CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quinta-feira, 11 de outubro de 2007

Prémio Nobel da Literatura 2007


DORIS LESSING

"Lá vai gata preta, atarefada, atarefada, verificar focinhos, caudas, pêlos. [...] Gatinhos. Uma criaturinha viva na sua membrana transparente, rodeado pela imundície do seu nascimento. Dez minutos mais tarde, húmido mas limpo, já mamando. Dez dias depois, uma migalha com olhos macios e nebulosos, a boca abrindo-se num silvo de corajoso desafio à enorme ameaça que sente debruçada sobre ele. Nesta altura, em vida selvagem, confirmaria a sua selvajaria, tornando-se um gato selvagem. Mas não, uma mão humana toca-o, um cheiro humano envolve-o, uma voz humana sossega-o. Depressa sai do ninho, confiante de que as gigantescas criaturas à sua volta não lhe farão mal. Cambaleia, depois anda, depois corre a casa toda. [...] Gatinho encantador, gatinho bonito, lindo fofinho pequenino delicioso bichinho - e vai-se embora."

[Edições Cotovia]

quarta-feira, 10 de outubro de 2007

Esplanada Literária

PAULO RIBEIRO CRISTOVÃO

Na nossa Esplanada Literária, no próximo sábado - dia 13 de Outubro de 2007 - Paulo Pereira Cristovão autor de A ESTRELA DE JOANA, tem um encontro marcado com os seus leitores.
(Com todo o respeito pelo autor, a quem numa primeira informação alterei o Pereira por Ribeiro. O nome a seu dono, alteração feita.)

terça-feira, 9 de outubro de 2007

171.ª Página Caldense

O PROGRESSO
Ano I - N.º 38 - 15 de Maio de 1947

UM ASPECTO DO MERCADO (Pág. 13)

JARRA «CALDAS DA RAINHA» (Modelo Escola Bordalo Pinheiro)

UM ASPECTO DO MERCADO DO PEIXE (Pág. 27)

O Milagre das Águas

Dum charco d'água quente, sulfurosa,
Aonde se banhava a pobre gente,
Nasceu, por uma inspiração bondosa,
Esta Terra risonha e atraente.

Foi Dona Leonor, a piedosa,
Quem passando aqui, acidentalmente,
Quis saber, (a mulher curiosa)...
O que era aquela poça d'água quente.

Informada das curas milagrosas,
Quis banhar ali, um seio doente
E, graças a Deus, melhorou e bem.

Qual Dona Isabel, que do pão fez rosas,
A Rainha fez d'essa água nascente
CALDAS DA RAINHA, e ... seguiu além!...

Leonel Cardoso (Capa)

[O Progresso. Ano I - n.º 38. Quinta-feira 15 de Maio de 1947. Director: J. Vieira Pereira. Proprietário: Leonel Sotto-Mayor. Editor: A. C. de Sotto-Mayor. Redacção e Administração: Praça da República, 3-1.º. Caldas da Rainha, Telefone 22. Execução Gráfica: Tip. Caldense. Dimensão: 28,00 x 40,00 cms. 28 Páginas. Desenho da capa assinado por Leonel Cardoso.]

Os meus agradecimentos ao José Sequeira, pela cedência desta peça bibliográfica caldense.

170.ª Página Caldense

José Malhoa
A Mulher do Gato (Retrato)
Óleo sobre tela, 1886

[Este gato veio por via internética, enviado por João B. Serra. A viagem decorreu sem acidentes, e ele cansado, enroscou-se para uma soneca.]

segunda-feira, 8 de outubro de 2007

169.ª Página Caldense

PRATO DE FAIANÇA DAS CALDAS *
THE LITTLE MERMAID
Pastel sobre papel
140 x 110 cm
2003
Colecção Particular

* Mais Informações em http://www.cidadeimaginaria.org/





PAULA REGO
BERNARDO PINTO DE ALMEIDA
Editorial Caminho
Colecção Caminhos da Arte Portugesa no Século XX
ISBN 972-21-1708-4
9,90 Euros

