CAVACOS DAS CALDAS II

DICIONÁRIO GRÁFICO BORDALIANO

alguns livros, cerâmicas, belos gatos e algo mais...



quinta-feira, 19 de abril de 2007

Os Direitos Inalienáveis do Leitor

1
O Direito de não Ler
2
O Direito de Saltar Páginas
3
O Direito de não Acabar Um Livro
4
O Direito de Reler
5
O Direito de Ler não Importa o Quê
6
O Direito de Amar os Heróis dos Romances
7
O Direito de Ler não Importa Onde
8
O Direito de Saltar de Livro em Livro
9
O Direito de Ler em Voz Alta
10
O Direito de Não Falar no que se Leu

[Daniel Pennac - Como Um Romance
Edições Asa, ISBN 972-41-2969-1]

quarta-feira, 18 de abril de 2007

15.ª Página Caldense

CAVACOS DAS CALDAS
Caldas da Rainha, 15 de Julho de 1897 - N.º 24
Publicação semanal

[...]
"Nem menos de 5 negociantes turcos se acham temporariamente aqui estabelecidos, fazendo concorrência ao comércio e industria caldenses.

Esses comerciantes e industria lamentam-se, chorando-se pelos prejuízos que sofrem com aquela concorrência, e mais nada.

Quem é que diz lá que se unem para evitar os seus próprios males?

E tudo assim caminha nas Caldas. Nós já tivemos o supino atrevimento de lembrar um alvitre de reconhecido proveito, quando praticado. Mas hão-de ver que ninguém se mexe e por fim tudo se limitará a exclamar:

Gememos contribuições?
Dá-nos isso certo abalo?
Talvez não venham p'ro ano,
Nada de pressas, deixá-lo.

Também não nos cansamos mais. Para que sermos mais papistas que o próprio papa?"
[Páginas 7 e 8]
__________________________________________________
O Sexteto do Maestro Gaspar

"Continua a abrilhantar os bailes do club, com aplauso geral. É variado e lindíssimo o seu reportório, como sempre magnificamente executado sob a regência do maestro Gaspar, um dos mais provados talentos musicais portugueses.

Os trechos de música que todas as noites o sexteto nos faz ouvir, têm todos a nota musical mais em evidência ou celebrada; nesse número compreenderemos excertos das mais aplaudidas zarzuelas que este inverno passado se cantaram em Lisboa e são adaptadas para sexteto pelo seu distinto regente.

Um bravo ao notável maestro Gaspar e ao seu sexteto e que lá de quando em quando, por entre a música selecta ou d'ópera sempre bem recebida, que não esqueça:

Solo, solo um pedacito
De música que sem audácia
Arranque a um certo compadre
Olé, que viva la gracia.

Os bailes do club não têm lá estado muito animados.

Abundância de senhoras e muitíssima falta de rapazes valsistas.

Durante o dia os nossos hospedes limitam-se a ter como distracções balneares de todos os dias, o mesmo parque, com os mesmos botes no lago e mais coisa nenhuma.

Isto vai muito bonito
Sério e requebrandinho
Vai tudo às mil maravilhas
As Caldas vai de carrinho.

E a D. Iniciativa
Muito e muito descansada
Três vezes nove vinte e sete
Já se vê noves fora nada.

Lá que as Caldas em progresso
Mostra ser um belo facho
Não há dúvida, mas em paga
A sua formosa estação
Ir-se-há p'la água abaixo."

[Páginas 10 e 11]

[Preço avulso: 20 Réis - Editor: Gomes d'Avellar - Impressão: Imprensa moderna Santos & Moreira - Campo de Santa Clara, 144/146 - Lisboa - N.º de Páginas: 16 numeradas + capa em papel de cor - Dimensão: 12,50 x 18,50 cms]

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[Cavacos das Caldas é publicado entre 1896 e 1898. José Gomes de Avelar, politico, jornalista e ceramista é o seu editor e proprietário. Assina com o nome de Belisário. A capa desta pequena brochura reproduz uma ilustração da autoria de Rafael Bordalo Pinheiro: Zé Povinho e José Gomes de Avelar em alegre cavaqueira.

