CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



terça-feira, 18 de setembro de 2007

151.ª Página Caldense

PROJECTO PARA O HOSPITAL CIVIL DE SANTO IZIDORO
nas Caldas da Rainha elaborado por
R.M. BERQUÓ, Administrador do Hospital Real

"Entrada, permanência e saída dos doentes"

[...] "Se morrer, permanecerá na enfermaria somente pelo espaço de uma hora; será depois transportado em maca especial através das varandas e escadas respectivas, para o pavilhão n.º 5, dando entrada na casa mortuária Z, onde ficará depositado o tempo que o médico determinar.

Quando o médico julgar que pode haver perigo na remoção de qualquer cadáver para a casa mortuária, o doente será transportado imediatamente para a casa mortuária do cemitério da vila, que se acha em circunstâncias de poder receber sem perigo qualquer cadáver.

Sempre que seja retirado qualquer cadáver da casa mortuária do hospital, será esta desinfectada por meio de combustão de palha ou mato, e convenientemente limpa."[...][Pág. 11]

[Impressão: Typographia de A. Coelho da Silva. Alcobaça. 1891. Dimensão: 16,80 x 23,50 cms. 20 páginas numeradas, incluindo as capas.]

O meu agradecimento ao Comandante Loureiro de Sousa pela partilha desta fonte bibliográfica caldense

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Jornadas Europeias do Patrimonio

28 de Setembro: Jornadas Europeias do Património

PH organiza debate sobre “Novos Patrimónios”

Há 24 anos que, em Setembro, o Conselho da Europa e a União Europeia convidam os países membros a promover umas jornadas com o objectivo de revigorar a relação entre os cidadãos e o património. Os diversos programas nacionais destacam um tema e adoptam uma data. Portugal escolheu o último fim-de-semana de Setembro e propôs-se aprofundar o património em diálogo.

[Caldas da Rainah, Igreja Nossa Senhora do Pópulo e traseiras do Hospital
Termal Rainha D. Leonor - Colecção do Centro Português de Fotografia]

Nas Caldas da Rainha, a associação Património Histórico, realiza no dia 28, sexta-feira, às 21.30H, no Bar Populus do Parque D. Carlos uma sessão subordinada ao tema “Novos Patrimónios”. Um leque muito diversificado de convidados apresentará de forma sumária um elemento patrimonial que entende não ter merecido a devida atenção e explica o motivo pelo qual é importante que ele seja considerado património. Essa apresentação constituirá o ponto de partida para um debate aberto acerca dos caminhos da patrimonialização e da defesa, salvaguarda e valorização patrimoniais no concelho das Caldas da Rainha.

O conceito de património ampliou-se nas últimas décadas, abarcando muito mais do que o monumento e a colecção museológica. Passou a integrar valores, objectos, áreas de actividade e temporalidades muito para lá do que era classificado como património há 100 ou mesmo 50 anos. São as implicações concretas desta mudança que estarão em apreciação livre no próximo dia 28 de Setembro.

- P.H. – Grupo de Estudos –

domingo, 16 de setembro de 2007

150.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA 1924

[1.ª Página de publicidade onde pode ser lido um anúncio à casa comercial Albino Antunes de Castro, um nome que me é particularmente familiar.]


[Almanaque Caldas da Rainha, 1924 . Editado pela Associação Comercial e Industrial das Caldas da Rainha. Contem publicidade. As páginas sobre as Caldas são impressas a azul, numeradas até 28. As páginas de publicidade são impressas a preto. Composição, impressão e gravuras executadas nas oficinas da Sociedade Nacional de Tipografia, Rua do Século, 59, Lisboa. Dimensão: 20,00 x 26,30 cms. Capa a cores.]

Os meus agradecimentos ao Sr. Comandante Loureiro de Sousa a partilha desta peça bibliográfica caldense.

Os Gatos Ingleses

THE BRISTISH MUSEUM BOOK OF CATS
Ancient and Modern
JULIET CLUTTON-BROCK

"Cat from Edward Lear's comic alphabeth, 1880"

[Published for the Trustees of the British Museum by Bristish Museum Press in association with the Natural History Museum. First published in paperback in 1994. ISBN 0-7141-1758-7]

sábado, 15 de setembro de 2007

149.ª Página Caldense



"Rafael Bordalo Pinheiro, pede licença ao seu bom amigo para lhe oferecer umas provas dos seus insignificantissimos ensaios da gravura a água forte."

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"Agua-Forte - Documento impresso em talhe doce por meio de uma placa de cobre inicialmente revestida de um verniz resistente ao ácido; o desenho é realizado por incisão do verniz; a gravura é obtida expondo mais ou menos a placa à mordedura do ácido. De uma forma abreviada, chama-se água-forte à prova de uma estampa feita por este processo; actualmente é apenas usada em edições artísticas." [Dicionário do Livro, Marias Isabel Faria e maria da Graça Perição, Guimarães Editores, 1.ª Edição, 1988]

O meu grande agradecimento ao Vitor Pires pela oferta destas letras bordalianas.

