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Comentários:
Luis Eme disse...
Sinto-me no minimo lisongeado com esta dedicatória...Obrigado Isabel.
14 de Junho de 2007 10:52
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Comentários:
Luis Eme disse...
Sinto-me no minimo lisongeado com esta dedicatória...Obrigado Isabel.
14 de Junho de 2007 10:52
[Tipografia Universal, Rua do Diário de Notícias, 78 - Lisboa. Data de Edição: 1919. 54 páginas numeradas + capas. Tiragem de 250 exemplares. Dimensão: 11,60 x 18,20 cms. "Produto liquido de venda para o Asilo de S. João".]
Maria: não sei qual a diferença entre banhos de 1.ª classe e banhos de 2ª. classe. Vou investigar.

Efeméride 
Saudade
Era um dia de chuva e de céu pesado. Entra, sentindo-se pouco à vontade; coisa passageira...
Desde logo o computador não tem segredos para ele. Quente e aconchegador, torna-se de banal utilização.
A partir do momento em que gera uma certa empatia com o meio, passam a ser vários os seus locais de eleição.
Nos dias de sol, a montra. Sempre acarinhado por um ou dois romances de teor histórico; corre pelos becos e vielas do Último Cabalista de Lisboa; entranha-se nas páginas de Marguerite Yourcenar.
Nos dias de algum vento, aconchega-se ao Velho e o Mar, levado à bolina pelas palavras de Steinbeck.
Em momentos mais nostálgicos, procura na poesia o consolo para as suas tristezas. Folheia os amores de Florbela…
Chega a brincar com as fitas do vestido da queiroziana Maria Eduarda.
Em busca de afinidades, debruça-se sobre as páginas escritas por Luís Sepúlveda.
Vocacionado para a aventura, escolhe a companhia de John le Carré; com Tolkien conquista mundos imaginários.
Com Carl Sagan desvenda os mistérios do universo.
Acarinha Victorino de Almeida e Mia Couto.
O seu maior afecto vai, indiscutivelmente, para os livros de arte. Com particular incidência na pintura, impressionista, de preferência. Brinca com os nenúfares de Monet.
Trata os livros como o mais apaixonado dos bibliófilos. Acarinha-os sob o seu corpo, moldando-se a eles.
Uma vez por outra, fazendo jus ao nome, mostra as suas garras, e alguém sofre com a expressividade da sua natural rebeldia.
Vive e sonha entre prateleiras repletas de livros. É o que se pode dizer, com toda a propriedade, uma vida vivida entre grandes e muitos saberes!
Ele, o nosso gato livreiro, de nome Gil Vicente, que há um ano encerrou as páginas do livro da sua vida.
Hoje, ele é talvez a história de um livro por escrever...
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Comentários:
Luis Eme disse...
Que lindas homenagens ao nosso "Zé" e também ao Gil Vicente, um apreciador raro de boa literatura...
14 de Junho de 2007 1:11

"Introdução
I - Do preparo
II - Do tempo
III - Da quantidade
IV - Do modo
- Uso interno
. Quantidade
. Intervalo
. Passeio
- Uso externo
. Banho
. Clister
V - Da dieta
- Ar
- Comida, bebida
- Movimento e quietação
- Sono e Vigia
- Detenção e excreção
- Afectos d'animo
- Adicção
Catálogos"
[Livro com com 37 páginas numeradas + páginas de rosto + 2 páginas de Catalogo + 4 de Introdução. Exemplar sem capa. Dimensão:14,50 x 20,50 cms.]
"Uma vez que ele tomou as Caldas sob a sua divina protecção, aqui lhe levantamos um altar, e lhe rezamos um terço, e lhe oferecemos umas sobrecasaquinhas de cera, e lhe acendemos uns tocheiros, e lhe pregamos as abas na sobrecasaca com ancoras, para que a ventaneira das ditas abas não apague a luz das tochas.
Se continuar com a mesma boa vontade, havemos de lhe fazer um círio que meta num chinelo afamado da Senhora do Cabo!"
[Pontos nos ii, jornal de Rafael Bordalo Pinheiro, publicado entre 1885 e 1891.Impresso na Litografia Guedes, em Lisboa.]





Estes nédios napolitanos
Certos aqui, certos além, compadres
De ar solene, soberanos…

Esta estranja loira, aventureira,
Multilingue, multiforme,
Que pára, pasma, filma, fotografa
A Praça para si enorme
Coisinha feiticeira…
E a lusa ralé, olá
De toda a rosa dos ventos
Sabida finória, que vem cá
Gaiteira, alvoraçada,
E vai cheia do que pode, inchada,
Como se as famílias fossem
Regimentos…
E enfim a graça, graça auroral,
- De crescer água na boca –
De certa fruta viva, ondulante,
Fruta que na Praça se desloca,
Sumarenta, doce, aliciante,
Ou que perto paira, por janelas,
Descendo olhares Oh, quadradinhos…
Aos mocinhos esparrelas…


A Praça assim é que vale!
Sou dos desta teoria!
Vejo pouco? Vejo mal?
Saiba quem lê quem escuta:
Pois contei como a via,
Nesta clara descrição:
É isto a Praça da Fruta,
Esta a minha opinião…
Ah! Não! Não! Isto é um esquema,
Mármore meu dum próximo poema.
Luís Rosa Bruno
Gazeta das Caldas, 12 de Novembro de 1957
[Ao Joaquim Saloio, sempre generoso na cedência da sua colecção de postais, os meus agradecimentos.]
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Comentários:
Maria disse...
Não conhecia este texto...Foi preciso chegar ao oitavo postal para ver, lá ao fundo, o prédio onde nasci..Como era diferente dos tempos de hoje, a praça da fruta...Um abraço
10 de Junho de 2007 2:02
Luis Eme disse...
Brilhante...
10 de Junho de 2007 21:07


[Folheto com 15 páginas numerdas + capas. Ilustrações de Rafael Bordalo Pinheiro. Litografia Guedes . Tipografia Castro e Irmão, Lisboa. Data de edição: 1886. Dimensão: 16,00 x 24,00 cms. Textos de Thomas Ribeiro / José Ferreira da Cunha Júnior / Rodrigues da Costa / Zeferino Brandão / Silveira / V. J. de Pina Vidal / Amilcar Pires / Assis de Carvalho / Plinio Pires / Juzarte Caldeira / Ramos da Costa.]
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Comentários:
Maria disse...
Ai ai, a paixão pelos gatos.........
10 de Junho de 2007 2:08
| Reacções: |
Não revestiu esta cerimónia um aspecto aparatoso com pompas e festejos públicos. Os dois consortes eram já casados. As núpcias realizaram-se em 1472 com simplicidade, em família, entre Príncipes e gente da terra, consistindo a solenidade na entrega da noiva por sua mãe "que tudo lhe deu ao Príncipe em muita perfeição."
D. Leonor teve então os dias mais felizes da sua existência.