Gomes de Avelar é o proprietário de uma fábrica de cerâmica, onde Bordalo faz as suas primeiras experiências com o barro caldense.]

Mia Couto - Prémio União Latina

MIA COUTO - 17 DE DEZEMBRO DE 2001 - LOJA 107
(na companhia do gato Gil Vicente)

Parabéns Mia.

O Prémio União Latina, foi hoje conferido ao escritor moçambicano Mia Couto.

14.ª Página Caldense

PLANO DA VILA DAS CALDAS FEITO NO ANNO DE 1742
EM QUE EL-REY NOSSO SENHOR FOI TOMAR O REMÉDIO DOS BANHOS

"Lista das principais pessoas q acompanharão a S. S. Mag.es e Altezas na jornada das Caldas com a demarcação das ruas, e cazas em q assistião".

1 - Porta do Paço del Rey, do Príncipe, e dos Senhores Infantes D. Pedro, e D. Ant.º = Cazas do Dr. Antonio Morª. de Lima, e outras.
2 - Communicação de ambos os Paços.
3 - Porta do Paço da Rainha, N. Srª. e Priceza do Brazil.
4 - Caminho do Coche em q El Rey vai pª o Banho.
5 - Caza feita de novo pª El Rey entrar no banho.
6 - O Exm.º Cardeal da Cunha
7 - O Exm.º Cardeal da Mota com os 3 Secretr.ºs de Estado...
8 - O Duque Estribrº mor...
9 - O Marques Mordomo mor...
10 - O Marques de Marialva...
11 - O Marques de Abantes
12 - O Conde de Unhão
13 - O Conde Baráo
14 - O Conde Apozentador mor...
15 - O Conde de Alvor
16 - O Estribrº mor da Rainha N. Sr.ª D. Diogo de Menezes
17 - O Bisconde de Ponte de Lima
18 - Luis Cezar de Men.es...
19 - D. Aff.º de Noronha
20 - O Conde da ponte...
21 - Ayres de Saldanha...
22 - o R.mº Reformador no Hospício dos P. P.es Arrabidos.
23 - Os R.mºs P. P.es Confessores de S. S. Magestades e Altezas...
24 - o R.mº P.e Confeçor da Rainha N. S...
25 - Caza da Neve = a de Mariana de S.ª no Terreirinho.
26 - O Portr.º da camara de S. Mag.e e Estribr. menor da Rainha N. Sr.ª João X.er da Silva...
27 - O Port.º da Camara da Rainha N. Sr.ª João da S.ª Machado...
28 - O Goarda Damas M.el Viegas...
29 - Caet.º de Andr.e João Lucas de Barros...
30 - Niculao da Cunha M.el e Fr.cº de Andr. e Corvo mossos da goarda roupa de S. Mg.e
31 - João Pedro Ludovice - cazas de João Cravr.º no Rocio
32 - Off.es da Secretaria e portr.º
33 - B.ttº X.er Secretr.º do Ex.tº
34 - O Portr.º das Damas com dois Repostr.os
35 - O P.e Ant.º da S.ª e Pedro da Silv.ª
36 - Pedro Ant.º virgolino, e M.el Loppes da Silv.ª
37 - Dous acolitos p.ª as missas
38 - O Medico da Rainha N. Sr.ª
39 - O Medico de Ser.mº S.r Inf.e D. Ant.º
40 - O Boticario da R.ª n. S.rª
41 - Felix Per.ª Cirurgião
42 - M.el Vieira e outro Companhr.º
43 - O Boticario Del Rey
44 - Seis reposteir.ºs
45 - Mais reposteir.ºs
46 - Mais reposteir.ºs
47 - Armadores e Tapec.rºs
48 - Sevadr.º
49 - O Pad.rº da Rainha N.S.
50 - Mantieiro
51 - o Ben.dº Ant.º Baptista e o P.e Thomas Feyo
52 - Bernardo de Olivr.ª seu Irmão e outros criados
53 - Pª Mantearia , cozinha, oxarias e criados pertencentes a ella.
54 - Mossos da Prata
55 - Mossos da Cadr.ª da Princeza N. S.rª
56 - Assentistas
57 - Pª hu March.te e asouge
58 - Almotace mor...
59 - Os Medicos de S. Mag.e, e o Cirurgião Ant.º Soarez
60 - Pª o R.mº de Alcobaça...
61 - O Dez.º Duarte Salter de Mendonça...
62 - Apozentadores da Corte...

