CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

337.ª Página Caldense


UMA JOANINHA A VOAR
DIREITO À DIFERENÇA
História de ALEXANDRE HONRADO com a raparigada e a rapaziada das Caldas da Rainha a dar ideias

"Sinto-me voar, eu, que há anos que sou uma espécie de nuvem, céu azul á minha volta, um coração algures, e muitas gotinhas ora brancas ora pesadas de chuva miudinha-grossa ideias que me vou dando, águas de cultura que me vão dando e eu bebendo. Sinto-me voar. E hoje sou Joaninha, e hoje tenho as cores que me apetece, e vou de ramo em flor mais ágil que uma abelha, que essa é cera e mel e eu sou mais, eu sou o Sol e o céu dentro da cabeça, rodopio, pião, arco-íris, luz e multidão...Sinto-me voar,"

[Uma Joaninha a Voar Direito à Diferença. Autores: Alexandre Honrado com a raparidada e a rapaziada das Caldas da Rainha a dar ideias. Ilustradores: Joana Rita, Tatiana Abreu, João Vargas, Hugo Viegas e Ana Raquel. ISBN: 972-98484-0-8. Ano de edição: 2000.Colecção a Ponte nr. 1]

domingo, 4 de janeiro de 2009

336.ª Página Caldense

O ANTÓNIO MARIA - 27 DE MARÇO DE 1884 - Página 98

A SEMANA

"O acontecmento industrial foi a chegada do nosso amigo Feliciano Bordallo Pinheiro, que regressou do Brazil, onde percorreu os centros mais importantes, na aquisição de accionistas para a grande Fábrica de Faianças que a empresa Bordallo Pinheiro, coadjuvada por subito número dos nossos primeiros capitalistas, vai brevemente construir nas Caldas da Ranha.

O acolhimento que o nosso amigo obteve n'aquele império foi ainda além das suas arrojadas previsões, podendo aferir-se por elle que o desenvolvimento artístico d'aquelle ramo de indústria attingirá proximamente entre nós importancia ainda superior à que já o tornou notável nos tempos do marquez de Pombal, e em que poucos dias veremos conhecidos e apreciados na Europa os nossos productos ceramicos, então porventura em rivalidade com as mais finas faianças de Saxe."

335.ª Página Caldense

O ANTÓNIO MARIA – 10 DE JANEIRO DE 1884 – Página 11

A SEMANA

"Muita falta de assuntos a primeira semana do ano novo…

Ao começar julgámos que os altos poderes políticos que nos regem, empanturrados de peru e broa de milho ao ponto de se lhe tocar com dedo, estavam em casa estendidos sobre o fofo sofá de molas, de coletes desabotoados para facilitar a operação do chylo, não tardando porém que, uma vez satisfeitas as urgências da digestão, saltassem lestos para o seio da representação nacional, desabotoando aí os alçapões da eloquência sobre as importantes questões que se acham fermentando no amassadoiro das reformas.

Qual carapuça!...

A política impanzinada chegou ao parlamento de língua de fora, não lhe sobrando o fôlego senão para nomear comissões, n’aquela azáfama de afazeres de quem não tem nada que fazer.

Abençoadas broas e abençoado peru! Ao menos, em quanto se opera aquela digestão de jibóia e a politica descansa a nomear comissões, em vez de se ocupar em lançamentos de decimas,

Descansamos nós também
No chão deitados de costas;
Que em quanto o pau vai e vem
Sempre vão folgando as costas…"

334.ª Página Caldense

O ANTÓNIO MARIA – 3 DE JANEIRO DE 1884 – Página 6

A ANO NOVO

"Ei-lo! O jovem recém vindo!
- Ora, então, seja bem vindo
Ao país formoso e lindo
Onde cresce a laranjeira…
Aos seus dons faço justiça,
Mas hei-de ir logo ir ouvir missa,
Porque, enfim, sempre me enguiça,
Começando à quinta feira…

Além d’este, só existe,
Mais funesto que lemiste,
Outro agoiro negro e triste,
Que me oprime e que me pese:
- Fora se o ano aziago,
Abrenúncio! Saramago!
Além do dia presságio,
Começaste em dia 13!...

