CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



segunda-feira, 7 de maio de 2007

33.ª Página Caldense

Rafael Bordalo Pinheiro
O exímio artista, mestre da caricatura

Pontos - 3.º Ano, 23 de Outubro de 1898, n.º 43
Proprietário Administrador e Editor: J. Alberto de Sousa
Redacção, Administração e Impressão : Litografia Nacional
Largo de Santa Clara
Tipografia da empresa Literária e Tipográfica - Rua de S. Pedro, 184 (Lisboa)

Rafael Bordalo Pinheiro desenhado por António de Sousa Nogueira (1854-1921), Director Artístico desta publicação de periodicidade semanal e saída ao domingo. Sá de d'Albergaria era o Director Literário de os "Pontos".

[Segundo a obra "Jornais e Revistas Portuguesas do Séc XIX, Coordenação e organização de Gina Guedes Rafael e Manuela Santos, Biblioteca Nacional, Lisboa, 2002, (Vol. II) Os Pontos foram publicados no período compreendido entre Janeiro de 1896 e Dezembro de 1905] [dimensão: 23 x 32,50 cms]

32.ª Página Caldense

O GATO PRETO
Premiada nas principais exposições da Europa e da América
Rua da Victória, Lisboa
Única casa criada em Lisboa para a venda da Louça das Caldas

(Anúncio publicado em 1/4 da 1.ª página)












Serões - Revista Mensal Ilustrada
Vol 11 - Dezembro de 1901 - Número 8
Preço 200 Réis

31.ª Página Caldense

GIL VICENTE NAS CALDAS
Uma Página da Crónica Caldense - Século XVI
Conferência que Rui Forsado compôs e leu, diante dos
moradores da antiga vila da Rainha D. Leonor,
em a noite de X-Abril-MCMXXXVII

[...]"Escusado é dizer que a notícia, colhida nos periódicos, me entusiasmou a valer, pelo relevo que, mais uma vez, se vai dar à figura literária de Gil Vicente, através da palavra e dos escritos dalguns homens de letras, pela representação de certos Autos no nosso primeiro teatro de declamação e pela exposição bibliográfica organizada pelo município da capital.

E, a par, acudiu-me à memória que, na comemoração vicentina de agora, esta terra publicamente se apresentasse em tal comemoração, na ufania justificada de aqui ter agasalhado o fundador do teatro português."[...]

[Folheto com 26 páginas numeradas + capas. Dimensão: 13 x 20 cms.]

sexta-feira, 4 de maio de 2007

30.ª Página Caldense


A RAINHA D. LEONOR
Teresa Leitão de Barros, escreveu
Inês Guerreiro, ilustrou
O S.N.I. mandou dar à estampa

[...]
"De como empregou os seis lustros de vida que Deus ainda lhe concedeu, falam bem alto as obras de piedade que fundou, as preciosidades artísticas que encomendou e custeou, a memória abençoada, que deixou de si e permitiu a criterioso panegirista qualificá-la, sem adulação, como a «mais perfeita rainha que nasceu no reino de Portugal» e acrescentar que, se as suas acções foram boas enquanto se conservou no estado de donzela, foram «no de casada, melhores, no de viuvez, boníssimas»."[Página 28]

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"O seu interesse pela invenção da Imprensa e a largueza das vistas de que deu prova ao alcançar decerto todas as vantagens e desvantagens que dela adviriam, leva-a «com muita dispeza da fazenda» - como o atesta Valentim Fernandes, impressor e tradutor das Viagens de Marco Polo - a mandar imprimir famosas obras de devoção e outras de grande mérito cultural, como a tradução portuguesa da Vita Christi, de Lundolfo Cartesiano, o Livro de Marco Polo, o Livro de Nicolau Neneto e as Cartas de um Genovês Mercador (estas três últimas formando um só volume) os Autos ou Actos dos Apóstolos, o Boosco Deleytoso, o Espelho de Cristina, tradução do célebre Trésor de la Cité des Daimes, de Cristina de Pisano, por muitos considerada como a mais antiga escritora francesa."[Página 29] [...]