Ruas, praças, igrejas, etc - «Rua nova - Largo do Spirito S.tº - Hospital - Cadea - Fonte - Banhos - N. S.rª do Populo - Volta dos Sinos - Sitio da Caza Real em que assistio a Raynha Fundadora - Rua da Caza Real - Rua da Calçada da Raynha - Praça Velha - Terreiro das gralhas - N. S.rª do Rozario - Rua direita - Rua de Oliveira - Rua dos fornos - Rocio - Encanam.tº da Sahida da agoa dos banhos - Estrada de Obidos - Rua do jogo da bola - Cruz do jogo da bola - Rua do Cabo da Vila - Cruz do Cabo da Vª»
«anno de 1742»

[Autor: João Pedro Ludovice (?) Arquitecto - Fonte: Catálogo da Colecção de Desenhos - Autor: Ayres de Carvalho - Edição: Presidência do Conselho de Ministros / Secretaria de estado da Cultura / Direcção Geral do Património Cultural - Ano de Edição: 1977, Lisboa]


terça-feira, 17 de abril de 2007

Rosas para o Dia Mundial do Livro - Quadras de Fernando Pessoa

Rosa verde, rosa verde...
Rosa verde é coisa que há ?
É uma coisa que se perde
Quando a gente não está lá...

Trazes a rosa na mão
E colheste-a distraída...
E que é do meu coração
Que colheste mais sabida ?

Tens uma rosa na mão,
Não sei se é para me dar.
As rosas que tens na cara
Essas sabes tu guardar...

Levas uma rosa ao peito
E tens um andar que é teu...
Antes tivesses o jeito
De amar alguém, que sou eu.

A rosa que se não colhe
Nem por isso tem mais vida.
Ninguém há que te não olhe
Que te não queira colhida.

Roseiral que não dá rosas
Senão quando as rosas vêm,
Há muito que são formosas
Sem que o amor lhes vá bem.

Dona Rosa, Dona Rosa,
De que roseira é que vem,
Que não tem senão espinhos
Para quem só lhe quer bem?

Dona Rosa, Dona Rosa,
Quando eras inda botão
Disseram-te alguma coisa
De a flor não ter coração?

Floriu a roseira toda
Com as rosas de trepar...
Tua cabeça anda à roda
Mas sabes-te equilibrar.



Fernando Pessoa

[Fernando Pessoa, Quadras,
Edição de Luísa Freire,
Assírio & Alvim,
ISBN972-37-0646-6]

domingo, 15 de abril de 2007

Livros com História

Será que sabe ?

  • Em que data foi assinado o Compromisso do Hospital?
  • De quando é a gravura que mostra o Hospital meses antes do início da reconstrução do edifício?
  • Quando é que foi inaugurado o Hospital de Santo Isidoro?
  • Quando faleceu Rodrigo Berquó?
  • Quando é que nasceu Rafael Bordalo Pinheiro?
  • Qual a data da carta régia de D. Manuel instituindo a Vila das Caldas?

[Actual Rua Heróis da Grande Guerra]

Durante os mêses de Abril e Maio a Loja 107 promove a divulgação de obras sobre a história das Caldas da Rainha, denominada LIVROS COM HISTÓRIA.

São mais de 70 títulos, relacionados com a história da nossa cidade/região e/ou sobre personalidades relacionadas. Não esquecemos as obras ficcionadas.

