CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quarta-feira, 5 de setembro de 2007

138.ª Página Caldense

O SCALA
Orgão oficial da Sociedade Cultural de Artes e Letras de Almada
N.º 32 - Inverno de 2005

Raphael Bordallo Pinheiro e a sua passagem por Almada
Autor: Luis Milheiro

[Páginas 8 e 9]


Esta página é dedicada a um leitor especial.

Luis Milheiro esta página caldense é da sua autoria.

terça-feira, 4 de setembro de 2007

137.ª Página Caldense

ILUSTRAÇÃO PORTUGUESA
II Série - n.º 659 - 7 de Outubro de 1918


Festas desportivas nas Caldas da Rainha

[...] "Foi muito interessante a corrida de "gymkhana" que se realizou na explanada da mata da interessante vila das Caldas da Rainha, promovida por uma comissão da colónia balnear elegante, em benefício dos bombeiros voluntários da localidade, e em que tomaram parte muitas senhoras que emprestaram à linda festa um encanto admirável e entusiasmaram a grande e selecta assistência.[...]


Clichés do distinto amador do Porto, sr. José Guimarães.

segunda-feira, 3 de setembro de 2007

Macaquices

O macaco do Bordalo
Jardins do Museu da Cerâmica

[Fotografia de Margarida Araújo]

136.ª Página Caldense

QUERES BORDALO?
Contos de MANUEL ANTÓNIO PINA
Desenhos de PEDRO PROENÇA

O Pedido de Casamento

"- Um macaco?!!, trovejou o pai, fazendo estremecer as louças na cristaleira. A criada acabou de servir o assado e sumiu-se rapidamente em direcção à cozinha, aterrorizada. A mãe permaneceu hirta, em silêncio, sem conseguir levantar os olhos do prato, como quem espera uma catástrofe anunciada. Fez-se um grande silêncio. Elvira ganhou coragem a atreveu-se, num fio de voz:

- Não é um macaco como os outros, papá..." [Pág. 5]

[Edição Museu Bordalo Pinheiro. Tiragem 1000 Exemplares. 1.ª Edição, 2005. Edição cartonada. ISBN 972-8403-232-2]

Resposta ao Desafio

Praça 5 de Outubro, n.º 47/48/49
(Antiga Praça do Peixe)

O mistério dos azulejos

domingo, 2 de setembro de 2007

O Gato de O'Neill

[Cartes d'Art - Catherine Pfister - Nuit Féline]

O GATO


"Que fazes aqui, ó gato?
Que ambiguidade vens explorar?
Senhor de ti, avanças, cauto,
meio agastado e sempre a disfarçar
o que afinal não tens e eu te empresto,
ó gato, pesadelo lento e lesto,
fofo no pêlo, frio no olhar!

De que obscura força és a morada?
Qual o crime de que foste testemunha?
Que deus te deu a repentina unha
que rubrica esta mão, aquela cara?
Gato, cúmplice de um medo
ainda sem palavras, sem enredos,
quem somos nós, teus donos ou teus servos?"

Alexandre O'Neil
[Poesias Completas. Assírio & Alvim. 3.ª Edição, 2002. ISBN 972-37-0614-8]

sábado, 1 de setembro de 2007

135.ª Página Caldense

V CENTENÁRIO DO NASCIMENTO DA
RAINHA D. LEONOR

[Introdução: José Guilherme de Mello e Castro (Provedor da Santa Casa da Misericódia de Lisboa). Os Pintores da Rainha D. Leonor, por Reynaldo dos Santos. A mais recente Bandeira de Misericódia, por Eduardo Malta. Os Retratos da Rainha D. Leonor, por Fernando Pamplona. Edição da Comissão Nacional do V Centenário do Nascimento da Rainha D. Leonor. Composto e Impresso nas Oficinas da Empresa Nacional de Publicidade. Lisboa 1958.]

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

134.ª Página Caldense

NO LAZARETO DE LISBOA
RAFAEL BORDALO PINHEIRO


[Ano de Edição: 1881. Empresa Literária Luso-Brasileira - Editora. Director e proprietário A. de Sousa Pinto. Lisboa. Dimensão: 16,00 x 23,50 cms. 56 páginas numeradas + capas. Impressão: Lallemant Fréres, Typ., (Fornecedores da Casa de Bragança) Rua do Tesouro Velho, 6, Lisboa]

quinta-feira, 30 de agosto de 2007

133.ª Página Caldense

ALGUNS ASPECTOS DO FOMENTO FRUTEIRO NA REGIÃO
DAS CALDAS DA RAINHA
ANDRÉ NAVARRO

[Autor: Professor e Director do Instituro Superior de Agronomia. Separata do "Agros", n.º 1 - Janeiro/Fevereiro de 1940. Folheto com 10 páginas numeradas + capas. Dimensão: 18,60 x 23,60 cms.]

