CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quarta-feira, 8 de agosto de 2007

114.ª Página Caldense

SCENAS DE LISBOA
D. THOMAZ DE MELO

Capa desenhada por RBP (assinatura a vermelho no canto inferior esquerdo).


Ilustração (extratexto) de Rafael Bordalo Pinheiro.

[Biblioteca sem Nome. Tipographia Lisbonnense - Largo de S. Roque, 7 - Lisboa. Data de Edição: 1874. Preço: 600 réis.]

terça-feira, 7 de agosto de 2007

113.ª Página Caldense

BANQUETE EM HOMENAGEM A RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO

Promovido pela Associação dos Jornalistas de Lisboa
Lisboa - 6 de Junho de 1903

O meu reconhecimento à Senhora Dª. Maria Fernanda Batalha que generosamente me ofereceu esta bela peça bordaliana.

A Bicharada

O Uivo

A Banana do Macaco

Pronto para o Forno



A fuga das Sardaniscas

A Gata Branca

O Descanso

[Peças de cerâmica da fábrica Bordalo Pinheiro em vários estádios de fabrico. 2007. ]

segunda-feira, 6 de agosto de 2007

112.ª Página Caldense

ARTE E ARTISTAS CONTEMPORÂNEOS -2.ª SÉRIE
RIBEIRO ARTUR


"Conseguiu passar a fronteira com foros de celebridade indiscutível e não efémera porque os volumes que se publicaram em 1879 a 1884 com o nome O António Maria são imorredouros, e talvez a obra de arte mais culminante, mais vivida, realizada em Portugal no nosso tempo." [Pág. 101]



"O carácter alegre e expansivo de Bordalo atrai-lhe todas as simpatias. A parte da sua obra que mais o eleva, podia ter-lhe criado inimigos, mas a poderosa magia do seu génio artístico leva tudo de vencida, e ele tem caminhado entre clamores de triunfo; as suas sátiras tem-lhe granjeado tantos amigos como se foram lisonjas." [Pág. 116]

[Editor: Livraria Ferin (Fornecedores da Casa Real) Lisboa. Data de Edição: MDCCCXCVIII. Ilustrações de Alfredo Keil, Roque Gameiro, Adães Bermudes, António Motta, Teixeira Lopes, Raphael Bordallo Pinheiro, Celso Hernínio, Luciano Freira, João Vaz e António Ramalho. 2.º Volume de três.]

Shakespeare Cats




SHAKESPEARE CATS

SUSAN HERBERT







Romeo and Juliet - Act V - Scene III


... " For never was a story of more woe

Than this of Juliet and her Romeo."





King Lear - Act III - Scene II


"Blow, Winds, and crack yor cheeks; rage, blow."



[Thames and Hudson. 1966. ISBN 0-500-01695-X]

domingo, 5 de agosto de 2007

111.ª Página Caldense

EXERCÍCIOS DE ESTILO
LUIS PACHECO

"Dizem os sábios: ao contrário de muitas terras do País, cuja origem se perde nas névoas do passado, pode-se marcar uma data que corresponde à da fundação e origem das Caldas da Rainha, como povoado, se bem que nos seus arredores se encontrem vestígios dos povos primitivos, que deixaram a sua memória na toponímia local, já em monumentos arqueológicos - como restos paleolíticos encontrados próximo da cidade (Santo Isidoro). Mas que temos agora (Janeiro de 1968 - Maio de 1971, em plena guerra em três frentes) com isso?

As águas das caldas da rainha - que fizeram da cidade a primeira estância termal do País - são fornecidas por cinco fontes: Pocinho da Copa, Piscina dos Homens, Piscina das mulheres, Piscina Escura e Arco. [...] Curam quase tudo, o melhor é não as cheirar.
[...]
Gosto assim assim de Caldas da Rainha. Que digo, cada vez gosto menos. A vilória que era umas termas reais transformou-se numa escola especializada de assassinos. Vêm de todos os lados, aqui se congregam em corporações selectas, adestradas. Faz jeito ao comércio local, estragam-me a paisagem. De tempos a tempos desfilam com garbo marcial pela Praça, aqui há dias foram 1200 , dão meia volta enfiam pelo lago e nunca mais ninguém os vê. Os cisnes saúdam-nos num grasnar de mau agoiro e ficam à espera dos seguintes.