Começando pela clássica obra de Jorge de S. Paulo "O Hospital das Caldas das Caldas da Rainha até ao ano de 1656", passando (entre muito mais) à “Introdução à História das Caldas da Rainha” de João B. Serra, às “Noticias interessantes da Real Vila das Caldas” de autor anónimo, à biografia da “Rainha D. Leonor” do Conde de Sabugosa, ao “Calcanhar de Aquiles” de Bordalo Pinheiro, à “Cerâmica Portuguesa e Outros Estudos” de José Queirós, à “Viagem a Portugal” de José Saramago, até à “Senhora das Tempestades” de Manuel Alegre, nunca até então tinha sido reunido um tão significativo número de obras subordinada ao tema caldense.


partilhamos leituras com cidade

sábado, 14 de abril de 2007

13.ª Página Caldense

[...]"O filho da porteira chama-se Artur, um nome mais idoso que ele, contemporâneo do olho. Artur, não sei porquê, lembra-me as cavacas das Caldas da Rainha."


[SEGUNDO LIVRO DE CRÓNICAS
António Lobo Antunes
Dom Quixote, 1.ª edição
Outubro de 2002, Pág. 74
Crónica: Sugestões para o lar]




António Lobo Antunes - Café Literário, Loja 107

17 de Novembro de 2006



Para o António com amor.

Isabel



[12 de Abril, de 2007, dia da publicação da Crónica do Hospital, na revista Visão]



quinta-feira, 12 de abril de 2007

12:ª Página Caldense


Artistas Célebres
Rafael Bordalo Pinheiro


"Dez anos são decorridos desde que a morte ceifou em Rafael Bordalo Pinheiro o mais genial artista português do século XIX, e a sua perda, hoje tão sentida como no primeiro dia desse luto nacional, é cada vez mais irreparável, mais comovedora, mais pungente.

Bordalo Pinheiro era a constituição artística mais completa, mais extraordinária, mais sublime. O seu lápis prodigioso, incomparável, deixou milhares de provas imorredoiras dum talento inconfundível. Um traço bastava-lhe para afirmar um grandioso rasgo de génio. Como, ao sairem-lhe da concepção privilegiada, se admiravam então as suas caricaturas primorosas, admitindo-se hoje e há-de a posterioridade admirá-las, porque todas elas, vincando um facto, gravando uma impressão, revestem, a mais do seu cunho de instantâneo, uma actualidade permanente, que só a Arte, na surpresa dos seus mais recônditos, tem o poder de garantir.

Tais foram as obras primas do Bordalo, que só obras primas deixou. A sua memória triunfará dos século, enquanto as belas artes forem a pedra de toque da civilização humana. Ele mesmo vive em cada uma das suas produções monumentais, que hão-de servir de pedestal ao glorioso padrão do preito público, neste momento em via de perpetuar, materializando-a no bronze, a sua insigne e gigantesca figura.

Pela nossa parte, fazemos os mais ardentes votos porque se não faça esperar essa justíssima consagração que a pátria portuguesa prepara a Bordalo pinheiro, que tanto a engrandeceu e honrou."


Enciclopédia das Famílias, Revista Ilustrada de Instucção e Recreio, 29.º Ano
N.º 338 - Fevereiro de 1915
Editor: Manuel Lucas Torres, Rua Diário de Notícias, 93 - Lisboa

[Folheto com 160 páginas + capa em papel de côr;
dimensões: 11,50x 17 cms]

11.ª Página Caldense

O NOVENTA E TREZ
JORNAL DE COMBATE
N.º 139 - 29 de Julho de 1884 - 3.º Ano

Cabeçalho assinado por Rafael Bordalo Pinheiro

"Agora que a estação calmosa acarreta um grande número de lisbonenses a ir procurar na anemidade das praias e dos campo, refúgio contra o calor e monotonia da cidade, é conveniente indicar aos emigrantes as casa que melhor hospitalidade lhe oferecem.

Por isso, recomendamos, nas Caldas da Rainha uma casa particular na Rua dos Fornos 28, aonde se alugam magníficos quartos com as melhores acomodações."