Mas, com meio enguiço apenas,
Virão misérias pequenas;
E, com rezas e novenas,
Talvez que o mal se debele…
- Consultei a pitonisa,
E, eis que ela profetisa:
«Ides ficar sem camisa,
Mas ninguém vos tira a pele…»

N’estes termos, pois, já vemos,
Que os males não são extremos,
E que um recurso inda temos
Na rica pele que nos resta:
Quando o erário, enfim, exausto,
Já não der p’ra o régio fausto,
Oferta-a em holocausto,
P’ra ser o bombo da festa!...

Eia, pois! Nada de sustos!
Não virão tempos adustos…
E, demais, somos robustos,
Temos bom lombo p’ra carga…
O melhor, penso p’ra mim,
É suportar o selim,
Deixar girar o marfim…
E o coração sempre à larga…

Isto assentado, isto posto,
É mostrar alegre o rosto;
Que nem sombra de desgosto,
Nos venha atrasar o chilo…
P’ra que ver as coisas lívidas,
Se elas são róseas e vívidas?
Tristezas não pagam dívidas…
Ora, pois, sebo de grilo!

E, em suma, quando o diabo,
De raiva mordendo o rabo,
Protestar, enfim, dar cabo
Da desditosa Parvónia,
Temos certo que Inglaterra
- Visto que aos mortos se enterra –
Nos dá dois palmos de terra…
… E Deus Fontes super omnia!..."

Pan
(Pseudónimo de Alfredo Morais Pinto, que também assina Pan-Tarântula)

sábado, 3 de janeiro de 2009

333.ª Página Caldense

A FOZ DO ARELHO NA LENDA E NA HISTÓRIA
JAIME UMBELINO

[...]"Segundo essa antiga lenda, teria existido no Monte do Facho, um poderoso castelo, cujo último senhor teria sucumbido aos golpes traiçoeiros de uma outra personagem lendária: o barão do Penedo Furado. E acontece que, em todo o decorrer da narração, é citada a Lagoa que, nas suas águas tranquilas, tinha, do lado nascente, o Penedo Furado, em cujas escarpas assentavam os paredões do antigo castelo, sendo alheio a um e outro o povoado da actual Foz do Areho, o que o põe totalmente "fora da lenda"."[...]


[A Foz do Arelho na Lenda e na História. Jaime Umbelino. Edição do Autor. 1000 Exemplares. 2006.]

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Livros de Mais


No final do ano passado foi publicado um livro cujo título é: “Livros de mais, Ler e Publicar na Era da Abundância”.

Nunca um livro foi mais actual, com a particularidade de o título retratar uma situação que é vivida no dia a dia de qualquer livraria.

O autor, Gabriel Zaid, vive na cidade do México com a artista Basia Batorska, três gatos e dez mil livros.

Antes de ter lido o livro senti logo uma grande afinidade com o autor.

Tal, deve-se à particularidade de também viver com gatos, de estar rodeada de milhares de livros e principalmente, de me preocupar com o facto de haver livros de mais.

“Nasce um livro de trinta em trinta segundos”, informa o autor.

Certamente que cá em Portugal a média não é esta. Não sei qual é.

Claro está, que li este livro. E a sua leitura suscitou-me algumas considerações enquanto livreira, e relativamente ao mercado do livro em Portugal.

Umas das minhas preocupações é sem sombra de dúvida a quantidade desmesurada dos livros publicados entre nós.