O Gato de Paula Rego

O sossego do Gato
JARDIM DE CRIVELLI (CRIVELLI'S GARDEN)
Acrílico sobre papel montado em tela
190 x 240 cm
1990-1991
National Gallery, Londres
Cortesia Marlborough Fine Art , Londres


[Paula Rego ou a Comédia Humana. Bernardo Pinto de Almeida. Caminho. 2005.Colecção: Caminhos da Arte Portuguesa no Século XX. ISBN 972-21-1708-4]

Café Literário

O VALE DO MINHO
JOÃO NORTE

Café Literário - Dia 12 de Outubro 2007
(Sexta-feira)
Pópulos - Parque D. Carlos I - 21.00 Horas

Loja 107, Partilhando Leituras

domingo, 7 de outubro de 2007

168.ª Página Caldense

SENHORA DAS TEMPESTADES
MANUEL ALEGRE


FOZ DO ARELHO
ou
PRIMEIRO POEMA DO PESCADOR

Este é apenas um pequeno lugar do mundo
um pequeno lugar onde à noite cintilam luzes
são os barcos que deitam as redes junto à costa
ou talvez os pescadores de robalos com as suas lanternas
suas pontas de cigarro e suas amostras fluorescentes
talvez o Farol de Peniche com o seu código de sinais
ou a estrela cadente que deixa um rastro
e nada mais.

Um pequeno lugar onde Camilo Pessanha voltava sempre
talvez pelo sol e as espadas frias
talvez pela orquestra e os vendavais
ou apenas os restos sobre a praia
«pedrinhas conchas pedacinhos d'osso»
e nada mais.

Um pequeno lugar onde se pode ouvir a música
o vento o mar as conjunções astrais
um pequeno lugar do mundo onde à noite se sabe
que tudo é como as luzes que cintilam
um breve instante
e nada mais."

Foz do Arelho, 8.8.96

[Senhora das Tempestades. Manuel Alegre. Publicações Dom Quixote. 1.ª Edição, Fevereiro de 1998. ISBN 972-20-1450-1.Fotografia de Margarida Araújo.]

167 Página Caldense


OS COMICS EM PORTUGAL
ANTÓNIO DIAS DE DEUS

CAPÍTULO 4.º
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO

A entrada em cena de Raphael Bordallo Pinheiro provocou uma revolução completa na nossa ilustração gráfica. Tão forte era a sua personalidade que os imitadores continuavam, várias décadas após a morte. Os gags dos seus cartoons foram, repetidos até ao fastio; as histórias aos quadradinhos satíricas invadiram todos os jornais em todos os lados. A admiração que despertou, algumas vezes em excesso, fez até esquecer os artistas que o procederam na caricatura e técnica narrativa." [Pág. 37]

[Os Comics em Portugal - Uma Hstória da Banda Desenhada. António Dias de Deus. Revisão e actualização por Leonardo De Sá. Edições Cotovia / Bedeteca de Lisboa. 1.ª Edição. 1997. ISBN 972-8423-04-7]

166.ª Página Caldense

HISTÓRIA DA FOTORREPORTAGEM NO BRASIL
JOAQUIM MARÇAL FERREIRA DE ANDRADE


[Páginas 192/193]

"Primeira dupla da fotorreportagem brasileira?

Mas, afinal, teriam José do Patrocínio e J. A Corrêa constituído a primeira dupla da fotorreportagem brasileira, sob o patrocínio de Rafael Bordalo Pinheiro? Ou, quem sabe - se considerarmos o fato de que foi Bordalo quem produziu a imagem publicada - poderíamos considerar José do Patrocínio e Rafael Bordalo Pinheiro como a verdadeira dupla pioneira, considerando que foi Bordalo quem transformou aquelas imagens em fotografias jornalísticas, já que ao serem originalmenter produzidos por J. A Corrêa, sua intensão seria outra?

