CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



domingo, 30 de setembro de 2007

160.ª Página Caldense

UM BALNEÁRIO PORTUGUÊS
DO FIM DO SÉCULO XV (Caldas da Rainha)
FERNANDO DA SILVA CORREIA

[...] "O Hospital era formado por um grupo de construções feitas sobre as nascentes de água termal, a oeste da igreja, que ainda actualmente se conserva, com algumas modificações.

A entrada principal era do lado da Praça da Vila, correspondente ao actual Largo D. Leonor. A Porta era rendilhada em estilo manuelino, com as armas da Rainha. Junto da porta e à esquerda de quem olhava o Hospital, havia uma sineta, a "campa", que servia para chamar os empregados do Hospital ao seu serviço. Uma arcaria aguentava uma varanda, que dominava a frontaria do edifício de um e outro lado da porta. O corpo central das edificações era ocupado por enfermarias. À esquerda havia um edifício mais alto terminado por um alpendre com colunas, donde se avistava todo o balneário e o resto da vila.[...][Pág. 6 e 7]

[Coimbra. Imprensa da Universidade. 1928. 14 Páginas numeradas + Capas. Comunicação feita no Congresso Luso-Espanhol para o Avanço das Sciências de Coimbra. Este exemplar apresenta na folha uma dedicatória do autor "Ao seu Exmº Colega e Amigo Sr. Dr. António Lupi Telles de Sampaio". Exemplar encadernado a pele.]

sexta-feira, 28 de setembro de 2007

Património Florido?


Hoje à noite, 21,30 Horas, no Pópulos (Parque D. Carlos I) vamos falar de património.
(fotografia de Margarida Araújo]

quinta-feira, 27 de setembro de 2007

Onde Fica ?


Cores & Sombras
[Fotografia de Margarida Aráujo]

159.ª Página Caldense

DOM JOÃO II E A RENASCENÇA PORTUGUESA
F. A. DA COSTA CABRAL

[...] Mas depois do desastre de Santarém mudou o caso completamente de figura, não tornando D. Leonor a consentir jamais o bastardo na sua presença, sendo vãos os rogos e ameaças do rei, cujo pensamento se preocupou desde logo com a sua legitimação, a fim de desviar do trono aquele que por lei de sucessão ficou naturalmente indicado - o Duque de Beja.

A luta com a rainha, prolongou-se até quasi ao fim da vida de D. João. Esta mulher, terrivelmente bragança e fidalga, que tudo sacrificou sempre à sua estirpe, foi de uma tenacidade e de uma persistência admiráveis, na defesa dos interesses da família, embora à custa de «muytas paixões, desfauores e esquivanças que, com muyta paciencia, dissimulação e prudencia sofria, sem nunca querer nisso outorgar». D. João II por seu lado não era também homem para desistir às primeiras, e quanto maior foi a resistência da rainha, tanto mais variados foram os recursos de que usou para a convencer. Conhecendo-lhe o fraco por experiência, que era a mais insofrida avareza, foi para com ela da mais larga prodigalidade; deu-lhe dinheiro à farta! Mas o processo falhou, porque a beata esposa, usando e abusando das petições a que el-rei anuia sempre,não cedeu, nem uma linha, do seu propósito." [Capítulo VI - Luta Diplomática. Pág. 171]

[Colecção Grandes Vultos Portugueses IV. Livraria Ferin Editora / Torres & Cª. Rua Nova do Almda, 70 - 74. Lisboa. 1.ª Edição: 1915.]

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

A Fuga das Andorinhas

Um gato, preto, gordo e assanhado ...


livros sobre cerâmica


mais livros, rãs e tartaruguinhas ...


um belo lagarto verde...
assustadas as andorinhas voam em debandada ...

A FUGA DAS ANDORINHAS

Tema da nossa montra - Festa da Cerâmica
[Um gato assanhado, andorinhas (grandes, médias e pequenas), uma rã, um lagarto e tartaruguinhas, de Rafael Bordalo Pinheiro e livros sobre a sua obra.]



