CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



domingo, 29 de julho de 2007

104.ª Página Caldense

PORTUGAL
A ESTREMADURA
VIEIRA GUIMARÃES

Caldas da Rainha

"Vila ainda há pouco, é, desde recente data, cidade que bem mereceu este título pelo seu comércio, pela sua indústria e pelo seu trabalho.

Devendo a sua origem a uma copiosa nascente de águas sulfúreas que a munificiência e a caridade de uma grande rainha de Portugal - D. Leonor, mulher de D. João II - aproveitou para abastecimento de um hospital que no sítio mandou edificar e dotou, não menos deve o seu desenvolvimento a este grande rei, que privilegiou os seus primeiros moradores com a isensão do pagamento de jugada, oitava, sisa ou portagem, assim como as pessoas que a ela viessem comerciar, o que decerto ainda hoje se faz sentir no seu grande e abastecidissimo mercado semanal, o principal da província da Estremadura." [...] [Páginas 16 e 17]

[Portugal - A Estremadura. Vieira Guimarães. Exposição Portuguesa em Sevilha. Imprensa Nacional de Lisboa. Data de edição: 1929. 43 páginas numeradas + capas. Ilustrado . Dimensões: 17,50 x 25,30]

103.ª Página Caldense

AMIGOS DA DINAMARCA
Um Olhar sobre a Vida nas Sociedades Portuguesa e
Dinamarquesa do Século XIX
PEDRO O'NEILL TEIXEIRA

Legendas: "El acampamiento de D. Jorge Dans la journée du 12 junho 1881 / La partida (ao meio, ao centro) / Estafete guarda avançada macho anglo árabe de cauda curta (em cima, à esquerda) / Voluntarios das caldas ornamento da própria larva / O ginete é fresco pois chegou hoje da margem onde fora deitado à dias (em cima, à direita) / o general toca a reunir (em baixo, à esquerda) / aspecto geral do corpo do exército, reservas munições e refrescos etc., etc, (em baixo, à direita)."



"O recolher a quarteis, tal como estava anunciado na ordem do exército."

Legenda da página: [88-89 - Dois quadros (de sete) executados pelo visconde de Coruche, caricaturando uma viagem às Caldas da Rainha, realizada por Jorge Torlades O'Neill e alguns seus amigos em Julho de 1881.]

[Amigos da Dinamarca - Um Olhar sobre a Vida nas Sociedades Portuguesa e Dinamarquesa do Século XIX . Autor: Pedro O'Neill Teixeira. Editor: Tribuna da História. 1.ª EdIção, Janeiro de 2006. ISBN: 972-8799-41-1]

sábado, 28 de julho de 2007

Pétalas de Cor




Ai, Jesus

Sam

Livraria Bertrand

1.ª Edição, 1977

The Cats (1)


THE CATS HISTORY OF WESTERN ART
SUSAN HERBERT


RUBENS

VAN GOGH

[The Cats History of Western Art . Susan Herbert (with commentaries by Genevieve McCahen - with 31 colour illustrations). Editor: Thames & Hudson. Data de Edição: 1996. ISBN 0-500-01610-0. Edição cartonada.]

sexta-feira, 27 de julho de 2007

102.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA
UM PLANO DE EXTENSÃO DE REGULARIZAÇÃO E DE EMBELEZAMENTO DA CIDADE
PELO ARQUITECTO PAULINO MONTEZ

[...]

Nos terrenos húmidos e habitados onde, há pouco mais de quatro séculos, apenas existiam uns olhos de água milagrosa, e os casebres arruinados de algum balneário primitivo - ergue-se agora uma das mais frequentadas estâncias portuguesas do seu género.

Na sua rápida e progressiva evolução, a urbe riscara-se ao acaso ou, quando muito, ao sabor de rudimentares necessárias dos habitantes.

Do lançamento fortuito e acanhado das vias de maior circulação, do aspecto insulso de muitos edifícios, resultara uma povoação pouca expressiva.

Sem largas artérias que lhe desafoguem a circulação, sem arranjos notáveis que a embelezem, como estância de cura e de repouso, sem edifícios apropriados que acomodem satisfatoriamente os edifícios públicos, a cidade, nos seus aspectos, não corresponde bem à actividade comercial dos seus habitadores permanentes, nem à simpatia dos visitantes e banhistas de todas as categorias sociais que às termas se acolhem.
























O caminho de ferro deu às Caldas da Rainha uma situação de privilégio, relativamente a algumas povoações vizinhas que, num raio de 30 quilómetros, daquele centro ficaram comercialmente dependentes.