[Folheto com 31 páginas numeradas. Capa a cores. N.º 2 dos fascículos Grandes Portugueses. Dimensão: 16,50 x 23,20 cms. Impresso nas Grandes Oficinas Gráficas «Minerva» de Gaspar Pinto de Sousa, Sucrs., Ltd.ª, Vila Nova de Famalicão. Data de Edição: Junho de 1949.]

quarta-feira, 2 de maio de 2007

Dois Dedos de Conversa


Hoje, dia 3, Cavacos das Caldas, faz um mês.

Impõe-se um momento de pausa para dois dedos de conversa.

Conversa com quem ao longo do mês, visitou estas Páginas Caldenses e nelas deixou impressa a sua opinião.

Mas antes, duas especiais lembranças.

À Joana, que muito pacientemente, me lançou na blogosfera. Professora: já faço "postagens", adiciono imagens, altero datas e introduzo links!

Ao Zé Ventura, o grande responsável por estas minhas divagações por este novo mundo; é com ele que quase diariamente troco impressões sobre o melhor método de "blogar". Aprendo sempre qualquer coisa; e quando deparo com um qualquer problema, lá vai o meu teclado parar às suas mãos.

Surgem então os meus leitores e dou a palavra aos meus comentaristas.

Rolando, sempre amigo, envia-me palavras gratas de ler;

Maria, a misteriosa visitante das noites calmas, de quem já me sinto cúmplice;

Luis Eme, teclado de mil passeios e notícias, noticia-me;

João, acompanha-me saboreando um longo (certamente, fresco) drink, pelas vias imaginárias de uma cidade em construção;

João Norte oferece-me versos...

É boa a vossa companhia. Continuem a aparecer.

Eu por aqui vou estar, com mil e um livros de braçado. Alguns das Caldas, outros do meu sedutor cúmplice, Bordalo Pinheiro.

E alguns mais: os autores e os livros de que eu gosto.

E de quando em quando, inevitavelmente, um gato ...

Como quase tudo na vida, também a blogosfera é um universo de (boas) cumplicidades.

Continuarei a partilhar leituras.

José Eduardo Agualusa - Fiction Prize



José Eduardo Agualusa e Mia Couto, Café Literário Loja 107 (2002)

Parabéns José Eduardo.
O Independent Foregn Fiction Prize foi hoje concedido a José Eduardo Agualusa.

29.ª Página Caldense


ONDE FAZER A CURA DAS ÁGUAS?
Dr. Ascensão Contreiras, Médico Hidrologista
Edições Turismo

[...] Referindo-nos, ainda, às afecções cutâneas, para as de fundo pruriginoso ou irritativo, além das águas a que acabámos de referir, são de aconselhar as de Alcaçarias, Caldas Santas de Carvalhelhos ou as Águas Santas, perto das Caldas da Rainha, igualmente adequadas nas doenças congestivas das mucosas.[Páginas 12/13]

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"Enfim se fôssemos a citar todas as manifestações e as grandes figuras da sociedade que se preocuparam com estes problemas, perder-nos-íamos em divagações, pois só o ficheiro das Caldas da Rainha nos forneceria nomes de alguns milhares de médicos que têm usada da terapêutica hidrológica. [Página 21] [...]

[Folheto com 22 páginas + capas. Dimensão: 12 x 16,50 cms. Inclui 13 imagens. Edições Turismo, Rua do Loreto, 4 - 2º, Lisboa. Impresso na Imprensa Artística, Lda, Rua do Diário de Notícias, 113 - 115, Lisboa. Data de Edição: 1943.]

segunda-feira, 30 de abril de 2007

28.ª Página Caldense

Relatório sobre o Caminho de Ferro das Caldas
à Foz do Arelho
e Iluminação Eléctrica das Caldas da Rainha
Sobre estudos do engenheiro Tigueiros de Martel

Considerações Gerais

"A 10 kilómetros de distância das Caldas da Rainha há uma lindíssima praia denominada a Foz do Arelho. N´uma situação única no país, junto da lagoa d'Óbidos de margens encantadoras muito ricas em caça. Goza do privilégio excepcional de oferecer aos banhistas a escolha entre a onda forte do Oceano e o remanso da lagoa que comunica largamente com o mar e cuja água é portanto salgada e límpida.

