CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



sexta-feira, 13 de fevereiro de 2009

350.ª Página Caldense

O ANTÓNIO MARIA, 27 DE MAIO DE 1892
[Página 469]



"O Sr. Guilherme de Azevedo teve a rara generosidade de, afim de soccorrer os operariso sem trabalho, nos enviar, por intermedio da redação do Commercio do Porto, a quantia de 20$000 reis, retirados da importancia d'uma quête feita em paris e Londres a favor das familias, agora já remediadas, dosnpescadores da Povoa, quantia que vamos destribuir pelos operarios das Caldas.

Agradecendo do fundo d'alma, a levantada acção do sr. Guilherme de Azevedo, aproveitamos este momento para aui signalar a nossa opinião acerca do modo, ultimamente tão discutido, de distribuir soccorros a pessoas pobres e desarrumadas.

Somos contra a distribuição de donativos uma vez que a verba destinada para estes attinja numa certa grandeza.

Um donativo de dez, quinze ou vinte mil reis pode temporariamente remediar a situação de quem o recebe mas só temporariamente. O futuro continua sem garantia, completamente sujeito a contingencias, a acasos. Depois - e é este o supremo mal dos donativos pecuniarios - enquanto o dinheiro dura, amollece-se a actividade do operario que, momentaneamente amparado por uma ephemera fortuna, deixa de trabalhar e de procurar trabalho, ficando asim enterrado, passados dias, na mesma miseria.

Com as quantias subscriptas pela caridade nacional, promovam-se trabalhos e distribua-se trabalho em vez de se distribuir dinheiro.

Quando são as classes agora em mais afflictivas circumstancias: os typographos, os oleiros, os marceneiros? Mandem reimprimir obras raras da nossa litteratura, encommendem peças de ceramica, encommendem peças de mobiliario.

Assim de accudiria á pobreza d'esses operários, cujo trabalho poderia ser vantajosamente aproveitado e cuja actividade por esta forma se robusteceria, longe de enfranquecer."

349.ª Página Caldense

O ANTÓNIO MARIA, 20 DE MAIO DE 1892
[Página 461]

"Relação nominal dos operários que se encontram em penosas circumstancias (sic) pela paragem dos trabalhos da fabrica de faianças das Caldas da Rainha e que foram generosamente contemplados por S. M. a Rainha a srª. D. Maria Pia com a quantia de 225;000 réis distribuidos aos mesmos empregados no dia 14 de maio de 1892."

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

348.ª Página Caldense

O ANTÓNIO MARIA
30 de Abril de 1892, página 444


Agradecendo

"Tocada pela deploravel situação dos operários da Fábrica de Faianças das Caldas, há longo tempo sem trabalho, do producto da kermesse tirou S. M. a Rainha Viuva a quantia de duzentos e vinte e cinco réis que generosamente nos enviou para serem distribuidos por aquellas bem pouco felizes creaturas.

É com suprema alegria que aqui registramos e commovidamente agradecemos a levantada acção da caridosa Rainha."

347.ª Página Caldense

VIVA DARWIN

Caricatura em cerâmica da autoria de "Constantinos".

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009

346.ª Página Caldense

ROTEIRO BREVE DA BANDA DESENHADA EM PORTUGAL
Desde a Picaresta Viagem à Pior Banda do Mundo
CARLOS PESSOA


"Existe um acto fundador da banda desenhada portuguesa, uma data a partir da qual se possa considerar estarmos perante histórias aos quadradinhos no sentido moderno do termo? Sim, respondem os especialistas. Para uns, a resposta consiste em "conferências Democráticas", de Rafael Bordallo Pinheiro, publicada em 1891 em A Berlinda, que João Paiva Bóleo e Carlos Bandeira Pinheiro consideram ser a primeira banda desenhada nacional. Para outros, porém, só se pode falar autenticamente em banda desenhada a partir de Apontamentos de Raphael Bordallo Pinheiro sobre a Picaresca Viagem de do Imperador Rasilb pela Europa, também de Raphael Bordallo Pinheiro, publicada em álbum em 1872. "[Pág. 12]


[Roteiro Breve da Banda Desenhada em Portugal, da Picaresca Viagem à Pior Banda do Mundo. Carlos Pessoa. Editor: CTT Correios de Portugal SA. Edição realizada em Junho de 2005, por Norprint, numerada e autenticada pelo Editor, com uma tiragem limitada a 7000 exemplares contendo os 4 selos e o bloco da emissão filatélica "Heróis Portugueses da Banda Desenhada". ISBN 972-9127-94-8. Exemplar 2978.]

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

344.ª Página Caldense


O ANTÓNIO MARIA
Vol. XII - N.º 458
30 de Dezembro de 1897
[Anúncios]

343.ª Página Caldense

O ANTÓNIO MARIA
N.º 469, 14 DE ABRIL DE 1898

O CALDEIRÃO DA POLITICA

(Impressões de um Cozinheiro)

Politica: - Que tal achas?

: - Semsaborão! Falta de tomates!

Assinado: Rafael Bordalo Pinheiro

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

342.ª Página Caldense

ROTEIRO ARTESÃO PORTUGUÊS
ESTREMADURA

"Zé pacóvio
Zé povinho
Por tais nomes sou crismado.
Dai-me destas, dai-me vinho
Se me querem animado!

Assim nada m'importa,
Esta vida são dois dias
Quer vá direita ou torta
Nada me mete arrelias.

Perseguido e vencido
Tal sorte nunca me larga.
Hei-de ser até morrer
Eterno burro de carga.

Extraído de um texto de Calderon Dinis, intitulado Tipos e Factos de Lisboa do Meu Tempo." [Página 62]


[Roteiro Artesão Português 8. Estremadura. Maria Natália Almeida D'Eça. Edição de Autor. 1.ª Edição 1000 exemplares. 1995.]

1.º Encontro de Bloggers do Oeste







Para quem já leu o post a propor a realização do 1.º Encontro de Bloggers do Oeste, solicitamos que anotem a alteração da data do dia 14 para 21 de Março. Tudo o mais mantem-se.

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

1.º Encontro de Bloggers do Oeste

O amigo Zé Ventura lançou o repto: concordei de imediato. Vamos promover o 1.º Encontro de Bloggers do Oeste.

Como não poderia deixar de ser, recomenda-se uma jantarada, que será no dia 21 de Março, sábado, pelas 20,00 Horas. Local escolhido: O Zé do Barrete, na Cova da Onça.

As inscrições (nome do participante, nome do blog e número de telemóvel), podem ser feitas na
Electrolider, ou na
Loja 107, Livraria (ambos na Rua Heróis da Grande Guerra, em Caldas da Rainha)
ou por meio dos seguintes endereços electrónicos:
zeventura@netvisao.pt
loja107@sapo.pt

Quanto ao custo do jantar, saber-se-á na altura do pagamento.

Será que nesse dia, iremos jantar o Zé Ventura e eu, ou teremos companhia?

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

341.ª Página Caldense

BORDALO

Sobretudo no verão de pouco serve
Salvo a chimpanzé de pano de pó
A vida cabe num instante breve
Passa na travessa um sol-e-dó

Amanhã ficamos em Fernão Pó
E para que a noite seja leve
Dormimos os dois numa cama só
- Olha-me a ideia que ela teve

Mais assassina inesperada rima
Que do meritíssimo o veredicto
Desilude a gente mas anima

Um bote de artista que não falha
E ao apurar a gesta da navalha
Assina a sorte com um manguito

Júlio Pomar
[Jornal das Letras, 28 de Janeiro - 10 de Fevereiro de 2009]