Loja 107, em festa, partilhando leituras e cerâmicas com a cidade.

158.ª Página Caldense




A RAINHA D. LEONOR
IVO CARNEIRO DE SOUSA

[...] " Importa principalmente reter que, estes investimentos orientados continuamente por D. Leonor para a fundação de missas, capelas, e outras instituições pias que incluíam ainda documentadamente mercearias, protecção e criação de orfãos, dotação de matrimónios e apoio de viúvas, a rainha foi informando um movimento em que a misericórdia se encontrava sujeita a uma forte «ritualização» que contribuía decisivamente para adensar os laços entre a soberana e a Igreja. [...][Pág. 329]

[A Rainha D. Leonor (1458-1525) Poder, Misericórdia, Religiosidade e Espiritualidade no Portugal do Renascimento. Ivo Carneriro de Sousa. Fundação Calouste Gulbenkian / Fundação para a Ciência e a Tecnologia / Ministerio da Ciência e do Ensino Superior. 1.ª Edição: Outubro de 2002. Tiragem: 1000 Exemplares. ISBN 972-31-0989-1]

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Leituras e Caricaturas

IX PORTO CARTOON - GLOBALIZAÇÃO
WORLD FESTIVAL
9 TH PORTO CARTOON - GLOBALISATION
Paula Rego - António Santos
Mensão Honrosa, Tema Livre
[Pág. 34]
(Paula Rego a partir de hoje no Rainha Sofia, em Madrid)

[IX / 9 TH Porto Cartoon - World Festival - Globalização / Globalisation. Museu Nacional da Imprensa / Portuguese Printing Press Museum. 2007. Edições Afrontamento. Tiragem: 1000 exemplares. ISBN (EA) 978-972-8806-1]

domingo, 23 de setembro de 2007

157.ª Página Caldense

A Solidão
(Jardim do Museu da Cerâmica - Caldas da Rainha)

156.ª Página Caldense

- Bordalo Pinheiro em formato XXXL -

(Os Bichos de Bordalo - os Bordabichos, ou Rafabichos)


O Macaco


O Cavalo Marinho



As Rãs


O Mexilhão


O Peixe


O Lagarto


O Caranguejo


A Raposa e a Cegonha
(ou, O Lobo e o Gru)


A Cobra

[Peças de grande formato da FFCR, de Rafael Bordalo Pinheiro, em exposição no jardim do Museu da Cerâmica].

Os Gatos de Eliot

O LIVRO DOS GATOS
T. S. ELIOT


"FORTUNATO
O velho Fortunato vive há muito tempo
Gato vai vivendo vidas sucessivas
Seu nome era famoso em anexins e versos
Antes mesmo do tempo da Rainha Vitória.
O velho Fortunato viúvo vezes nove
(Quem bem contar, noventa há-de encontar)
Com prole numerosa, rica, florescente,
Na aldeia é venerado apesar de decadente.
Ao vê-lo, fisionomia tão pacata e pachorrenta,
No muro da capela deitado apanhando sol
Logo diz com voz roufenha o mais idoso aldeão:
«Coisa estranha... Não é nada. É sim senhor!
Oh! Ah!
Caramba!
Se calhar tenho visões mas sou capaz de jurar
Que este gato é o velho Fortunato!»"

[T. S. Eliot. O Livro dos Gatos. Tradução de João Almeida Flor. Ilustrações de Nicolas Bentley. Editora Caravela Lda. ISBN 972-639-021-4. Título original: Old Possum´s Book of Practical Cats. Data de Edição: 1992 (?)]

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

155.ª Página Caldense


CONVERGÊNCIA LUSÍADA
N.º 21 - 2005

"AS RELAÇÕES DO IMPERIO DO BRASIL COM A SANTA SÉ NA OBRA DO ARTISTA PORTUGUÊS BORDALO PINHEIRO"


"O artista português Rafael Augusto Bordalo Prostes Pinheiro (1846-1905) emerge como um actor político no cenário urbano do Rio do Janeiro, em Agosto de 1875, quando chegou a convite de Manuel Rodrigues Carneiro proprietário da revista O Mosquito (1869-1977), um dos periódicos de maior aceitação da época, para se encarregar de suas ilustrações anteriormente a cargo do italiano Angelo Agostini. A questão religiosa, entre o Império do Brasil e a Santa-Sé, estava na ordem do dia e possibilitou a Bordalo Pinheiro extravasar o seu anticlericalismo e dar seu tom aquele assunto que causou tanta polémica."[...] [Páginas 45 a 61; reprodução de 4 páginas ilustradas.]