[2.ª página, a meio da terceira coluna]

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor - 23 de Abril



O DIA MUNDIAL DO LIVRO E DO DIREITO DE AUTOR é comemorado, desde 1996, por decisão da UNESCO, a 23 de Abril.

Dia de S. Jorge, esta data foi escolhida para honrar a velha tradição catalã segundo a qual, neste dia, os cavaleiros oferecem às suas damas UMA ROSA VERMELHA DE SÃO JORGE (Saint Jordi) e recebem em troca, UM LIVRO.
Nesta mesma data é prestada homenagem à obra de grandes escritores: Shakespeare e Cervantes, falecidos em 1616, exactamente a 23 de Abril.
Tendo em atenção:
- que é entre nos que se encontra o único espaço com memória das representações dos autos Vicentinos, foi na na Igreja de Nossa Senhora do Pópulo que Gil Vicente, pela primeira vez, representou perante a Rainha, o AUTO DE S. MARTINHO, em 1504;

- que em 1495, foi impresso em Lisboa, VITA CHRISTI, a mando da Rainha D. Leonor, considerado a primeira obra em língua portuguesa impressa em Lisboa pelo processo tipográfico;

podemo-nos orgulhar que da nossa memória colectiva fazem parte pequenos apontamentos da história do livro em Portugal.

Vamos festejar o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor, proporcionando o encontro entre os autores caldenses e os seus leitores.

Antecipamos 2 dias a festa, e no próximo sábado - dia 21 (entre as 11,00 e as 13,00) na nossa Esplanada Literária acolhemos escritores e leitores, num convívio centrado no "Livro, discreto amigo, que sempre fala ou se cala conforme eu lhe peça", nas palavras de Calderón de la Barca.

mais uma vez partilharemos leituras com a cidade

1.ª Agenda Cultural


AGENDA CULTURAL - ABRIL DE 2007


Café Literário: dia 13 de Abril (sexta-feira)
Horas: 21.00 H
Local: Café Pópulos, Parque D. Carlos I
Autor Convidado: PEDRO QUERIDO
Apresentação do livro: Folha em Branco [Corpos Editora]


"Não percebia o que havia de extraordinário naquele cenário: falava sozinha? Não falamos todos? Falamos todos. É sabido que falamos sozinhos (os atletas em momentos cruciais falam para eles mesmos, para se acalmarem), mas nem sempre o exteriorizamos em articulações labiais e sons familiares; a isso gostamos de chamar "pensar", mas no fundo, é falar sozinho."




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Café Literário: dia 20 de Abril (sexta-feira)
Horas: 21,30 H
Local: Café Pópulos, Parque D. Carlos I
Autor Convidado: Francisco Moita Flores
Apresentação do livro: A Fúria das Vinhas [Casa das Letras]



"Quem subir ao alto de Vargelas ficará com a certeza de que chegou ao ponto mais belo do céu. O Douro visto daquele píncaro é o Paraíso prometido em todas as lições de catequese. É grandiosamente belo! As montanhas entrelaçam-se, magníficas, para, de repente, se escancararem em vales matizados em toda a paleta de verdes e castanhos que Deus inventou. E pelas encostas, as quintas vão pintalgando de branco o silêncio majestoso por onde o Rio serpenteia."


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Café Literário: dia 27 de Abril (sexta-feira)
Horas: 21,30 H
Local: Café Pópulos, Parque D. Carlos I
Autor Convidado: Lídia Jorge
Apresentação do livro: Combateremos a Sombra [Dom Quixote]


"Deveríamos rir-nos da fragilidade da memória, ou pelo menos sorrirmos das artimanhas do seu esquecimento. Na verdade, decorridos três anos depois da passagem do Milénio, se nos perguntarem o que sucedeu durante essa noite que então tomámos por memorável, pouco mais do que a figura sideral de um fogo-de-artifício em forma de chuva de estrelas a cair sobre o estuário de um rio nos virá à mente. E no entanto, a vida não se passou bem assim."



Contamos consigo