148.ª Página Caldense

Bordalo a cheirar o pãozinho quente!
A HIGIÉNICA PADARIA DO POVO
[Em cima do lado direito, um medalhão com Bordalo Pinheiro]

[actual rua Almirante Cândido dos Reis, vulgo, das Montras]

Novamente o meu agradecimento ao Joaquim Saloio, pela utilização da sua colecção de postais.

147.ª Página Caldense

Convite ao banho

Minha Senhora, com o devido respeito, vai um banho de "água morna"?

[Fotografia da Margarida Araújo, Museu da Cidade, 2005]

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

146.ª Página Caldense



O IX CONGRESSO INTERNACIONAL DE ANTROPOLOGIA E ARQUEOLOGIA
PRE-HISTÓRICAS (Lisboa, 1880):
Uma Leitura, seguida da "Crónica de Bordalo Pinheiro"
VICTOR PAVÃO DOS SANTOS

[Centro de História da Universidade de Lisboa, 1980.]

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

A Essência do Comércio

A ESSÊNCIA DO COMÉRCIO
FERNANDO PESSOA

"A actividade social chamada comércio, por mal vista que esteja hoje pelos teoristas das sociedades impossíveis, é contudo um dos dois característicos distintivos das sociedades chamadas civilizadas. O outro característico distintivo é o que denomina cultura. Entre o comércio e a cultura houve sempre uma relação íntima, ainda não bem explicada, mas observada por muitos. É, com efeito, notável, que as sociedades que mais proeminentemente se destacaram na criação de valores culturais são as que mais proeminentemente se destacaram no exercício assíduo do comércio. Comercial, eminentemente comercial, foi Atenas. Comercial, eminentemente comercial foi Florença.

A relação entre os dois fenómenos é ao mesmo tempo de paralelismo e de causa e efeito." [...] [Pág. 26 e 27] [in: Revista de Comércio e Contabilidade, n.º 3, Março de 1926]

Fernando Pessoa

[A Essência do Comércio e Outros Textos de Teoria Económica. Fernando Pessoa. Editorial Nova Ática. Setembro de 2006. ISBN 972-617.192.x]

FERNANDO PESSOA
JOÃO ABEL MANTA

[Obra Gráfica. João Abel Manta. Edição: Câmara Municipal de Lisboa / Museu Rafael Bordalo Pinheiro. Lisboa. 1992]

terça-feira, 11 de setembro de 2007

145.ª Página Caldense


RAFAEL BORDALO PINHEIRO AMIGO DE LISBOA

[6.ª Exposição Temporária do Museu Rafael Bordalo Pinheiro. Lisboa. 1941. Câmara Municipal de Lisboa / Direcção dos Serviços Centrais / Repartição dos Serviços Culturais. 14 Páginas numeradas + capas. Dimensão: 13,50 x 17,80 cms. Identificação de 55 peças expostas, sendo 20 originais.]

O meu agradecimento ao Luiz Pinho por esta oferta bordaliana.

COMENTÁRIO:

alma disse...
Isabel! Quanta saudade guardada na alma... hoje matei alguma. Foi excelente passar ai na livraria e vê-la novamente com a força interior, com a garra, o sorriso. Gostei. Obrigado por me mostrar o seu fabuloso blog "Cavacos das Caldas", o qual já adicionei ao meu. Gostei bastante, muito bom. Parabéns. Belos tempos em que vivi ai nas Caldas, recordo-os com saudade. Sempre que possível passrei por aqui para ver as novidades. Com um beijinho do Jorge Ferro Rosa.
11 de Setembro de 2007 21:19

Jorge: Sensibilizada pela ternura da mensagem o meu agradecimento amigo, Isabel.

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

144.ª Página Caldense

S. Jorge combatendo o Dragão
RAFAEL BORDALO PINHEIRO

"JORGE (23 de Abril). Santo fabuloso, originário da Capadócia. Guerreiro Valente, salva a filha do Rei matando o terrível dragão, que a queria devorar. (Ao que parece, teria morto um auroque - bisonte europeu - que dizimava a população com ferocidade. Com o decorrer do tempo, porém, o auroque ter-se-á transformado em dragão, símbolo do demónio judaico-cristão.) Foi eventualmente martirizado de maneira bizarras. A sua lenda foi rejeitada no século V por um concílio, mas persistiu e ganhou enorme popularidade no tempo das Cruzadas. Iconograficamente, é representado por um jovem imberbe, de armadura, tanto a pé como num cavalo branco, com cabelos compridos, um dragão aos pés e a lança quebrada. Tem por vezes uma espada nua e um estandarte branco com uma cruz vermelha. Padroeiro da Inglaterra. Com a reforma do calendário litúrgico (9-5-69) pelo papa Paulo VI, tornou-se opcional a observância do seu dia festivo."

