CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



sábado, 10 de novembro de 2007

189.ª Página Caldense

ESTUDOS DE HISTÓRIA DO LIVRO
ARTUR ANSELMO

"É curioso que as primeiras gravuras portuguesas da tipografia cristã sejam precisamente o brasão-de-armas nacionais, o brasão da Rainha D. Leonor , a divisa de D. João II (o pelicano) e a divisa da sua mulher (a rede), gravuras publicadas na abertura da "Vita Christi", bem perto dos blocos que representam a cena do Calvário (de averiguada proveniência germânica) e dos Dignatários em adoração, (que poderá em sido aberto em Portugal com a intenção de representar o casal régio).

[Estudos de História do Livro. Artur Anselmo. Guimarães Editores. 1.ª Edição, Lisboa, 1997]

Cafés Literários - Alteração

O Café Literário a realizar em parceria com a Centro Hospitar, foi adiado para data a indicar.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Leitores

Si sabrá mas el discipulo ?
Aguafuerte, aguatinta y buril. 218 x 153 mm.
Goya

[Goya, Obra Gráfica Completa. Rafael Casariego, Editorial Casariego, Libreria Facsimilia Y Arte. Madrid. 2004. ISBN 84-86760-72-0]

O Gato de Goya

GATESCA PANTOMINA
Aguafuerte, buril y bruñidor. 179 x 219 mm







Goya, Obra Gráfica Completa
Edition de Rafael Casariego
Editorial Casariego
Madrid, 2004
ISBN 84-86760-72-0

terça-feira, 6 de novembro de 2007

188.ª Página Caldense

ANEDOTAS E EPISÓDIOS DA VIDA
DE PESSOAS CÉLEBRES
LOURENÇO RODRIGUES

[...] "A sua fama atravessou fronteiras. o director de uma grande ilustração inglesa quis levar Rafael para Londres com um ordenado faustoso. Não aceitou e, mais tarde, em uma das suas crises, confessou-se arrependido. Já com filhos, parte para o Brasil em 1875, onde é recebido com as maiores honrarias. Sempre amigo de fazer partidas, uma delas deu brado no Brasil.

Vale a pena contar. O Imperador do Brasil, assim que chegava ao Teatro, metia-se no camarote, e descalçava as botas, calçando regaladamente uns chinelos. Uma noite, o nosso Rafael teve a ideia de abrir a cortina do camarote e roubar as botas ao Imperador que não se desconcertou. Saiu em chinelos, cumprimentou a multidão que o vitoriava e meteu-se na carruagem ... de chinelos."



[Sua Majestade o Imperador do Brasil - Maio de 1880

Álbum das Glórias]

"No Brasil, as mulheres adoravam Rafael mas os políticos não morriam de amores por ele. Um dia, um senador da Câmara, declarou que a sua Pátria acolhia de bom grado os portugueses, quando eles iam de jaleca de briche de trinta botões oferecer o seu trabalho e não precisava de janotas que pagassem a hospitalidade com o escândalo.

Dois dias depois, Rafael Bordalo aparecia em plena tarde na concorrida Rua do Ouvidor, com um extravagante casado de mescla azul e branco e abotoado com trinta exagerados botões. A capital carioca não falou de outra coisa." [Pág. 144]


[Anedotas e Episódios da Vida de Pessoas Célebres. Lourenço Rodrigues. Livraria Popular de Francisaco Franco. Rua de Barros Queirós, 14-18 - Lisboa. Sem data de edição]

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

Conta-me uma História


No próximo sábado - dia 10 - pelas 11.00 horas,
na nossa Esplanada Literária

Inês de Barros Baptista e Vera Pyrrait
apresentarão o seu livro

PEDE UM DESEJO

... a história de duas meninas que voam com um casal de cisnes selvagens, em busca da cidade dos desejos esquecidos...

