CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



terça-feira, 8 de maio de 2007

36.ª Página Caldense

A Praça
(fotografia anterior a 1883, data do empedrado)

35.ª Página Caldense

Rafael Bordalo Pinheiro
Busto em cerâmica da autoria de Carlos Constantino

Rafael Bordalo Pinheiro, de monóculo bem assente e poupa encaracolada, comprimentou quem nos visitou, à data do seu nascimento (21 de Março). Durante uma semana, foi a nossa constante companhia .

Peça modelada em barro vermelho, de existência efémera, desfez-se passados alguns dias...

Permanece o Mestre (ainda que em menor formato) de corpo inteiro, na companhia do seu gato Pires.

34.ª página Caldense

Em terras de Portugal
Alfredo Pinto (Sacavém)

Recordações * Esboços * Fantasias
Ilustrações e fotografias do autor
Livraria Ferin, Rua Nova do Almada, 70 a 74, Lisboa - 1914


[...]
"As termas das Caldas da Rainha, onde actualmente me encontro, conheço-as há vinte e nove anos, e a vagarosa evolução que tem sofrido, tem passado perante os meus olhos com um grande interesse.

Não conheço terra próxima de Lisboa que reúna tantos atractivos como as Caldas.

Não terá esta vila aquele encanto de tranquilidade que tinha antigamente antes da chamada civilização do caminho de ferro? Decerto que não, mesmo na estrutura intima da sua vida a diferença é radical.

Voltemos um pouco a vista ao passado para fazermos melhor o paralelo com a vida presente.

Partia-se de Lisboa da estação de Santa Apolónia, e chegava-se à Azambuja pelas 11 horas da manhã; diligencias, largas carruagens, onde podiam levar em cima duas e três malas, conduziam-nos até às Caldas, uma distância de dez léguas. As primeiras povoações por onde passávamos eram Aveiras de Baixo, e depois Aveiras de Cima, Alcoentre d'ali a léguas o lugar do Cercal, onde estacionávamos duas horas para almoçarmos e para descanso do gado.

Ainda me recordo que nos davam em uma estalagem, canja e bela galinha cosida com arroz e presunto. [Pág. 8 e 10] [...]

[7 capítulos. 84 páginas numeradas + capas . Dimensão: 13,50 x 20,00 cms. 42 Imagens]

segunda-feira, 7 de maio de 2007

33.ª Página Caldense

Rafael Bordalo Pinheiro
O exímio artista, mestre da caricatura

Pontos - 3.º Ano, 23 de Outubro de 1898, n.º 43
Proprietário Administrador e Editor: J. Alberto de Sousa
Redacção, Administração e Impressão : Litografia Nacional
Largo de Santa Clara
Tipografia da empresa Literária e Tipográfica - Rua de S. Pedro, 184 (Lisboa)

Rafael Bordalo Pinheiro desenhado por António de Sousa Nogueira (1854-1921), Director Artístico desta publicação de periodicidade semanal e saída ao domingo. Sá de d'Albergaria era o Director Literário de os "Pontos".

[Segundo a obra "Jornais e Revistas Portuguesas do Séc XIX, Coordenação e organização de Gina Guedes Rafael e Manuela Santos, Biblioteca Nacional, Lisboa, 2002, (Vol. II) Os Pontos foram publicados no período compreendido entre Janeiro de 1896 e Dezembro de 1905] [dimensão: 23 x 32,50 cms]

32.ª Página Caldense

O GATO PRETO
Premiada nas principais exposições da Europa e da América
Rua da Victória, Lisboa
Única casa criada em Lisboa para a venda da Louça das Caldas

(Anúncio publicado em 1/4 da 1.ª página)












Serões - Revista Mensal Ilustrada
Vol 11 - Dezembro de 1901 - Número 8
Preço 200 Réis

31.ª Página Caldense

GIL VICENTE NAS CALDAS
Uma Página da Crónica Caldense - Século XVI
Conferência que Rui Forsado compôs e leu, diante dos
moradores da antiga vila da Rainha D. Leonor,
em a noite de X-Abril-MCMXXXVII

[...]"Escusado é dizer que a notícia, colhida nos periódicos, me entusiasmou a valer, pelo relevo que, mais uma vez, se vai dar à figura literária de Gil Vicente, através da palavra e dos escritos dalguns homens de letras, pela representação de certos Autos no nosso primeiro teatro de declamação e pela exposição bibliográfica organizada pelo município da capital.

E, a par, acudiu-me à memória que, na comemoração vicentina de agora, esta terra publicamente se apresentasse em tal comemoração, na ufania justificada de aqui ter agasalhado o fundador do teatro português."[...]