Independentemente da resposta, o fato é que ali detectamos o primeiro passo concreto no sentido da profissionalização deste sistema que veio a ser denominasdo de fotorreportagem, qual seja, uma «reportagem na qual as fotografias constituem a parte mais importante, acompanhadas somente de legendas ou de breve texto explicativo»." [Pág. 199]

[História da Fotorreportagem no Brasil. A fotografia na Imprensa do Rio de Janeiro de 1839 a 1900. Joaquim Marçal Fereira de Andrade. Edições Biblioteca Nacional / Editora Campus. 1.ª Edição, 2004. ISBN 85-352-1376-7.]

sexta-feira, 5 de outubro de 2007

165.ª Página Caldense

TERMO DE ÓBIDOS
JOÃO MIGUEL FERNANDES JORGE

"Café Central"

"Voltei ao café onde me levavam
quando rapaz. E onde entrei algumas vezes quando
ia às Caldas. Na parede
o unicórnio, o cavalo alado, um terceiro espécime mais pequeno
que certa aura ilumina
bailado em ouro de gentileza
sobre azul que fôra turquesa e o restauro tornou azul
ganga

a sala abre sobre
a praça. O trânsito, tal como hoje, circula pela esquerda (coisa
elogiada pelos lábios murmurantes da política) e
o mercado da fruta - raiz de todo o comércio, espécie de relíquia
ninguém impede o rapazio de vender berlindes e
de cantar a sua própria canção. "

[Termo de Óbidos. João Miguel Fernandes Jorge. Relógio d'Água. 1.ª Edição Dezembro de 2006. ISBN 978-972-708- 926-0. Preço: 10,00 Euros.]

Com um abraço amigo dedico esta página caldense à Maria.

Leituras


RAFAEL BORDALO PINHEIRO
O PORTUGUÊS TAL E QUAL
JOSÉ-AUGUSTO FRANÇA

"Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905), nado e criado em Lisboa, protagonista da tragicomédia da capital, foi, com seu irmão Columbano e Malhoa, um dos três grandes artistas portugueses das décadas finais de Oitocentos.

Na sua vastíssima obra de desenhador (e de ceramista) passa, em comentário de humor livre e independente, toda a história política, social e cultural de Portugal que nessa obra encontra explicação e às vezes desculpa...

No centro dela, Zé Povinho encarna desde 1875 (para sempre?) o sofredor de todos os regimes mas de resposta pronta e adequada à sua indignação...

O livro de José-Augusto França, publicado em 1980, reeditado e há muito esgotado, é a obra básica para o conhecimento minucioso deste artista que foi, mais do que alguém no país - "O Português Tal e Qual". (Sinopse do Editor)

[Rafael Bordalo Pinheiro O Português Tal e Qual. Autor: José-Augusto França. Livros Horizonte. 3.ª Edição, 2007. ISBN 978-972-24-1525-5. Preço: 28,50 Euros.]

Leituras



O MEU NOME É LEGIÃO
ANTÓNIO LOBO ANTUNES
DOM QUIXOTE
1.ª EDIÇÃO - 400 EXEMPLARES ASSINADOS E NUMERADOS PELO AUTOR
Setembro de 2007
Edição encadernada (preto)
Estabelecimento do texto por Agripina Carriço Vieira
Edição ne varietur de acordo com a vontade do autor
Coordenação de Maria Alzira Seixo.
ISBN 978-972-20-3463-0
45,00 Euros

Leituras

JAMES GILLRAY - THE ART OF CARICATURE

A Cognocenti contemplating ye Beauties ye Antique
Hand-coloured etching 36 x 35.2
Published 11 Febuary 1801

[James Gillray - The Art of Caricature. Richard Godfrey with an essay by Mark Hallett. Tate Publishing, 2001. ISBN: 1 85437 364 1]