[Jorge Campos Tavares, Dicionário de Santos, Lello Editores, 3.ª Edição, 2001]

Esta fantástica luta entre o santo e dragão, foi-me enviado pelo João B. Serra.
Os meus agradecimentos por mais esta partilha.
Leiam-se: cidadeimaginaria.org e a rubrica "O Que Eu Andei", no próximo número da Gazeta das Caldas.
2 COMENTÁRIOS:

Anónimo disse...
Isabel tambem fiquei surpreendido com a "aparicao" deste S.Jorge em Santiago do Cacem. Que eu saiba conto com a existencia de 4 peças (com diferencas nas dimensoes )1 - na casa museu S.Rafael2 - este agora referido no texto em Santiago3 - existe foto de outro em Cascais na casa museu Castro Guimares (Ilustracao Portuguesa)4 - e outro existente perto de Pombal numa igreja (de grandes dimensões e identico ao existente na casa museu S. Rafael )Presumindo que o S.Jorge existente em exposiçao em Santiago não sendo o de Cascais, totalizam 4 pcs. muito intessante. nao existem moldes desta peça na fabrica bordalo actual.vitor Pires
11 de Setembro de 2007 17:39

Anónimo disse...
Aqui há três anos esteve no Museu da Cerâmica para restauro um S. Jorge e Dragão de Rafael Bordalo Pinheiro. Foi o Herculano Elias que o restaurou e sabará mais sobre a peça.Margarida(era diferente desta)
12 de Setembro de 2007 1:07

domingo, 9 de setembro de 2007

143.ª Página Caldense

PARQUE
VALTER VINAGRE, 1993
... o silêncio das sombras ...

142.º Página Caldense

ACONTECER POESIA
LUIS ROSA BRUNO

"O Parque é um tesoiro ..."


"Vulgar moldura ... casario tristonho,
Ao fundo a Mata, num perfil tristonho,
O Parque ao meio, assim guardado e posto,
Bucólico sossego, do meu gosto ...

E algo que flutua, é no ar,
Que é leve, diferente, singular,
No sol tão claro, só de luz na cor
Doce que tudo tem, e no frescor ...
E é tão simples, isto ... Destes plátanos

Guardam segredos as caladas sombras ...
E, mais além, num lago circular,
Uma ilha florida e uma ponte,
Patos de neve, em ronda, a navegar
Sobre azuis, brancos, malhados, vermelhos
Peixes alegres, às voltas, a bailar ...

E há meninos rindo ... Se disserem
Haver melhor, eu ficarei pasmado ...
E uns barquinhos dormem ... Que postal
Inglês, romântico na paz claustral...

Roseiras frágeis, enlaçadas, velam
Uma donzela em leitura calma,
Velhinhos, um caso, revivem alma
E amores, sós, em sonhos se desvelam ...

Uma aguarela assim é raridade!
Ó Caldas da Rainha! Ó cidade
De Leonor e de Malhoa e outros
Que na pedra e no barro e no papel
Que nome alevantarm, a tão alto!...
Grito, princesa de viçosos bens:
O Parque é um tesoiro que tu tens!"

Luis Rosa Bruno

[Edição do Autor. Composto e Impresso nas Oficinas Gráfcas de "O Riomaiorense", Rio Maior. MCMLVII. 80 Páginas numeradas + capas.]

Agradeço à Maria Edite Caldas Lopes a partilha desta bibliografia caldense.

sexta-feira, 7 de setembro de 2007

Introdução à História dos Gatos em Portugal



"O gato caçador e o gato borralho são os mais presentes na tradição portuguesa, quer nos textos quer nas figurações. Recordem-se, ao nível de adágios populares e relativamente ao primeiro caso: "gato miador, nunca bom caçador", que remonta ao século XV; "dar ao gato o que há-de levar o rato"; "de casa do gato não vai o rato farto"; "mais magro no mato que gordo no papo do gato"; "muito sabe o rato, mas mais sabe o gato"; "o que há-de levar o rato dá ao gato e tirar-te-á de cuidado"; "vão-se os gatos, estendem-se os ratos" ou "quando em casa não está o gato, estende-se o rato"; tudo ditados que remontam, pelo menos, ao século XVII. A nível do segundo não se esqueçam: "tirar a castanha do borralho com a mão do gato", datável do século XVI pelo menos; ou a afirmação do Orto do Esposo (século XV) de que "não pode o gato estar acerca do fogo que não se queime". Numa pintura do século XVI, portuguesa ou encomendada para Portugal, lá surge o gato bem junto à lareira de uma família burguesa. É verdade que também o encontramos sentado aos pés dos donos ou na soleira da porta de casa." [Pág. 90/91]

A. H. de Oliveira Marques



BOCA DO INFERNO

Revista de Cultura e Pensamento

Câmara Municipal de Cascais

N.º 8 - Julho 2003

Introdução à História dos Gatos em Portugal

A. H. de Oliveira Marques

[Páginas 83 a 97]


[Página partilhada com o João B. Serra (indicação da fonte) e com a Margarida Araújo (fotografia)]