[Folheto com 26 páginas numeradas + capas. Dimensão: 13 x 20 cms.]

sexta-feira, 4 de maio de 2007

30.ª Página Caldense


A RAINHA D. LEONOR
Teresa Leitão de Barros, escreveu
Inês Guerreiro, ilustrou
O S.N.I. mandou dar à estampa

[...]
"De como empregou os seis lustros de vida que Deus ainda lhe concedeu, falam bem alto as obras de piedade que fundou, as preciosidades artísticas que encomendou e custeou, a memória abençoada, que deixou de si e permitiu a criterioso panegirista qualificá-la, sem adulação, como a «mais perfeita rainha que nasceu no reino de Portugal» e acrescentar que, se as suas acções foram boas enquanto se conservou no estado de donzela, foram «no de casada, melhores, no de viuvez, boníssimas»."[Página 28]

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"O seu interesse pela invenção da Imprensa e a largueza das vistas de que deu prova ao alcançar decerto todas as vantagens e desvantagens que dela adviriam, leva-a «com muita dispeza da fazenda» - como o atesta Valentim Fernandes, impressor e tradutor das Viagens de Marco Polo - a mandar imprimir famosas obras de devoção e outras de grande mérito cultural, como a tradução portuguesa da Vita Christi, de Lundolfo Cartesiano, o Livro de Marco Polo, o Livro de Nicolau Neneto e as Cartas de um Genovês Mercador (estas três últimas formando um só volume) os Autos ou Actos dos Apóstolos, o Boosco Deleytoso, o Espelho de Cristina, tradução do célebre Trésor de la Cité des Daimes, de Cristina de Pisano, por muitos considerada como a mais antiga escritora francesa."[Página 29] [...]

[Folheto com 31 páginas numeradas. Capa a cores. N.º 2 dos fascículos Grandes Portugueses. Dimensão: 16,50 x 23,20 cms. Impresso nas Grandes Oficinas Gráficas «Minerva» de Gaspar Pinto de Sousa, Sucrs., Ltd.ª, Vila Nova de Famalicão. Data de Edição: Junho de 1949.]

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Dois Dedos de Conversa


Hoje, dia 3, Cavacos das Caldas, faz um mês.

Impõe-se um momento de pausa para dois dedos de conversa.

Conversa com quem ao longo do mês, visitou estas Páginas Caldenses e nelas deixou impressa a sua opinião.

Mas antes, duas especiais lembranças.

À Joana, que muito pacientemente, me lançou na blogosfera. Professora: já faço "postagens", adiciono imagens, altero datas e introduzo links!

Ao Zé Ventura, o grande responsável por estas minhas divagações por este novo mundo; é com ele que quase diariamente troco impressões sobre o melhor método de "blogar". Aprendo sempre qualquer coisa; e quando deparo com um qualquer problema, lá vai o meu teclado parar às suas mãos.

Surgem então os meus leitores e dou a palavra aos meus comentaristas.

Rolando, sempre amigo, envia-me palavras gratas de ler;

Maria, a misteriosa visitante das noites calmas, de quem já me sinto cúmplice;

Luis Eme, teclado de mil passeios e notícias, noticia-me;

João, acompanha-me saboreando um longo (certamente, fresco) drink, pelas vias imaginárias de uma cidade em construção;

João Norte oferece-me versos...

É boa a vossa companhia. Continuem a aparecer.

Eu por aqui vou estar, com mil e um livros de braçado. Alguns das Caldas, outros do meu sedutor cúmplice, Bordalo Pinheiro.

E alguns mais: os autores e os livros de que eu gosto.

E de quando em quando, inevitavelmente, um gato ...

Como quase tudo na vida, também a blogosfera é um universo de (boas) cumplicidades.

Continuarei a partilhar leituras.

José Eduardo Agualusa - Fiction Prize



José Eduardo Agualusa e Mia Couto, Café Literário Loja 107 (2002)

Parabéns José Eduardo.
O Independent Foregn Fiction Prize foi hoje concedido a José Eduardo Agualusa.

29.ª Página Caldense


ONDE FAZER A CURA DAS ÁGUAS?
Dr. Ascensão Contreiras, Médico Hidrologista
Edições Turismo

[...] Referindo-nos, ainda, às afecções cutâneas, para as de fundo pruriginoso ou irritativo, além das águas a que acabámos de referir, são de aconselhar as de Alcaçarias, Caldas Santas de Carvalhelhos ou as Águas Santas, perto das Caldas da Rainha, igualmente adequadas nas doenças congestivas das mucosas.[Páginas 12/13]

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"Enfim se fôssemos a citar todas as manifestações e as grandes figuras da sociedade que se preocuparam com estes problemas, perder-nos-íamos em divagações, pois só o ficheiro das Caldas da Rainha nos forneceria nomes de alguns milhares de médicos que têm usada da terapêutica hidrológica. [Página 21] [...]