ANGELA MARIA DA MOTTA TELLES

O Mosquito, 25 de Setembro de 1875

[Convergência Lusíada. Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro (Centro de Estudos, Pólo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras). n.21, 2005. ISSN 1414-0381]

Os meus agradecimentos ao Real Gabinete de Leitura do Rio de Janeiro, pela oferta desta fonte bibliográfica bordaliana.

154.ª Página Caldense



CONVERGÊNCIA LUSÍADA
Nº. 8 - ANO V

"RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO NO BRASIL"


[...] "Com um vencimento de cinquenta libras, desembarca e instala-se em casa do negociante português Faro e Oliveira, mas acaba por formar estúrdia "república" na Rua Nova da Laranjeiras, n.º 6. O maestro Artur Napoleão Cyriaco Cardoso e Cunha Vasco, amigo dilecto, fazem parte do grupo. O sobradão, que possui um belo jardim com tanques de mármore, é cenário de animada boémia, de que participa alegre companhia feminina e onde se realizam "aprés-soupers" regados a bom vinho e acompanhados de música embaladora. Janota, bem parecido, dado à paródia, não é difícil a Bordalo Pinheiro adaptar-se à vida galante do Rio de Janeiro ." [...] [Páginas 33 a 27 com a reprodução de uma página ilustrado d'O António Maria]

LUISA MARTINEZ

[Convergência Lusíada - Revista Cultural do Centro de Estudos do Real Gabinete de Leitura . Rio de Janeiro. n.º 8 - Ano V.]

Os meus agradecimentos ao Real Gabinete de Leitura, do Rio de Janeiro, pela oferta desta fonte bibliográfica bordaliana.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

153.ª Página Caldense


CALDAS DA RAINHA
Rainha das termas de Portugal
FESTAS DA CIDADE 1946
(Sob o patrocínio da Comissão Nacional de Turismo)

"Quando ao alvorecer do dia 15 de Maio, feriado oficial do nosso concelho, ouvires pelas ruas da cidade a música anunciando o maior dia de festa das Caldas, desperta o teu filho, veste-lhe o fato de gala e explica-lhe a razão por que festejamos esta data. " [...]


[Edição: Comissão de Festas da Cidade. Inclui publicidade. 20 páginas não numeradas + capas. Dimensão: 16,30 x 24,60 cms. Impresso a cores. Impressão: Minerva Caldense. Tiragem: 1000 exemplares.]

Os meu agradecimentos ao Comandante Loureiro de Sousa pela partilha
desta fonte bibliográfica caldense

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

152.ª Página Caldense

ALMANAQUE ILUSTRADO DO JORNAL O SÉCULO
22.º ANO - 1918
"RAFAEL BORDALO PINHEIRO"

"O ilustre mestre do lápis, Bordalo Pinheiro, que ainda não encontrou quem o substituísse na forma irónica como tratou de todos os ridículos do seu tempo, repousa no jazigo dos viscondes de faro, seus muito amigos e admiradores, no cemitério dos Prazeres, e do qual damos fotografia. O Almanaque do Século presta culto à memória do grande artista nesta singela manifestação de saudade, arquivando nas suas páginas a última jazida do desditoso Bordalo, que sucumbiu depois de uma luta brilhante de trabalho, em que todas as suas faculdades se revelaram o que sempre foi: artista genial."

[Almanaque Ilustrado do Jornal O Século. 22.º Ano. 1918. 175 páginas numerdas + capas. Dimensão: 14,00 cms x 19,40 cms. Impresso a preto. Contém publicidade.]