CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quarta-feira, 3 de outubro de 2007

Leituras


















A partir de hoje (um impressionante) leilão de livros no Porto.

Nalgumas das peças a leilão, Bordalo Pinheiro.

- As Barbas de Junqueiro (Rafael)
- Miau! (Manuel Gustavo)
- Pensamento. Orgão do Instituto de Cultura Socialista (Rafael)
- Salão dos Humoristas Portugueses, 1913 (Manuel Gustavo)
- Ilustração Portugueza, 1903/1905 (Rafael)
- ...

[Desabafo: Em momentos como este, lamenta-se não ter pais ricos nem ter ganho a lotaria... ]

Os Gatos de Columbano

Oferta para o CavacosdasCaldas:

Assinava Columbano, mas o seu nome competo era Columbano Bordallo Pinheiro.

Nasceu em 1857, nove anos depois de seu irmão Rafael, com o qual partilhou a vocação artística e colaborou em diversos projectos (incluindo, diz-se, o projecto da cerâmica nas Caldas). O amor pelos gatos também era comum aos dois irmãos, como se pode ver nestes dois desenhos da colecção do Museu do Chiado.


João Serra

terça-feira, 2 de outubro de 2007

162.ª Página Caldense

MEMÓRIAS E RECEITAS CULINÁRIAS DOS MAKAVENKOS

FRANCISCO DE ALMEIDA GRANDELA

"O Josué era o homem indispensável e tão indispensável que ainda não foi substituído.

Quem se aproximava do Josué, o Josué das feiras, não deixava de ser seu amigo. Sempre amável, sempre serviçal e dedicado, como nenhum outro.

Era o sustentáculo da Sociedade!

Para ele as dificuldades não existiam.

- Josué... Temos jantarada grande para sexta feira... É a iniciação do grande Rafael Bordalo Pinheiro e desejamos festança rija... Flores no této (sic) da casa de jantar. Papéis de seda que sustentem folhas de rosas e que puxando-se por cordelinhos, possam cair sobre a cabeça do homenageado... Muitas flores, surpresas...

Na dita sexta-feira, a sala dos Makavenkos estava feéricamente engalanada. Muitas lampadasinhas iluminavam e adornavam o festim e um sem número de damas abrilhantavam, conjuntamente com os cristais e belas iguarias, a mesa piramidalmente enfeitada.

Um festim digno de César!

Na Roma antiga não se faria melhor e com mais alegria!...

Ia-se festejar o primeiro artista contemporâneo, o grande caricaturista, o reformador da cerâmica das Caldas, o jovial e agradável Rafael Bordalo, que tantas simpatias tinha nos Makavenkos, como igualmente as tinha em todo o país." [...][Pág. 58 e 59]

[Memórias e Receitas Culinárias dos Makavenkos. Autor: Francisco de Almeida Grandela. Marginália Editora. Lisboa. 1994. Tiragem: 3000 Exemplares. Edição Facsimilada da Edição de 1919. Apoios: Museu da República e Resistência / Tendinha da Atalaia / Tecnemprensa - Contabilidade, Salários, Fiscalidade, Lda.]

segunda-feira, 1 de outubro de 2007

Dia Mundial da Música

O PIANISTA COPIADO DE BUSCH POR R.B.P.

SILENTIUM

INTRODUZIONE

SCHERZO

ADAGIO

ADAGIO CON SENTIMENTO

PIANO

SMORZANDO

MAESTOSO

CAPRICCIOSO

PASSAGIO CHROMATICA

FUGA DEL DIAVOLO

FORTE VIVACE

FORTISSIMO VIVACISSIMO

FINALE FURIOSO

BRAVO-BRAVISSIMO

A ETERNIDADE ...
[Ilustrações publicadas por Rafael Bordalo Pinheiro, copiadas de Wilhelm Busch]

domingo, 30 de setembro de 2007

161.ª Página Caldense


RAINHAS DE PORTUGAL
FRANCISCO DA FONSECA BENEVIDES

XVII
D. LEONOR DE LENCASTRE
Mulher de D. João II
(1471-1525)

"Nasceu D. Leonor de Lencastre a 2 de Maio de 1458. Como dissemos era filha do infante D. Fernando, Duque de Viseu, filho do rei D. Duarte. e de sua mulher, a infanta D. Beatriz, filha do infante D. João, irmão do rei D. Duarte; era portanto prima co-irmã do rei D. João II. Realizou-se o casamento em Setúbal, sendo ainda infante o noivo, a 22 de Janeiro de 1471; D. Leonor ainda não tinha completado treze anos e seu esposo pouco mais de 15 contava.

