CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Últimas Notícias

HAYNES KING
1831-1904
THE MORNING PAPER

Artistas do Traço

MASTERS OF CARIACTURE
FROM HOGARTH AND GILLRAY TO SCARF AND LEVINE
WILLIAM FEAVER

[Masters of Caricature, from Hogarth and Gillray to Scarf and Levine. Introduction and commentary by William Feaver. Edited by Ann Gould. Published in the United States by Alfred A. Knopf, Inc, New York. 1981.
ISBN 0-394-50904-B]

Heróis na Cozinha

CARNET DE LA CAMBUSE
LES RECETTES DE CORTO MALTESE
[Carnet de la Cambuse - Les recettes de Corto Maltese. Michel Pierre. Casterman. ISBN 978-2-203-00578-5]

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Leitoras

CHARLOTTE SALOMON

222.ª Página Caldense - 2.ª parte


Caro Victor:
Por vezes a realidade retira todo o encantamento ao imaginário. O verso do postal confirma-o. Refere assuntos verdadeiramente prosaicos - a recepção de um extracto de facturas...

222.ª Página Caldense

ESTANCIA TERMAL
[Carimbo de Correio aplicado num Bilhete Postal (endereçado à firma Lopes e Filho), com os dizeres: Estancia Termal, aberta de Maio a 31 de Outubro - Caldas da Rainha. Data: 21 de Maio de 1932]

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Café Literário

Café Literário

A Loja 107 tem o prazer de informar que no próximo dia 25 de Janeiro de 2008, realizará o seu primeiro Café Literário do presente ano.

O autor convidado é o Professor Fernando Rosas autor de: Lisboa Revolucionária - Roteiro dos Confrontos Armados do Século XX, publicado no final do ano passado.

A apresentação do autor e da sua obra estará a cargo do Dr. Telmo Faria.
Este Café Literário é realizado em colaboração com o PH – Associação Património Histórico.

Como sempre, no Café Pópulos, no próximo dia 25 (de Janeiro de 2008 - sexta feira), pelas 21,30 horas, esperamos por si.

Loja 107, Partilhando Leituras
«Este livro é sobre a Lisboa revolucionária do primeiro terço do século XX, com um salto para a sua breve revivescência insurreccional de 1974/75. Melhor dizendo, pretende representar fotograficamente os teatros físicos lisboetas dessa espécie de guerra civil intermitente que, tendo a capital do país como principal e decisivo cenário, marcou a crise agónica do constitucionalismo monárquico e do republicanismo que lhe sucedeu, até ao advento da Ditadura Militar e ao difícil parto do Estado Novo. Conjuntura revolucionária muito mais tarde redesperta, quase meio século depois, quando, sempre com Lisboa em fundo, o golpe militar do 25 de Abril de 1974 derrubou o Governo de Marcelo Caetano e o que restava do velho Estado Novo, transformando-se, com o fazê-lo, na Revolução de 1974/5. Assim sendo, procurei em primeiro lugar fixar os principais acontecimentos que marcaram, pelo seu simbolismo, pela sua repercussão política, militar e social, pela sua violência, esse longo período de sucessivos confrontos que atravessaram o fim de um século de liberalismo oligárquico, monárquico e republicano, primeiro, e de quase meio século de Ditadura Militar e de ditadura salazarista, depois.»

221.ª Página Caldense

PERGAMINHOS DAS CALDAS
FERNANDO DA SILVA CORREIA

"Insere-se a publicação desta obra póstuma no programa das comemorações centenárias de Fernando da Silva Correia, iniciadas com a exposição intitulada Fernando da Silva Correia (1893-1967), Apontamento bio-biográfico, que teve lugar no edifício do Palácio Real em fins de Maio de 1993, com o apoio do Centro Hospitalar das Caldas da Rainha."

[Pergaminhos das Caldas. Selecção e Notas: Fernando da Silva Correia. Revisão e estabelecimento do texto: Paula Cândido e João B. Serra. Nota prévia: Mário G. Gonçalves. Edição: PH - Associação Património Histórico.Colecção: Estudos e Documentos. Impressão e acabamento: Grafiartes (Rio Maior). 1.º Edição, Julho de 1995. Tiragem: 1000 Exemplares. ISBN 972-8154-07-0]

220.ª Página Caldense


RECORDANDO
ERNESTO MOREIRA

"Nesta brochura fica transcrito o fruto desta descolorida e serôdia tentativa jornalística, publicada por iniciativa do Montepio das Caldas da Rainha, cujo eventual produto constituirá o início de um fundo para a criação dum tão desejado como necessário «Lar para os sócios idosos do Montepio.»

