CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



terça-feira, 28 de agosto de 2007

131.ª Página Caldense

HÁ MUITOS ANOS...
DUAS PÁGINAS DE RAFAEL BORDALO

"Foi em 1881. Estavam os regeneradores no poder e, portanto... os progressistas na oposição. Era ministro da justiça Lopo Vaz e governador civil de Lisboa o célebre Arrobas. Discutia-se muito a não menos célebre "lei das rolhas", ainda a questão de Lourenço Marques; etc. A primeira das gravuras que reproduzimos é meia página do António Maria (de 29 de Dezembro d'aquele ano) em que precisamente Lopo Vaz e o conselheiro Arrobas são satirizados com a graça que caracterizava todos os trabalhos do grande Rafael Bordalo. A segunda, extraída do mesmo número do referido semanário, parodia a um reclame, cremos que de sabonetes, então muito em voga, apresenta inúmeras caricaturas de políticos da época, conforme abaixo se indica - políticos na sua grande maioria já falecidos, pois o tempo não perdoa e isto foi há 41 anos!...

Entre os meninos que têem brôas (regeneradores): Fontes, Serpa Pimentel, Lobo Vaz, Arrobas, Andrade Corvo, Hintze Ribeiro, conde de Burnay, general Macedo (o Macedindo da Gurad Municipal), Cunha Belém, Luciano Cordeiro, etc.

Entre os meninos que não têem brôas (progressistas): Braamcampo, José Luciano, Mariano de Carvalho, Barros e Sá, prior da lapa, Marquez de Valada, José Dias Ferreira, visconde de Gandarinha, bispo de Viseu, Sá Carneiro, etc., etc., etc."


[Ilustração Portuguesa, Natal de 1922, N.º 879 - 2.ª Série - 23 de Dezembro de 1922. Página não numerada.]

130.ª Página Caldense

ESTREMADURA

RAFAEL BORDALO PINHEIRO
Oleiro e Barrista
(Ceramista)


“Rafael Bordalo Pinheiro era um temperamento plástico. Amoldava-se à forma, ao pensamento e ao ritmo. Manifestava-se largamente em superfície, em perspectiva e em volume. Foi desenhador, pintor, ceramista decorador e escultor barrista.

Fundamentalmente era poeta do traço ou imaginário da linha, que define e contorça, dando vida às coisas e às pessoas. Não o senhor estático e saudosamente contemplativo das formas. Mas o espírito em acção constante, para restituir vida ao que a perdeu, e dar vida ao que nunca a teve. O desenho, quando é desenho, e o anima um pensamento em acção e movimento, pode transformar-se em graça, no chiste, na hilaridade, na ironia, no sarcasmo, no “humorismo”, rir e fazer rir, sem deixar de ser desenho, sem deixar de ser arte, e sem deixar de ser caricatura. Creio mesmo que, para ser caricaturista, – ou humorista plástico, se o preferirem, – não é preciso abandonar o desenho, nem deformar até ao horror, por meio dele, a natureza, o altíssimo dom divino da graça natural.

Era o condão de Bordalo: sem criar o horror das formas naturais, dar-nos a graça ou a ironia dos homens, das atitudes, dos acontecimentos.”[...] [Pág. 43 a 48]

Luis Chaves


[Luís Chaves, Rafael Bordalo Pinheiro, Oleiro e Barrista, Ceramista, in: Estremadura, Boletim da Junta de Província, Série II, Número XI, Janeiro / Fevereiro / Março / Abril, 1946]

domingo, 26 de agosto de 2007

sábado, 25 de agosto de 2007

129.ª Página Caldense

ALMANAQUE DE CARICATURAS PARA 1874
RAFAEL BORDALO PINHEIRO

[Pág. 16 e 17]

[Typographia Editora de Mattos Moreira & Companhia. Praça D. Pedro n.º 67, Lisboa. Data de Edição 1873. Capa a cores. Preço 240 Reis. Dimensão: 14,50 x 20,80 cms. 64 Páginas numeradas + Capas.]

Amizades Cúmplices

"Que luz é esta que ilumina o Mestre?
A Festa ao longe chega-lhe de forma nostálgica.
A minha admiração pela tua admiração e a minha amizade."
Margarida
[mensagem recebida por email numa manhã de sábado...Margarida Araújo]

sexta-feira, 24 de agosto de 2007

128.ª Página Caldense


ESTREMADURA
"A PROPÓSITO DA PRIMITIVA
LOUÇA DAS CALDAS
achegas para o esclarecimento dum protlema ceramológico"

[...]"Sabemos que a organização das nossas olarias quinhentistas era decalcada em moldes patriarcais, adentro da oficina caseira. Com o dono - o mestre - residiam: os oficiais, forneiros e demais criados solteiros. A casa era ao mesmo tempo oficina e tenda, sem que lhe faltasse anexo, no quintal, o forno de cozer a louça. Não eram raras as olarias com um ou dois almocreves ao serviço de carreto de materiais, dos barreiros próximos, e transporte das palenganas, às feiras de mais nomeada, a que o mestre não deixava de concorrer."[...] [Págs. 383 a 391]

Russell Cortez

[Estremadura - Boletim da Junta de Província. Série II . Número 10. Setembro / Outubro / Novembro / Dezembro. 1945. Director: Carlos Botelho Moniz.]

quinta-feira, 23 de agosto de 2007

O Gato e o Escuro


O GATO E O ESCURO
MIA COUTO
Ilustrações DANUTA WOJCIECHOWSKA



[..]"Porque o Pintalgato chegava ao ponte e espreitava o lado de lá.
Namoriscando o proibido, seus olhos pirilampiscavam."[...]


