CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quinta-feira, 19 de julho de 2007

Ilustrador Caldense

Ilustração: Daniel Silvestre da Silva
[Pág. 16/17 - pormenor]


O PARDAL DE ESPINOSA

[O Pardal de Espinosa, texto de José Jorge Letria, ilustrações de Daniel Silvestre da Silva - Porto Editora - 1.ª Edição, Maio de 2007 - ISBN 978-972-0-71896-9 - 9,90 Euros]

Arte Culinária

A COZINHA DIVINA
DIA 14 DE JULHO - ENTRE AS 11.00 E AS 14.00 HORAS
Taloulet [Salada Libanesa]
2 pimentos verdes
2 pepinos
200 gr de bulghur (trigo)
1 ramo de salsa
50 ml de sumo de limão
cominhos
pimenta
2 tomates
1 fio de azeite
sal
1 pisca de canela
[Pág. 77]

CHAKALL
[Fotografias de Margarida Araújo]
[Cozinha Divina, Chakall, Oficina do Livro, ISBN 978-989-555-274-0, 20.00 Euros]
Comentários:

Anónimo disse...

Mesmo bom!Repito: mesmo bom!No Beco do Forno os cheiros misturaram-se. A salsa, os coentros, a hortelã, os limões os pimentos e os tomates e a simpatia dos cozinheiros e da livreira.Provou-se!Todos os sentidos aplaudiram.Beijo à Isabel e ao Paulo, uma dupla de respeito.Beijo ao Chacal, por tudo e até pelos olhos azúis.Margarida
20 de Julho de 2007 1:27

Anónimo disse...

Digo Chakal
20 de Julho de 2007 1:28

Anónimo disse...
Ai, digo Chakall.
20 de Julho de 2007 1:29

quarta-feira, 18 de julho de 2007

O Drama do Livreiro

MALDITA MEMÓRIA! NÃO ME LEMBRO DO NOME ...


"- Ora, eu queria um livro ... mas ... mas não me lembro ... - diz o Sr. Sizudinho entrando numa livraria - Eu queria um livro ...

- Que livro é que V. Exª. quer? - pergunta o caixeiro muito amável - Que género? Romance? Obra científica? Revista?

- Não! Ora espere ... eu queria ?

- Talvez V. Exª. queira as "Memórias de Sidónio Paes" edição do "ABC"! ... Ou então ... Poesia? Não será? Quer algum dos 333.333 livros de versos das 333.333 poetisas portuguesas? Há muito e bom! ... Quer ... a Contemporânea? Quer r ...

- Não! Eu queria um livro ... um livro ... de ... Ora! Que maldita memória ...

E enquanto o Sr. Sizudinho pensava no livro que queria, o caixeiro ia deitando a livralhada toda abaixo ... Passada meia hora em que o zeloso empregado passou por diante dos olhos do esquecido freguez tudo quanto havia de bom ...

- Ah! - exclamou em correctissimo português o Sr. Sizudinho - O que eu queria era ... um livro de mortalhas!...





(pormenor)

ABCzinho, 23 de Outubro de 1922

Stuart*

[*José Herculano Stuart Torrie d'Almeida Carvalhais (1887-1961]

97.ª Página Caldense

MANTA DE RETALHOS
LEONEL CARDOSO


"A seguir ... Foz do Arelho,
cuja Lagoa é um espelho
onde o Mar, na maré cheia,
se vai mirar, orgulhoso,
e, talvez, por ser vaidoso,
as suas ondas ... ondeia!"

[Pág. 23]

[Prefácio do Prof. Dr. Hermâni Cidade. Capa e Ilustrações do autor. Coimbra Editora, Lda. Data de Edição: 1960. 32 páginas numeradas + capas.]

96.ª Página Caldense

A MULHER NA HISTÓRIA DE PORTUGAL
(Palestras Comemorativas dos Centenários proferidas ao microfone da Emissora Nacional)
BERTHA LEITE



Rainha D. Leonor

"Quereríamos deixar nesta página do nosso estudo da mulher na História Pátria, não as carradas de erudição com que muitas pretendem erradamente a supremacia de qualquer assunto, mas à luz precisa, clara e imerecida duma língua de fogo do Divino Espírito Santo, a justiça requer uma figura a que reconheceremos valor mas não podemos dar a ternura que não nos inspira.

