CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quinta-feira, 9 de agosto de 2007

115.ª Página Caldense

FAIANÇA ARTISTICA DAS CALDAS DA RAINHA
5.ª EXPOSIÇÃO DE MODELOS DE M. GUSTAVO BORDALlO PINHEIRO


[Data de edição: 1913. Fábrica Bordallo Pinheiro "San Rafael" - Impressão: Imp. Libanio da Silva, Lisboa]

Grande espreguiçadela ....

RAFAEL BORDALO PINHEIRO
Pontos nos ii, 6 de Agosto de 1885

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

114.ª Página Caldense

SCENAS DE LISBOA
D. THOMAZ DE MELO

Capa desenhada por RBP (assinatura a vermelho no canto inferior esquerdo).


Ilustração (extratexto) de Rafael Bordalo Pinheiro.

[Biblioteca sem Nome. Tipographia Lisbonnense - Largo de S. Roque, 7 - Lisboa. Data de Edição: 1874. Preço: 600 réis.]

terça-feira, 7 de agosto de 2007

113.ª Página Caldense

BANQUETE EM HOMENAGEM A RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO

Promovido pela Associação dos Jornalistas de Lisboa
Lisboa - 6 de Junho de 1903

O meu reconhecimento à Senhora Dª. Maria Fernanda Batalha que generosamente me ofereceu esta bela peça bordaliana.

A Bicharada

O Uivo

A Banana do Macaco

Pronto para o Forno



A fuga das Sardaniscas

A Gata Branca

O Descanso

[Peças de cerâmica da fábrica Bordalo Pinheiro em vários estádios de fabrico. 2007. ]

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

112.ª Página Caldense

ARTE E ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS -2.ª SÉRIE
RIBEIRO ARTUR


"Conseguiu passar a fronteira com foros de celebridade indiscutível e não efémera porque os volumes que se publicaram em 1879 a 1884 com o nome O António Maria são imorredouros, e talvez a obra de arte mais culminante, mais vivida, realizada em Portugal no nosso tempo." [Pág. 101]



"O carácter alegre e expansivo de Bordalo atrai-lhe todas as simpatias. A parte da sua obra que mais o eleva, podia ter-lhe criado inimigos, mas a poderosa magia do seu génio artístico leva tudo de vencida, e ele tem caminhado entre clamores de triunfo; as suas sátiras tem-lhe granjeado tantos amigos como se foram lisonjas." [Pág. 116]

[Editor: Livraria Ferin (Fornecedores da Casa Real) Lisboa. Data de Edição: MDCCCXCVIII. Ilustrações de Alfredo Keil, Roque Gameiro, Adães Bermudes, António Motta, Teixeira Lopes, Raphael Bordallo Pinheiro, Celso Hernínio, Luciano Freira, João Vaz e António Ramalho. 2.º Volume de três.]

Shakespeare Cats




SHAKESPEARE CATS

SUSAN HERBERT







Romeo and Juliet - Act V - Scene III


... " For never was a story of more woe

Than this of Juliet and her Romeo."





King Lear - Act III - Scene II


"Blow, Winds, and crack yor cheeks; rage, blow."



[Thames and Hudson. 1966. ISBN 0-500-01695-X]

domingo, 5 de agosto de 2007

111.ª Página Caldense

EXERCÍCIOS DE ESTILO
LUIS PACHECO

"Dizem os sábios: ao contrário de muitas terras do País, cuja origem se perde nas névoas do passado, pode-se marcar uma data que corresponde à da fundação e origem das Caldas da Rainha, como povoado, se bem que nos seus arredores se encontrem vestígios dos povos primitivos, que deixaram a sua memória na toponímia local, já em monumentos arqueológicos - como restos paleolíticos encontrados próximo da cidade (Santo Isidoro). Mas que temos agora (Janeiro de 1968 - Maio de 1971, em plena guerra em três frentes) com isso?

As águas das caldas da rainha - que fizeram da cidade a primeira estância termal do País - são fornecidas por cinco fontes: Pocinho da Copa, Piscina dos Homens, Piscina das mulheres, Piscina Escura e Arco. [...] Curam quase tudo, o melhor é não as cheirar.
[...]
Gosto assim assim de Caldas da Rainha. Que digo, cada vez gosto menos. A vilória que era umas termas reais transformou-se numa escola especializada de assassinos. Vêm de todos os lados, aqui se congregam em corporações selectas, adestradas. Faz jeito ao comércio local, estragam-me a paisagem. De tempos a tempos desfilam com garbo marcial pela Praça, aqui há dias foram 1200 , dão meia volta enfiam pelo lago e nunca mais ninguém os vê. Os cisnes saúdam-nos num grasnar de mau agoiro e ficam à espera dos seguintes.

Já não gosto nada das Caldas da Rainha. A próxima criancinha a desaparecer sou eu." [Pág. 165 a 178]

[Editorial Estampa. Colecção Ficções n.º 30. 3.ª Edição revista e aumentada. Outubro de 1998.ISBN 972-33-146-1]

sábado, 4 de agosto de 2007

110.ª Página Caldense

VIAGEM A PORTUGAL
JOSÉ SARAMAGO

"De Alenquer às Caldas da Rainha veio o viajante sem parar. Tirando a Ota, o Cercal e Sancheira Grande, a estrada fugiu a tudo quanto é lugar habitado, estrada bicho do mato, de poucas palavras. Pagou-lhe bem o viajante: veio a pensar todo o caminho em frei António das Chagas e em Damião de Góis, que era uma maneira tão boa como outra qualquer de pensar em Portugal.

