CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



segunda-feira, 2 de julho de 2007

86.ª Página Caldense

JORGE ALMEIDA LIMA FOTÓGRAFO AMADOR
(pormenor da capa)
"Capella de Selir do Mato, 1914, Caldas da Rainha" (Pág. 67)

"Chafariz das Cinco Bicas, Caldas da Rainha, 1911"(Pág. 80)

"Caldas da Rainha, Rua Nova, 1911" (Pág. 81)

"Avenal - Verão, Caldas da Rainha, 1912" (Pág. 83)

"Avenal - Inverno, Caldas da Rainha", 1912 (Pág. 83)

"Pinheiros da Vila das Gaeiras, Caldas da Rainha, 1914" (pag. 84)

"Pinheiro do Povo, Caldas da Rainha, 1913" (Pág. 84)

"Rua do Andrade, Caldas da Rainha, 1912" (Pág. 86)

" Rua do Andrade, 1912" (Pág. 88)

"Caldas da Rainha, 1912" (Pág. 89)

" Lavadeiras, Caldas da Rainha, 1911" (Pág. 92)

"Mercado de Santa Suzana no mês de Agosto, Caldas da Rainha, 1913" (Pág. 94)

"Feira de gado nas Caldas, 1906" (Pág. 97)

" Tourada nas Caldas, 1905" (Pág. 166)

" Mercado, Caldas da Rainha, 1913" (Pág. 180)

"Praça, Caldas da Rainha, 1913" (Pág. 180)

"Caldas da Rainha, 1906" (Pág. 182)
[AAVV, Jorge Almeida Lima - Fotógrafo Amador. Edição: Ministério da Cultura / Instituto Português dos Museus / Arquivo Nacional de Fotografia / Museu do Chiado. 1.ª Edição, 1997. Tiragem: 1000 Exemplares. Catálogo de Exposição. ISBN 972-8137-68-0]

Comentários:

Luis Eme disse...

Também tenho este catálogo fabuloso, com o nosso concelho tão bem representado...
3 de Julho de 2007 11:43

Maria disse...

Que beleza de fotografias....
7 de Julho de 2007 23:21

sexta-feira, 29 de junho de 2007

85.ª Página Caldense


PORTUGUESE COSTUMES - LONDRES 1814
L’ÉVÊQUE

Os banhos de Caldas da Rainha

Quinze léguas (60 milhas) a norte de Lisboa, encontramos banhos de águas termais que gozam de grande reputação. Uma cidade de certa importância foi erguida nesse lugar. Tem o nome de Caldas da Rainha; porque os portugueses denominam geralmente caldas as fontes de água quente e ainda porque uma rainha de Portugal fundou naquele mesmo local um hospital para tratar os doentes pobres que ali se dirigissem. Este estabelecimento piedoso, que foi sucessivamente beneficiado com a munificiência das rainhas de Portugal, pode hoje receber duas a três centenas de doentes. Todos os anos os hospitais de Lisboa lhe enviam, custeando o respectivo transporte, uma prodigiosa multidão de enfermos. Estas águas são excelentes para os reumatismos, as paralisias e algumas doenças da pele; bebidas, curam as doenças de estômago e dão força e vigor novos aos intestinos. São tomadas desde o mês de Abril até aos finais de Outubro. Durante este período são frequentadas por um grande número de pessoas de condição, proveninetes de todas as partes do Reino. Umas vêm para restabelecer a sua saúde e as outras para aproveitar os prazeres da sociedade, que é ali sempre muito numerosa e composta de pessoas de todas as classes.

A estampa representa a sala de banhos dos homens. Nela podemos observar doentes mergulhados na água e outros que saem dela, amparados por enfermeiros que os conduzem às salas vizinhas onde deixaram o vestuário.

Legenda (trad. de JBSerra)
[Edição facsimilada, Inapa, 1993]

Os meus agradecimentos a João B. Serra - cidadeimaginaria.org - que tornou possível esta página caldense.

84.ª Página Caldense


ESTREMADURA - NÚMERO VII
Artigo: Rafael Bordalo e a Louça das Caldas
Autora: Julieta Ferrão
[Páginas 343 a 354, incluindo 3 fotografias]

[...] "É corrente ouvir-se: "É das Caldas... é do Bordalo", toda a vez e que nos depara uma peça de faiança com as supostas características da olaria caldense. Ora Rafael Bordalo, quando foi para as Caldas da Rainha, já lá encontrou essa indústria.

Faiança policromada - Borracha "Taborda"

[...]Ao estudarmos hoje as faianças de Rafael Bordalo Pinheiro reconhecemos, como bem notou o crítico de arte Manuel de Sousa Pinto, o que mais conscientemente tem apreciado a personalidade artística de Rafael Bordalo Pinheiro, que "Bordalo, na cerâmica como na caricatura, foi a espontaneidade feita arte.

E essa espontaneidade leva-nos a deplorar o ter Rafael Bordalo despertado oleiro tão tardiamente."