Estamos diante da neta dos Infantes D. Duarte e D. João, D. Leonor de Lencastre a filha da Infanta D. Beatriz e do Infante D. Fernando que aos doze anos foi mulher de El-Rei D. João II de Portugal.

Nascida a 2 de Maio de 1458, D. Leonor apesar de muito débil, chegou aos sessenta e sete anos, sobrevivendo vinte ao marido.

Foi de "singular formusura de corpo e de espírito" diz-nos a frase clássica das crónicas. Julgamos poder afirmar igualmente a sua bondade pois nem de outro modo explicaríamos (pelo que nos foi dado aprender do carácter de D. João II); que El-Rei a estimasse tanto até ao fim da vida, afligindo-se em extremo ainda nas vésperas da sua morte com a notícia de grave doença da Rainha." [Pág. 171 a 175]


[Data de Edição: 1940. Acabou de se imprimir este livro "A Mulher na História de Portugal" no dia da exaltação da Santa Cruz, aos 14 de Setembro de 1940, no Centro Tipográfico Colonial, Largo Rafael Bordalo Pinheiro, 27,28 e 29 - Lisboa. 238 Páginas numeradas + capas. Sem indicação de editor.]

quarta-feira, 11 de julho de 2007

94.ª Página Caldense

A LIÇÃO DA RAINHA D. LEONOR EM MATÉRIA DE ASSISTÊNCIA
Dr. FERNANDO DA SILVA CORREIA


[Separata da Imprensa Médica, Lisboa, 1951. Composto e Impresso na Tipografia das Avenidas, Lda - Av. Barbosa du Bocage, 84, Lisboa. 66 Páginas numeradas + capas. Dimensões: 15,50 x 23,00 cms. Prefácio da autoria de Américo Cortez Pinto. Pág. 21: reprodução da imagem da estátua da Rainha D. Leonor da autoria de Francisco Franco. Pág. 25: reprodução do imagem do Retrato da Rainha D. Leonor (num manuscrito iluminado da colecção Piermont Morgam, de New York). Pág. 36: reprodução da imagem da Primeira página do manuscrito com o primitivo compromisso da Misericórdia, existente na Misericórdia de Madre de Deus de Xabregas.]

segunda-feira, 9 de julho de 2007

93.ª Página Caldense

NA FOZ DO ARELHO


"No sítio "Quebrada do Cavalo", a uma milha da Foz do Arelho, encalhou a draga inglesa "Ponrabble II". Tinha acabado de sair dos estaleiros Glasgow, destinava-se à Austrália, e custara 1:000 contos. Um denso nevoeiro fe-la encalhar e assim esteve até que nas águas vivas se safou, entrando depois no porto de Lisboa, d'onde seguiu viagem."

Legendas das Fotografias, (à esquerda, em cima e em baixo): A draga inglesa Ponrable II encalhada na Quebrada do Cavalo.(À direita):Um aspecto das costa da Foz do Arelho.

[Ilustração Portuguesa, II Série - N.º 760 - 18 de Setembro de 1920. Página 172]

domingo, 8 de julho de 2007

92.ª Página Caldense

ARREDORES DAS CALDAS DA RAINHA

"A vila das Caldas da Rainha, já pelo seu passado histórico, já pelas constantes curas das suas águas termais, ocupa um lugar preponderante no nosso país.

Não venho aqui hoje falar dos lindos parques que embelezam a vila, como o da Copa, a Mata, nem da disposição artística do seu povo, centro de indústria cerâmica de primeira ordem, onde o nome do grande artista Rafael Bordalo Pinheiro ficará gravado para sempre, como uma glória nacional; venho sim falar dos seus arredores, pois a vila das Caldas é um centro de turismo especial que temos obrigação de salientar.


Próxima da capital, pois está a três horas de caminho de ferro, e situada em uma região verdejante, atravessada por diversas estradas que conduzem a sítios lindíssimos como a Foz do Arelho, bela praia onde se desfruta o pleno oceano, tendo junto as tranquilas águas da Lagoa de Óbidos; S. Martinho do Porto com a sua linda baía, cuja vilasinha situada na encosta de uma montanha, com as casas sempre brancas, formam uma tela encantado; ; Óbidos, vila curiosa, ostentando o histórico castelo; cada canto d'essa vila possui uma linguagem de mistério e cada pedra uma página gloriosa da nossa historia; Leiria, Alcobaça, Batalha, Rio Maior, e outras menos importantes como Fanadia, S. Gregório, Santa Catarina, Roliça, Columbeira, Avenal, Couto, Salir das Matas, Casal da Mata, Cabeça Alta, Gaeiras, Vidais, Alvorninha, Nadadouro, etc., não contando com outras povoações mais distantes.