Foi depois de contraído o matrimónio que se fez o contrato de casamento por ordem de el-rei D. Afonso V, em 16 de Setembro de 1473. O infante D. Diogo, irmão de D.Leonor, deu-lhe de lote a vila de Lagos e seu castelo, com seus direitos e rendas, tudo avaliado em dez mil cruzados de ouro, ou 21:6000$000 réis, excepto, porém, a jurisdição, que por morte do infante D. Fernando, seu pai, passara para a coroa; D. Afonso V dava à esposa de seu filho, por ano, 1:5000$000 réis, enquanto não recebesse as vilas de de Sintra, Óbidos e Torres Vedras, ... [...][Pág. 273]

[Rainhas de Portugal estudo histórico com muitos documentos por Francisco da Fonseca Benevides da Academia Real das Sciencias. Retratos e numerosas illustrações no texto sobre cobre, aço e madeira. Desenhos e Gravuras de Abreu, Alberto, Aragão, Barral, Branco, Brown, Burgun, Columbano, Dantas, Douet, Hildibrand, Hirsch, Lima, Macedo, Pannemaker, Pedroso, Pereira, Severini e secção photographica da Commissão Geodesica. 1878. Typographia Castro Irmão - Rua da Cruz de Pau, 31. Lisboa. Advertência: O Editor resolveu reeditar o presente texto de 1878/1879, deixando-o tal como foi publicado, apenas actualizando a ortografia. Edição: Livros Horizonte, 2007. ISBN 978-972-24-1520-0.]

160.ª Página Caldense

UM BALNEÁRIO PORTUGUÊS
DO FIM DO SÉCULO XV (Caldas da Rainha)
FERNANDO DA SILVA CORREIA

[...] "O Hospital era formado por um grupo de construções feitas sobre as nascentes de água termal, a oeste da igreja, que ainda actualmente se conserva, com algumas modificações.

A entrada principal era do lado da Praça da Vila, correspondente ao actual Largo D. Leonor. A Porta era rendilhada em estilo manuelino, com as armas da Rainha. Junto da porta e à esquerda de quem olhava o Hospital, havia uma sineta, a "campa", que servia para chamar os empregados do Hospital ao seu serviço. Uma arcaria aguentava uma varanda, que dominava a frontaria do edifício de um e outro lado da porta. O corpo central das edificações era ocupado por enfermarias. À esquerda havia um edifício mais alto terminado por um alpendre com colunas, donde se avistava todo o balneário e o resto da vila.[...][Pág. 6 e 7]

[Coimbra. Imprensa da Universidade. 1928. 14 Páginas numeradas + Capas. Comunicação feita no Congresso Luso-Espanhol para o Avanço das Sciências de Coimbra. Este exemplar apresenta na folha uma dedicatória do autor "Ao seu Exmº Colega e Amigo Sr. Dr. António Lupi Telles de Sampaio". Exemplar encadernado a pele.]

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Património Florido?


Hoje à noite, 21,30 Horas, no Pópulos (Parque D. Carlos I) vamos falar de património.
(fotografia de Margarida Araújo]

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Onde Fica ?


Cores & Sombras
[Fotografia de Margarida Aráujo]

159.ª Página Caldense

DOM JOÃO II E A RENASCENÇA PORTUGUESA
F. A. DA COSTA CABRAL

[...] Mas depois do desastre de Santarém mudou o caso completamente de figura, não tornando D. Leonor a consentir jamais o bastardo na sua presença, sendo vãos os rogos e ameaças do rei, cujo pensamento se preocupou desde logo com a sua legitimação, a fim de desviar do trono aquele que por lei de sucessão ficou naturalmente indicado - o Duque de Beja.

