CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



terça-feira, 1 de janeiro de 2008

206.ª Página Caldense

ILUSTRAÇÃO - Publicação Quinzenal
Ano 2.º - Número 41 - 1 de Setembro de 1927

"Os certames que a antiga vila, hoje pequena cidade, das Caldas da Rainha vem há anos organizando, são sempre brilhantes provas da actividade e do desenvolvimento da região que as Caldas dominam, constituindo ao mesmo tempo uma parada imponente da indústria nacional.

A V Exposição, há dias inaugurada,confirma brilhantemente as tradições dos anos anteriores e gostosamente a essa esplêndida iniciativa a «Ilustração» dá o concurso da sua publicidade, fazendo votos porque o exemplo da nova cidade das Caldas da Rainha, seja seguido por outras regiões do país, que o trabalho e a actividade dos seus habitantes teem tornado prósperas."
"Parque das Caldas - A explanada dos srs. Sousa e Galinha, correspondentes da «Ilustração» naquela cidade."
"O stand dos srs. Orey Limitada, de Lisboa, rua 24 de Julho 42, representantes das marcas de automóvel Lincoln, Ford e Fordson, onde se tornou notada pela elegância e boa execução da carrosserie feita nas suas oficinas, uma Camionette Ford para passageiros."

"Um caldense que se deixa florir com o melhor dos seus sorrisos."

"O stand dos artistas, à beira do lago do Parque, projecto do arquitecto Paulino Montez."

"Durante a cerimónia da inauguração: a tribuna do elemento oficial."

"Os representantes do governo percorrendo o recinto da exposição."
"O desfile das várias corporações de bombeiros."

"Exercícios dos Bombeiros."

"O stand da Salsicharia Favorita de Lisboa, rua do Século, 167, 171, dos srs. Fernando de Moraes & Filhos, onde duas interessantes raparigas belgas teem passado os dias fazendo sandwichs de fiambres e mortadelas de sua fabricação que teem sido muito apreciadas pelos inúmeros visitantes da Exposição."

"Stand dos srs. Shirley & C.ª, de Lisboa, rua do Arsenal, 124, 1.º onde estão expostos os sensacionais candieiros «Petromax», de luz incandescente a petróleo, próprios para iluminação pública, casas de campo, casinos, cafés, etc. A fotografia deste stand foi tirada às 23 horas sem auxílio de magnésio pelo fotógrafo da «Ilustração», sr. Mário de Novais."

[A reportagem sobre a V Exposição das Caldas da Rainha, ocupa 7 páginas e apresenta um total de 23 fotografias.Ilustração. Propriedade e Edição: Aillaud Lda, Rua Anchieta, 25. Lisboa. Director: João da Cunha de Eça. Director Técnico: Feliciano Santos.]

segunda-feira, 31 de dezembro de 2007

Página de Fim de Ano

O MOSCARDO - ANO I - N.º 3
10 DE JUNHO DE 1913
As "festas" da cidade

Alface: - Então, "seu" Zé, está contentinho com as minhas festas?
Zé: - Ora se estou! Junto d'uma alface d'estas até me sinto grilo...

Francisco Valença
B o a s F e s t a s

sexta-feira, 28 de dezembro de 2007

205.ª Página Caldense


Associação Musial - 10.º e Último Concerto Clássico - Real Teatro de S. Carlos
24 de Junho - 3.ª Época - 1882
Rafael Bordalo Pinheiro

O meu agradecimento ao Diamantino Fernandes pela partilha desta peça

204.ª Página Caldense


Associação Musical - 7.º Concerto Clássico - Real Teatro de S. Carlos
3.ª Época - 1882
Rafael Bordalo Pinheiro

O meu agradecimento ao Diamanatino Fernandes pela partilha desta preciosidade Bordaliana

quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

203.ª Página Caldense

O NATAL DOS MENINOS BONITOS DA NAÇÃO
O ANTÓNIO MARIA
29 DE DEZEMBRO DE 1881
RAFAEL BORDALO PINHEIRO

[À esquerda: Good Morning: "os meninos bonitos que teem broas" (o governo : todos a rir). À direita: Good Night: "os meninos bonitos que não teem broas" (a oposição : sobrolho carregado). Ao centro: uma árvore de Natal e sob esta um Zé Povinho, de mãos nos bolsos, alheio ao que se passa em seu redor, dorme.]

terça-feira, 25 de dezembro de 2007

201.ª Página Caldense

O meu presente de Natal

História de uma velha
que tinha um gato








Rafael Bordalo Pinheiro

Comércio do Porto Ilustrado, 1894

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Boas Festas (3)

[ in O PRESÉPIO EM PORTUGAL - ALEXANDRE NOBRE PAIS - Caleidoscópio ]

NATAL

Ninguém o viu nascer.
Mas todos acreditam
É um menino e é Deus.
Na Páscoa vai morrer, já homem,
Porque entretanto cresceu
E recebeu
A missão singular
De carregar a cruz da nossa redenção.
Agora, nos cueiros da imaginação,
Sorri apenas
A quem vem,
Enquanto a Mãe,
Também
Imaginada,
Com ele ao colo,
Se enternece
E enternece
Os corações,
Cúmplice do milagre, que acontece
Todos os anos e em todas as nações.

