CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



sexta-feira, 10 de agosto de 2007

Um Olhar Enigmático

Palácio Fronteira - jardim, azulejos do século XVII - Lisboa
Foto Nicolas Sapieha (postal, edição de "O telescópio de Galileu")

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

116.ª Página Caldense


PANORAMA

"Ramalho Ortigão e as Caldas da Rainha"

"A Ramalho Ortigão - o "precursor do turismo" - deve Caldas da Rainha o descritivo admirável dos seus encantos paisagísticos; a evocação enternecida dos seus arredores: - «... nada vi jamais para lhe antepor, como tranquila, risonha, e pacífica expressão da natureza rústica e da vida rural»; o estudo da sua graciosa indústria; a legenda de inventariação artística e literária dos monumentos, em redor; o sedutor enlêvo romântico da sua crónica da época calmosa. «Acentuadamente sanguíneo, grossamente musculoso, antigo passarinheiro, caçador de coelhos e pescador de trutas na sussurrante espessura dos pinhais e na desnevada corrente dos rios», as Caldas foram, anos e anos, a atracção predilecta do seu temperamento de excursionista incorrígivel." [Pág. 13 a 15]
Luiz Teixeira

[Panorama - Revista Portuguesa de Arte e Turismo - Publicação Mensal do Secretariado da Propaganda Nacional - Nr.º 7 - Ano 1 - Vol. 2 - 1942]

115.ª Página Caldense

FAIANÇA ARTISTICA DAS CALDAS DA RAINHA
5.ª EXPOSIÇÃO DE MODELOS DE M. GUSTAVO BORDALlO PINHEIRO


[Data de edição: 1913. Fábrica Bordallo Pinheiro "San Rafael" - Impressão: Imp. Libanio da Silva, Lisboa]

Grande espreguiçadela ....

RAFAEL BORDALO PINHEIRO
Pontos nos ii, 6 de Agosto de 1885

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

114.ª Página Caldense

SCENAS DE LISBOA
D. THOMAZ DE MELO

Capa desenhada por RBP (assinatura a vermelho no canto inferior esquerdo).


Ilustração (extratexto) de Rafael Bordalo Pinheiro.

[Biblioteca sem Nome. Tipographia Lisbonnense - Largo de S. Roque, 7 - Lisboa. Data de Edição: 1874. Preço: 600 réis.]

terça-feira, 7 de agosto de 2007

113.ª Página Caldense

BANQUETE EM HOMENAGEM A RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO

Promovido pela Associação dos Jornalistas de Lisboa
Lisboa - 6 de Junho de 1903

O meu reconhecimento à Senhora Dª. Maria Fernanda Batalha que generosamente me ofereceu esta bela peça bordaliana.

A Bicharada

O Uivo

A Banana do Macaco

Pronto para o Forno



A fuga das Sardaniscas

A Gata Branca

O Descanso

[Peças de cerâmica da fábrica Bordalo Pinheiro em vários estádios de fabrico. 2007. ]

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

112.ª Página Caldense

ARTE E ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS -2.ª SÉRIE
RIBEIRO ARTUR


"Conseguiu passar a fronteira com foros de celebridade indiscutível e não efémera porque os volumes que se publicaram em 1879 a 1884 com o nome O António Maria são imorredouros, e talvez a obra de arte mais culminante, mais vivida, realizada em Portugal no nosso tempo." [Pág. 101]



"O carácter alegre e expansivo de Bordalo atrai-lhe todas as simpatias. A parte da sua obra que mais o eleva, podia ter-lhe criado inimigos, mas a poderosa magia do seu génio artístico leva tudo de vencida, e ele tem caminhado entre clamores de triunfo; as suas sátiras tem-lhe granjeado tantos amigos como se foram lisonjas." [Pág. 116]

[Editor: Livraria Ferin (Fornecedores da Casa Real) Lisboa. Data de Edição: MDCCCXCVIII. Ilustrações de Alfredo Keil, Roque Gameiro, Adães Bermudes, António Motta, Teixeira Lopes, Raphael Bordallo Pinheiro, Celso Hernínio, Luciano Freira, João Vaz e António Ramalho. 2.º Volume de três.]

Shakespeare Cats




SHAKESPEARE CATS

SUSAN HERBERT







Romeo and Juliet - Act V - Scene III


... " For never was a story of more woe

Than this of Juliet and her Romeo."





King Lear - Act III - Scene II


"Blow, Winds, and crack yor cheeks; rage, blow."