Loja 107, partilhando histórias

187.ª Página Caldense

A RAINHA D. LEONOR
EXPOSIÇÃO DO MOSTEIRO DA MADRE DE DEUS
[...]
"É no momento em que, pela primeira vez, lhe foi confiado o exercício da regência [a D. João] que pode marcar-se o início da larga e decisiva influência de D. Leonor, princesa e rainha,, na vida social e politica da corte portuguesa. Por graça de estado, por educação e temperamento, sedução pessoal e segurança de critério, abriu-se o seu valimento, sedução pessoal e segurança de critério, abriu-se ao seu valimento, prestigio e poder um caminho rasgado de breves alegrias e muitas preocupações, de esperanças fugazes e mágoas persistentes. Mas a firmeza era o traço assinalado do seu carácter e nunca se perturbou nem abateu. A consciência moral inclinava-a à doçura e à piedade sem, todavia, a apartar das realidades francas da sua condição e estado senhorial." [Pág. 15]

M. Lopes de Almeida

[A Rainha D. Leonor. Exposição no Mosteiro da Madre de Deus. Exposição realizada pela Fundação Calouste Gulbenkian. Lisboa. Dezembro de 1958.]

domingo, 4 de novembro de 2007

Cafés Literários

Folhas de Outono

Como sempre, nesta época do ano, a Loja 107 convida alguns autores a partilharem os seus livros com os seus leitores. A esse conjunto de encontros damos o nome de Folhas de Outono. Eis a nossa programação para o Outono de 2007.






Café Literário
(em parceria com o Centro Hospitalar de Caldas da Rainha)

Dia 16 de Novembro de 2007
Convidados: Prof. Mário Bernardo e Maria Fernanda Romba,
autora do livro do livro "O Meu Caranguejo e Eu."
Conversas em torno da prevenção do cancro da mama
Horas: 18,00 H.
Café Pópulos, Parque D. Carlos I

*****
Lançamento de livroDia 16 de Novembro de 2007
Horas: 0,00 H
Chega o tão esperado livro de J. K. Rowling
Harry Potter e os Talismãs da Morte
na: Loja 107 - Rua Heróis da Grande Guerra, 107

*****
Café Literário
Dia 16 de Novembro de 2007
Autor Convidado: Pedro Bandeira Freire
Conversa em volta do livro: Entrelinhas e Entretelas
(Resumo da matéria dada)
Horas: 21,30 H.
Café Pópulos, Parque D. Carlos I





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Café LiterárioDia 23 de Novembro de 2007
Autor Convidado: Zita Seabra
Conversas em redor do livro "Foi Assim"
Autora apresentada por João B. Serra
Horas: 21,30 H.
Café Pópulos, Parque D. Carlos I



*****

Café Literário
(em parceria com a Associação Património Histórico)
Dia 30 de Novembro de 2007
Convidado: João Teixeira Lopes
Conversas em redor do tema: Politicas Culturais
Horas: 21,30 H.
Café Pópulos, Parque D. Carlos I



Loja 107, a sua livraria partilhando leituras

186.ª Página Caldense

(outras) Paredes de louça caldenses


"A colecção de azulejos é o trabalho mais perfeitamente desenvolvido e mais completo que a fábrica tem produzido."



"Nada mais alegre, mais saudável, mais barato, mais artístico no adorno dos tectos, das paredes, das fachadas dos prédios. Se a fábrica das Caldas tivesse tido o cuidado de pôr à venda leves caixilhos de ferro ou de zinco em que os azulejos se emoldurassem rapidamente, formando uma caixa oblonga destinada a conter vasos de flores, adaptáveis ao peitoril de cada janela, é indubitável que inúmeros habitantes de Lisboa, se teriam dotado com esse cómodo e lindo jardizinho suspenso. "


"E esta leve aplicação de uma fachada de esmalte policromo, coroada de flores ou de folhagens e sobreposta às janelas dos nossos prédios, bastaria para transformara de um dia para o outro no sentido mais característico, mais pitoresco e mais elegante o frontespício dos prédios e o aspecto geral da cidade."

Ramalho Ortigão
in, A Fábrica das Caldas da Rainha, 1891
Fotografias de Margarida Araújo - Rua General Queiroz, Caldas da Rainha, 2007

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

185.ª Página Caldense

RAFAEL BORDALO PINHEIRO
Caricatura
Aguarela colada sobre outra aguarela, 1885
Museu Roque Gameiro, Minde

O meu agradecimento ao João B. Serra pelo envio desta autocaricatura bordaliana.

184.ª Página Caldense

OBRA GRÁFICA
JOÃO ABEL MANTA


RAFAEL BORDALO PINHEIRO
Desenho a carvão, sem assinatura, 1991
[Pág. 12]

[Obra Gráfica. João Abel Manta. Museus Municipais de Lisboa / Museu Rafael Bordalo Pinheiro. Lisboa.1.ª Edição: 2000 Exemplares, 1992]

terça-feira, 30 de outubro de 2007

183.ª Página Caldense

TURISMO
ÁLBUM DE PORTUGAL
TOMO II
"Caldas da Rainha
Terra que se impõe pela tradição secular, engrandecida pelo génio de admiráveis artistas portugueses."
"Pavilhões do Parque - Construção feita ainda sob a direcção de D. Rodrigo Berquó. É aí que que funciona a Escola Industrial e Comercial"


Lago do Parque

Louça das Caldas

"As primitivas peças de louça das Caldas, que ajudaram fortemente a celebrar tão bela cidade, são atribuídas à época da rainha D. Leonor.