Já não gosto nada das Caldas da Rainha. A próxima criancinha a desaparecer sou eu." [Pág. 165 a 178]

[Editorial Estampa. Colecção Ficções n.º 30. 3.ª Edição revista e aumentada. Outubro de 1998.ISBN 972-33-146-1]

sábado, 4 de agosto de 2007

110.ª Página Caldense

VIAGEM A PORTUGAL
JOSÉ SARAMAGO

"De Alenquer às Caldas da Rainha veio o viajante sem parar. Tirando a Ota, o Cercal e Sancheira Grande, a estrada fugiu a tudo quanto é lugar habitado, estrada bicho do mato, de poucas palavras. Pagou-lhe bem o viajante: veio a pensar todo o caminho em frei António das Chagas e em Damião de Góis, que era uma maneira tão boa como outra qualquer de pensar em Portugal.

De manhã, nas Caldas, vai-se ao mercado. O viajante foi, mas não fez compras. O mercado das Caldas é para atavios domésticos, não tem mais pitoresco do que isso. Em grande engano caem os turistas que indo de passagem vêem o magote de vendedores e de compradores, tão ao natural, e irrompem excitadissimos, enristando máquinas fotográficas, à procura do ângulo raro e do raro espécime que lhe enriquecerá a colecção. Em geral, o turista fica frustrado. Para ver comprar e vender não precisava de ir tão longe.

Onde se está bem é no jardim." [...] [Pág. 164]

[Editorial Caminho. Edição encadernada a vermelho com sobrecapa a cores. 2.ª Edição da Editorial Caminho, Novembro de 1985]

Os Miaus

OS MIAUS
Adaptação livre de Os Maias , de Eça de Queiroz
Texto SARA RODRIGUES
Ilustrações CRISTIANA RESINA

"Corria o ano de 1875. Os homens usavam cartolas e bengalas, as senhoras corpetes e saias de balão, e os gatos... Bem, os gatos usavam tudo isto! Pelo menos na nossa história."

Cristiana Resina, Ilustradora Caldense

[Edições Asa. Clássicos a brincar. 1.ª Edição, Junho de 2007. ISBN 978-972-41-5079-6. 12,00 Euros]

Dessins d'Ecrivains

DESSINS D'ECRIVAINS
(Preface de Pierre Belfond. Editions du Chêne - 2003.
ISBN 2842774892)

quinta-feira, 2 de agosto de 2007

109.ª Página Caldense

HISTORIA DEL HUMOR GRAFICO EN PORTUGAL
OSVALDO MACEDO DE SOUSA

[...]"La gran figura del humor gráfico portugués del signo XIX, y de toda nuestra historia, es sin duda Raphael Bordallo Pinheiro, que erróneamente fue considerado durante mucho tiempo como el padre de los diseños humorísticos portugueses." [Pág. 29]

[Editorial Milenio con la colaboración de: Universidad de Alcalá. Primera edición: Outubro de 2002.ISBN 84-9743-043-3]

Afinal Quem Pintou os Girassóis ?

... "Num ápice, como no circo o gato atirava-se à tela" ....


"É o máximo - a tela estava toda amachucada com as garras do gato - Que estilo! Que verve!...

Esta agora ele pinta às avessas! Tiro-lhe o chapéu! Vi milhares de quadros mas nunca um como este! - ... e enquanto observava a cena endiabrada dos seus traços virtuosos, Van Gogh teve vertigens ... - É mais do que genial! Claro que é genial! ..." [Pág. 14]


VINCENT E VAN GOGH
GRADIMIR SMUDJA

[Witloof Edições. 1.ª Edição: Agosto de 2003. ISBN 972-8711-24-7]

quarta-feira, 1 de agosto de 2007

108.ª Página Caldense


A REVOLUÇÃO DE 14 DE MAIO
CESAR DA SILVA

[...]
"O caso das Caldas da Rainha é concludente. No dia 2 d'abril, após uma pomposa procissão do Senhor morto, deu-se uma briga na rua,entre beatos e livre pensadores, de que resultou a morte d'um d'aqueles.

Existia na vida, (sic) desde muito, uma profunda antipatia entre o grupo democrático, que tem por chefe o farmacêutico Maldonado Freitas, e os assalariados dos caciques evolucionistas, entre os quais avulta um toireiro amador bastante conhecido. Meses antes tinha sido o sr. Amandio de Carvalho, velho republicano, assaltado por uma turba de bandidos, que o maltrataram rudemente e lhe roubaram o dinheiro que levava.

Apesar de tudo, porém o que se passou após a referida briga, foi tão pasmoso, que chega a ser inacreditável. Um bando de sicarios, dirigindo-se para a residência do sr. Maldonado Freitas, assalta-lh'a. A vitima, que nada tivera com a desordem antecedente, busca defender-se e assim consegue salvar-se com a mulher e um filhinho, mas a malta, entrando-lhe em casa, despedaçou tudo. Os frascos da farmácia vieram para em cacos à rua; o mobiliário foi desfeito e as roupas convertidas em farrapos.

