CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



sexta-feira, 21 de setembro de 2007

155.ª Página Caldense


CONVERGÊNCIA LUSÍADA
N.º 21 - 2005

"AS RELAÇÕES DO IMPERIO DO BRASIL COM A SANTA SÉ NA OBRA DO ARTISTA PORTUGUÊS BORDALO PINHEIRO"


"O artista português Rafael Augusto Bordalo Prostes Pinheiro (1846-1905) emerge como um actor político no cenário urbano do Rio do Janeiro, em Agosto de 1875, quando chegou a convite de Manuel Rodrigues Carneiro proprietário da revista O Mosquito (1869-1977), um dos periódicos de maior aceitação da época, para se encarregar de suas ilustrações anteriormente a cargo do italiano Angelo Agostini. A questão religiosa, entre o Império do Brasil e a Santa-Sé, estava na ordem do dia e possibilitou a Bordalo Pinheiro extravasar o seu anticlericalismo e dar seu tom aquele assunto que causou tanta polémica."[...] [Páginas 45 a 61; reprodução de 4 páginas ilustradas.]


ANGELA MARIA DA MOTTA TELLES

O Mosquito, 25 de Setembro de 1875

[Convergência Lusíada. Real Gabinete Português de Leitura do Rio de Janeiro (Centro de Estudos, Pólo de Pesquisa sobre Relações Luso-Brasileiras). n.21, 2005. ISSN 1414-0381]

Os meus agradecimentos ao Real Gabinete de Leitura do Rio de Janeiro, pela oferta desta fonte bibliográfica bordaliana.

154.ª Página Caldense



CONVERGÊNCIA LUSÍADA
Nº. 8 - ANO V

"RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO NO BRASIL"


[...] "Com um vencimento de cinquenta libras, desembarca e instala-se em casa do negociante português Faro e Oliveira, mas acaba por formar estúrdia "república" na Rua Nova da Laranjeiras, n.º 6. O maestro Artur Napoleão Cyriaco Cardoso e Cunha Vasco, amigo dilecto, fazem parte do grupo. O sobradão, que possui um belo jardim com tanques de mármore, é cenário de animada boémia, de que participa alegre companhia feminina e onde se realizam "aprés-soupers" regados a bom vinho e acompanhados de música embaladora. Janota, bem parecido, dado à paródia, não é difícil a Bordalo Pinheiro adaptar-se à vida galante do Rio de Janeiro ." [...] [Páginas 33 a 27 com a reprodução de uma página ilustrado d'O António Maria]

LUISA MARTINEZ

[Convergência Lusíada - Revista Cultural do Centro de Estudos do Real Gabinete de Leitura . Rio de Janeiro. n.º 8 - Ano V.]

Os meus agradecimentos ao Real Gabinete de Leitura, do Rio de Janeiro, pela oferta desta fonte bibliográfica bordaliana.

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

153.ª Página Caldense


CALDAS DA RAINHA
Rainha das termas de Portugal
FESTAS DA CIDADE 1946
(Sob o patrocínio da Comissão Nacional de Turismo)

"Quando ao alvorecer do dia 15 de Maio, feriado oficial do nosso concelho, ouvires pelas ruas da cidade a música anunciando o maior dia de festa das Caldas, desperta o teu filho, veste-lhe o fato de gala e explica-lhe a razão por que festejamos esta data. " [...]


[Edição: Comissão de Festas da Cidade. Inclui publicidade. 20 páginas não numeradas + capas. Dimensão: 16,30 x 24,60 cms. Impresso a cores. Impressão: Minerva Caldense. Tiragem: 1000 exemplares.]

Os meu agradecimentos ao Comandante Loureiro de Sousa pela partilha
desta fonte bibliográfica caldense

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

152.ª Página Caldense

ALMANAQUE ILUSTRADO DO JORNAL O SÉCULO
22.º ANO - 1918
"RAFAEL BORDALO PINHEIRO"

"O ilustre mestre do lápis, Bordalo Pinheiro, que ainda não encontrou quem o substituísse na forma irónica como tratou de todos os ridículos do seu tempo, repousa no jazigo dos viscondes de faro, seus muito amigos e admiradores, no cemitério dos Prazeres, e do qual damos fotografia. O Almanaque do Século presta culto à memória do grande artista nesta singela manifestação de saudade, arquivando nas suas páginas a última jazida do desditoso Bordalo, que sucumbiu depois de uma luta brilhante de trabalho, em que todas as suas faculdades se revelaram o que sempre foi: artista genial."