A primeira ceramista que apareceu foi a chamada Maria dos Cacos.

A faiança das Caldas de hoje é muito diferente daquela época. A Maria dos Cacos sucederam António de Sousa Liso, José Francisco de Sousa e Francisco Gomes de Avelar que introduziram admiráveis aperfeiçoamentos na faiança das Caldas.

Foi na fábrica de Francisco Gomes de Avelar, em 1884 , que o grande artista Rafael Bordalo ensaiou os primeiros barros da série longa e gloriosa que o havia de imortalizar.

Em seguida a Rafael distinguiram-se José Fuller, o Visconde Sacavém (José) e Costa Mota (sobrinho) que imprimiram à faiança das Caldas uma feição nova.

Francisco Elias, Avelino Belo, José Carlos dos Santos, Acelino Carvalho, Eduardo Elias, Salvador Fausto de Sousa, Raul Figueiredo, José Belo, Germano da Silva, Francisco do Couto e Herculano Serra são hoje os ceramistas que mais se destacam."

"Nas Caldas da Rainha, há excelentes hóteis, pensões, restaurantes, cafés, pastelarias, estação de correio e telégrafo, escolas, instituições de beneficiência, e uma comissão de iniciativa que trabalha, vendo-se o fruto proveniente de muita energia dispendida, que revela à farta a marcha criteriosa para a senda do progresso."


[Turismo. Álbum de Portugal. Tomo II. Praias - Termas. Director: Alfredo Cândido. Colaboração Literária de Acúrcio Cardoso. Tradução em inglês de: Henry Roberts. Tradução em espanhol de: L.S. Puig. Edição e Propriedade da Revista Turismo. 1930.]

O meu agradecimento ao Zé Sequeira pelo empréstimo desta fonte bibliográfica caldense.

domingo, 28 de outubro de 2007

Leituras

A BIBLIOTECA

UMBERTO ECO

[...] "... é preciso decidir se se queremos proteger os livros ou dá-los a ler. Não estou a dizer que é preciso optar por dá-los a ler sem os proteger, mas também não se deve optar por protegê-los sem os dar a ler. E também não pretendo dizer que é preciso encontrar uma posição intermédia. O que é preciso, sim, é que um desses ideais prevaleça, depois logo se procurará fazer as contas com a realidade de modo a defender o ideal secundário. Se o ideal é fazer com que o livro seja lido, há que tentar protegê-lo o mais possível, embora sabendo os riscos que se correm. Se o ideal é protegê-lo, dever-se-á também tentar deixar que o leiam, embora sabendo os riscos que se correm. Neste sentido o problema de uma biblioteca não é muito diferente do de uma livraria.

Há alias, dois tipos de livrarias. Há as livrarias muito sérias, ainda com estantes de madeira, onde, mal entramos, somos logo abordados, por um senhor que nos diz: «Que deseja?», após o que nos sentimos intimidados e saímos: nestas livrarias roubam-se poucos livros. Mas compram-se ainda menos. E há também as livrarias tipo supermercado, com estantes de plástico, onde, principalmente os jovens, circulam, olham, se informam acerca do que vai sendo editado, e aqui roubam-se imensos livros, apesar dos sistemas de detecção electrónica. Podemos surpreender um estudante a dizer: «Ah, este livro é interessante, amanhã venho roubá-lo»."[...] [Pág.42 e 43]

[A Biblioteca. Umberto Eco. Tradução de Maria Luisa Rodrigues de Feitas. Difel, Edição Editorial. 4.ª Edição, Fevereiro de 1998. ISBN 972-29-0174-5]

sábado, 27 de outubro de 2007

182.ª Página Caldense

LUGAR DAS TERMAS
JORGE MANGORRINHA


[Lugar das Termas, Património e Desenvolvimento Regional - As Estâncias Termais da Região Oeste. Autor: Jorge Mangorrinha . Editor: Livros Horizonte. 1.ª Edição: 2000.ISBN 972-24-1107-1]