De manhã, nas Caldas, vai-se ao mercado. O viajante foi, mas não fez compras. O mercado das Caldas é para atavios domésticos, não tem mais pitoresco do que isso. Em grande engano caem os turistas que indo de passagem vêem o magote de vendedores e de compradores, tão ao natural, e irrompem excitadissimos, enristando máquinas fotográficas, à procura do ângulo raro e do raro espécime que lhe enriquecerá a colecção. Em geral, o turista fica frustrado. Para ver comprar e vender não precisava de ir tão longe.

Onde se está bem é no jardim." [...] [Pág. 164]

[Editorial Caminho. Edição encadernada a vermelho com sobrecapa a cores. 2.ª Edição da Editorial Caminho, Novembro de 1985]

Os Miaus

OS MIAUS
Adaptação livre de Os Maias , de Eça de Queiroz
Texto SARA RODRIGUES
Ilustrações CRISTIANA RESINA

"Corria o ano de 1875. Os homens usavam cartolas e bengalas, as senhoras corpetes e saias de balão, e os gatos... Bem, os gatos usavam tudo isto! Pelo menos na nossa história."

Cristiana Resina, Ilustradora Caldense

[Edições Asa. Clássicos a brincar. 1.ª Edição, Junho de 2007. ISBN 978-972-41-5079-6. 12,00 Euros]

Dessins d'Ecrivains

DESSINS D'ECRIVAINS
(Preface de Pierre Belfond. Editions du Chêne - 2003.
ISBN 2842774892)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

109.ª Página Caldense

HISTORIA DEL HUMOR GRAFICO EN PORTUGAL
OSVALDO MACEDO DE SOUSA

[...]"La gran figura del humor gráfico portugués del signo XIX, y de toda nuestra historia, es sin duda Raphael Bordallo Pinheiro, que erróneamente fue considerado durante mucho tiempo como el padre de los diseños humorísticos portugueses." [Pág. 29]

[Editorial Milenio con la colaboración de: Universidad de Alcalá. Primera edición: Outubro de 2002.ISBN 84-9743-043-3]

Afinal Quem Pintou os Girassóis ?

... "Num ápice, como no circo o gato atirava-se à tela" ....


"É o máximo - a tela estava toda amachucada com as garras do gato - Que estilo! Que verve!...

Esta agora ele pinta às avessas! Tiro-lhe o chapéu! Vi milhares de quadros mas nunca um como este! - ... e enquanto observava a cena endiabrada dos seus traços virtuosos, Van Gogh teve vertigens ... - É mais do que genial! Claro que é genial! ..." [Pág. 14]


VINCENT E VAN GOGH
GRADIMIR SMUDJA

[Witloof Edições. 1.ª Edição: Agosto de 2003. ISBN 972-8711-24-7]

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

108.ª Página Caldense


A REVOLUÇÃO DE 14 DE MAIO
CESAR DA SILVA

[...]
"O caso das Caldas da Rainha é concludente. No dia 2 d'abril, após uma pomposa procissão do Senhor morto, deu-se uma briga na rua,entre beatos e livre pensadores, de que resultou a morte d'um d'aqueles.

Existia na vida, (sic) desde muito, uma profunda antipatia entre o grupo democrático, que tem por chefe o farmacêutico Maldonado Freitas, e os assalariados dos caciques evolucionistas, entre os quais avulta um toireiro amador bastante conhecido. Meses antes tinha sido o sr. Amandio de Carvalho, velho republicano, assaltado por uma turba de bandidos, que o maltrataram rudemente e lhe roubaram o dinheiro que levava.

Apesar de tudo, porém o que se passou após a referida briga, foi tão pasmoso, que chega a ser inacreditável. Um bando de sicarios, dirigindo-se para a residência do sr. Maldonado Freitas, assalta-lh'a. A vitima, que nada tivera com a desordem antecedente, busca defender-se e assim consegue salvar-se com a mulher e um filhinho, mas a malta, entrando-lhe em casa, despedaçou tudo. Os frascos da farmácia vieram para em cacos à rua; o mobiliário foi desfeito e as roupas convertidas em farrapos.

A pessoa que estas linhas escreve viu os estragos e ficou horrorrisada." [Pág. 14 e 15]

[Pág. 33 com a fotografia de Maldonado de Freitas]

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"Rematamos este capítulo com a narração d'um facto sucedido na Amoreira, lugar próximo das Caldas da rainha, que prova bem como não se extingue com facilidade a sanha dos inimigos da República.

Vai fora da ordem cronológica o que pouco importa.

No dia 19 de maio uns quaisquer indivíduos praticaram a reprovável acção de entrarem de noite na igreja d'esse lugar, escangalhando algumas imagens. Supõe-se que nem fossem do sítio.

No dia seguinte, porém, os caciques monárquicos, incitando o povo contra os principais republicanos da terra , a pretexto de que tinham sido eles os autores do sacrilégio, fizeram com que a turba desvairada lhes assaltasse as residências, espatifando o mobiliário e roupas de três pobres famílias.

Foi a repetição do vandalismo praticado com o farmacêutico Maldonado Freitas, usando os assaltantes a mesma fúria destruidora.

E vem a propósito dizer que tinha havido toda a benevolência para com os criminosos do caso das Caldas. Cinco que estavam na cadeia, reconhecidos como principais autores da selvageria, foram postos em liberdade sem se lhes instaurar processo." [Pág. 99]


[Empresa Editora "O Recreio". Data de edição: 1915. Preço: 300 réis]

Os meus agradecimentos ao Comandante Loureiro de Sousa pela partilha desta fonte bibliográfica.