[Folheto com 22 páginas + capas. Dimensão: 12 x 16,50 cms. Inclui 13 imagens. Edições Turismo, Rua do Loreto, 4 - 2º, Lisboa. Impresso na Imprensa Artística, Lda, Rua do Diário de Notícias, 113 - 115, Lisboa. Data de Edição: 1943.]

segunda-feira, 30 de abril de 2007

28.ª Página Caldense

Relatório sobre o Caminho de Ferro das Caldas
à Foz do Arelho
e Iluminação Eléctrica das Caldas da Rainha
Sobre estudos do engenheiro Tigueiros de Martel

Considerações Gerais

"A 10 kilómetros de distância das Caldas da Rainha há uma lindíssima praia denominada a Foz do Arelho. N´uma situação única no país, junto da lagoa d'Óbidos de margens encantadoras muito ricas em caça. Goza do privilégio excepcional de oferecer aos banhistas a escolha entre a onda forte do Oceano e o remanso da lagoa que comunica largamente com o mar e cuja água é portanto salgada e límpida.

A lagoa é muito piscosa prestando-se admiravelmente ao desenvolvimento d'esse sport bem como à cannotage, regatas, natação, etc. apresentando uma área de cerca de 4 kilometros quadrados.

O pitoresco da lagoa com os seus braços caprichosos, o aprazível das suas margens, os pontos de vista, o vasto horizonte marítimo, os pinhais, a proximidade das excelentes Termas das Caldas da Rainha cujas águas sulfúricas dão óptimos resultados nos tratamentos do reumatismo, gota, etc., devem necessariamente atrair a esta região muitos turistas, valetudinarios etc., bem como os capitais para construção de vilas e chalets se entre esta praia e as Caldas houver um meio de transporte rápido, cómodo e económico."[...]


[Dimensão 15 x 22 cms. 21 páginas numeradas + capas. Imprensa Africana, Rua de S. Julião, 58 e 60 - Lisboa. Data de Edição: 1904.]

27.ª Página Caldense

Caldas da Rainha (Portugal)
Eaux Sulfureuses * Centre de Tourisme * D'art et d'Histoire
1934

"A estância termal das Caldas da Rainha é das mais importantes de Portugal. O seu balneário, instalado dentro de uma pequena cidade duns 8 mil habitantes, a cerca de 100 quilómetros de Lisboa, a que a ligam comboios cómodos e excelentes estradas, é enorme e com boas instalações, estando a sofrer grandes modificações que o vão tornar um dos melhores balneários de águas sulfurosas que se conhecem."[...]







«Assinaturas do Provedor do Hospital e dos engenheiros que dirigiram a reconstrução por ordem do rei D. João V, num documento existente no arquivo do Balneário.» [Página 14]









[Folheto com as dimensões de 16 x 23 cms. 24 páginas numeradas + capas. Texto bilingue: Português-Francês. 19 imagens. Impresso na Tipografia Caldense, Caldas da Rainha]

Café Literário

Lídia Jorge
Café Literário - 27 de Abril de 2007

domingo, 29 de abril de 2007

26.ª Página Caldense

ASSOCIAÇÃO DE PROPAGANDA E DEFESA DOS INTERESSES DAS CALDAS
Informador dos Amigos e Visitantes das Caldas da Rainha
Caldas da Rainha de Portugal


A CIDADE DE CALDAS DA RAINHA FAZ 20 ANOS

"Em 1927, o Governo elevou, por decreto, a vila de Caldas da Rainha à categoria de cidade, reconhecendo desse modo o esforço progressivo dos caldenses e as qualidades duma terra que, pelo seu comércio, pela sua agricultura, pelo seu valor termal e turístico, obteve sem dificuldade, esse justo galardão.

Caldas da Rainha ascendeu, assim, e mui justamente, ao lugar de única cidade da Estremadura, que hoje é, depois de Lisboa, capital do Império, e de Setúbal, cabeça de distrito.

A plêiade e homens que, para a consecução desse objectivo tanto contribuiu, e aos que, sucedendo-lhe têm sabido mante-la em tão honrosa categoria. Caldas tributa, reconhecida, uma homenagem e uma gratidão bem merecidas, e recorda a união de todos os caldenses que, isenta de perniciosos parcialismos, foi a grande razão de ser da decisão do Governo.

Em 1947, vinte anos depois, Caldas da Rainha, outra vez unida, vai comemorar, condignamente, a data de 26 de Agosto e espera que, como em 1927, uma nova fase da sua vida se inicie, ainda mais fortemente progressiva e cada vez mais digna da brilhante posição que o povo caldense para si soube conquistar."


[Folheto de 2000 exemplares, impresso na Minerva Caldense em 1974. Dimensões: 13,80 x 21,00 cm. Tem a particularidade de as suas páginas serem aparadas em recorte. Impresso a castanho, texto e imagens. Incluí 25 páginas de publicidade, num total de 50 páginas não numeradas.]