[Recordando. Autor: Ernesto Moreira. Edição do Montepio das Caldas da Rainha. Impressão: Gracal Gráfica Caldense. Setembro de 1988. Edição: 1000 Exemplares.]

domingo, 13 de janeiro de 2008

O Gato do Tolentino



Uma mesa de plástico, branca
junto da tarde que morre
e renasce por pequenas paixões
de repente estávamos sozinhos
as ilhas muito inacessíveis
agora que escureceu
o menor desejo teria um sentido delicado
os olhos velozes de um gato
viam coisas belas
lado a lado com os homens
pareciam quase não ter sofrido

a mesa estava encostada às janelas do café
e nós de forma desolada
ignorados, aturdidos, de passagem
não muito mais

procuro desse facto uma versão
que me não conduza à inconfidência

era uma mesa lisa, branca
uma razão soletrava ao acaso
a medida soberana do incerto

olhos velozes de um gato
os teus olhos


José Tolentino Mendonça
BALDIOS, Assírio & Alvim, 1999

Página da autoria da Margarida Aráujo.

sábado, 12 de janeiro de 2008

219.ª Página Caldense

1/2 dúzia de gatos de Rafael Bordalo
O ANTÓNIO MARIA
1 de Janeiro de 1880
O Ano de 1880
O ANTÓNIO MARIA
5 de Janeiro de 1882
A Critica
O ANTÓNIO MARIA
4 de Janeiro de 1883
Quinto Ano
O ANTÓNIO MARIA
10 de Fevereiro de 1883
A estampa carnavalesca do nosso último número

O ANTÓNIO MARIA
10 de Fevereiro de 1883
O Carnaval de Lisboa
O ANTÓNIO MARIA
Ano VI - 1884 - Pág. 240

[O António Maria - 1.ª Série - Jornal de Rafael Bordalo Pinheiro publicado entre 1979 (12 de Junho) e 1885 (21 de Janeiro. Ao longo do tempo, colaboraram: Guilherme de Azevedo, Ramalho Ortigão, Alfredo de Morais Pinto, Manuel Gustavo Bordalo Pinheiro e Columbano Bordalo Pinheiro.]

Zé Povinho face à Europa


Tratado Europeu
Com a devida vénia, transcrição da caricatura publicada no Inimigo Público - 11 de Janeiro de 2008, da autoria de António Jorge Gonçalves.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

218.ª Página Caldense

A INSPIRAÇÃO FOLCLÓRICA NA OBRA DE RAFAEL BORDALO PINHEIRO
LUIS CHAVES

"Tudo servia a Rafael Bordalo Pinheiro para expressão do seu pensamento. A perscrutação investigadora, o elemento activo que o inspirava, a relacionação entre as perspectivas espirituais, abertas na frente da sua atenção viva e perspicaz, o aproveitamento de todos os factores dinamizadores de sugestão, podem simbolizar-se na mão aberta, fina, e perita ao serviço da inteligência.

A mão agarrava quanto lhe servisse para rir, e servisse também para elucidar, por ilustração de figuras conhecidas e pitorescas, o riso que a vida nacional lhe provocava.
[...]
Rafael Bordalo não teve de se arrepender. Nunca perdeu a ternura de português, nem deixou de buscar a lenha portuguesa para lhe aqueceu a inspiração.
[...]
Desceu Bordalo até ao povo e trouxe de lá inspiração para a sua obra de artista. Com ela iluminou costumes e mostrou contrates. Sentiu verdades e castigou enganos. Foi ilustrador da vida popular, sentindo-a. Foi mestre do sentimento nacional, ensinando os que o ignoravam. O cardo floriu com o rócio da sua comoção, e ele, Bordalo, foi a abelha do verso de Junqueiro:

E ao calix verginal, da pobre flor vermelha
Ia buscar, zumbindo, o mel doirado a abelha!"

[A Inspiração Folclórica na Obra de Rafael Bordalo Pinheiro. Luis Chaves. Edições José Fernandes Júnior. Lisboa. 1937. 48 páginas numeradas + capas.]

Bordalo em Lisboa

no Museu Rafael Bordalo Pinheiro, em Lisboa