Mas, qualquer que seja a importância comercial proveniente dessa situação, a cidade deverá viver, fundamentalmente, da riqueza das suas termas, valorizadas pela frescura do clima e pelo interesse turístico da região de que se fez centro principal.

São estas condições de vida que melhor esclarecem as aspirações locais, e que devem orientar, portanto o Plano de Urbanização da cidade." [Pág. 11 e 12]

[Estudos de Urbanismo em Portugal 3 - Data de Edição: 1941. 30 Páginas numeradas + Capas. Composição e Impressão: Soc. Ind. de Tipografia, Lda - Rua Almirante Pessanha, 3-5 - Ao Carmo - Lisboa.]

Maldita tosse!

Rafael Bordalo Pinheiro, por Rafael Bordalo Pinheiro
[A Paródia]

terça-feira, 24 de julho de 2007

101.ª Página Caldense

O PIMPÃO
N.º 1859 - ANO 27.º - 5 DE MARÇO DE 1902
Cabeçalho da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro

[O Pimpão. Fundador: Alfredo Ribeiro (Ruy Barbo). Proprietário e Director: Alfredo de Moraes Pinto (Pân-Tarantula). Folha Humorística Ilustrada bi semanal. Preço Número avulso em Portugal: 20 Rs. Publicou-se entre 1876 e 1918]

O meu agradecimento ao Diamantino Fernandes, pela partilha deste jornal.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

100.ª Página Caldense

NASCIDA DAS ÁGUAS

HISTÓRIA DA CIDADE DAS CALDAS DA RAINHA EM BANDA DESENHADA

TEXTOS E DESENHOS DE JOSÉ RUY

Página 32


Loja 107, partilhando das páginas de um livro



[Edição conjunta: Câmara Municipal das Caldas da Rainha / Edições Asa. 1.ª edição - Março de 1999. 32 Páginas + capas. ISBN 972-41-1908-4]

O Silêncio dos Livros


O SILÊNCIO DOS LIVROS
GEORGE STEINER
seguido de
ESSE VÍCIO AINDA IMPUNE
de MICHEL CRÉPU

" ... não há garantia nenhuma de que o número de livros impressos nos formatos tradicionais venha a diminuir. Parece até que o contrário é que está a acontecer.

Na realidade, há uma quantidade incrível de novos títulos - só em Inglaterra, cento e vinte e um mil no ano passado -, o que constitui talvez a maior ameaça a pesar sobre o livro e sobre a sobrevivência das livrarias de qualidade que precisam de espaço suficiente para armazenar as obras e poderem dar resposta aos interesses e necessidades de todos, inclusivamente as minorias. Em Londres, um primeiro romance que não apanhe logo a favor o vento mediático, ou não seja louvado pela crítica, é devolvido ao editor ou vendido em saldo quinze dias mais tarde. Não há pura e simplesmente tempo para o amadurecimento ou para o gosto da aventura exploratória a que tantas obras ficam a dever a sobrevivência." [Pág. 41]

[Gradiva - Publicações Lda - 1.ª Edição Junho de 2007. 7.00 Euros. ISBN 978-989-616-191-0. ]

quinta-feira, 19 de julho de 2007

99.ª Página Caldense

HÁ MUITOS ANOS
DUAS PÁGINAS DE RAFAEL BORDALO PINHEIRO


"Foi em 1881. Estavam os regeneradores no poder e, portanto ... os progressistas na oposição. Era ministro da justiça Lopo Vaz e governador civil de Lisboa o célebre Arrobas. Discutia-se muito a não menos célebre "lei das rolhas", ainda a questão de Lourenço Marques; etc. A primeira das gravuras que reproduzimos é meia página do António Maria (de 29 de Dezembro d'aquele ano) em que precisamente Lopo Vaz e o conselheiro Arrobas são satirizados com a graça que caracterizava todos os trabalhos do grande Rafael Bordalo. A segunda extraída do mesmo número do referido semanário, paródia a um reclame, cremos que de sabonetes, então muito em voga, apresenta inúmeras caricaturas de políticos da época, conforme abaixo se indica - políticos na sua grande maioria já falecidos, pois o tempo não perdoa e isto foi há 41 anos!...[...]

[Ilustração Portuguesa, 2.ª Série, n.º 879, Natal de 1922.]
Comentários:

C Valente disse...