Rafael Bordalo Pinheiro junto da "Jarra Beethoven"


[Estremadura, Boletim da Junta de Província- Setembro / Outubro / Novembro / Dezembro - 1944 - Série II - Número VII. Publicação Quadrimestral. Director: Carlos Botelho Moniz.]

quinta-feira, 28 de junho de 2007

83.ª Página Caldense

INTRODUÇÃO À HISTÓRIA DAS CALDAS DA RAINHA
JOÃO B. SERRA

[Edição: PH - Património Histórico - Grupo de Estudos da Casa da Cultura das Caldas da Rainha. Colecção: Cadernos de História Local n.º 1. 1.ª Edição: Maio de 1991. Tiragem: 1000 exemplares.
ISBN: 072-95508-0-8. 61 Páginas numeradas + capas.]
Comentários:
Anónimo disse...
Olha o nosso primeiro caderno de estudos.Tanta boa lembrança.

82.ª Página Caldense


CERÂMICA E CERAMISTAS CALDENSES
da segunda metade do século XIX
JOÃO B. SERRA

[Edição: Centro Protocolar de Formação Profissional de Caldas da Rainha. 1.ª Edição: 1987 - Tiragem: 2000 exemplares. 56 páginas numeradas + capas]

Um Gato em Apuros


O GATO E A LAGOSTA
PICASSO
Comentários:

Anónimo disse...

Será que o Picasso se andou a inspirar na cerâmica bordaliana.Longe no tempo mas perto em gostos: gatos, lagosta, cerâmica e traço comum de genialidade.Margarida(estou sem aceder ao meu blog e por isso apareço aqui como anónima)
30 de Junho de 2007 1:17

Isabel respondeu

Bem vinda a este mundo de livros, Bordalos e gatos. Este, está verdeiramente horrorizado. Será por te ter fugido? Manda mais. Abraços. Isabel
2 de Julho de 2007

81.ª Página Caldense

O DEMÓNIO DE OURO
romance original por
CAMILLO CASTELLO BRANCO



Ilustração da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro - extratexto (entre as páginas 128 e 129)

[2 Volumes. Data de Edição: 1873. Livraria Editora de Mattos Moreira e Comp.ª - Praça de D. Pedro, 68 - Lisboa. Esta edição tem 4 ilustrações assinadas por Rafael Bordalo Pinheiro - 1.º vol. - extratexto entre as páginas 32 e 33 / 1.º vol. - extratexto entre as páginas 96 e 97 / 2.º vol. - extratexto entre as páginas 66 e 57 / 2.º vol.- extratexto entre as páginas 128 e 129. Dois volumes juntos com encadernação "meia francesa" .]

80.ª Página Caldense

NAS CALDAS DA RAINHA
HOMENAGEM AO CONDE FONTALVA

"Festa realizada em homenagem ao sr. conde de Fontalva depois do Concurso Hípico que este ano, como no anterior, o ilustre titular e distinto sportman organizou nas Caldas.

O sr. conde de Fontalva na tribuna de honra, com os corpos gerentes da associação Comercial e Industrial das Caldas da Rainha e alguns cavaleiros que tomaram parte no concurso.

A assistência na barraca do lado esquerdo da tribuna, na qual predominava o elemento feminino.

(Clichés do amador fotográfico sr. Comendador Jorge Lima.)


[Ilustração portuguesa - N.º 136 - 28 de Setembro de 1908. Página não numerada.]

quarta-feira, 27 de junho de 2007

79.ª Página Caldense

À LAREIRA DO PASSADO
EDUARDO SCHWALBACH


" Não era só no trabalho e na conversa que a graça irrompia da sua fértil imaginação; um relance de olhos bastava para o sugestionar e a prova está no seguinte episódio. Anos seguidos frequentei as Caldas da Rainha, e nalgumas noites, finda a cavaqueira no Parque, o Rafael vinha acompanhar-me até casa, na rua do Capitão Filipe de Sousa, antiga "do Cabo da Vila" por ser da vila ali o termo. Numa delas, antes de nos despedirmos, parámos ainda a dar à língua quando, de súbito, olhos fitos no letreiro da rua fronteiro à minha porta, com um sorriso manhoso, me diz com toda a gravidade "Ó Schwalbach, você não acha uma injustiça este capitão Filipe de Sousa há tantos anos sem ser promovido?". Apoiei, a rir, o reparo. E ele, continuando, "Amanhã eu te direi, vais ser promovido!". Acercou-se do letreiro do azulejo, tomou certas medidas e... "Até amanhã!". Para resumir, na noite seguinte sacou dum pedaço de papel, um pincelito, uma pouca de massa e onde se lia capitão apareceu major, a jogar na perfeição com o resto do letreiro. Num abrir e fechar de olhos lá estava Rua do major Filipe de Sousa: eu meti-me em casa e o Rafael safou-se para a dele. Ali pelas nove horas da manhã começou a dar-se pela promoção - borborinho, protestos indignados, "Patifaria!" "Pouca vergonha!" "Desaforo!" "Quem seria o autor da gracinha?" "Quem seria o atrevido?". Arrancou-se o galão, lavou-se o azulejo e o major baixou ao seu antigo posto. Já lá vão 56 anos!
Sic transit gloria majoris!"