A luta com a rainha, prolongou-se até quasi ao fim da vida de D. João. Esta mulher, terrivelmente bragança e fidalga, que tudo sacrificou sempre à sua estirpe, foi de uma tenacidade e de uma persistência admiráveis, na defesa dos interesses da família, embora à custa de «muytas paixões, desfauores e esquivanças que, com muyta paciencia, dissimulação e prudencia sofria, sem nunca querer nisso outorgar». D. João II por seu lado não era também homem para desistir às primeiras, e quanto maior foi a resistência da rainha, tanto mais variados foram os recursos de que usou para a convencer. Conhecendo-lhe o fraco por experiência, que era a mais insofrida avareza, foi para com ela da mais larga prodigalidade; deu-lhe dinheiro à farta! Mas o processo falhou, porque a beata esposa, usando e abusando das petições a que el-rei anuia sempre,não cedeu, nem uma linha, do seu propósito." [Capítulo VI - Luta Diplomática. Pág. 171]

[Colecção Grandes Vultos Portugueses IV. Livraria Ferin Editora / Torres & Cª. Rua Nova do Almda, 70 - 74. Lisboa. 1.ª Edição: 1915.]

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A Fuga das Andorinhas

Um gato, preto, gordo e assanhado ...


livros sobre cerâmica


mais livros, rãs e tartaruguinhas ...


um belo lagarto verde...
assustadas as andorinhas voam em debandada ...

A FUGA DAS ANDORINHAS

Tema da nossa montra - Festa da Cerâmica
[Um gato assanhado, andorinhas (grandes, médias e pequenas), uma rã, um lagarto e tartaruguinhas, de Rafael Bordalo Pinheiro e livros sobre a sua obra.]



Loja 107, em festa, partilhando leituras e cerâmicas com a cidade.

158.ª Página Caldense




A RAINHA D. LEONOR
IVO CARNEIRO DE SOUSA

[...] " Importa principalmente reter que, estes investimentos orientados continuamente por D. Leonor para a fundação de missas, capelas, e outras instituições pias que incluíam ainda documentadamente mercearias, protecção e criação de orfãos, dotação de matrimónios e apoio de viúvas, a rainha foi informando um movimento em que a misericórdia se encontrava sujeita a uma forte «ritualização» que contribuía decisivamente para adensar os laços entre a soberana e a Igreja. [...][Pág. 329]

[A Rainha D. Leonor (1458-1525) Poder, Misericórdia, Religiosidade e Espiritualidade no Portugal do Renascimento. Ivo Carneriro de Sousa. Fundação Calouste Gulbenkian / Fundação para a Ciência e a Tecnologia / Ministerio da Ciência e do Ensino Superior. 1.ª Edição: Outubro de 2002. Tiragem: 1000 Exemplares. ISBN 972-31-0989-1]

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Leituras e Caricaturas

IX PORTO CARTOON - GLOBALIZAÇÃO
WORLD FESTIVAL
9 TH PORTO CARTOON - GLOBALISATION
Paula Rego - António Santos
Mensão Honrosa, Tema Livre
[Pág. 34]
(Paula Rego a partir de hoje no Rainha Sofia, em Madrid)

[IX / 9 TH Porto Cartoon - World Festival - Globalização / Globalisation. Museu Nacional da Imprensa / Portuguese Printing Press Museum. 2007. Edições Afrontamento. Tiragem: 1000 exemplares. ISBN (EA) 978-972-8806-1]

domingo, 23 de setembro de 2007

157.ª Página Caldense

A Solidão
(Jardim do Museu da Cerâmica - Caldas da Rainha)

156.ª Página Caldense

- Bordalo Pinheiro em formato XXXL -

(Os Bichos de Bordalo - os Bordabichos, ou Rafabichos)


O Macaco


O Cavalo Marinho



As Rãs


O Mexilhão


O Peixe


O Lagarto


O Caranguejo


A Raposa e a Cegonha
(ou, O Lobo e o Gru)


A Cobra

[Peças de grande formato da FFCR, de Rafael Bordalo Pinheiro, em exposição no jardim do Museu da Cerâmica].