Quando nos embrenhamos por essas azinhagas e atalhos, assombrados por frondosas árvores, quando respiramos o belo ar dos pinhais, quando ouvimos o cantar melancólico das fontes, as melopeias sentimentais das noras e dos moinhos, quando as campainhas do gado se misturam com as canções dos pastores nos vales floridos, é que podemos admirar toda esta região tão cheia de beleza, e cuja estética nos toca tão comoventemente no nosso coração.

Nos arredores das Caldas, os campos de vinha, quando banhados pela luz do sol, como acontece principalmente em setembro e em outubro, parecem permanecer durante as horas do dia, sob uma poeira dourada, e as ribeiras estendem-se como fitas de prata nas linhas mais caprichosas da natureza.

A todos aconselho a que percorram esta região; toda ela reúne um conjunto de quadros campestres tão cheios de viço e frescura, que a nossa alma vibra n'um crescendo de admiração, pois cada vila, aldeia ou casal é emoldurado por trechos de paisagem, completamente diferentes em contrates, mas todos eles incutindo no nosso sentir uma verdadeira sinfonia de cor e de luz."


[Ilustração Portuguesa, II Série, N.º 452, 19 de Outubro de 1914. Páginas 485 a 487. Autor: Alfredo Pinto (Sacavém)]
Comentários:

Luis Eme disse...
Gostei particularmente do Salir das Matas...
13 de Julho de 2007 1:39

91.ª Página Caldense

II ENCONTRO NACIONAL DE EX-LIBRISTAS
7 E 8 DE OUTUBRO DE 1978
[Catálogo de Exposição. Caldas da Rainha, 7 e 8 de Outubro de 1978. Impressão: Bernardino Santos Lda, Rio Maior. Dimensões: 15,00 x 21.00 cms. 31 páginas numeradas + capas.]

90.ª Página Caldense

ALMANAQUE DO ANTONIO MARIA
1884

O JULHO - MEZ DAS CALDAS
CASA CHINESA - RUA DO OURO, 234 / 236
[Página XXIII]

[Tipografia da Empreza Litteraria Luso-Braileira, Pateo do Aljube, 5 - Lisboa. Totalmente ilustrado por Rafael Bordalo Pinheiro. Capa a cores. 72 páginas com numeração aleatória. Dimensões: 16,30 x 23,50 cms.]

quinta-feira, 5 de julho de 2007

89.ª Página Caldense


CALDAS DA RAINHA - FULCRO DO TURISMO ESTREMENHO





(mapa Caldas da Rainha, pormenor)

[Mapa dobrado em 8 partes. Impressão a cores. Edição Rotep - Organização de Camacho Pereira. Julho de 1955. Dimensão: 66,00 x 43,00 cms.]

Novamente, obrigada, Joaquim Saloio.

Comentários:

Maria disse...
Lembro-me muito bem deste mapa....
7 de Julho de 2007 23:22


João Serra disse...
Isabel: não sei se reparaste que as duas primeiras imagens fazem parte de um desenho assinado por António Duarte.
9 de Julho de 2007 23:
13

88.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA - GUIA TURÍSTICO
Ilustração: H. Stael

[Edição da Comissão Municipal de Turismo das Caldas da Rainha. Tipografia Gazeta das Caldas. 12 páginas + capas. Dimensão: 20,00 x 23,50 cm. Sem indicação de data de edição.]

Mais uma vez, a partilha da colecção do amigo Joaquim Saloio.

Comentários:

Maria disse...

Desconhecia a existência deste desenho da Hans Stäel...Pensei que só tivesse desenhado em cerâmica...
7 de Julho de 2007 23:15

Joao Serra disse...

Isabel: o guia está datado: 1955 (aliás também o publiquei no inventário de www.cidadeimaginaria.org).Agora em resposta a maria: Stael foi uma das fundadoras da Gravura - Cooperativa de Gravadores Portugueses.
9 de Julho de 2007 14:24