A lagoa é muito piscosa prestando-se admiravelmente ao desenvolvimento d'esse sport bem como à cannotage, regatas, natação, etc. apresentando uma área de cerca de 4 kilometros quadrados.

O pitoresco da lagoa com os seus braços caprichosos, o aprazível das suas margens, os pontos de vista, o vasto horizonte marítimo, os pinhais, a proximidade das excelentes Termas das Caldas da Rainha cujas águas sulfúricas dão óptimos resultados nos tratamentos do reumatismo, gota, etc., devem necessariamente atrair a esta região muitos turistas, valetudinarios etc., bem como os capitais para construção de vilas e chalets se entre esta praia e as Caldas houver um meio de transporte rápido, cómodo e económico."[...]


[Dimensão 15 x 22 cms. 21 páginas numeradas + capas. Imprensa Africana, Rua de S. Julião, 58 e 60 - Lisboa. Data de Edição: 1904.]

27.ª Página Caldense

Caldas da Rainha (Portugal)
Eaux Sulfureuses * Centre de Tourisme * D'art et d'Histoire
1934

"A estância termal das Caldas da Rainha é das mais importantes de Portugal. O seu balneário, instalado dentro de uma pequena cidade duns 8 mil habitantes, a cerca de 100 quilómetros de Lisboa, a que a ligam comboios cómodos e excelentes estradas, é enorme e com boas instalações, estando a sofrer grandes modificações que o vão tornar um dos melhores balneários de águas sulfurosas que se conhecem."[...]







«Assinaturas do Provedor do Hospital e dos engenheiros que dirigiram a reconstrução por ordem do rei D. João V, num documento existente no arquivo do Balneário.» [Página 14]









[Folheto com as dimensões de 16 x 23 cms. 24 páginas numeradas + capas. Texto bilingue: Português-Francês. 19 imagens. Impresso na Tipografia Caldense, Caldas da Rainha]

Café Literário

Lídia Jorge
Café Literário - 27 de Abril de 2007

domingo, 29 de abril de 2007

26.ª Página Caldense

ASSOCIAÇÃO DE PROPAGANDA E DEFESA DOS INTERESSES DAS CALDAS
Informador dos Amigos e Visitantes das Caldas da Rainha
Caldas da Rainha de Portugal


A CIDADE DE CALDAS DA RAINHA FAZ 20 ANOS

"Em 1927, o Governo elevou, por decreto, a vila de Caldas da Rainha à categoria de cidade, reconhecendo desse modo o esforço progressivo dos caldenses e as qualidades duma terra que, pelo seu comércio, pela sua agricultura, pelo seu valor termal e turístico, obteve sem dificuldade, esse justo galardão.

Caldas da Rainha ascendeu, assim, e mui justamente, ao lugar de única cidade da Estremadura, que hoje é, depois de Lisboa, capital do Império, e de Setúbal, cabeça de distrito.

A plêiade e homens que, para a consecução desse objectivo tanto contribuiu, e aos que, sucedendo-lhe têm sabido mante-la em tão honrosa categoria. Caldas tributa, reconhecida, uma homenagem e uma gratidão bem merecidas, e recorda a união de todos os caldenses que, isenta de perniciosos parcialismos, foi a grande razão de ser da decisão do Governo.

Em 1947, vinte anos depois, Caldas da Rainha, outra vez unida, vai comemorar, condignamente, a data de 26 de Agosto e espera que, como em 1927, uma nova fase da sua vida se inicie, ainda mais fortemente progressiva e cada vez mais digna da brilhante posição que o povo caldense para si soube conquistar."