[Almanaque Ilustrado do Jornal O Século. 22.º Ano. 1918. 175 páginas numerdas + capas. Dimensão: 14,00 cms x 19,40 cms. Impresso a preto. Contém publicidade.]

terça-feira, 18 de setembro de 2007

151.ª Página Caldense

PROJECTO PARA O HOSPITAL CIVIL DE SANTO IZIDORO
nas Caldas da Rainha elaborado por
R.M. BERQUÓ, Administrador do Hospital Real

"Entrada, permanência e saída dos doentes"

[...] "Se morrer, permanecerá na enfermaria somente pelo espaço de uma hora; será depois transportado em maca especial através das varandas e escadas respectivas, para o pavilhão n.º 5, dando entrada na casa mortuária Z, onde ficará depositado o tempo que o médico determinar.

Quando o médico julgar que pode haver perigo na remoção de qualquer cadáver para a casa mortuária, o doente será transportado imediatamente para a casa mortuária do cemitério da vila, que se acha em circunstâncias de poder receber sem perigo qualquer cadáver.

Sempre que seja retirado qualquer cadáver da casa mortuária do hospital, será esta desinfectada por meio de combustão de palha ou mato, e convenientemente limpa."[...][Pág. 11]

[Impressão: Typographia de A. Coelho da Silva. Alcobaça. 1891. Dimensão: 16,80 x 23,50 cms. 20 páginas numeradas, incluindo as capas.]

O meu agradecimento ao Comandante Loureiro de Sousa pela partilha desta fonte bibliográfica caldense

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Jornadas Europeias do Patrimonio

28 de Setembro: Jornadas Europeias do Património

PH organiza debate sobre “Novos Patrimónios”

Há 24 anos que, em Setembro, o Conselho da Europa e a União Europeia convidam os países membros a promover umas jornadas com o objectivo de revigorar a relação entre os cidadãos e o património. Os diversos programas nacionais destacam um tema e adoptam uma data. Portugal escolheu o último fim-de-semana de Setembro e propôs-se aprofundar o património em diálogo.

[Caldas da Rainah, Igreja Nossa Senhora do Pópulo e traseiras do Hospital
Termal Rainha D. Leonor - Colecção do Centro Português de Fotografia]

Nas Caldas da Rainha, a associação Património Histórico, realiza no dia 28, sexta-feira, às 21.30H, no Bar Populus do Parque D. Carlos uma sessão subordinada ao tema “Novos Patrimónios”. Um leque muito diversificado de convidados apresentará de forma sumária um elemento patrimonial que entende não ter merecido a devida atenção e explica o motivo pelo qual é importante que ele seja considerado património. Essa apresentação constituirá o ponto de partida para um debate aberto acerca dos caminhos da patrimonialização e da defesa, salvaguarda e valorização patrimoniais no concelho das Caldas da Rainha.

O conceito de património ampliou-se nas últimas décadas, abarcando muito mais do que o monumento e a colecção museológica. Passou a integrar valores, objectos, áreas de actividade e temporalidades muito para lá do que era classificado como património há 100 ou mesmo 50 anos. São as implicações concretas desta mudança que estarão em apreciação livre no próximo dia 28 de Setembro.

- P.H. – Grupo de Estudos –

domingo, 16 de setembro de 2007

150.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA 1924

[1.ª Página de publicidade onde pode ser lido um anúncio à casa comercial Albino Antunes de Castro, um nome que me é particularmente familiar.]


[Almanaque Caldas da Rainha, 1924 . Editado pela Associação Comercial e Industrial das Caldas da Rainha. Contem publicidade. As páginas sobre as Caldas são impressas a azul, numeradas até 28. As páginas de publicidade são impressas a preto. Composição, impressão e gravuras executadas nas oficinas da Sociedade Nacional de Tipografia, Rua do Século, 59, Lisboa. Dimensão: 20,00 x 26,30 cms. Capa a cores.]

Os meus agradecimentos ao Sr. Comandante Loureiro de Sousa a partilha desta peça bibliográfica caldense.

Os Gatos Ingleses

THE BRISTISH MUSEUM BOOK OF CATS
Ancient and Modern
JULIET CLUTTON-BROCK

"Cat from Edward Lear's comic alphabeth, 1880"

[Published for the Trustees of the British Museum by Bristish Museum Press in association with the Natural History Museum. First published in paperback in 1994. ISBN 0-7141-1758-7]

sábado, 15 de setembro de 2007

149.ª Página Caldense



"Rafael Bordalo Pinheiro, pede licença ao seu bom amigo para lhe oferecer umas provas dos seus insignificantissimos ensaios da gravura a água forte."