E isto porque:

- Não chego a tomar conhecimento dos inúmeros títulos que diariamente saem para o mercado; se há editores que dão a conhecer as suas publicações, outros há, talvez devido à sua dimensão, que acreditam nos dotes adivinhadeiros dos livreiros;

- Como resultado dessa atitude, ou os seus títulos são falados nos média, e aí tornam-se conhecidos, ou então passam para o limbo dos títulos desconhecidos;

- E esta situação acentuou-se com a possibilidade de publicação “a pedido”;

- E da oferta que nos é feita, que livros escolher? Dado o facto impossível (tanto sob o ponto de vista económico, como logístico) de encomendar todos os livros que são publicados, que critério aplicar na sua selecção? O título mais comercial? O autor de nome mais sonante? O mais “intelectual”? O mais barato? O mais caro? O que oferece mais desconto? O da capa ais apelativa? Utilizar a técnica do “achamento”: Eu acho que? …

- Depois temos outro problema: os custos dos portes, que se estão a tornar incomportáveis; não esquecer que a minha realidade não está localizada em Lisboa, ou Porto, onde a entrega de livros é frequentemente feita num curto espaço de tempo e directamente pelo editor/distribuidor;

- Tempo de entrega das encomendas? Temos de tudo; desde a entrega no dia seguinte ao pedido, até … quando chegar logo se vê;

- Quando um determinado livro é sujeito a uma grande procura, por vezes certas livrarias fazem encomendas muito significativas, e pura e simplesmente deixa de haver mais livros para distribuição; mais tarde aparecem, resultante de devoluções;

- Este parágrafo é inesperado; então queixo-me que há livros de mais, e depois não tenho livros para vender? Mas é um facto; incongruências do mundo livreiro…

- Eis que os livros chegam à livraria, onde é necessário efectuar todo um trabalho de carácter administrativo: conferi-los e marcá-los, fazer uma ficha bibliográfica; todos nós sabemos que o Livreiro é por principio um individuo possuidor de uma certa cultura (será?); mas daí a saber classificar todos os livros quanto ao assunto versado, vai uma grande distância; porque não trazem uma pequena ficha técnica à semelhança da generalidade das edições estrangeiras, de onde consta a classificação do assunto?

- Agora torna-se necessário arrumá-los; torná-los visíveis aos olhos de um potencial cliente é a nossa intenção; como consegui-lo sem anular a visibilidade dos livros recebidos ontem? E isto considerando que nem todas as livrarias são da dimensão de um estádio de futebol (só que com muito menos espectadores…)

- E depois, vendê-los? Trabalhamos para um nicho de mercado, menos de 50% da população portuguesa, compra 1 livro por ano. Qual a percentagem de livros comprados dos muitos que semanalmente são postos no mercado? Alguém sabe?

- Livros há que recebo x exemplares; 3/4 meses depois continuam os mesmos x exemplares. Pergunto: falta de visibilidade? Título não atractivo? Autor desinteressante? No mínimo, uma (minha) má compra.

- Mais um elemento: a moda de publicar por quem está na moda. O facto de se ser visível, de aparecer, não quer dizer que tenha algo a escrever. Mas por aqui não quero entrar; a qualidade de muitos livros publicados – é a qualidade mensurável? com que critérios? - deixa muito a desejar.

- Será viável uma política de publicação desenfreada, em que o objectivo é a ocupação de espaço comercial, e não quebrar de modo algum a cadeia de publicação em cascata?

Estas são algumas considerações – básicas e exclusivamente profissionais – que me suscitou a leitura de “Livros de mais. Ler e Publicar na Era da Abundância”.

Uma certeza tenho: no mundo da edição estamos a viver acima das nossas possibilidades, mesmo assim, não satisfazendo as nossas necessidades, pois inúmeros títulos de obrigatória publicação, estão esgotados.

Já nem ouso referir o facto de tanto papel gasto inutilmente...

Serão estas as considerações atabalhoadas de uma livreira que não sabe o que há-de fazer a tantos livros?

Será o desabafo fracassado de quem não conseguiu publicar um único livrito?

Será que o cemitério dos livros criado por um autor muito em voga existe mesmo? Não me custa em crer.

Será o desejo íntimo de um ano editorial diferente para 2009?

É, sem dúvida.

PS: não existe qualquer semelhança entre o que aqui ficou escrito e o conteúdo do livro mencionado.

