros eventos, identificar peças e colecções ligadas à cerâmica erótica das Caldas da Rainha, estabelecer relações com entidades, nacionais e estrangeiras, cujo objecto seja similar ou complementar ao da Confraria, colaborar com os órgãos locais, regionais, nacionais e internacionais de cultura, comércio, turismo e indústria cerâmica, em todas as acções que interessem ao seu objecto social.
Aprovado por:
Ana Cristina Cabaço Leonardo Ramos, Conservador auxiliar
Emitido em: 14-04-2009
Válido até: 14-07-2009 (inclusive)
Utilização do certificado: Por utilizar



quinta-feira, 23 de abril de 2009

Apresentação de Livro

CENTRO CULTURAL E DE CONGRESSOS

Apresentação de livro «A EDUCAÇÃO DO MEU UMBIGO» DE PAULO GUINOTE
25 Abril 2009 18:00 Pequeno Auditório

"A Educação do Meu Umbigo" começou por ser um blogue e Paulo Guinote estava longe de imaginar que, poucos anos depois, os seus textos seriam publicados num livro.Segundo a Porto Editora, o blogue de Paulo Guinote "ganhou o estatuto de referência mobilizadora da revolta de toda uma classe profissional", a dos professores.

A verdade é que "A Educação do Meu Umbigo" é um exemplo de como a blogosfera se transformou num espaço de intervenção cívica, com grande poder de influência aos mais diferentes níveis, nomeadamente político.Agora, em formato de livro, o projecto de Paulo Guinote ganha um outro estatuto, chegando a novos leitores e com o claro objectivo de alimentar o debate sobre uma das áreas mais importantes da sociedade: a Educação.

São 400 páginas que revisitam o que de mais importante se passou nos últimos anos no âmbito da realidade educativa em Portugal, “lançando um olhar ácido sobre situações, protagonistas e outras incredulidades que têm afligido o nosso sistema educativo”, como refere Paulo Guinote.

Textos que revelam um conhecimento de causa incontestável e que contribuíram para transformar este como o "blogue-bandeira" de toda uma classe e, ao mesmo tempo, um espaço incómodo para determinados círculos.Organizado numa perspectiva cronológica, o livro constitui um documento fundamental para perceber as polémicas que marcam a agenda da política educativa no nosso país.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

370ª. Página Caldense

Balneário das Águas Santas
Caldas da Rainha

"V Exposição Agrícola Pecuária Industrial e de Antomóveis no Parque do Hospital Rainha D. Leonor das Caldas da Rainha 21 a 28 de Agosto de 1927

O maior certame realisado em Portugal

Inauguração e abertura do certame por S. Exª. o Presidente da República, Governo e Entidades oficiais. - Missa Campal celebrada por S. Exª. Revmª. o Bispo de Leiria, seguida de procissão a S. Izidoro patrono dos lavradores e benção de gados. - Parada Agrícola. - Festa dos Bombeiros Portuguezes. - Orfeão composto por 300 figuras. - Concertos pelas bandas da Guarda Nacional Republicana, pela do Corpo de Marinheiros, Infantaria 5 e mais 15 filarmónicas. - Excursões. - Demonstrações de maquinaria agrícola e outros acessórios. - Touradas. - Desafios de Foot-Baal. - Animatógrafo ao ar livre e explendido serviço de restaurant no recinto da exposição. - jazz-band. - Concertos de Telefonia sum Fios. - Verbenas organisadas por senhoras Hespanholas e Portuguesas. - Fogos de artifício. - Cascatas e repuchos luminosos." [Página 3]

369ª. Página Caldense

JOSHUA BENOLIEL
1873-1932
REPÓRTER FOTOGRÁFICO - PHOTOJOURNALIST

Fotógrafo na feira das Caldas da Rainha, 1909
[Página 159]


[Joshua Benoliel 1873 - 1932. Repórter Fotográfico. Photojournalist. Este catálogo foi publicado por ocasião da exposição que decorreu na Cordoaria Nacional, Lisboa, de 18 de Maio a 21 de Agosto de 2005. Câmara Municipal de Lisboa]

terça-feira, 21 de abril de 2009

Proposta de Leitura ao Serão


GOVERNANTES NOJENTOS
Terry Dearly
Colecção História Horrível, Publicações Europa América

Exposição Universal de Paris 1889

Exposição Universal de Paris, cartaz
Panorama da exposição no Campo Marte e Torre Eiffel
Reprod. seg. fot., A. desc.in O Ocidente, Lisboa 1889,
vol. 12, pp. 140-141

120 anos da Exposição Universal de Paris de 1889

A partir de hoje e na companhia indispensável de Rafael Bordalo Pinheiro vamos evocar a Exposição Universal de Paris de 1889. Toda a documentação reunida no blog Expo Paris 1889.

sábado, 18 de abril de 2009

368ª. Página Caldense


Projecto para Monumento
a Rafael Bordalo Pinheiro
da Autoria de Francisco Elias

Os meus agradecimentos ao Sr. Joaquim Baptista pela cedência da fotografia deste estudo de um projecto nunca concretizado.

367ª Página Caldense


Bordalo Contemporâneo
e Contemporâneos com Bordalo
[Bordalo Contemporâneo e Contemporâneos com Bordalo. Galeria NovaOgiva. Óbidos. 22 de Novembro a 31 de Janeiro de 2008]

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Café Literário

Café Literário

Autor Convidado

José Ricardo Nunes

Livro:
Versos Olímpicos


Chá de Limão, Rua Dr. Leão Azedo

Dia 17 de Abril de 2009 (Sexta-Feira)
21,30 Horas

Loja 107 partilhando leituras com a cidade