Se Bordalo Pinheiro fosse, vivo, muito tinha que contar, seus bonecos mais acutilantes.Saudações
22 de Julho de 2007 23:36

98.ª Página Caldense

BANHOS DE CALDAS E ÁGUAS MINERAIS
RAMALHO ORTIGÃO

"A vila das Caldas da Rainha é a mais concorrida terra das águas da província da Estremadura. Dista 56 quilómetros da estação do Carregado, na linha de Lisboa ao Entroncamento.

No Carregado para as Caldas faz-se a viagem em carruagem ou diligência que sai do Carregado duas vezes por dia, pela manhã e à noite, depois da chegada do comboio àquela estação. O percurso é de seis a sete horas, havendo no Cercal casa de pasto e estação de mudas de diligência.

O preço dos bilhetes da diligência é de 2$000 réis por ida e volta ou 1$200 réis por viagem sem retorno.

A vila oferece aos que a frequentam as maiores comodidades que proporcionam em Portugal terras desta ordem.

Há os hóteis de José Paulo Rodrigues, do Padre Justino António Viana, as hospedarias da Mariana e de José Pires. Além disso quase todas as famílias da vila recebem hóspedes durante a estação balneária." [Pág. 122]


[Banhos de Caldas e Águas Minerais. Autor: Ramalho Ortigão. Introdução; Júlio César Machado. Colares Editora. ISBN 972-762-024-7 . Sem data de edição, conforme 1.ª Edição de 1875]

Ilustrador Caldense

Ilustração: Daniel Silvestre da Silva
[Pág. 16/17 - pormenor]


O PARDAL DE ESPINOSA

[O Pardal de Espinosa, texto de José Jorge Letria, ilustrações de Daniel Silvestre da Silva - Porto Editora - 1.ª Edição, Maio de 2007 - ISBN 978-972-0-71896-9 - 9,90 Euros]

Arte Culinária

A COZINHA DIVINA
DIA 14 DE JULHO - ENTRE AS 11.00 E AS 14.00 HORAS
Taloulet [Salada Libanesa]
2 pimentos verdes
2 pepinos
200 gr de bulghur (trigo)
1 ramo de salsa
50 ml de sumo de limão
cominhos
pimenta
2 tomates
1 fio de azeite
sal
1 pisca de canela
[Pág. 77]

CHAKALL
[Fotografias de Margarida Araújo]
[Cozinha Divina, Chakall, Oficina do Livro, ISBN 978-989-555-274-0, 20.00 Euros]
Comentários:

Anónimo disse...

Mesmo bom!Repito: mesmo bom!No Beco do Forno os cheiros misturaram-se. A salsa, os coentros, a hortelã, os limões os pimentos e os tomates e a simpatia dos cozinheiros e da livreira.Provou-se!Todos os sentidos aplaudiram.Beijo à Isabel e ao Paulo, uma dupla de respeito.Beijo ao Chacal, por tudo e até pelos olhos azúis.Margarida
20 de Julho de 2007 1:27

Anónimo disse...

Digo Chakal
20 de Julho de 2007 1:28

Anónimo disse...
Ai, digo Chakall.
20 de Julho de 2007 1:29

quarta-feira, 18 de julho de 2007

O Drama do Livreiro

MALDITA MEMÓRIA! NÃO ME LEMBRO DO NOME ...


"- Ora, eu queria um livro ... mas ... mas não me lembro ... - diz o Sr. Sizudinho entrando numa livraria - Eu queria um livro ...

- Que livro é que V. Exª. quer? - pergunta o caixeiro muito amável - Que género? Romance? Obra científica? Revista?

- Não! Ora espere ... eu queria ?

- Talvez V. Exª. queira as "Memórias de Sidónio Paes" edição do "ABC"! ... Ou então ... Poesia? Não será? Quer algum dos 333.333 livros de versos das 333.333 poetisas portuguesas? Há muito e bom! ... Quer ... a Contemporânea? Quer r ...

- Não! Eu queria um livro ... um livro ... de ... Ora! Que maldita memória ...

E enquanto o Sr. Sizudinho pensava no livro que queria, o caixeiro ia deitando a livralhada toda abaixo ... Passada meia hora em que o zeloso empregado passou por diante dos olhos do esquecido freguez tudo quanto havia de bom ...

- Ah! - exclamou em correctissimo português o Sr. Sizudinho - O que eu queria era ... um livro de mortalhas!...





(pormenor)

ABCzinho, 23 de Outubro de 1922

Stuart*

[*José Herculano Stuart Torrie d'Almeida Carvalhais (1887-1961]