[Thames and Hudson. 1966. ISBN 0-500-01695-X]

domingo, 5 de agosto de 2007

111.ª Página Caldense

EXERCÍCIOS DE ESTILO
LUIS PACHECO

"Dizem os sábios: ao contrário de muitas terras do País, cuja origem se perde nas névoas do passado, pode-se marcar uma data que corresponde à da fundação e origem das Caldas da Rainha, como povoado, se bem que nos seus arredores se encontrem vestígios dos povos primitivos, que deixaram a sua memória na toponímia local, já em monumentos arqueológicos - como restos paleolíticos encontrados próximo da cidade (Santo Isidoro). Mas que temos agora (Janeiro de 1968 - Maio de 1971, em plena guerra em três frentes) com isso?

As águas das caldas da rainha - que fizeram da cidade a primeira estância termal do País - são fornecidas por cinco fontes: Pocinho da Copa, Piscina dos Homens, Piscina das mulheres, Piscina Escura e Arco. [...] Curam quase tudo, o melhor é não as cheirar.
[...]
Gosto assim assim de Caldas da Rainha. Que digo, cada vez gosto menos. A vilória que era umas termas reais transformou-se numa escola especializada de assassinos. Vêm de todos os lados, aqui se congregam em corporações selectas, adestradas. Faz jeito ao comércio local, estragam-me a paisagem. De tempos a tempos desfilam com garbo marcial pela Praça, aqui há dias foram 1200 , dão meia volta enfiam pelo lago e nunca mais ninguém os vê. Os cisnes saúdam-nos num grasnar de mau agoiro e ficam à espera dos seguintes.

Já não gosto nada das Caldas da Rainha. A próxima criancinha a desaparecer sou eu." [Pág. 165 a 178]

[Editorial Estampa. Colecção Ficções n.º 30. 3.ª Edição revista e aumentada. Outubro de 1998.ISBN 972-33-146-1]

sábado, 4 de agosto de 2007

110.ª Página Caldense

VIAGEM A PORTUGAL
JOSÉ SARAMAGO

"De Alenquer às Caldas da Rainha veio o viajante sem parar. Tirando a Ota, o Cercal e Sancheira Grande, a estrada fugiu a tudo quanto é lugar habitado, estrada bicho do mato, de poucas palavras. Pagou-lhe bem o viajante: veio a pensar todo o caminho em frei António das Chagas e em Damião de Góis, que era uma maneira tão boa como outra qualquer de pensar em Portugal.

De manhã, nas Caldas, vai-se ao mercado. O viajante foi, mas não fez compras. O mercado das Caldas é para atavios domésticos, não tem mais pitoresco do que isso. Em grande engano caem os turistas que indo de passagem vêem o magote de vendedores e de compradores, tão ao natural, e irrompem excitadissimos, enristando máquinas fotográficas, à procura do ângulo raro e do raro espécime que lhe enriquecerá a colecção. Em geral, o turista fica frustrado. Para ver comprar e vender não precisava de ir tão longe.

Onde se está bem é no jardim." [...] [Pág. 164]

[Editorial Caminho. Edição encadernada a vermelho com sobrecapa a cores. 2.ª Edição da Editorial Caminho, Novembro de 1985]

Os Miaus

OS MIAUS
Adaptação livre de Os Maias , de Eça de Queiroz
Texto SARA RODRIGUES
Ilustrações CRISTIANA RESINA

"Corria o ano de 1875. Os homens usavam cartolas e bengalas, as senhoras corpetes e saias de balão, e os gatos... Bem, os gatos usavam tudo isto! Pelo menos na nossa história."

Cristiana Resina, Ilustradora Caldense

[Edições Asa. Clássicos a brincar. 1.ª Edição, Junho de 2007. ISBN 978-972-41-5079-6. 12,00 Euros]

Dessins d'Ecrivains

DESSINS D'ECRIVAINS
(Preface de Pierre Belfond. Editions du Chêne - 2003.
ISBN 2842774892)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

109.ª Página Caldense

HISTORIA DEL HUMOR GRAFICO EN PORTUGAL
OSVALDO MACEDO DE SOUSA

[...]"La gran figura del humor gráfico portugués del signo XIX, y de toda nuestra historia, es sin duda Raphael Bordallo Pinheiro, que erróneamente fue considerado durante mucho tiempo como el padre de los diseños humorísticos portugueses." [Pág. 29]

[Editorial Milenio con la colaboración de: Universidad de Alcalá. Primera edición: Outubro de 2002.ISBN 84-9743-043-3]