####

"Agua-Forte - Documento impresso em talhe doce por meio de uma placa de cobre inicialmente revestida de um verniz resistente ao ácido; o desenho é realizado por incisão do verniz; a gravura é obtida expondo mais ou menos a placa à mordedura do ácido. De uma forma abreviada, chama-se água-forte à prova de uma estampa feita por este processo; actualmente é apenas usada em edições artísticas." [Dicionário do Livro, Marias Isabel Faria e maria da Graça Perição, Guimarães Editores, 1.ª Edição, 1988]

O meu grande agradecimento ao Vitor Pires pela oferta destas letras bordalianas.

148.ª Página Caldense

Bordalo a cheirar o pãozinho quente!
A HIGIÉNICA PADARIA DO POVO
[Em cima do lado direito, um medalhão com Bordalo Pinheiro]

[actual rua Almirante Cândido dos Reis, vulgo, das Montras]

Novamente o meu agradecimento ao Joaquim Saloio, pela utilização da sua colecção de postais.

147.ª Página Caldense

Convite ao banho

Minha Senhora, com o devido respeito, vai um banho de "água morna"?

[Fotografia da Margarida Araújo, Museu da Cidade, 2005]

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

146.ª Página Caldense



O IX CONGRESSO INTERNACIONAL DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA
PRE-HISTÓRICAS (Lisboa, 1880):
Uma Leitura, seguida da "Crónica de Bordalo Pinheiro"
VICTOR PAVÃO DOS SANTOS

[Centro de História da Universidade de Lisboa, 1980.]

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A Essência do Comércio

A ESSÊNCIA DO COMÉRCIO
FERNANDO PESSOA

"A actividade social chamada comércio, por mal vista que esteja hoje pelos teoristas das sociedades impossíveis, é contudo um dos dois característicos distintivos das sociedades chamadas civilizadas. O outro característico distintivo é o que denomina cultura. Entre o comércio e a cultura houve sempre uma relação íntima, ainda não bem explicada, mas observada por muitos. É, com efeito, notável, que as sociedades que mais proeminentemente se destacaram na criação de valores culturais são as que mais proeminentemente se destacaram no exercício assíduo do comércio. Comercial, eminentemente comercial, foi Atenas. Comercial, eminentemente comercial foi Florença.

A relação entre os dois fenómenos é ao mesmo tempo de paralelismo e de causa e efeito." [...] [Pág. 26 e 27] [in: Revista de Comércio e Contabilidade, n.º 3, Março de 1926]

Fernando Pessoa

[A Essência do Comércio e Outros Textos de Teoria Económica. Fernando Pessoa. Editorial Nova Ática. Setembro de 2006. ISBN 972-617.192.x]

FERNANDO PESSOA
JOÃO ABEL MANTA

[Obra Gráfica. João Abel Manta. Edição: Câmara Municipal de Lisboa / Museu Rafael Bordalo Pinheiro. Lisboa. 1992]

terça-feira, 11 de setembro de 2007

145.ª Página Caldense


RAFAEL BORDALO PINHEIRO AMIGO DE LISBOA

[6.ª Exposição Temporária do Museu Rafael Bordalo Pinheiro. Lisboa. 1941. Câmara Municipal de Lisboa / Direcção dos Serviços Centrais / Repartição dos Serviços Culturais. 14 Páginas numeradas + capas. Dimensão: 13,50 x 17,80 cms. Identificação de 55 peças expostas, sendo 20 originais.]

O meu agradecimento ao Luiz Pinho por esta oferta bordaliana.

COMENTÁRIO:

alma disse...
Isabel! Quanta saudade guardada na alma... hoje matei alguma. Foi excelente passar ai na livraria e vê-la novamente com a força interior, com a garra, o sorriso. Gostei. Obrigado por me mostrar o seu fabuloso blog "Cavacos das Caldas", o qual já adicionei ao meu. Gostei bastante, muito bom. Parabéns. Belos tempos em que vivi ai nas Caldas, recordo-os com saudade. Sempre que possível passrei por aqui para ver as novidades. Com um beijinho do Jorge Ferro Rosa.
11 de Setembro de 2007 21:19

Jorge: Sensibilizada pela ternura da mensagem o meu agradecimento amigo, Isabel.