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

332.ª Página Caldense

FIGURA DE MOVIMENTO - VELHA MARIA - 1901
Rafael Bordalo Pinheiro
Postal Edição IPPC
PRATO CAMACHO -1892
Rafael Bordalo Pinheiro
Postal Edição: IPM
JARRA ALGAS - 1905
Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro
Postal Edição IPPC
BILHA DE SERENATA - 1896
Rafael Bordalo Pinheiro
Postal Edição: IPPC

CANUDO POPA - 1900
Rafael Bordalo Pinheiro
Postal Edição: IPPC

JARRA MAGNÓLIA - 1900
Fábrica de Faiança das Caldas da Rainha
Postal Edição: IPM

JARRA - 1892/1896
Atelier Cerâmica, Visconde de Sacavém
Postal Edição: Museu da Cerâmica

JARRA DO DR. FEIJÃO - 1888
Rafael Bordalo Pinheiro
Postal Edição: IPPC

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

O Povinhorum Contribuintibus

Eis-nos chegados ao fim do ano de 2008.

Foram 365 dias vividos com a intensidade possível e um interesse moderado. Um ano de coisas boas e de outras más, apresentando um saldo a tender para o negativo.

Não resisto a recorrer a Rafael Bordalo Pinheiro que me ajudará a sintetizar a situação que hoje nos é dado viver
.


No início de um novo ano, o de 1883, Rafael desenha “Botânica Política – O Povinhorum Contribuintibus”.

Passo a descrever. Zé Povinho é uma árvore de raízes bem assentes na terra. Pelo tronco acima desliza um sem número de políticos, que se vão agarrando aqui e ali com o intuito de treparem por ali acima.

Juntamente com os políticos e seus aprendizes, alguns membros do clero. Não esquecendo os capitalistas. Tantos são e é tal o seu empenho, que o tronco vai secando, secando, de tanto ser sugado…

Em segundo plano e com a descrição devida, observam a situação um burguês acompanhado por um membro da realeza.

Nos extremos desta árvore empestada de parasitas, nuns ramos um tanto ou quanto débeis, florescem meia dúzia de folhas e algumas florecas.

Quando os parasitam lá chegarem, desaparecerão.

A legenda desta página é “Árvore que começa a rebentar e dará fructos se a limparem do phylloxera e outros parasitas”.

Esta imagem tem 125 anos. Tendo em atenção as devidas diferenças existentes entre a sociedade de 1883 e a actual, esta imagem mantém uma inquietante actualidade.

Mérito de Bordalo? A intemporalidade da caricatura? Infelicidade nossa?

“O Povinhorum Contribuintibus”, continua a existir: somos nós.

BOTANICA POLITICA

O Povinhorum Contribuintibus
[Publicado no dia 4 de Janeiro de 1883, n’O António Maria.]

sábado, 27 de dezembro de 2008

331.ª Página Caldense

OS SUCESSORES DE ZACUTO
O ALMANQUE NA BIBLIOTECA NACIONAL DO SÉCULO XV AO XXI
ALMANACH DE CARICATURAS PARA 1874
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO
[179]



ALMANACH DE CARICATURAS PARA 1875 -2.º ANNO
ALMANACH DE CARICATURAS PARA 1876 -3.º ANNO
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO
[179]
ALMANACH BIJOU 1881
BRINDE AOS CONSUMIDORES DA CASA HAVANEZA - PRAÇA DO LORETO, LISBOA
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO
[66]


[Os Sucesores de Zacuto. O Almanaque na Biblioteca Nacional do século XV ao XXI. Coordenação: Rosa Maria Galvão. Pesquisa, índices e revisão: Aurora Machado. Apresentação: João Luis Lisboa. Biblioteca Nacional. Bibliografias BN.1000 Exemplares. Edição: 2002, Lisboa. ISBN: 972-565-337-8.]