quarta-feira, 29 de agosto de 2007

132:ª Página Caldense

NOTICIAS INTERESANTES DA REAL VILLA DAS CALDAS
COM ALGUNS MAPPAS CURIOZOS NO ANNO DE 1797 E 1798

[...] "A Horta Real é um recinto todo murado, onde vários hortelãos plantam várias saladas, e ervas para venderem, e gasto do Provedor, tem dois grandes tanques de água que lhe vem da fonte das cinco bicas que fica pegado ao muro da quinta Real, e em um dos tanques há imensos peixes de recreio, tem suas parreiras, e no último quadro, estão várias pirâmides de Louro, e muros recortados com seus arcos, feitos de bucho verde.[...] [Pág. 46]

"Táboa da entrada corredor e largo do pocinho e copa"[Mapa entre as pág.48 e 49]

[PH - Património Histórico, Grupo de Estudos. Colecção PH - Arquivos. 1.ª Edição, Dezembro de 2002. Estudo introdutório: Luis Nuno Rodrigues. Transcrição e notas: Nicolau Borges. ISBN 972-8154-21-6]

terça-feira, 28 de agosto de 2007

Desafio

Onde estão estes azulejos? Responda quem sabe!

131.ª Página Caldense

HÁ MUITOS ANOS...
DUAS PÁGINAS DE RAFAEL BORDALO

"Foi em 1881. Estavam os regeneradores no poder e, portanto... os progressistas na oposição. Era ministro da justiça Lopo Vaz e governador civil de Lisboa o célebre Arrobas. Discutia-se muito a não menos célebre "lei das rolhas", ainda a questão de Lourenço Marques; etc. A primeira das gravuras que reproduzimos é meia página do António Maria (de 29 de Dezembro d'aquele ano) em que precisamente Lopo Vaz e o conselheiro Arrobas são satirizados com a graça que caracterizava todos os trabalhos do grande Rafael Bordalo. A segunda, extraída do mesmo número do referido semanário, parodia a um reclame, cremos que de sabonetes, então muito em voga, apresenta inúmeras caricaturas de políticos da época, conforme abaixo se indica - políticos na sua grande maioria já falecidos, pois o tempo não perdoa e isto foi há 41 anos!...

Entre os meninos que têem brôas (regeneradores): Fontes, Serpa Pimentel, Lobo Vaz, Arrobas, Andrade Corvo, Hintze Ribeiro, conde de Burnay, general Macedo (o Macedindo da Gurad Municipal), Cunha Belém, Luciano Cordeiro, etc.

Entre os meninos que não têem brôas (progressistas): Braamcampo, José Luciano, Mariano de Carvalho, Barros e Sá, prior da lapa, Marquez de Valada, José Dias Ferreira, visconde de Gandarinha, bispo de Viseu, Sá Carneiro, etc., etc., etc."


[Ilustração Portuguesa, Natal de 1922, N.º 879 - 2.ª Série - 23 de Dezembro de 1922. Página não numerada.]

130.ª Página Caldense

ESTREMADURA

RAFAEL BORDALO PINHEIRO
Oleiro e Barrista
(Ceramista)


“Rafael Bordalo Pinheiro era um temperamento plástico. Amoldava-se à forma, ao pensamento e ao ritmo. Manifestava-se largamente em superfície, em perspectiva e em volume. Foi desenhador, pintor, ceramista decorador e escultor barrista.

Fundamentalmente era poeta do traço ou imaginário da linha, que define e contorça, dando vida às coisas e às pessoas. Não o senhor estático e saudosamente contemplativo das formas. Mas o espírito em acção constante, para restituir vida ao que a perdeu, e dar vida ao que nunca a teve. O desenho, quando é desenho, e o anima um pensamento em acção e movimento, pode transformar-se em graça, no chiste, na hilaridade, na ironia, no sarcasmo, no “humorismo”, rir e fazer rir, sem deixar de ser desenho, sem deixar de ser arte, e sem deixar de ser caricatura. Creio mesmo que, para ser caricaturista, – ou humorista plástico, se o preferirem, – não é preciso abandonar o desenho, nem deformar até ao horror, por meio dele, a natureza, o altíssimo dom divino da graça natural.

Era o condão de Bordalo: sem criar o horror das formas naturais, dar-nos a graça ou a ironia dos homens, das atitudes, dos acontecimentos.”[...] [Pág. 43 a 48]

Luis Chaves


[Luís Chaves, Rafael Bordalo Pinheiro, Oleiro e Barrista, Ceramista, in: Estremadura, Boletim da Junta de Província, Série II, Número XI, Janeiro / Fevereiro / Março / Abril, 1946]

domingo, 26 de agosto de 2007