[O Gato e o Escuro. Mia Couto. Ilustrações de Danuta Wojciechowska. Editorial Caminho. 1.ª edição, Outubro de 2001. ISBN 972-21-1515-8]

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

O autógrafo de Fernando Assis Pacheco

WILT (ou o frio e o quente)
FERNANDO ASSIS PACHECO

[Livraria Bertrand. Colecção Autores de Língua Portuguesa. 2.ª Edição, 1978. ]

La Vie Politique

LA VIE POLITIQUE DE DAUMIER À NOS JOURS
"...l'un des plus grands dessinateurs de presse de notre temps..."

[Sous la Direction de Noelle Lenoir. Préface de René Rémond. Somogy Editions d'Art. 2005. ISBN 2-85056-719-1]

terça-feira, 21 de agosto de 2007

127.ª Página Caldense

VÁRIA ESCRITA
"BORDALANDO COM O ANTÓNIO MARIA EM SINTRA"


"Incorrígivel. Implacável. Provocador. Demolidor. Ferino. Republicano. Artilheiro contumaz e mortífero dos Bragança constitucionais e da Monarquia. Fuzilador de um regime que se fundava como uma barcaça bojuda em que as águas, mesmo as das ondas mais calmas, corriam de estibordo para bombordo e logo depois de bombordo para estibordo, encharcando os pés dos tripulantes, subindo-lhes pelas canelas, afogando-os palavra a palavra, desenho a desenho." [...]
Vitor Wladimiro Ferreira


[Vária Escrita, Cadernos de Estudos Arquivísticos, Históricos e Documentais - Separata n.º 12 . 2005. Sintra - Câmara Municipal.]

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

126ª Página Caldense


BORDALO N' BERLINDA

[Mostra Documental - 13 de Outubro de 2005 a 7 de Janeiro de 2006. Edição: Biblioteca Nacional. Organização e pesquisa: João Paulo Cotrim / Manuela Rêgo. Tiragem: 750 Exemplares. Data de Edição: Setembro de 2005. ISBN 972-565-405-6]

sábado, 18 de agosto de 2007

125.ª Página Caldense


LISBOA LIVRO DE BORDO
Vozes, Olhares, Memorações
JOSÉ CARDOSO PIRES


[...]Faz parte dos animais campestres que Bordalo recuperou para a devoração duma burguesia urbana ainda carregada de romantismo rural.

Bichos simples todos eles, e todos reproduzidos numa exactidão deliciada: a lagartixa ladina, o gafanhoto pinchão, o gaio, a abelha trabalhadeira, o porco das muitas iguarias, o peru, a galinha de poleiro. Depois vêm os peixes e os mariscos da burguesia de mesa farta e guardanapo ao pescoço, desde o modestíssimo caranguejo à sumptuosa lagosta ou ao bacalhau popular, tudo isto a conferir prazer e nostalgia a uma sociedade repousada. Não falta sequer, pendurado na parede, um abano de atear o lume, elegido em peça de arte como um divertimento um sorriso."[...] [Pág. 39 / 40]

[Publicações Dom Quixote, Biblioteca de Bolso Literatura n.º 24. 6.ª edição (1.ª Edição de Bolso), Julho de 2001. ISBN 972-20-2046-3]

124.ª Página Caldense

LISBOA LIVRO DE BORDO
Vozes, Olhares, Memorações
JOSÉ CARDOSO PIRES


"Outros Bichos, outras Lisboas"

"Rafael Bordalo Pinheiro veio à luz na Rua da Fé e aposto que desde o berço teve sempre um gato a fazer-lhe companhia. Um gato burguês necessariamente.Um dos muitos que ele deixou por todo o lado, a começar no da caricatura de si próprio e a acabar nos das peças de cerâmica que o tornaram genial. Gatos em barro de esmalte colorido:um, assanhado, em cima de uma tampa dum bule, outro, pachorrento, a servir de escarrador, outros a espreitarem do fundo de um prato decorativo ou a repetirem-se em relevos dum friso de salão.

E de repente salta uma rã. Não é da de espantar porque a rã é uma das personagens mais estimadas do Mestre. Mas surpreende pelo atrevimento com que se apresenta: podemos vê-la a fumar charutos os painéis da Tabacaria do Rossio, que era uma das capelinhas dos intelectuais do fim do século com o Herculano à cabeça, e se quisermos em bibelot, em objecto de usos doméstico ou em relevo vidrado é parte só estarmos atentos que ela não tarda a aparecer."[...] [Pág. 54]

[Expo'98 / Publicações Dom Quixote. Edição encadernada a pano. Sem indicação de data de edição (1997 ?) ISBN 972-20-1422-6 - Exemplar com dedicatória do autor assinada em Frankfurt, no ano em que Portugal foi o país convidado. ]

123.ªPágina Caldense

ASSISTÊNCIA, MEDICINA E SOCIEDADE:
O HOSPITAL DE NOSSA SENHORA DO PÓPULO
FUNDADO EM 1485 NAS CALDAS DE ÓBIDOS E SUA EVOLUÇÃO
JOÃO B. SERRA


[Separata do Livro Actas do Congresso Comemorativo do v Centenário do Hospital do Espírito Santo de Évora. 1996.]