Caldas da RainhaRainha das Termas de Portugal
Estância termal * Águas Sulfúreas-calcárias * Arte e História
* Centro de Turismo * Belezas Naturais
Caldas da Rainha
(Distribuição gratuita)
J. A. Ferreira MadailTyp. da Empresa da História de Portugal
1909Foi pois o Hospital Real no núcleo fundamental da povoação; à sombra d'ele vieram as primeiras trinta famílias que no local se fixaram durante a construção do edifício, à sombra dele medrou e cresceu a vila, e vive ainda hoje uma grande parte dos seus habitantes.

Hoje conta 4.639 habitantes.
A primeira rua foi denominada a Rua Nova e tinha começo junto ao hospital, no largo da Copa, hoje Largo Rainha D. Leonor.
As primeiras casas foram edificadas em terrenos pertencentes ao hospital e dados de aforamento aos colonos.
Esta rua já hoje não tem, infelizmente, a mesma denominação.
E digo infelizmente porque nunca as vantagens da mudança d´estas nomenclaturas compensam os grandes inconvenientes a que muitas vezes dão lugar.
Por isso entendo que não devem ser alteradas, a menos que para tal militem ponderosas razões, e nunca quando sejam elementos curiosos para a história das povoações.
Estão neste caso as primeiras ruas que se traçaram e onde viveram os primitivos habitantes.
A povoação assim criada, recebeu o título simplesmente de Vila."
[Pequeno livro com as dimensões de 11,50 x 18 cms, 72 páginas numeradas, incluindo 21 imagens. O tema é tratado em 3 capítulos: Hospital Real / A Vila / Arredores. Mapa incluído no final do texto.]

Crítica de Circunstância
Luiz Pacheco
Editora Ulisseia
Colecção Vária, n.º 6
1.ª Edição, 1966
“O CACHECOL DO ARTISTA”
[…]"O ARTISTA PRECISA DE UM CACHECOL
Pode ser que conheças, Leitor, qualquer artista na necessidade: não o desampares, muito especialmente por estes dias de Inverno. E não conhecendo, e querendo, não faças cerimónia: manda o que quiseres.
Aceitamos tudo:
Dinheiro, cigarros, fatiota, roupas de cama, mercearias, BACALHAU, brinquedos, livros, esferográficas, papel de máquina, vitaminas, uma corneta (para eu tocar num dia que cá sei), viagens pelo continente, estadias em casas de muito sossego, garrafas de vinho, revistas com nus (são para mim), um casaco de abafar (é para a minha senhora), pastéis de nata, salsichas, passas e nozes, tâmaras, um osso com tutano para o caldo da Gèninha, lâminas de barba, o perdão das nossas dívidas, uma assinatura do Jornal de Letras e Artes (minha leitura predilecta), bolo-rei, bolsa da Gulbenkian (proposta: uma biografia de Bocage), uma caixa de bombons, passarinhos assados, orelheira de porco, latas de conserva (gostamos de qualquer marca), etc., etc., etc.
O Artista agradecido
Luiz Pacheco
Sua casa: R. RAPHAEL BORDALLO PINHEIRO n.º 2, r/c – CALDAS DA RAINHA”
[Página 144]
Esta informação foi recolhida de um exemplar cedido pelo amigo Jaime Neves. Os meus agradecimentos.
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Comentários:
Maria disse...
Luiz Pacheco e outros Luises daí de Caldas (ou que estão em Caldas) - frequentadores do Café Central e, nas noites de convívio, do Inferno d'Azenha...Algumas das criancinhas de que ele fala conheci-as na barriga da mãe...
26 de Abril de 2007 20:07
Guillaume Apollinaire
[Preço avulso: 20 Réis - Editor: Gomes d'Avellar - Impressão: Imprensa moderna Santos & Moreira - Campo de Santa Clara, 144/146 - Lisboa - N.º de Páginas: 16 numeradas + capa em papel de cor - Dimensão: 12,50 x 18,50 cms]
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[Cavacos das Caldas é publicado entre 1896 e 1898. José Gomes de Avelar, politico, jornalista e ceramista é o seu editor e proprietário. Assina com o nome de Belisário. A capa desta pequena brochura reproduz uma ilustração da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro: Zé Povinho e José Gomes de Avelar em alegre cavaqueira.
| Reacções: |
Parabéns Mia.
O Prémio União Latina, foi hoje conferido ao escritor moçambicano Mia Couto.