Miguel Torga
(Diário Vols IX a XVI - 1999
Publicações Dom Quixote)

Com as belas e ternas palavras de um grande escritor, os meus mais sinceros votos de Festas Felizes.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Serenata


"Acabou-se esta cantiga,
Vamos agora à chacota.
Já enchemos a barriga,
Sigamos nossa derrota!


Rico vinho, santa broa
Calça o fraco, veste os nus!
Voltaremos a Lisboa
Pró ano, querendo Jesus!"

Vitorino Nemésio (Janeiras)


Boas Festas (2)

A "MINHA" ÁRVORE GANHOU VIDA
AS BOAS FESTAS DA CRIANÇADA DA ESCOLA DA ENCOSTA DO SOL


PUER NATUS EST NOBIS

"Dos contos de fadas da
minha infância, esta da Divina
Criança era dos mais maravilhosos. Não
faltavam os exóticos magos guiados
pela mística estrela, a noite gelada, os
mansos animais, o desvalido ermo, a pobreza
transformada em glória. O bem
sucedido parto de uma virgem, tantos séculos
antes das pesquisas genéticas. O pior
foi quando quiseram contar o Tempo
a partir desta história. Podiam ter escolhidos
outra, com um fim menos cruel. Antes
a da Cinderela ou a do Príncipe Sapo, onde
todos viveram felizes para sempre. Sempre?
E o que é?

Sempre?"
Inês Lourenço

sábado, 22 de dezembro de 2007

Boas Festas (1)




Chove. É dia de Natal.
Lá para o Norte é melhor:
Há a neve que faz mal.
E o frio que ainda é pior.



Fernando Pessoa

Os Gatos de Afonso Lopes Vieira

OS ANIMAIS NOSSOS AMIGOS
versos de AFONSO LOPES VIEIRA
ilustrações de RAUL LINO

"O Gato

O gato, à sua janela,
ao Sol, que brilha fulgindo,
vai dormindo
vai pensando
e vai sonhando:

- «Ó minha linda casinha,
tu és minha, muito minha,
nem há outra melhor que ela ...»
[Pág. 25]

O gato, à sua janela,
ao Sol, que brilha fulgindo,
vai dormindo,
vai pensando
e vai sonhando:

- «Pelas noites de invernia,
quando o vento, num lamento
muito lento, muito longo,
muito fundo, de agonia,
ruge e muge,
e a chuva bate à janela,
nos vidros fina a tinir...,
ai com é bom,
ai como é bom dormir
ao serão, todo enroscado
ao pé do lume doirado,
fazendo ron-ron, ron-ron..."

-«Ó minha linda casinha,
tu és minha, muito minha,
nem há outra melhor que ela ...»

O gato, à sua janela,
ao Sol, que brilha fulgindo,
vai pensando,
vai dormindo
e vai sonhando:

- «Não tenho inveja a ninguém:
nem aos pássaros no ar
a voar,
nem aos cavalos saltando,
galopando,
nem as peixinhos no mar
a nadar;
não tenho inveja a ninguém,
aqui da minha janela
onde me sinto tão bem ...»

- «Ó minha linda casinha,
tu és minha, muito minha,
nem há outra melhor que ela ...» "

[Animais nossos Amigos. Versos de Afonso Lopes Vieira. Ilustrações de Raul Lino. Livros Cotovia. Lisboa, 1992. ISBN 972-8028-15-6. Conforme 1.ª edição da Livraria Ferreira, 1911]

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

200.ª Página Caldense

CARICATURAS PESSOAIS
F. VALENÇA

Saavedra Machado
"Tão hábil no manejo do lápis como no da pena Saavedra Machado encetou a publicação de O desenho e as mulheres no labor artístico de Rafael Bordalo, esplêndida obra que põe em foco o luminoso génio do Mestre, sob aqueles aspectos.
Embora farto de lidar com os ossos do Museu Anatómico, que são os ossos do seu ofício, toque nestes que Sempre Fixe lhe estende, Saavedra Amigo! 1926."

[Caricaturas Pessoais. I - Colecção do Sempre Fixe. F. Valença. Edição da Renascença Gráfica. Lisboa. Sem data de Edição.]