[Folheto de 2000 exemplares, impresso na Minerva Caldense em 1974. Dimensões: 13,80 x 21,00 cm. Tem a particularidade de as suas páginas serem aparadas em recorte. Impresso a castanho, texto e imagens. Incluí 25 páginas de publicidade, num total de 50 páginas não numeradas.]

Breve Pausa


"Criei-me entre livros, fazendo amigos invisíveis em páginas que se desfaziam em pó e cujo cheiro ainda conservo nas mãos."
Riuz Zafón
A Sombra do Vento, Publicações Dom Quixote
1.ª Edição, 2004
ISBN 972-20-3230-5

25.ª Página Caldense

CALDAS DA RAINHA
(Roteiro-Guia)
Edição da GAZETA DAS CALDAS", 1926



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"Se um dia Portugal for feito em torresmos por um sol de rachar, será nas Caldas da Rainha que escaparão os raras sobreviventes destinados a levar ao futuro a notícia de que existiu neste mundo uma raça que se chamou portuguesa."

Pinheiro Chagas

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"A linda vida das Caldas da Rainha é o centro da vilegiatura que em Portugal mais se parece com as terras francesas e alemãs."


Ramalho Ortigão
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"É a estância mais frequentada do país."


Dr. Tenreiro Sarzedas
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"O clima das Caldas é muito agradável . A sua temperatura média durante a estação balnear é de 20.º."


Dr. Alfredo Luiz Lopes


[Impresso na Tipografia Caldense - Rua José Malhoa, 9 e 11 - é publicado pela Gazeta das Caldas, Jornal Regionalista, cujo director é António Leitão. Folheto de 13,80 x 22 cms. Capa com uma cor. Inclui um mapa desdobrável. Contem 16 imagens a preto e branco e uma página de extra-texto reproduzindo o quadro de José Malhoa, "Rainha D. Leonor de Lencastre".]

sábado, 28 de abril de 2007

24.º Página Caldense

Caldas da Rainha

"Quem não conhece esta linda e acolhedora cidade, rica de atractivos, dotada pela Natureza com todas as condições de agrado?!

Autêntico caleidoscópio, variando a cada instante de motivos que nos prendem, que nos cativam, que nunca mais nos esquecem e, pelo contrário, recordamos a cada instante, com saudade.

Por curiosidade, experimentem dobrar pelo meio, um mapa de Portugal e verão que a linha dessa dobra passa pelas Caldas da Rainha.

Caldas da Rainha é portanto, o centro, o «Coração de Portugal», o ponto ideal para base das vossas Férias, seja qual for o prisma porque encaremos o problema.



«Centro da mais artística e da mais pitoresca região de todo o País», como afirmava Ramalho Ortigão, é também o único recanto de uma frescura aprazível, quando a canícula esbraseia todo o resto da Península.

Estância «Chic» desde sempre, onde os Reis tinham o seu Palácio de Verão, por aqui passaram quase todos, desde D. Leonor, sua Fundadora, até D. Manuel II.

As velhas árvores da Mata e do Parque ocultaram muita aventura galante e muita intriga política.

Muitos Reis deixaram vincada a sua passagem, com melhoramentos no balneário e na cidade, destacando-se dentre eles, o Rei Magnânimo que restaurou o Balneário e construiu o actual edifício da Câmara e os chafarizes.

Da quietude repousante dos velhos plátanos e ulmeiros, do perfume das suas tílias, da poesia do seu Lago esverdeado, emoldurado de choupos e chorões, em cujas águas deslizam, em promiscuidade, lado a lado, os barcos de recreio e os cisnes, majestosos, dum branco imaculado, todos vos podem falar." [...]

[Folheto com seis páginas em harmónio. 12 imagens coloridas, sendo 3 assinadas por Leonel Cardoso e datadas de 1970. Sem indicação de responsável de edição. Sem data. Dimensão: 12,50 x 18,00 cms.]