330.ª Página Caldense

GENTE RISONHA
Palavras sobre a caricatura e alguns caricaturistas do nosso tempo, no primeiro serão d'arte do Salão de Humoristas do Porto
NUNO SIMÕES
[...]
Carlos Parreira, um artista, que vosselencias mal conhecem, mas cuja prosa é dum maravilhoso lavor de outomnerias, conta não sei onde, este episódio do velho Egipto, das múmias e dos túmulos.

Mandára o senhor castigar o camponez que não pagou ou dizimos; a vergasta da palmeira escevêra hieroglifos de sangue na pelle do escravo. E o bronze da revolta, sob o açoite retesou-se; na sua face erecta passou um estremeçao de dôr que, reprimido um momento, foi sorriso e logo se tranfez em pantomina.

Devia ter nascido, assim, o humor.
Mais tarde, esculptando máscaras e máscaras, mudando a dôr em esgar ou da expressão mais séria truncando a sombra cómica, o humor criou Poncio Pilatos, Voltaire e Don Quixote e o Romantismo attribui-lhe as culpas de, nas tragédias anónimas, rasgar as calças, ao heroe, no quinto acto.

Depois o humor ter-se-hia modificado, e parece que entre nós, de favor em favor, não tardou que ao humor dessem um lugar na Academia - onde sinceramente a historia ia rinchando - uma carteira entre os dignos pares, onde, pelos óculos, pela calva luzidia e pelos ditos conspicuos, foram descobril-o limpando o suor do rosto - penhor immortal da sua dedicação patriótica.

O humor teria assim tido a sua mór expressão na calva do poder legislativo...

Os bons tempos do mestre Rafael Bordalo!

[Gente Risonha. Palavras sobre a caricatura e alguns carcaturistas do nosso tempo, no primeiro serão d'arte do Salão dos Humoristas do Porto. Autor: Nuno Simões. Livraria Clássica Editora de A. M. Teixeira. Praça dos Restauradores, 17. Ano de edição: 1915.]

Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal

Catarina Cardoso enviou-me ma mensagem a perguntar-me que informações dispunha sobre “O Gafanhoto”.

Passo a responder, recorrendo ao ”Dicionário de Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal”, de Leonardo de Sá e António Dias de Deus.


Passo a transcrever da entrada relativa a:

BORDALLO PINHEIRO, Manuel Gustavo:

[…] “Teve extensa participação, com cartoons, ilustrações e histórias aos quadradinhos, em “A Paródia”, desde o começo, em 1930, continuando a publicação após a morte de Raphael, até 1907. Em Abril de 1903, aparecia o primeiro número da luxuosa revista infantil “O Gafanhoto”. Tinha como directores Henrique Lopes de Mendonça (autor da letra de “A Portuguesa”) e Thomaz Bordallo Pinheiro, respectivamente cunhado e irmão do grande Raphael. “O Gafanhoto” teve o primeiro herói (homónimo) dos quadradinhos infantis portugueses, desenhado por Manuel Gustavo. Todavia, a quase totalidade das ilustrações era de origem estrangeira. Exceptua-se, ainda, Francisco Valença, autor das capas, numa das quais figura um gafanhoto.

A revista acabou no número 24, em 1904. Em Janeiro de 1910, foi posto à venda o primeiro número da 2.ª. série de “O Gafanhoto”. Pode dizer-se que a preciosa revista tinha o destino ligado ao regime monárquico – sobreviveu-lhe apenas três meses, extinguindo-se no n.º 24, em Dezembro.” [pág. 25]

Por agora é tudo; é meu desejo que estas informações lhe sejam úteis.

Se descobrir mais elementos, transmitirei. Muito obrigada pelos votos de Boas Festas.Bom Ano Novo.

[Dicionário dos Autores de Banda Desenhada e Cartoon em Portugal. Leonardo de Sá e António Dias de Deus. Edições Época de Ouro. 1.ª Edição , Novembro de 1999. Tiragem: 2000 Exemplares. ISBN 972-98395-0-6]

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Poses Natalícias


A todos os amigos que me enviaram os seus votos de Boas Festas e de Feliz Ano Novo, em meu nome, Garfield agradece e retribui.