(Eduardo Schwalbach caricatura de Rafael Bordalo Pinheiro, publicada na Ilustração Portuguesa n.º 712, de 13 de Outubro de 1919)

[À Lareira do Passado, Edição de Autor. Ano de Edição: 1944. 398 páginas mumeradas + capas. 2 extratextos reproduzindo ilustrações de RBP. Composiçao e impressão das Oficinas Gráficas da Empresa Nacional de Publicidade, Avenida da Liberdade, 266, Lisboa.]

Esta página Caldense é especialmente dedicada ao amigo Zé Ventura, a quem no outro dia encontrei na companhia de Eduardo Schwalbach.

terça-feira, 26 de junho de 2007

A Porta da Sacristia


Porta da sacristia da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo,
contendo a seguinte inscrição:

"Esta capela mãdou fazer a muito alta he escrarecida he elustrissima rainha dona lianor molher do muito alto he potetissimo rei dom Joham ho segundo he se aquabou na era de mill b."

[Postal Edição: Património Histórico - Grupo de Estudos (Caldas da Rainha) - V Centenário da Igreja de Nossa Senhora do Pópulo - 10 de Junho de 2000.]

78.ª Página Caldense

ALMANAQUE CALDENSE
1963
Arte . Literatura . Poesia . Turismo . Caldas passado e presente
Curiosidades . Agenda . Guia Comercial . Publicidade

[Composto e impresso nas oficinas de "O Riomaiorense", Rua da Nazaré, 26 - Rio Maior. Tiragem 3000 exemplares. Dimensões: 14,50 x 20,60 cms. Contém publicidade. Responsáveis da edição: João Ramos Franco / Fernando Alberto Pimentel / Fernando Amaral. 124 Páginas numeradas + capas.]

O Gato Solitário do Palácio Fronteira

PAINEL DE AZULEJOS DO SÉCULO XVII
TERRAÇO DO PALÁCIO FRONTEIRA, LISBOA

[Postal O Telescópio de Galileu. Fotografia de Nicolas Sapieha.]

77.ª Página Caldense


ABC DO POVO
por
TRINDADE COELHO
com desenhos de
RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO



Páginas 28 e 29
[Edição: Livraria Aillaud. Rua do Ouro n.º 242, 1.º, Lisboa. Data de edição 1901. Dimensões: 12,00 x 19,90 cms. Preço 50 Rs. 70 páginas + 16 (Nota) + capas. 66 páginas ilustradas por Rafael Bordalo Pinheiro, quase todas apresentando uma cercadura com imagens das palavras do texto. Impresso em verde seco + castanho.]

segunda-feira, 25 de junho de 2007

76.ª Página Caldense

O POÇO QUE RI
Rafael Bordalo Pinheiro e o seu Tempo
Joaquim Leitão

[...]

"A Avenida era uma sala de visitas ao ar livre, sem liberdades. Basta dizer-se, e digo-o sob palavra de honra: nesse tempo as senhoras andavam vestidas.

Tanto que os sexagenários, de luva de cavalo, a fumar pela boquilha de âmbar, chapéu lato e reluzente, calça a desenhar-lhes as pernas de cavaleiros, postavam-se ã beira dos passeios, para ver entrar nas carruagens as senhoras que se haviam apeado, a dar uma volta a pé. Era a cupida esperança de que, ao pousar o pezinho no estribo da carruagem, a dama subisse um pouco mais a saia, que pousava na biqueira da bota, e entremostrasse a canela!

Candurosos tempos, candurosos e lentos que davam tempo a que o lisboeta perdesse duas horas, na esperança de ver um osso!
[...]
Ali se encontrava toda agente e se ouviam as grandes novas da politica ou os escândalos que hoje dariam enfadonhos casos de acanhada castidade. Dali se conheciam todos de vista e de nome, pelo menos.

Foi esta sociedade e esta época a última que Bordalo comentou, criticou, satirizou, celebrizou na Paródia.

Não se faz ideia da retumbância desse último semanário de Bordalo! Anos e anos calado, exilado nas caldas, remetido ao seu silêncio de oleiro, quando reapareceu uma aclamação o recebeu." [Páginas 42 e 43]

"RBP, retrato pelo notável pintor inglês John Sargent, na sua visita a Alcobaça, em Junho de 1903"

[Sem identificação de Editor. Composto e Impresso nas Oficinas Gráficas dos Serviços Industriais da Câmara Municipal de Lisboa. Lisboa XXXVI (?) Dimensões: 12,70 x 19,30. 68 páginas numeradas + capas.]