A pessoa que estas linhas escreve viu os estragos e ficou horrorrisada." [Pág. 14 e 15]

[Pág. 33 com a fotografia de Maldonado de Freitas]

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"Rematamos este capítulo com a narração d'um facto sucedido na Amoreira, lugar próximo das Caldas da rainha, que prova bem como não se extingue com facilidade a sanha dos inimigos da República.

Vai fora da ordem cronológica o que pouco importa.

No dia 19 de maio uns quaisquer indivíduos praticaram a reprovável acção de entrarem de noite na igreja d'esse lugar, escangalhando algumas imagens. Supõe-se que nem fossem do sítio.

No dia seguinte, porém, os caciques monárquicos, incitando o povo contra os principais republicanos da terra , a pretexto de que tinham sido eles os autores do sacrilégio, fizeram com que a turba desvairada lhes assaltasse as residências, espatifando o mobiliário e roupas de três pobres famílias.

Foi a repetição do vandalismo praticado com o farmacêutico Maldonado Freitas, usando os assaltantes a mesma fúria destruidora.

E vem a propósito dizer que tinha havido toda a benevolência para com os criminosos do caso das Caldas. Cinco que estavam na cadeia, reconhecidos como principais autores da selvageria, foram postos em liberdade sem se lhes instaurar processo." [Pág. 99]


[Empresa Editora "O Recreio". Data de edição: 1915. Preço: 300 réis]

Os meus agradecimentos ao Comandante Loureiro de Sousa pela partilha desta fonte bibliográfica.

107.ª Página Caldense

UM OLHAR FEMININO SOBRE PORTUGAL

D. MARIANA DE SOUSA HOLSTEIN

"Lisboa 24 de Setembro de 1814 [Pág. 51]

Minha Querida Irmã do coração.

[...] O Vicente, dois dias depois da sua partida, estando acorrdao na cama às 3 ou 4 horas depois da meia noite, chorava pela tia Teresa. Tie boas novas das Caldas, de 21. Abraço de todo o coração as minhas ricas queridas sobrinhas e a sua mãe. Recados a D. José. Aceite-os a Jóia da Mariana e dos pequenos. Acabo para escrever para as Caldas."[...]

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"Lisboa, 1 de outubro de 1814 [Pág. 53]

[...] Não sei se receberia uma carta que lhe escrevi a Elvas e que foi feita no mesmo dia da sua partrida, depois tenho-lhe escrito regularmente excepto o correio passado, que foi para mim um dia bem cansado: primo, confissão; 2.º a expedição de um médico ás caldas que o Conde me mandava pedir com grande empenho porque António Joaquim tinha lá adoecido muito gravemente com uma espécie de paralisia, à qual sobrevieram uns tantos acidentes epilépticos." [...]

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Lisboa, 3 de Agosto de 1816 [Pág. 70]

[...] A Marquesa do Louriçal veio hà seis dias das Caldas onde já tinha estado um mês e volta para lá hoje - por mandado do Pinheiro - com as duas sobrinhas que estavam muito saudosas."[...]

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"Lisboa, 22 de Agosto de 1817 [Pág.214]

[...] A Marquesa do Louriçal ainda está nas Caldas, onde creio que sabe que a marquesa teve bexigas, não é a Marquesa que quero dizer mas sua irmã: já está boa, mas não sei se ficará marcada, o que seria pena porque sem ser uma formusura é galante." [...]

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"22 de Julho de 1818 [Pág. 325]

[...] A Marquesa do Louriçal voltou das Caldas e partiu imediatamente para Sintra onde se demora até Agosto." [...]

[Um Olhar Feminino sobre Portugal - D. Mariana de Sousa Holstein, Condessa de Alva - Cartas a sua Irmã Teresa (1814-1819) - Introdução e Notas António Ventura. Livros Horizonte. Colecção Memórias de Portugal - 1.ª edição, Outubro de 2006. ISBN 972-24-1454-2.]

terça-feira, 31 de julho de 2007

106.ª Página Caldense

RAFAEL BORDALO PINHEIRO
ONTEM E HOJE

[Catálogo de Exposição - 15 de Julho a 30 de Agosto de 1993 - Palácio de Beau Séjour, Lisboa. Edição: CML - Gabinete de Estudos Olisiponenses / Faianças Bordalo Pinheiro, Lda. 37 páginas numeradas + capas. A cores. Dimensões: 21,00 x 29,80 cms]