
Goya, Obra Gráfica Completa
Edition de Rafael Casariego
Editorial Casariego
Madrid, 2004
ISBN 84-86760-72-0

[Sua Majestade o Imperador do Brasil - Maio de 1880
Álbum das Glórias]
"No Brasil, as mulheres adoravam Rafael mas os políticos não morriam de amores por ele. Um dia, um senador da Câmara, declarou que a sua Pátria acolhia de bom grado os portugueses, quando eles iam de jaleca de briche de trinta botões oferecer o seu trabalho e não precisava de janotas que pagassem a hospitalidade com o escândalo.
Dois dias depois, Rafael Bordalo aparecia em plena tarde na concorrida Rua do Ouvidor, com um extravagante casado de mescla azul e branco e abotoado com trinta exagerados botões. A capital carioca não falou de outra coisa." [Pág. 144]
[Anedotas e Episódios da Vida de Pessoas Célebres. Lourenço Rodrigues. Livraria Popular de Francisaco Franco. Rua de Barros Queirós, 14-18 - Lisboa. Sem data de edição]







"Nas Caldas da Rainha, há excelentes hóteis, pensões, restaurantes, cafés, pastelarias, estação de correio e telégrafo, escolas, instituições de beneficiência, e uma comissão de iniciativa que trabalha, vendo-se o fruto proveniente de muita energia dispendida, que revela à farta a marcha criteriosa para a senda do progresso."
[Turismo. Álbum de Portugal. Tomo II. Praias - Termas. Director: Alfredo Cândido. Colaboração Literária de Acúrcio Cardoso. Tradução em inglês de: Henry Roberts. Tradução em espanhol de: L.S. Puig. Edição e Propriedade da Revista Turismo. 1930.]
O meu agradecimento ao Zé Sequeira pelo empréstimo desta fonte bibliográfica caldense.
UMBERTO ECO
[...] "... é preciso decidir se se queremos proteger os livros ou dá-los a ler. Não estou a dizer que é preciso optar por dá-los a ler sem os proteger, mas também não se deve optar por protegê-los sem os dar a ler. E também não pretendo dizer que é preciso encontrar uma posição intermédia. O que é preciso, sim, é que um desses ideais prevaleça, depois logo se procurará fazer as contas com a realidade de modo a defender o ideal secundário. Se o ideal é fazer com que o livro seja lido, há que tentar protegê-lo o mais possível, embora sabendo os riscos que se correm. Se o ideal é protegê-lo, dever-se-á também tentar deixar que o leiam, embora sabendo os riscos que se correm. Neste sentido o problema de uma biblioteca não é muito diferente do de uma livraria.
Há alias, dois tipos de livrarias. Há as livrarias muito sérias, ainda com estantes de madeira, onde, mal entramos, somos logo abordados, por um senhor que nos diz: «Que deseja?», após o que nos sentimos intimidados e saímos: nestas livrarias roubam-se poucos livros. Mas compram-se ainda menos. E há também as livrarias tipo supermercado, com estantes de plástico, onde, principalmente os jovens, circulam, olham, se informam acerca do que vai sendo editado, e aqui roubam-se imensos livros, apesar dos sistemas de detecção electrónica. Podemos surpreender um estudante a dizer: «Ah, este livro é interessante, amanhã venho roubá-lo»."[...] [Pág.42 e 43]